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quarta-feira, 16 de março de 2022

The Love Hypothesis, de Ali Hazelwood

Sinopse:

Uma grande e bonita história em que uma aluna sénior da faculdade de ciências conhece um dos professores mais temidos do local e, por causa de questões de amizade, decide começar a namorar-a-fingir com o tal professor: Olive Smith e Adam Carlsen, uma dupla muito improvável, que tem tudo para ser uma das duplas mais engradas deste género literário.


Opinião: 

Um livro leve, com uma história bem contada, inteligente e com muitos momentos interessantes e sexy à mistura. Sinceramente, uma vez que não é o género de livro que costumo ler mais regularmente, estava um bocadinho indecisa em escolhê-lo, mas confesso que todo o interesse que anda à sua volta acabou por me convencer a dar-lhe uma oportunidade. E ainda bem que assim foi! De facto, achei-o uma excelente leitura, muito divertida e romântica, ao mesmo tempo. 

As personagens são muito interessantes, com bastante personalidade e bem construídas. Olive é uma jovem inteligente e nada estereotipada, o que me agradou muito. Adam é um jovem professor cientista também muito interessante, um tanto misterioso e muito honrado. As outras personagens também são interessantes, mas, sem dúvida, Olive e Adam são fantásticos. 

O ambiente/contexto também me chamou a atenção por ser um ambiente de faculdade e fez-me relembrar alguns tempos muito bem passados nesse contexto. Gostei também de toda a parte científica e de haver a preocupação de explorar um tema muito atual: a presença (ou talvez a falta dela) das mulheres na Ciência. Sempre houve mulheres cientistas (ainda bem e é um orgulho!), mas faz falta dar-lhes o destaque que merecem. 

Em relação à escrita e ao enredo, ambos estão muito bem conseguidos. A escrita é muito fluída, o que permite que a leitura seja feita rapidamente, se tal for possível ao leitor. A nível do enredo, também está muito bom, porque todos os pontos acabam por se unir e criam uma história muito realista. Não é só romance, há mais do que romance, e isso também é muito interessante. E o romance existente...oh, esse é muito interessante e divertido. 

Em suma, um romance muito bom, que recomendo a todos os que gostam deste género. 

NOTA (0 a 10): 9

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

The Secret History, de Donna Tartt

Sinopse:

Richard é um jovem que depois de terminar o liceu decide ir para a faculdade. Ao chegar vê-se especialmente curioso com as aulas de Grego e com o seu professor. No entanto, logo é avisado que o professor aceita muito poucos alunos e que talvez não o aceite por já ter um grupo feito. Depois de várias tentativas, Richard acaba por se aproximar do grupo de alunos de Grego e consegue fazer parte da turma. Assim, a necessidade que Richard sente de pertencer a um grupo, de ter amigos e alguém com quem partilhar o dia a dia, vai ser o motor que leva Richard a conhecer alguns dos mais insólitos episódios do dia a a dia do grupo e de como o ser humano faz tudo para sobreviver, seja em que cenário for. 


Opinião:

Este livro não se apresentou como sendo uma leitura fácil, tendo em conta o estilo de narrativa. Foi de facto um desafio, mas foi um desafio que me deu a conhecer uma das histórias mais referidas como sendo uma obra de arte da Literatura moderna, como que um "novo clássico". E este é um novo clássico, esta talvez será a melhor forma de o definir. 

A forma um tanto clássica com que a história é narrada poderá criar algum tipo de estranheza e confesso que fez com que houvesse momentos um pouco mais parados e monótonos que me fizeram demorar imenso tempo a ler o livro. Talvez outro tipo de escrita permitisse uma leitura mais fluída, mas outro tipo de escrita não ia ter o mesmo impacto na ordem clássica deste livro. Por isso, compreendo a sua forma de escrita e o que é que tal significa para a contextualização da obra. 

O que me fez apreciar bastante este livro foi o enredo. O enredo é soberbo, a forma como tudo se liga, como os detalhes vão aparecendo e como o puzzle dos acontecimentos vai encaixando até formar a imagem no seu global. 

Richard é o narrador da história, sendo uma personagem ao início um tanto apagada, mas que acabou me agradar ao longo da história. É um narrador minucioso e atento aos detalhes de tudo o que o rodeia, o que faz dele um bom narrador. Mas são os amigos de Richard que fazem a história e que lhe dão a força para o mistério que transborda em todas as páginas. Os acontecimentos, as explicações, os detalhes que levam aos vários momentos de grande emoção e mistério, estão muito bem narrados e muito bem ligados. 

Gostei muito do livro, apesar de contar gostar ainda mais. Gostei do mistério, gostei dos imensos plot twists que vão aparecendo e que deixam o leitor espantado e gostei da forma como as pontas se foram ligando até formarem a narrativa no geral. 

Por tudo isso, recomendo a leitura deste livro. 

NOTA (0 a 10): 9

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

The Extraordinaries, de T.J. Klune

Sinopse:

Nick Bell sonha todos os dias e noites com o seu herói favorito, o extraordinário Shadow Star, super herói que defende Nova City de todos os perigos. É ele também que escreve as mais fantásticas fanfictions sobre ele. 

Quando acaba por encontrá-lo num momento espantoso, Nick chega a uma conclusão: terá de se tornar num extraordinário também! 

Assim, o jovem vai fazer de tudo para ficar igual ao seu super herói e para tal aconta com o seu grupo de amigos. Um livro muito divertido e emocionante. 


Opinião:

Leitura conjunta. Muito obrigada por teres lido este livro comigo! Foi sem dúvida uma experiência fantástica! Maravilha!

Uma leitura cheia de emoção, romance e aventura, com muitos momentos divertidos, mas também algumas partes bastante melancólicas. 

Gostei muito deste livro, especialmente das personagens e da escrita, que é muito fluída, direta e bem elaborada, criando uma história que toca o coração ao mesmo tempo que faz sorrir e emocionar. Sem dúvida um dos livros mais interessantes sobre super heróis, narrado de um modo muito interessante e bonito. 

As personagens estão muito bem desenvolvidas, cheias de personalidade e muito carisma. Gostei muito da forma como elas foram apresentadas e de como as suas histórias se foram entrelaçando de modo a criar uma narrativa coesa, bem contextualizada e forte. Nick e Seth são as minhas personagens favoritas, mas todas as outras personagens também são muito interessantes, em especial as personagens adultas e as amigas de Nick e Seth. 

Gostei da forma como o mistério da identidade dos extraordinários foi criando uma grande nuvem em torno do enredo, tornando-se a principal linha da narrativa e criando um mistério gigante e muito fixe de desvendar. 

Em suma, um livro excelente, muito bem escrito, com personagens fortes, emocionante e cheio de romance e aventura. Recomendo a todos!

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 21 de novembro de 2021

These Violent Delights, de Chloe Gong

Sinopse:

Uma reinvenção da história de Romeu e Julieta, desta vez passada nos anos 20 do século XX, com muita máfia, questões culturais e romance à mistura.

Quando um mistério aparece nas ruas de Shangai, os gangues têm muito que tentar resolver e muitos mistérios para descobrir. Juliette e Roma, chefes de gangues que se odeiam, terão de tentar ultrapassar as suas questões pessoais para ajudar a compreender os mistérios que assolam as ruas de Shangai e assim preservar os seus negócios. 

Uma alucinante aventura cheia de mafiosos, mistérios e romance.



Opinião:

Leitura conjunta. Muito obrigada pela aventura! Foi fantástica e tornou a leitura muito viciante. 

Gostei bastante deste livro, em especial das questões relacionadas com as peripécias ligadas às máfias e a esse enredo. Achei muito interessante juntar a história de Romeu e Julieta com um mafiosos do século XX, ainda por cima dos anos 20, década sempre interessante de encontrar na Literatura. 

Também gostei bastante das personagens. A história entre Juliette e Roma é muito interessante e a forma como vai sendo desbravada ao longo da narrativa está muito bem conseguida. Também achei muito interessante a forma como foram criando momentos de grande clima romântico no meio de um enredo bastante violento e corrupto. 

A forma como vários enredos se unem ao longo da narrativa mostra a mestria da autora e faz com que a leitura flua de modo rápido e viciante. 

Existem momentos de descrição que se juntam a grandes momentos de ação e aventura, o que também torna a leitura muito interessante.

Em suma, uma boa leitura, cheia de momentos emocionantes, que recomendo a todos os que gostam de adaptações de histórias e de livros de ação e romance. 

NOTA (0 a 10): 7,5

domingo, 1 de agosto de 2021

A Soma de Todos os Beijos, de Julia Quinn

Sinopse:

Sarah é uma jovem que quer muito casar, mas pensa que não será muito fácil devido ao acontecimento relacionado com o duelo entre dois distintos cavalheiros que têm aparecido nesta saga. 

Então, quando se apercebe que terá de acompanhar e estar bastante tempo com um dos protagonistas, Hugh, ainda fica mais desesperada. No entanto, pode ser que seja o que a ajude a encontrar o verdadeiro amor e tornar o seu sonho realidade. 

Uma aventura romântica cheia de muita emoção.


Opinião:

Leitura conjunta

Este livro tem um argumento bastante interessante, com um desenvolvimento muito bem conseguido, no entanto não gostei muito. 

Gostei bastante dos protagonistas, em especial de Hugh. Também gostei da forma como a história foi acontecendo, apesar de achar que os dois livros anteriores são bastante melhores e talvez por isso tenha ficado com a ideia que este não me surpreendeu nem me conquistou. 

No entanto, é uma boa leitura, leve e engraçada, com momentos de grande emoção, apesar de achar que a ação se desenvolve mais a nível de diálogos do que de acontecimentos mesmo. Talvez seja esse outro dos fatores que me fez não gostar tanto deste como dos anteriores. 

Achei muito interessante o facto desta história se entrelaçar bastante com os acontecimentos e personagens dos livros anteriores. Tal já tinha acontecido no segundo livro e agradou-me nesse volume e agora agradou-me também. 

Em suma, um livro leve, com uma história que vai tornando-se cada vez mais interessante à medida que se vai lendo. Recomendo a todos os que gostam deste género literário!

NOTA (0 a 10): 6

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Uma Noite Inesquecível, de Julia Quinn

Sinopse:

Anne Wynter é a percetora de três meninas da alta sociedade londrina. No entanto há alguns detalhes no seu passado que atormentam constantemente a sua ideia. E para juntar a isso algo mais a disturba, o interesse que o jovem Daniel Smythe-Smith parece ter por ela. 



Opinião:

Leitura conjunta

O livro anterior já tinha sido muito bom, mas este ainda consegue ser melhor! 

Achei as personagens muito bem conseguidas e muito interessantes, em especial Anne, que tem uma personalidade diferente das restantes personagens femininas da autora. Também gostei muito de Daniel, que se revelou um jovem muito escrupuloso e bondoso, sempre com muita personalidade. É um casal muito interessante e diferente do habitual! Gostei muito das interações entre ambas as personagens e da forma como a sua relação foi acontecendo.

Também gostei muito da forma a história progrediu. Tem mais ação, mais mistério e um contexto diferente dos livros anteriores. Anne não é uma jovem da alta sociedade e logo aí torna tudo mais interessante, porque também é muito interessante e uma lufada de ar fresco encontrar personagens mais comuns no seu estatuto social, uma vez que também ajuda a diversificar o enredo e a dar-lhe um cariz mais normal e coerente. Gostei ainda da forma como o passado das personagens acabou por se entrelaçar e criar um mistério à sua volta, desenvolvendo assim momentos muito interessantes.

Esta história é mais mexida e mais frenética, com muita ação e emoção. Claro que também tem o romance habitual, mas confesso que aprecio quando tem mais ação à mistura. 

Em suma, um bonito romance, com uma história muito bem conseguida e excelentes personagens! 

NOTA (0 a 10): 9

sexta-feira, 9 de julho de 2021

The Binding, de Bridget Collins

Sinopse:

Emmett Farmer é um filho de agricultores que, devido a uma doença que o aflige, acaba por se e tornar um aprendiz de "encadernador" (tradução livre de binder). O seu trabalho é construir todos os materiais necessários para ajudar no trabalho do encandernador, trabalho esse que tem algo de mágico: capturar memórias e colocá-las nas páginas para encadernar, formando assim um livro único e mágico. As memórias desaparecem e a pessoa que recorre ali deixa de se lembrar de tais acontecimentos que decidiu esquecer e colocar no livro.

Mas quando Emmett descobre um livro com o seu nome, não sabe como agir e o que tal significa. O que será que está no livro? Poderá ter ali a resposta para muito do que o atormenta? 

É no meio deste clima de mistério que aparece Lucian Darney, um rapaz misterioso que parece saber mais daquilo que se passa com Emmett do que o próprio Emmett. 


Opinião:

Um dos livros mais belos que li até hoje. De uma beleza imensa, tanto a nível de escrita, como de atmosfera criada, como de enredo e personagens. 

A história é toda ela contada como se fosse um mistério, sendo revelado aos poucos, como que à medida que Emmett vai desvendando os seus mistérios e depois, mais tarde, Lucian. É como que um puzzle e isso faz com que o enredo se torne viciante e assustador, porque o leitor nunca sabe o que vai aparecer na página seguinte, mas por um lado não quer partir o coração, mas por outro tem de saber o que se passa...é um ritmo tranquilo mas imensamente alucinante, exatamente porque parece calmo, mas não é. Isso é surreal e lindo! A narrativa vai desenvolvendo-se assim com enorme mestria. 

Para a beleza e mestria da história faz parte também a forma como as descrições, tanto dos sentimentos, emoções, como do ambiente e dos locais, estão feitas. Todas essas descrições são como que personagens que ajudam a compor a história e isso faz com que o leitor consiga imaginar-se plenamente no meio dos diferentes espaços da história. Tal é perfeito! E também faz com que o leitor consiga criar uma ligação emocional muito forte com as personagens. 

Em relação às personagens, como elas são únicas e muito interessantes. Todas elas, apesar de haver algumas, bastantes, que só dá vontade de odiar. Mas isso significa que estão bem construídas. Gostei muito de Emmett e de Lucian, e a jornada que os dois fazem ao longo do livro é fantástica e muito emocionante. Uma bonita história, cheia de momentos especiais e muito emocionantes. Acho que ninguém fica indiferente a este livro, nem a estas personagens. 

A história é narrada a um ritmo muito suave, muito tranquilo, mas muito inquietante e assustador, o que deixa o leitor cheio de teorias e ideias. O que terá acontecido? O que se passou? Porquê? Só algumas das perguntas que surgem na mente do leitor enquanto está a ler este excelente livro. 

Em suma, uma leitura fantástica, muito emocionante e que emociona, repleta de momentos de cortar o coração, mas também que enchem a alma e transmitem uma beleza muito grande. Mas também que inquietam e tocam temas muito importantes. Recomendo totalmente! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 4 de julho de 2021

Um Pedacinho de Céu, de Julia Quinn

Sinopse:

Honoria Smythe-Smith é uma jovem que tem pela frente os vários momentos da entrada na sociedade da época e mais alguns, pois faz parte de um quarteto musical fantástico composto pelas raparigas ainda solteiras da sua família. Mas esses momentos da entrada na vida adulta e na escolha de um marido não têm sido fáceis, uma vez que ainda não tem um pretendente e possível está apaixonada por alguém que poderá ou não gostar dela. 

O que ela não sabe é que o seu amigo de infância, Marcus Holroyd, jovem belo mas extremamente tímido, tem uma missão do irmão de Honoria, Daniel. E essa missão poderá ou não fazer com que Honoria e Marcus se transformem ou não em algo mais do que amigos.


Opinião:

Leitura conjunta

Depois de ler alguns livros mais desanimadores da autora, foi com grande alegria que voltei a ler um que me entusiamou imenso! De facto, este volume acabou por se transformar num dos meus favoritos da Julia Quinn, uma vez que conseguiu juntar duas personagens extremamente interessantes, em especial Marcus, que é diferente da maioria das personagens masculinas da autora, uma vez que é mais para o tímido e para o romântico, no sentido cultural do conceito. 

Gostei muito de como a relação entre as personagens se foi estabelecendo e de como foi crescendo. Consegui ficar emocionada com algumas partes da história, o que muito me alegra. Também apreciei o facto de Honoria ser uma rapariga esperta e decidida e de ter pulso em situações bastante delicadas e um tanto aterrorizantes. Achei muito interessante o facto da história ter momentos cómicos mas também ter momentos bastantes sérios e, a meu ver, tem um equílibrio muito bom. Sem dúvida uma história muito engraçada e muito bem organizada, escrita de um modo leve, fluído e muito rápido de ler. 

Em suma, uma leitura muito agradável, com momentos muito emocionantes e um romance muito bonito! Recomendo! 

NOTA (0 a 10): 8 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Depois do Escândalo, de Julia Quinn

Sinopse:

Georgiana Bridgerton é apanhada numa situação um tanto embaraçosa e acaba por ficar presa numa teia de mexericos. Já com alguma idade, para os conceitos da época, e com uma personalidade um tanto diferente daquela que era costume as jovens casadoiras terem naquela época, Georgiana vê-se numa situação um tanto estranha. 

Porém, tudo parece ter uma possível solução: casá-la com o seu amigo de sempre: Nicholas Rokesby. Mas será que Nicholas quer tal casamento? E será que Georgiana aceita tal arranjo matrimonial? 

Muito mistério e sedução, num volume um tanto diferente dos anteriores.


Opinião:

Leitura conjunta

Este volume tinha tudo para ser um fantástico livro, um daqueles romances de época em que o leitor fica embevecido pela história e só pensa na narrativa e no romance entre as personagens. Pois é...mas não é o caso e isso acabou por ser imensamente frustrante. 

Duas das minhas personagens favoritas desta saga (Georgiana tornou-se rapidamente uma das minhas favoritas logo no primeiro volume da saga), uma história diferente das do costume e um contexto super interessante para explorar (Escócia, universidade, medicina, por aí...) e no fundo a narrativa acaba por girar à volta de acontecimentos que não têm lá muito relevo para o enredo, o que é um tanto dececionante, porque o contexto era simplesmente fantástico para criar uma história romântica forte, com momentos bonitos e sonhadores.

O casal é impecável, muito bem escolhido e muito engraçado e merecia uma história mais complexa e interessante. Confesso que poderá não ser o casal mais romântico, mas isso eu achei interessante exatamente por ser diferente e por dar outra perspetiva de casal dentro deste género de histórias românticas. 

E de facto, nos momentos finais do livro, tal acaba por acontecer e deixa uma sensação de que havia de mesmo potencial para uma história única e excelente. 

De notar que este volume tem uma capa soberba (na minha opinião), bastante contextualizada com a época em que a história acontece com uma escolha de tons muito agradáveis. Digo isto da capa pois é das minhas favoritas de todos os livros da Julia Quinn publicados por cá. 

Em suma, um livro com uma história que tem os seus encantos mas que poderia ser mais interessante. 

NOTA (0 a 10): 7

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Uma Fera Apaixonante, de Christi Caldwell

Sinopse:

Gangues de Londres e a Alta Sociedade. 

Depois de vários acontecimentos, a família Black aceita ajudar uma bela jovem da família rival, os Killoran, a fazer a sua apresentação na alta sociedade, de modo a encontrar um marido que queira enriquecer e dar um título à jovem. Isto porque a jovem é sim um dos mais famosos membros do gangue Killoran, um grupo de bandidos que gere vários negócios na cidade, especialmente dentro do ramo dos clubes de jogo e assim. 

Mas a tarefa dos Black começa a tornar-se difícil, especialmente porque um dos membros, começa a ver na jovem algo mais do que aquilo que ela é. Será que ambos poderão apaixonar-se?


Opinião:

Leitura em conjunto e para o Projeto de Leitura Somos Todas Duquesas. 

Ora aqui está uma leitura muito diferente dentro do género do romance de época. Foi uma lufada de ar fresco neste género literário tão interessante mas que por vezes tende a repetir-se um pouco. Neste livro encontramos bandidos e membros da alta sociedade, há muita ação, muitos momentos emocionantes e uma história de amor bastante credível e bem desenvolvida, onde se nota que os protagonistas estão de facto apaixonados e que têm um forte apelo um pelo outro. Gostei bastante! 

As personagens são bastante fortes, muito interessantes e diferentes. Também o contexto do romance é muito bem desenvolvido uma vez que gira à volta de negócios e outros acontecimentos passados, notando-se assim o cuidado da autora em contextualizar a história. 

A escrita é bastante fluída, revelando grande intensidade nos momentos de ação e nos de paixão. Isso fez com que a leitura fosse muito rápida e intensa. Está muito bem organizado e é possível visualizar os vários momentos da narrativa, uma vez que a escrita é bastante rica (mas fluída)

Gosto de uma boa história de ação e, apesar deste ser um romance de época, podia ser também um livro de aventuras, pois a ação é constante. Em todas as partes e especialmente na reta final, onde a emoção é constante. 

Em suma, é um excelente romance, muito bem escrito e repleto de ação, com personagens intensas e fortes. Recomendo totalmente! 

NOTA (0 a 10): 8

sábado, 12 de junho de 2021

A Outra Miss Bridgerton, de Julia Quinn

Sinopse:

Poppy Bridgerton é uma jovem que gosta muito de aventuras (apesar de levar uma existência pacífica) e que se interessa bastante por alguns assuntos académicos, algo que não é muito usal nas damas da sociedade da época. 

Quando Poppy tenta descobrir o que estava no interior de uma gruta junto à praia, acaba por descobrir mais do que aquilo que esperava e é levada para um barco pelos homens que a encontram no local. Presa num navio com destino a Portugal, praticamente raptada por um capitão que mais parece um pirata, Poppy não sabe como reagir. 

O que ela não esperava era que o capitão fosse um homem bondoso e inteligante que iria ensinar-lhe bastante sobre alguns dos temas que ela mais curiosidade tinha em saber. Será Andrew um belo partido para ela?



Opinião:

Leitura conjunta. 

Neste volume da saga Rokesby, houve muita ação e bastante romance, mas não encontrei o mesmo entusiasmo em relação a grande parte do enredo. Talvez tenha sido do cenário da viagem de barco, que é praticamente o livro todo. Apesar de toda a ação e do livro ter como contexto, num dos momentos, Portugal, não consegui sentir o que geralmente sinto pelas personagens de Julia Quinn. Julgo que gostei mais de Andrew do que de Poppy e gostei bastante da reta final do livro, onde redescobri muita emoção pelas personagens. 

As personagens são interessantes, especialmente Andrew, na minha opinião. Talvez porque tinha curiosidade em saber mais sobre os vários irmãos Rokesby. Talvez porque ele tem um contexto interessante. Poppy também é interessante, uma mulher moderna (para a época) no seu interesse por temas como a Geografia e a Arquitetura. No entanto não me convenceu enquanto protagonista, a não ser depois das aventuras em Portugal. 

Também houve outro aspeto que eu achei um pouco menos desenvolvidos neste volume do que nos anteriores que foi o desenvolvimento do próprio contexto da história. Podia ter sido mais desenvolvido e os acontecimentos podiam ter sido melhor aproveitados de modo a criar momentos mais emocionantes (apesar de haver imensa ação). 

Gostei muito da parte de Portugal aparecer na história e de alguns aspetos históricos que são comentados pelas personagens, uma vez que é sempre interessante encontrar o país numa obra estrangeira. E também gostei muito de como a história ficou resolvida. 

Em suma, é uma leitura leve, que diverte e que tem alguns momentos bastante emocionantes, no entanto podia estar melhor. Recomendo a todos os que gostam dos livros de Julia Quinn. Uma história romântica engraçada e divertida. 

NOTA (0 a 10): 6

domingo, 6 de junho de 2021

Duquesa do meu Coração, de Maya Banks

Sinopse:

Jillian vive uma situação de extrema violência no seu casamento. Quando algo acontece, ela passa a ter um comportamento que a alta sociedade vê como algo demasiado estranho para os códigos sociais da época. 

Ela vê-se sozinha no meio de um turbilhão de emoções e só tem praticamente o seu amigo, Case. Com Case ela pode contar. 

No entanto, Case é irmão de um influente duque, Justin, que não quer que ele seja amigo de Jillian. O que Justin não sabia é que Jillian é bastante diferente daquilo que a sociedade pensa e daquilo que ele próprio queria pensar. Será que o preconceito dará lugar a uma bela história de amor?


Opinião:

Leitura conjunta.

Apesar de ter lido algumas opiniões não tão favoráveis, fiquei extremamente agradada com este livro, uma vez que não estava a contar que fosse tão bom, possivelmente muito mais interessante do que grande parte dos romances de época que tenho lido, uma vez que toca em temas bastante sensíveis e fortes. 

A forma como as personagens vão agindo e como a narrativa evolui é muito interessante de se acompanhar e revela uma grande maturidade da maior parte das personagens. Gostei muito de como o romance se desenvolveu: não foi instantâneo, nem à primeira vista, nem nada do género como por vezes acontece neste género de histórias. Não. Aqui há um desenvolvimento emocional entre as personagens, bastante credível e bem elaborado. Gostei muito disso, porque revela um amor mais de acordo com a realidade e não tão como um amor "ideal". 

Também achei muito interessante e maduro a parte da violência doméstica. É um tema forte, sim. É um tema que deve ser exposto e não deve ser encarado de modo infantil ou preconceituoso. É algo que existe, infelizmente, e que tem de ser combatido com todas as armas que estão disponíveis. Uma dessas armas pode muito bem ser a forma como o tema surge em debates, histórias ou conversas. É um tema que não se deve ter vergonha de debater, porque existe e é terrível. Por isso tudo achei muito interessante estar presente num livro deste género, porque muitas vezes vemos nestas histórias algo "cor-de-rosa" ou mais fofinho e as relações nem sempre o são. E os preconceitos, como aparecem na história e como são postos a nú e desconstruídos, também devem ser combatidos na vida real. Só há um culpado em casos destes: o agressor e nunca a vítima. 

Também as personagens são bastante marcantes e com personalidades muito diversas. Jillian é uma jovem com uma mente mais aberta do que a maioria das jovens da época em que a história é narrada, e isso é sempre interessante. Case também é muito interessante e um bom amigo. E Justin, bem...Justin é um autêntico cavalheiro.

É uma história bem elaborada, com muitos acontecimentos e muitos momentos emocionantes. Tem romance, intriga e muita ação. Em relação à ação, gostei especialmente da forma como os tudo foi encaixando e como os mistérios foram sendo resolvidos. Surpreendeu-me pela positiva! 

Em suma, um belo romance de época, com um contexto um tanto diferente e personagens muito interessantes. Recomendo. 

NOTA (0 a 10): 8

segunda-feira, 24 de maio de 2021

O Casamento Inventado, de Julia Quinn

Sinopse:

Cecilia foi para a América em busca do seu irmão, que tinha dado como desaparecido durante a guerra. Porém, em vez de encontrar o irmão, acaba por encontrar o amigo do irmão: Edward. Edward está desacordado numa cama de hospital e Cecilia tenta ajudá-lo. Ao fazê-lo descobre uma coisa que vai mudar a sua história. Ela descobre que se disser que é casada com Edward será muito mais fácil procurar o irmão e também cuidar de Edward. Assim, quando Edward acorda com problemas na memória, a jovem entra numa espiral de mentiras e acaba por inventar uma realidade totalmente inventada, uma realidade em que ambos são marido e mulher.



Opinião:

Leitura conjunta.

Um dos meus livros favoritos da autora! Talvez mesmo o meu favorito! E porquê? Porque tem uma história um bocadinho diferente das dos outros volumes. Não há bailes, nem aqueles momentos em sociedade, fofocas e por aí. São aspetos interessantes, mas que não são os meus favoritos e foi uma lufada de ar fresco não estarem presentes neste romance de época. Também achei muito interessante toda a parte mais militar e em relação a Cecilia cuidar de Edward. Foi muito amoroso! 

Gostei muito da forma como a história começa e de como vai acontecendo. Cecilia é uma excelente personagem: diferente, inteligente e desenvencilhada. Edward é um amor, muito carinhoso, mas também muito prático e inteligente. Um par muito interessante, com um contexto muito diferente daquele a que a autora tem habituado os leitores: um contexto de guerra em vez de bailes e a sociedade de Londres. 

É um contexto mais sério e o conteúdo do livro é ele também mais sério. A parte romântica também é desenvolvida de um modo mais intímo, com mais emoção. Só a expectativa de estar sempre a tentar descobrir quando e como Edward irá descobrir a situação em que está metido é meio caminhado andado para a magia da história. 

A escrita é muito fluída, tal como a autora já nos habituou. Há descrições, mas os diálogos são em muito maior número. Lê-se muito rapidamente e de modo bastante agradável, se bem que há momentos de grande intensidade e emoção. O romance é muito bonito e acaba por desenvolver-se de modo bastante intenso e forte. 

Em suma, uma bonita história de amor! Recomendo a todos os que gostam deste género literário. 

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 15 de maio de 2021

A Indomável Miss Bridgerton, de Julia Quinn

Sinopse:

Billie Bridgerton é uma rapariga diferente das outras da sua época. Vivaça, alegre, despreocupada, tudo o que ela mais quer é ajudar na administração da sua casa e ajudar os rendeiros nas sua tarefas, ajudando assim a propriedade da sua família a crescer. Billie não pensa muito no amor nem no casamento e muito menos nos bailes de Londres e na alta sociedade. O que Billie nunca tinha imaginado era que o seu vizinho George fosse tão irritante e petulante. Ou será que isso quer dizer mais do que ela pensa? Será o início de uma grande e bonita paixão? Ou será amizade? 



Opinião:

Lido para o Projeto Somos Todos Duquesas, da Sandra Sousa, do blog Mil estrelas no colo

Uma leitura muito agradável e cheia de momentos amorosos que me agradou muito. Gostei muito da forma como a história progrediu e de como a relação entre Billie e George se foi adensando. Também achei muito interessante o contexto histórico por detrás da história, a guerra pela Independência dos Estados Unidos, apesar de não ser o foco da história. 

Escrito de modo bastante fluído e prático, a autora cria sempre belas histórias românticas, leves e bonitas. Este é mais um exemplo bem sucedido. 

Gostei muito de Billie, por ser uma protagonista diferente: mais alegre, mais divertida e mais despreocupada. Também gostei de George, porque revelou-se um jovem muito bem educado e interessante. Também gostei das outras personagens todas, todas elas interessantes e com características distintas. Também achei muito interessante o facto da história se passar mais no campo do que na cidade, porque transmite outra realidade da época. 

Achei algumas partes bastante divertidas e bem conseguidas. Assim, esta foi uma leitura fluída, engraçada e leve, que transmite tranquilidade e humor. 

Em suma, gostei muito deste livro e recomendo a todos os que gostam de um bonito romance de época. 

NOTA (0 a 10): 8

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Para Sempre, de Judith McNaught

 Sinopse:

Victoria Seaton deixou a América para ir viver com a família desconhecida em Inglaterra. Ao chegar à Inglaterra, encontra uma realidade muito diferente daquela a que estava habituada na América, em especial na alta sociedade, da qual ela agora faz parte. Em casa de lorde Jason, a jovem vai encontrar muitas aventuras e viver um grande romance, do qual apenas quer fugir, apesar do seu coração ver-se envolto em algo mais do que amizade por Jason, um dos mais cobiçados partidos da alta sociedade.

Opinião:

Gosto de ler um bom romance romântico, porque, apesar de não ser o meu género literário favorito, é sempre engraçado e entretem bastante. Geralmente são leituras leves e muito fluentes. Neste livro encontrei personagens interessantes e um enredo com intriga, para além de romance. 

As personagens são interessantes e bem construídas, e a história que se desenvolve entre as duas personagens principais está muito bem explorada. Também gostei das outras personagens, que acrescentam valor à obra e ajudam a desenvolver o enredo. 

Gostei da forma como a história foi sendo apresentada, uma vez que flui bastante. Para isso também contribui o facto da escrita ser bastante fluída e bem elaborada. 

Também gostei de como as várias intrigas vão sendo descobertas ao longo da narrativa, que parece um puzzle. 

É uma história de amor bonita, com os seus momentos de intriga e alguma discussão, tão comuns neste género literário. Há também alguns bailes e festas na alta sociedade, mas também há momentos no campo e momentos mais íntimos. 

Em suma, é um livro interessante, que todos os que gostam deste género de história vão gostar muito. Recomendo! 

NOTA (0 a 10): 7

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O Olhar de Sophie, de Jojo Moyes

Sinopse:

Em 1916, Sophie vive no Norte de França, a França ocupada pelo Exército alemão. Vive com a sua família, uma vida de privação e medo. Quando o comandante das tropas alemãs decide ocupar o seu hotel e jantar lá com os seus soldados, descobre o quadro de Sophie, pintado pelo seu amado marido, Édouard Lefèvre, que está na Frente. Tudo o que Sophie mais sonha em conseguir é encontrar o seu marido e voltar a ser feliz com ele. Para isso, Sophie é capaz de arriscar tudo.

Quase um século depois, o quadro de Sophie encontra-se numa parede de uma famosa casa em Londres. Liv Halston, a sua proprietária, vê-se numa grande confusão quando o quadro é descoberto, uma vez que familiares de Lefèvre querem recuperar os seus quadros, agora muito valiosos. 

Presa entre o dever de devolver o quadro, perante a lei, e o dever de conservar a memória de Sophie, Liv começa a tentar desvendar o mistério de Sophie, quem era, para onde foi, o que lhe teria acontecido durante o período da ocupação.

Opinião:

Esta é daquelas histórias que nos deixa presos ao livro. Apesar de achar que podia ter sido diferente em algumas partes, com mais detalhes ou com mais emoção, não consegui parar de ler e acabei por gostar bastante. A história é dividida em duas partes, nem sempre de modo igual. Temos a história de Sophie, durante a Primeira Guerra Mundial, na França ocupada pela Alemanha. E depois temos a parte passada nos dias de hoje, que retrata o dia a dia de Liv e de como a história de Sophie se interliga com a dela. Ora bem, o enredo é bastante emocionante e rico em momentos de grande tensão. Também tem belos momentos de amor.

É uma história com muitas peripécias. Gostei da forma como a autora guiou a história e teria também gostado que tivesse aprofundado um pouco mais a parte de Sophie, mas isso faz parte do mistério do enrendo e do que o deixou tão emocionante. Apresenta uma boa contextualização histórica.

A escrita é muito fluente, o que torna a leitura rápida. É possível devorar o livro! Isso também se deve à fluência narrativa e ao interesse que desperta no leitor. 

Gostei bastante do modo como a autora interligou as várias histórias, em especial a de Sophie e de Liv. Também gostei bastante do relevo que algumas personagens tiveram no desenrolar da trama e de como surgiram para clarificar algunas aspetos tão importantes para a narrativa. A autora conseguiu guardar muito bem alguns detalhes até os mostrar nos momentos certos para grande suspense. Isso é muito interessante. 

Em suma, é um bom livro que tem vários ingredientes: mistério, romance, ação, História, intriga e uma trama intricada. Para todos os que gostam de livros que fazem o leitor não querer parar de os ler, aqui está uma excelente opção de leitura! Recomendo totalmente! 

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 31 de março de 2018

A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol, de Haruki Murakami

Sinopse:

Na primeira semana do primeiro mês do primeiro ano da segunda metade do século XX, ao protagonista, que também faz as vezes de narrador, é dado o nome de Hajime, que significa "início". Filho único de uma normal família japonesa, Hajime vive numa província um pouco sonolenta, como normalmente todas as províncias o são. 

Nos seus tempos de rapazinho faz amizade com Shimamoto, também ela filha única e rapariga brilhante na escola, com quem reparte interesses pela leitura e pela música. Juntos, têm por hábito escutar a coleçao de discos do pai dela, sobretudo "South of The Border, West of the Sun", tema de Nat King Cole, que dá título ao romance.

Mas o destino faz com que os dois companheiros de escola sejam obrigados a separar-se. Os anos passam, Hajime segue a sua vida. A lembrança de Shimamoto, porém, permanece viva, tanto como aquilo que poderia ter sido como aquilo que não foi. De um dia para o outro, vinte anos mais tarde, Shimamoto reaparece certa noite na vida de Hajime. Para além de ser uma mulher de grande beleza e rara intensidade, a sua simples presença encontra-se envolta em mistério. Da noite para o dia, Hajime vê-se catapultado para o passado, colocando tudo o que tem, todo o seu presente em risco. (in Goodreads)



Opinião:

Este é o primeiro livro que leio deste autor. Gostei bastante da escrita, muito fluída, adulta, cheia de elegância e sobriedade. Também gostei da história, simples e muito bem contada. No entanto, fiquei sempre à espera de algo mais...algo mais que não aconteceu nesta história e que eu esperava que acontecesse. Não sei definir o que é que esperava e não tenho na minha imaginação possíveis finais para lhe dar, o que é ainda mais estranho. Claro que tenho, mas não tenho nenhum que possa dizer: "Sim! Devia ter sido assim!". Não. Não é que não tenha gostado do final, é mais uma sensação de história não terminada, incompleta e demasiado suave. É estranha, esta sensação, pois não é usual nas minhas leituras. 

As personagens são bastante simples, mas complexas, em especial Shimamoto, que é um mistério para todas as outras personagens e para o leitor. No entanto, a que mais me agradou foi mesmo Hajime, o narrador. A sua visão da própria vida e dos acontecimentos acabou por ser aquilo que me agarrou à história, uma vez que se revelou um narrador coerente e interessante. As outras personagens também são importantes para a história, mas não houve nenhuma que me tivesse agarrado por aí além. 

Em relação à história em si, gostei, achei-a interessante exatamente por ser muito simples e sem complexos. Uma verdadeira história oriental, simples, sem floreados, muito clara. Porém, não posso dizer que tenha ficado fascinada. É uma história, que deixa a sua marca, mas que não me fascinou. O romance entre as personagens principais é interessante, magnético e forte, mas não consegui passar o tempo a torcer pelo romance.  

O que gostei mais foi da escrita, daí o narrador ter sido a personagem que mais me agarrou. Gostei da forma simples, discreta, sem complexos com que tudo é posto na narrativa. Não há filtros, o que promove uma leitura bastante madura e profunda. Lê-se muito rapidamente, devido à fluidez da narração e à sua simplicidade. 

Em suma, recomendo a todos os que gostam de uma história de amor, escrita de forma simples, mas mágica.

NOTA (0 a 10): 6

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Aquele Beijo, de Julia Quinn

Sinopse:

Gareth St. Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que...o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.

Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se ela. 

Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o sétimo livro da coleção Bridgertons. A personagem principal é Hyacinth, a irmã mais nova da família e a mais intelectual, inteligente e esperta. Como já é costume nestes livros, o romance está no ar e muitas são as aventuras pelas quais as personagens passam até conseguirem ficar juntas. No entanto, este surpreendeu-me ainda mais do que os outros pela forma como a autora engendrou o plano e as atitudes das personagens, em especial de Hyacinth, que mostrou ser uma das irmãs mais interessantes e fortes, com grande inteligência e desenvoltura. Gostei bastante! 

Hyacinth é uma boa personagem, interessante e esperta. Já referi outros tantos adjetivos semelhantes no parágrafo anterior, portanto não me vou alongar mais neste sobre a personagem. O seu par romântico é Gareth St. Clair, um belo homem que tem uma grande desavença com o pai e um segredo que tem medo que seja revelado. Gareth é uma personagem forte, cheia de vida e também interessante, fazendo um belo par com a jovem. As outras personagens que aparecem são todas elas interessantes, incluindo o pai dele, que, apesar de ser terrível, é crucial para a história, oferecendo bons momentos de emoção e tensão. 

Ao longo de sete livros, Julia Quinn estabeleceu um padrão para esta saga familiar e que já mencionei noutros posts sobre eles. Este não é exceção. Apesar da estrutura ser igual ao dos anteriores, há sempre surpresas e isso é fantástico e agradável de encontrar numa saga com histórias semelhantes e padrões idênticos ao longo das narrativas.

A escrita da autora é uma das mais valias, uma vez que é bastante divertida e séria nos momentos que o tem de ser. A ironia e o sarcasmo estão sempre presentes, o que torna a leitura bastante agradável e divertida. 

Gostei muito dos mistérios e das aventuras presentes neste volume e que fizeram com que ele fosse bastante diferente dos outros da coleção. É, sem dúvida, um dos meus favoritos! 

Também gostei das personagens, do desenvolvimento destas, bem como do romance entre elas. Penso que foi a melhor forma de dirigir o enredo, que ficou primoroso.

Sem dúvida, mais um excelente livro desta saga familiar e romântica, que recomendo a todos os que gostam de histórias de amor, aventura e paixão! 

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Rebecca, de Daphne du Maurier

Sinopse:

Publicado em 1938, Rebecca é talvez o romance por que Daphne du Maurier é hoje mais lembrada. Ao lê-lo entramos numa atmosfera onírica, sombria, alimentada por segredos que os códigos sociais obrigam a permanecer ocultos e que se concentram na misteriosa mansão Manderley. É para esta mansão que a narradora, uma jovem humilde, vai viver com o viúvo Maxim de Winter, ao aceitar o seu pedido de casamento. Mas então descobre que a memória da falecida esposa, Rebecca, se encontra ainda viva e que esta era tudo o que ela nunca será. À medida que o enredo se desenvolve, ela terá de redefinir a sua identidade num cenário em que os sonhos ameaçam tornar-se pesadelos... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o segundo livro da autora que leio. Comecei pelo A Minha Prima Raquel e gostei muito. Todo aquele ambiente de tensão, mistério e intriga, fez com que ficasse apaixonada pela escrita da autora. Assim, foi com grande expectativa que entrei neste livro e só posso dizer que foi ainda melhor! 

Rebecca apresenta-nos uma história de amor e mistério, contada na primeira pessoa, onde nós vamos descobrindo o passado das personagens e da casa, Maderley. A narradora, cujo nome próprio nunca se fica a saber, começa a narrativa partindo do presente para o passado, onde nos apresenta o começo da sua vida de casada e como conheceu Mr. de Winter, o dono de Marderley. Através da história da segunda mulher de Mr. de Winter, conhecemos Rebecca, a primeira mulher, aquela de quem todos gostavam, a perfeita. A comparação entre a narradora e Rebecca começa a assombrar a relação e isso leva a que outros factos se descobram. 

Escrito como uma mestria incrível, Rebecca é uma viagem pelos meandros da mente humana, da paixão e do mistério. Com personagens fortes e complexas, aquela que menos gostei foi a narradora, por causa de algumas das suas decisões face a outras atitudes de várias personagens. Achei-a tímida e demasiado acanhada. No entanto, teve um desenvolvimento interessante e amadureceu. Mr. de Winter, apesar de tudo, mostrou-se uma personagem apaixonada, febril e complexa, que deu tudo o que tinha a dar à história, fazendo com que o mistério seja ainda mais denso. A governanta, Mrs. Danvers, consegue ter um papel muito forte e perturbador, que tira o folego em vários momentos. Mas é Rebecca quem dá vida à história. É o seu passado, a sua história, que move toda a trama e que nos agarra sem compaixão à narrativa. Rebecca, a perfeição, a beleza, aquela que todos queriam e amavam. É ela o coração do enredo, tal como a sua história com Maxim (Mr. de Winter). 

É um bom mistério, com amor, belas descrições, intriga, sedução e uma escrita mágica e envolvente.Uma história com todos os ingredientes que formam algo poderoso e arrebatador e que nos fazem querer devorar o livro. Sem dúvida, uma história a guardar no coração e na mente. 

Recomendo totalmente, a todos os que gostam de um livro forte, arrebatador, cheio de personagens complexas e cheias de pujança. É, de facto, um mistério muito bem conseguido e maravilhosamente bem escrito! 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Feitiço, de Charlotte Brontë

Sinopse:

Uma história diferente, onde o romance, o mistério e o crime andam de mãos dadas. É este o pano de fundo para uma história onde nem tudo é o que parece. Charlotte Brontë conta uma história despretensiosa, rica e diferente.



Opinião:

Outro livro que tinha para ler há algum tempo. Gosto sempre de ler os livros das irmãs Brontë, pois têm sempre enredos fortes, boas descrições e personagens cheias de carisma. Neste livro encontrei isso, mas também encontrei alguma confusão. 

Confesso que não gostei muito da história e as personagens pareceram-me muito alteradas. No entanto, a história é forte, cheia de emoção, romance e vingança. 

Todas as personagens, e são bastantes, têm um traço distinto, o que lhes confere o carisma habitual das suas histórias. A escrita é muito boa, repleta de boas metáforas e com um vocabulário muito rico. O contexto podia estar melhor definido, tal como a história em si. 

No entanto, foi uma leitura leve e de rápida. 

Recomendo a todos os que gostam das histórias das irmãs Brontë.

NOTA (0 a 10): 5