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segunda-feira, 13 de março de 2017

Passatempo Os Hóspedes, de Sarah Waters

Olá!

É com imenso prazer que vos venho informar que está a decorrer um novo passatempo aqui no Blog, em parceria com a Editorial Bizâncio. O livro em passatempo é o mais recente de Sarah Waters, Os Hóspedes. Um livro excelente, que recomendo totalmente!

Sinopse:

1922. Londres vive dias de tensão. 

Numa casa de gente bem-nascida, no sul da cidade, cujos habitantes ainda não recuperaram das perdas devastadoras da Primeira Guerra Mundial, a vida está prestes a modificar-se.

A senhora Wray e a sua filha Frances - uma mulher com um passado interessante a caminho de se tornar uma solteirona - vêem-se obrigadas a alugar quartos.

A chegada de Lilian e Leonard Barber, um jovem casal da "classe média", traz uma série de perturbações: a música do gramofone, o colorido, o divertimento. As portas abertas permitem a Frances conhecer os hábitos dos recém-chegados.

À medida que ela e Lilian são empurradas para uma amizade inesperada, as lealdades começam a mudar. Confessam-se segredos e admitem-se desejos perigosos; a mais vulgar das vidas pode explodir de paixão e drama.

A autora de Afinidade e Falsas Aparências, entre outros, surpreende-nos, mais uma vez mais, com esta história de amor que é também a história de um crime. 

Esta é Sarah Waters no seu melhor: tensão permanente, ternura verdadeira, personagens autênticas e surpresas constantes.

Livro do Ano - Sunday Times (in Editorial Bizâncio)





Para participar é preciso: 

Ser seguidor do Blog;
Preencher todos os campos do formulário.

Regras:

Participar até às 23h59 do dia 20 de março de 2017;
Ser residente em Portugal Continental;
Só é aceite uma participação por pessoa/morada;
Haverá apenas um vencedor, que será apurado através do site random.org;
O Blog não se responsabiliza por possíveis falhas/extravios dos correios.

Conto com as vossas participações e divulgações!


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os Hóspedes, de Sarah Waters

Sinopse:

1922. Londres vive dias de tensão.

Numa casa de gente bem-nascida, no sul da cidade, cujos habitantes ainda não recuperaram das perdas devastadoras da Primeira Guerra Mundial, a vida está prestes a modificar-se. 

A senhora Wray, e a sua filha Frances - uma mulher com um passado interessante a caminho de se tornar uma solteirona - vêem-se obrigadas a alugar quartos. 

A chegada de Lilian e Leonard Barber, um jovem casal da "classe média", traz uma série de perturbações: a música do gramofone, o colorido, o divertimento. As portas abertas permitem a Frances conhecer os hábitos dos recém-chegados. 

À medida que ela e Lilian são empurradas para uma amizade inesperada, as lealdades começam a mudar. Confessam-se segredos e admitem-se desejos perigosos; a mais vulgar das vidas pode explodir de paixão e drama. 

A autora de Afinidade e Falsas Aparências, entre outros, surpreende-nos, uma vez mais, com esta história de amor que é também a história de um crime.

Esta é Sarah Waters no seu melhor: tensão permanente, ternura verdadeira, personagens autênticos e surpresas constantes. (in Goodreads)



Opinião;

Desde que li O Indesejado que fiquei fascinada pela mestria da autora. Mestria a todos os níveis necessários e desejados para que o livro seja uma obra prima...uma obra de arte. Assim, tendo gostado muitíssimo d' O Indesejado, esperei atentamente pela edição portuguesa de The Paying Guests ou Os Hóspedes. Quero agradecer à Editora por me ter dado a oportunidade de ler este maravilhoso livro e por me ter dado a conhecer esta autora, aquando da leitura do já mencionado O Indesejado

Neste livro, a autora dá-nos a conhecer personagens muito interessantes e complexas, envoltas numa trama quotidiana, mas cujo centro é bem denso e intrincado. 

Miss Frances é uma mulher forte, autónoma e senhora de si mesma. Quando põe a sua casa senhorial com para alugar uma parte da casa, não estava à espera de tanta diferença à sua volta, uma vez que o casal que para lá vai morar é bastante diferente dela e de sua mãe: um autêntico casal dos anos 20 ou seja, despreocupado, com algum sucesso e que fingem euforia para não mostrar os seus reais sentimentos e realidades. Frances acaba por ficar inebriada pela extraordinária Mrs. Lilian e um tanto na dúvida quanto a Leonard. E, à medida, que se vão conhecendo, vai crescendo uma amizade que é mais do que aquilo que parece...uma amizade pouco convencional para a época e que vai acabar por influenciar toda a história. 

Gostei muito da forma como a autora introduz a história e as personagens. Aparentemente, tudo é normal e do dia a dia. Nada é estranho ou está fora dos padrões de normalidade de uma vida quotidiana da classe média alta inglesa, a viver algumas dificuldades no pós-guerra. As tarefas do dia a dia são descritas e tratadas de uma forma bastante normal, mas que acaba por ter a sua própria melodia e a magia. São descritas e elaboradas de forma natural, mas têm no seu teor uma certa ironia muito bem disfarçada. 

Tal também está presente nas relações entre as personagens. Mais uma vez, é-nos apresentada um complexa rede de emoções e relações entre as personagens. Não que sejam muitas personagens! Nada disso. Aliás, são bastante poucas. Mas isso mesmo provoca uma enorme tensão entre elas, tensão essa que está tão vincada, tão vincada que é possível sentir as vibrações de tal tensão. Existe uma multitude de emoções vividas pelas personagens ao longo  que despoletam as mais diferentes ações e reações. O que parece ser algo de pouco acaba por ser como que uma onda gigante na teia que é o enredo onde as personagens habitam. A autora é, de facto, uma mestre nesta arte. 

Mas é também uma mestre em manipular as personagens, o enredo e o leitor. Apesar de a história ser um pouco previsível (coisa que O Indesejado não é!), até se chegar a tal momento tudo é imprevisível e estonteante. O que começa por ser calmo e trivial, transforma-se nalgo revolto e violento. 

As descrições são de grande beleza, beleza essa que não tem nada de grandioso, mas sim banal. E nessa sua banalidade mostra-nos a sua subtil beleza, a beleza do dia a dia e das tarefas rotineiras. É de facto muito inteligente. 

Mais uma vez fiquei rendida à autora e espero poder ler mais das suas obras, porque são maravilhosas e cada uma traz sempre momentos de grande emoção e admiração. Recomendo vivamente a todos os que gostam de uma história inteligente e poderosa, onde a amizade e o romance estão por trás de momentos muito marcantes. Uma excelente aposta da editora! 

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 8 de outubro de 2016

Divulgação de promoção - Os Hóspedes, de Sarah Waters

Venho dar a conhecer uma excelente promoção que está a haver no site da Wook, referente ao lançamento do livro da autora Sarah Waters, Os Hóspedes. Está em pré-venda e o envio será feito a partir de dia 14 de outubro. Com portes grátis e um desconto de 10%, fica a 16,65 euros e ainda trás outro livro: Cada Dia É Um Milagre




Aproveitem, é uma promoção muito interessante! 

Aqui está o link para a promoção. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

O Indesejado, de Sarah Waters

Este é um livro diferente, com uma história diferente daquelas que costumo ler. É bom variar o género literário, para explorar novas paisagens e horizontes. Há bastante tempo que andava com este livro debaixo de olho, por isso, só tenho a agradecer à Editorial Bizâncio, que me proporcionou estes momentos.


Sinopse:

O Indesejado conta a história de Faraday, um médico rural de Warwickshire, no pós-guerra. Faraday começa a narrativa indo atrás no tempo, para a contextualizar. Filho de pessoas não muito ricas, Faraday sempre sentiu um enorme espanto e encanto pela mansão dos Ayres: Hundreds Hall, onde a sua mãe trabalhava. Certo dia de 1919, numa festa para entrega de medalhas a jovens escuteiros, na mansão, Faraday, com dez anos, vai até ao interior da casa e, maravilhado com os retoques do tecto, decide cortar uma das bolotas de pedra do rebordo. Mais tarde, acaba por ficar sem a bolota, mas o seu fascínio por Hundreds continua. Faraday acaba por ser chamado para uma urgência, na casa, alguns anos depois do final da Segunda Guerra. Depois desse dia, o seu convívio com a família começa a crescer, à medida que a casa continua a decair e a ficar cada vez mais decrepita. Roderick, Caroline e Mrs. Ayres também começam a ver em Faraday um amigo e este passa a ser um visitante assíduo de Hundreds.

Enquanto a amizade avança, muitas coisas começam a acontecer na casa, deixando antever algo de sobrenatural, apesar de Faraday afastar sempre essa hipótese, chegando a temer pela sanidade mental dos seus novos amigos.

Com uma casa arruinada, cheia de dívidas e assuntos misteriosos, a família Ayres, há séculos a viver no local, começa a por em causa a permanência na casa, à medida que se embrenha nos acontecimentos.


Opinião:

Faraday é um excelente narrador. Muito sincero, sempre a justificar as suas acções e a tentar ajudar os Ayres, acaba ser uma personagem bastante enigmática, à medida que a história avança. Cheguei muitas vezes a exasperar-me com Faraday, por causa da sua visão dos factos. Porém, com o final do livro, essa sensação acabou por tornar-se num entendimento sobre muita coisa relacionada com a história e os seus mistérios, apesar de não ficar nada concluído.

As outras personagens também são bastante interessantes. Todos os membros dos Ayres são bastante complexos. Toda a história que os envolve o é. Depois de uma história e riqueza e esplendor, duas guerras e as mudanças sociais relacionadas, Hundreds parece não ter força para resistir, apesar da relação que parece haver quanto à visita de Faraday pela primeira vez e o corte da bolota. Mas isto é apenas uma ideia.

Depois existem os criados da família, que são apenas dois: Betty, uma adolescente, e Mrs. Bazeley. Betty é a primeira a sentir e a contar a Faraday as estranhas presenças na casa. Mais tarde, Roderick também refere essas presenças, relatando a Faraday várias experiências. E depois Mrs. Ayres. Caroline parece ficar de parte, mas acaba por dedicar-se à pesquisa sobre o tema, descobrindo algumas teorias sobre o distanciamento do inconsciente de alguém perturbado ou com impulsos extremamente fortes em relação a algum desejo, que acaba por criar algo de sobrenatural que passa a agir na sombra (uma espécie de Mr. Hyde espectral ou psíquico).

Não é possível contar muito mais sobre o enredo, pois este é o género de livros que não faz sentido contar spoilers, para não estragar os suspense! Por isso, vou debruçar-me sobre alguns pontos que me agradaram.

A autora conseguiu criar um ambiente bastante gótico e, por vezes, assustador. Apesar do tom calmo e linear com que os acontecimentos são narrados, essa calma acaba por ser estilhaçada com grande estrondo com um crescente de terror que, apesar de ser suave e um tanto poético, se torna deveras assombroso. A narrativa é feita de diminuendos e crescendos, como que uma melodia. Todas as descrições, bastante vividas, contribuem para este ambiente, e estão bastante perfeitas.

É uma narrativa cujo ambiente não se altera muito. Tudo acontece à volta de Hundreds e o dia-a-dia das personagens também não se altera muito. E é isso que também faz com que o suspense e as cenas misteriosas só se tornem mais "grotescas".

Gostei muito da forma como a autora abordou os diferentes temas e como os relacionou. Todas as descrições e acontecimentos médicos estão muito bem retratados e descritos, mostrando bons conhecimentos da autora e uma boa contextualização. Depois, também nas partes relacionadas com o sobrenatural, existe esse cuidado.

As relações entre as personagens e os seus passadas também estão muito bem. O final é perfeito, para a história em si. Aquele último parágrafo diz muito sobre toda a história, mesmo que nada fique concluído. O próprio narrador refere isso...a inconclusão de toda a trama e de todo o mistério só serve para adensar o mistério em si. Mas há muito para compreender nas entrelinhas e a leitura torna-se imensamente rica quando todos os pormenores são tidos em conta. Apesar da conclusão que eu tirei poder estar errada, penso que não. Há sempre a hipótese de haver várias explicações, mas a que me sugeriu o desenlace foi a melhor para englobar todos os intervenientes e pormenores.

Existe em toda a obra uma beleza poética e misteriosa, que só encontrei em O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë: uma beleza extremamente romântica e um tanto bucólica e, por vezes, decadente.

É, sem dúvida, uma das leituras mais interessantes que já fiz. Recomendo a todos os que gostam de uma boa história de amor e mistério, em que o passado se cruza com o presente e com o futuro. É uma boa história e deve ser lida com uma mente aberta, sem ideias pré-feitas. Um livro muito bom! Vou querer ler mais obras desta escritora!

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Indesejado, de Sarah Waters (Parceria com a Editorial Bizâncio)

Chegou no final da semana passada este exemplar, com o apoio da Editorial Bizâncio. 
Espero gostar! 


Sinopse

Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer? (podem obter mais informações aqui) 

E vocês, estão curiosos?