domingo, 28 de outubro de 2018

Fortaleza Impossível, de Jason Rekulak

Sinopse:

O primeiro amor de Billy Marvin foi um computador. Depois conheceu Mary Zelinsky.

Estamos em 1987 e três adolescentes planeiam um roubo genial: a edição de maio da revista Playboy, com nus integrais da beldade mais apetecível da televisão. Para os jovens, a revista é como o Santo Graal: inestimável, mas possível de alcançar.

Entre noites passadas a ver filmes, a ouvir música e a jogar computador, Billy, Alf e Clark concebem um plano arriscado: Billy deve tornar-se amigo de Mary Zelinsky, filha do dono da loja de conveniência, e assim conseguir acesso ao interior da loja e às revistas. Mas Mary não é uma adolescente normal: adora computadores, tem um grande sentido de humor e um coração ainda maior. E o que começa como um mero jogo para conquistar a confiança de Mary acaba no maior dilema da vida de Billy: dececionar a rapariga que pode ser o seu primeiro amor ou quebrar a promessa que fez aos seus melhores amigos? (in Saída de Emergência)



Opinião:

Aqui está um livro totalmente diferente daqueles que tenho lido ultimamente, talvez excepto Ready Player One - Jogador 1, mas mesmo assim, diferente. Ainda bem que a Saída de Emergência optou por nos dar a conhecer este autor e esta história, porque, sem dúvida, é uma mais valia para a esfera literária. Quanto mais diversa esta for, melhor para o leitor.

Personagens super interessantes e bem desenvolvidas, que dão à narrativa uma força bem grande. Billy é um rapaz muito engraçado e corajoso e a tarefa que tem pela frente não é nada fácil. Gostei muito da forma como a história foi conduzida e de como as personagens foram o seu fio condutor.

É um livro muito pequeno, cheio de emoção e aventura. Talvez possa não agradar a todos, mas eu achei-o muito fixe. Tem uma história simples, divertida, mas muito emocionante, que, por vezes, chega a tocar no coração do leitor, o que é sempre bom.

O enredo está bem delineado, cheio de momentos de grande emoção e dilemas, onde a amizade e o amor são os grandes temas. O mundo alternativo dos jogos também está muito bem enquadrado ao longo da história, criando um enredo único.

A escrita é eletrizante, o que faz com que o leitor tenha aqui uma leitura breve, mas cheia de emoção. As descrições são aquelas que são necessárias e desempenham bem a sua função. 

Em suma, uma excelente aposta da Saída de Emergência! Recomendo a todos os que gostam de uma boa história, cheia de aventuras e emoções.

NOTA (0 a 10): 9

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Festival Bang! 2ª edição

Este fim de semana decorre, em Lisboa, no Pavilhão Carlos Lopes, mais uma espetacular edição do Festival Bang!, um fantástico festival que é um hino à cultura do Fantástico e que é de prezar imenso, ainda por cima no nosso país, que não dá intensivo nenhum a este género, que é tantas vezes menosprezado. 

Vai ser excelente! Ainda por cima, uma das convidadas é a maravilhosa autora Robin Hobb, autora da saga do Assassino, editada por cá pela Saída de Emergência. 

Podem encontrar mais informações aqui






sábado, 13 de outubro de 2018

Ready Player One - Jogador 1, de Ernest Cline

Sinopse:

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças. Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode jogar e apaixonar-se sem constrangimentos. 

Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980. 

Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro.

Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial, sem sucesso. Até que Wade, por acaso, desvenda a primeira chave. De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida. (in Goodreads)




Opinião:

Depois de ter visto o filme e de ter ficado completamente apaixonada, foi com grande entusiasmo que comecei a ler o livro. E, apesar de ser muito, muito diferente em relação ao filme, ambos conseguiram preencher todas as minhas expectativas em relação à história. São os dois tão diferentes, mas tão perfeitos! 

Tudo no livro é bom. Wade, ou Parzival, é um doce, e a sua evolução enquanto personagem, a todos os níveis, é muitíssimo grande. Art3mis também é uma personagem cheia de garra e força, uma rapariga muito fixe e de princípios, que ajuda Parzival na sua luta, mesmo que por vezes se ericem um com outro de uma maneira muito engraçada. Depois as outras personagens também são extraordinárias, incluindo o grande vilão individual (pois o vilão principal, a meu ver, é a corporação IOI no seu total), Sorrento, que dá gosto odiar. 

A ação é pura adrenalina. O livro lê-se num instante e o leitor sente-se completamente agarrado e invadido pela sensação de loucura da própria ação e pela escrita eletrizante. Tem muita emoção, diversão e aventura. É uma história que, à partida, pode parecer um tanto estranha, centrada no mundo dos videojogos e da cultura pop, em especial da década de 80, mas que é um hino à vontade de lutar, de não desistir e de fazer frente ao poder. É também uma forte crítica à sociedade atual e uma perspetiva de um possível futuro que tem como pano de fundo um cenário onde o virtual é mais importante do que o real, mesmo que essa seja uma grande mentira. 

Gostei muito da forma como as referências culturais vão aparecendo ao longo da obra e da forma como acabam por dar corpo ao enredo. Também foi um dos fatores que me fez ficar completamente fascinada pelo livro. 

As descrições estão excelentes, com detalhes quando é necessário, sem eles quando não o é. O autor é sucinto na sua abordagem, o que promove uma escrita fluída e uma leitura rápida e frenética. 

Este é, sem dúvida, uma das grandes leituras deste ano. Recomendo vivamente! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 26 de agosto de 2018

A Demanda do Bobo, de Robin Hobb

Sinopse:


Após os acontecimentos de A Revelação do Bobo, cresce a intriga que atinge a vida e o coração de Fitz.


Em tempos existiu em Torre do Cervo um assassino real. Para aqueles que simpatizavam com ele era conhecido como Fitz; para os que o odiavam era o Bastardo Manhoso. Mais tarde esse homem desapareceu e surgiu um respeitável senhor rural chamado Tomé Texugo, pacato, marido e pai. 



Mas agora também esse homem desapareceu, deixando no seu lugar FitzCavalaria Visionário, príncipe reconhecido da casa real, tio do rei, pai de uma criança raptada cuja existência quase todos ignoram, amigo de um velho Bobo quebrado e cego cuja saúde vai recuperando de forma dolorosamente lenta.


Entre todas  estas forças que o puxam nas mais diversas direções, a quais irá ele ceder, e quem, ao certo, cederá? O pai ou o amigo? O príncipe ou o assassino? (in Saída de Emergência)





Opinião:


Esta é a primeira parte do segundo livro da nova trilogia de Robin Hobb. Neste volume, encontramos Fitz numa nova demanda, desta vez à procura da sua filha, Abelha. 

Mais uma maravilhosa narrativa com que a autora agracia os seus leitores. É um festim para os sentidos ler estas narrativas. A forma de escrita, o detalhe, a introspeção aliada a uma tremenda mestria a criar momentos de grande tensão, faz com seja sempre um momento único de leitura. 

Fitz continua a ser o que sempre foi, mesmo que cada vez mais experiente. Aquela sua forma de ser, a sua personalidade, a forma como narra os diversos momentos das suas aventura, não podia ser diferente, ou não seria ele mesmo. Não é segredo nenhum que ele é uma das minhas personagens masculinas favoritas, portanto, seria estar aqui a repetir-me novamente. O Bobo continua também a ser fantástico, sempre misterioso. E todas as outras personagens continuam maravilhosas. 

Mais uma vez encontramos o livro composto por capítulos narrados pelo Fitz e por Abelha. Apesar de preferir os do Fitz, é com grande curiosidade que me deixo levar pelos de Abelha, uma vez que narram partes deste universo que sempre me intrigaram e que dão uma grande lufada de ar fresco a esta história no seu todo. Todo o mistério em volta dos Brancos e da sua magia, da sua origem, vão sendo narrados pelos olhos de Abelha, aos pouquinhos. 

Não vou entrar pela história deste volume, um vez que não quero aqui estar a dar spoilers, mas Fitz vê-se novamente num grande dilema: príncipe ou assassino? Qual escolher? O que fazer para salvar Abelha? Ou seja, é mais uma aventura fantástica, cheia de perigos, escolhas, diálogos excelente e muita ação. 

Recomendo totalmente a todos os que gostam de Fantasia e, no fundo, de uma grande história. 
Muito obrigada à Saída de Emergência por ter continuado a trazer-nos as maravilhosas histórias de Robin Hobb!

NOTA (0 a 10): 10

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Príncipe das Trevas, de Mark Lawrence

Sinopse:

No norte, chegam rumores. 
Os mortos caminham novamente entre nós.
Será verdade?

A Rainha Vermelha está velha. Ainda assim, controla todo o poder no seu vasto império. Jalan Kendeth, o seu neto, não tem tais preocupações. A bebida, as mulheres e uma vida longe de todas as responsabilidades mantêm-no ocupado.

Por isso fica surpreso quando é chamado a ouvir estas histórias da boca de escravos e prisioneiros. Porque quereria a Rainha Vermelha envolvê-lo? Quando Snorri, um guerreiro nórdico, conta uma história de cadáveres devolvidos à vida e do Rei Morto, Jalan só pensa nas várias formas de o utilizar para ganhar dinheiro. São fantasias, o que conta. Mitos. Histórias de encantar. 

E é por isso que Jalan fica tão frustrado quando a magia o liga a Snorri. Agora vai ter de ir ao norte desfazer o feitiço. O que será que os espera? (in Goodreads)


Opinião:

Depois de ter lido no ano passado a trilogia do Príncipe dos Espinhos, só podia estar curiosa com esta nova história do autor.

Num tom mais suave quanto à personalidade e atitudes da personagem principal, e também narrador da história, este livro decorre num período que coincide com o primeiro livro, Príncipe dos Espinhos. É até muito interessante ver como aparecem personagens dessa história, em momentos narrados no livro da outra trilogia, e que aparecem aqui. Muito interessante e inteligente! Fiquei muito agradada. 

Aqui temos Jalan, o herói (mais ou menos, vamos lá), neto da Rainha Vermelha, que é quem governa o Império Arruinado. Jalan é um jovem vivaz e bem parecido, cujo maior objetivo é seduzir raparigas e divertir-se. Mas quando algo de estranho acontece e fica preso magicamente a um pagão nórdico gigante, Snorri, Jalan vê-se numa missão contra os seres criados pelo Rei Morto e pela sua necromante. 

Jalan é muito interessante. Não tem um lado sombrio como Jorg, nem nada que se pareça. É um bon vivant, por assim dizer, que se vê metido num sarilho bastante grande e do qual tem de se "safar" a todo o custo. É um excelente narrador, muito irónico e divertido, bem como bastante crítico em relação ao que o rodeia, o que permite ao leitor ter uma visão bastante diversa e interessante do Império e de outras personagens com quem ele se cruza. E depois temos 

Snorri, o nórdico que foi feito escravo pelo Império e que apareceu na sala do trono com a história de que os mortos-vivos apareceram na sua vila e levaram todos, mantando alguns, é uma personagem fantástica. Na sua missão para recuperar a sua esposa e filhos, Snorri vê-se ligado a Jalan por um estranho feitiço de uma feiticeira que nem todos conseguem ver. Snorri também é muito interessante e bastante integro. 

A história é muito boa, cheia de ação e de momentos muito arrepiantes, algo que já tinha acontecido na anterior trilogia. Não existem momentos parados, pois o desenrolar dos acontecimentos é muito fluído, rápido e cheio de adrenalina. Gostei muito! 

Em termos de descrições, também está excelente. Tem aquelas que são necessárias para visualizar o ambiente e tudo o que rodeia as personagens, de uma maneira simples, bela e prática. 

É uma aventura repleta de perigos, momentos bastante sombrios e obscuros, mas que também tem momentos muito belos e divertidos. Mais uma vez, Mark Lawrence consegue criar uma história forte, complexa e muito bem contextualizada, cheia de coerência. 

Em suma, recomendo a todos aqueles que gostam de uma bom livro de Fantasia e que gostam de aventuras cheias de garra! Um excelente livro e espero que o segundo seja tão bom como este ou até melhor. 

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Biblioteca de Almas, de Ransom Riggs

Sinopse:

A aventura que começou em O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares e que continuou em Cidade Sem Alma chega agora a uma emocionante conclusão em Biblioteca de Almas. Jacob Portman, o herói que viajou no tempo para encontrar as crianças peculiares, explora a sua peculiaridade e descobre um poder até então desconhecido.

Acompanhado de Emma Bloom, a rapariga que consegue produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão capaz de localizar qualquer peculiar, parte numa viagem ao passado para tentar salvar os seus amigos peculiares... e o futuro de todos eles. (in Goodreads)


Opinião:

Mais um fantástico livro e para final de trilogia, não podia ser melhor. Confesso que demorei mais tempo a lê-lo porque tentei fazer render os minutos em que estava a ler as aventuras de Jacob e dos seus amigos peculiares na luta contra os errantes e os sem-alma. Apesar de toda a curiosidade para saber o final, apesar disso tudo, tentei fazer render e consegui. Foi com alguma relutância que o pousei e isso significa que esta história foi das melhores que li até agora. 

Neste volume, Jacob e os seus amigos peculiares continuam à procura da sua professora e de uma forma de acabar com os errantes e os sem-alma, de modo a não permitir que estes tomem conta do mundo peculiar, com as suas ideias arcaicas e horríveis para com os peculiares, e, no fundo, para com os humanos no geral, uma vez que o seu desejo é aproveitar-se dos seus poderes para se impor aos humanos e assim governar pelo poder e força. 

Mais uma vez, o autor presenteia-nos com um grande elenco de personagens. Neste volume aparecem algumas personagens bastante interessantes e fulcrais para a história, como os irmãos da senhora Peregrine, que vão dar uma reviravolta gigante na história toda. Mas eles são apenas um exemplo, porque há muitas outras personagens novas. Jacob e os amigos continuam a ser maravilhosos. 

Os conflitos e dilemas entre o que fazer e como vão aqui intensificar-se, fazendo com que a narrativa se torne um pouco mais complexa. Também há uma maior detalhe em determinados factos que exploram e dão corpo ao universo criado pelo autor. Existem aspetos únicos da criação de Riggs que só aparecem neste volume e que respondem a todas as questões que o leitor pode ir fazendo ao longo da leitura dos livros todos. Riggs escondeu tudo, praticamente, para o final, e fê-lo com grande mestria! Sublime! 

As fotografias continuam a ser uma constante da obra, transmitindo uma beleza e sensação única ao longo da leitura.

Em relação à narrativa em si, esta é mais densa, mais sombria e mais assustadora, o que só faz com que ainda seja melhor e mais emocionante. Existem momentos de grande emoção, derivado do suspense criado. Excelente!

Gostei muito, muito, muito da forma como o autor conduziu a história, indo a todos os detalhes e criando uma narrativa rica, complexa e cheia de peculiaridades. Gostei do rumo da história e de como terminou. Não havia outro final possível, pelo menos nenhum que abarcasse tudo o que se passou durante a trilogia inteira. Acho que foi a melhor opção e que permitiu concluir, sem fechar mesmo o ciclo. Se ele quisesse, poderia fazer outra história a partir daqui, outra trilogia até! Já tenho o livro Tales of the Peculiar, uma antologia de contos que aparece na trilogia, citado por uma das personagens e que serve de apoio às personagens em diversos momentos da trama. 

Mais uma leitura fantástica e um autor a seguir! Recomendo sem reservas e espero que gostem tanto como eu. 

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Cidade Sem Alma, de Ransom Riggs

Sinopse:

Jacob Portman chegou ao Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares em busca de respostas para a misteriosa morte do seu avô - mas encontrou ainda mais mistérios...

Depois de viajar no tempo até 1940, Jacob conhece as crianças peculiares - rapazes e raparigas com poderes sobrenaturais -, e a senhora Peregrine, que toma conta delas e as protege das criaturas que parecem determinadas a exterminá-las. 

Quando o lar é destruído e a senhora Peregrine fica em perigo, Jacob, com os seus recém-descobertos poderes, junta-se ao seus novos amigos para tentarem salvá-la.

Contudo, as ruas de Londres durante a Segunda Guerra Mundial não são nada seguras para um grupo de crianças sozinhas...

A aventuras d'O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares continua em Cidade sem Alma, onde Jacob e os seus amigos têm de enfrentar desafios inimagináveis para se salvarem. (in Goodreads)


Opinião:

Assim que terminei o primeiro, peguei logo no segundo. E este foi outra excelente leitura, super emocionante e recheada de adrenalina. O autor mantém sempre o mesmo nível de acontecimentos bizarros, aventuras loucas e dilemas relativamente banais que se misturam com outros de uma importância extrema para os diversos rumos da trama. Ou seja, outro livro espetacular! 

Neste livro as personagens continuam a ser fantásticas e todas elas continuam a dar o seu contributo único para a narrativa. Jacob e Emma têm aqui um papel ainda mais de destaque, uma vez que a história vai por caminhos onde eles aparecem em mais momentos em relação a outras personagens. Também há um maior número de errantes e sem-alma que aparecem neste volume, bem como outras personagens bastante interessantes, como é o exemplo do cão falante, Addison. 

Quanto à história, esta difere um pouco da primeira, uma vez que o cenário dos acontecimentos muda e a luta contra as forças dos errantes aumenta de tom, tornando-se num acontecimento extremamente violento e aterrados. O grupo de Jacob parte em busca da sua professora, desta vez por Londres e à procura de variadas pistas e possíveis ajudantes para a sua demanda. Continua a ter um enredo muito bom, repleto de aventura, ação, mistério e momentos de grande suspense, bem como algum romance. A relação de Jacob e Emma vai-se adensando, o que também é bonito de ser acompanhar.

Gostei da forma como o autor foi entrelaçando e desatando os variados acontecimentos que cria, de modo subtil mas grandioso. A escrita continua super fluída e muito rápida, fazendo com que o leitor leia o livro muito rapidamente. 

Ao longo da narrativa é possível constatar também a alegoria criada pelo autor em relação com os acontecimentos da história e a Segunda Guerra Mundial. Enquanto conta uma história inventada, Riggs consegue fazer uma analogia excelente entre a sua narrativa e alguns acontecimentos desse período negro da nossa História. Os errantes disfarçados de nazis, as experiências criadas por eles, o seu próprio propósito de governar o mundo, são uma forma interessante e inteligente de criar uma metáfora entre as duas "realidades". Tal já estava presente no livro anterior, mas neste é ainda mais visível. 

As fotografias continuam a ser uma maravilha e a criar uma atmosfera única.

Assim, este foi mais um excelente livro da trilogia! Recomendo vivamente! Muita ação, mistério e romance, com momentos de grande tensão e emoção. Sem dúvida, uma lufada de ar fresco.

NOTA (0 a 10): 10