sábado, 14 de abril de 2018

A Revelação do Bobo, de Robin Hobb

Sinopse:

Após os acontecimentos de O Assassino do Bobo, cresce a intriga que atinge a vida e o coração de Fitz.

Depois de garantir que nunca mais a deixaria só ou negligenciada, Fitz abandonou a sua filha Abelha para correr para Torre do Cervo a fim de tentar salvar a vida do velho amigo Bobo.  A consequência foi a mais terrível: um ataque à sua casa e o rapto da pequena, que desaparece sem deixar rasto. 

Encontramo-lo neste volume dilacerado entre as obrigações para com o Bobo e o que a consciência lhe exige que faça para tentar recuperar a filha. Mesmo o regresso a Torre do Cervo traz grandes perigos, pois no local onde nasceu e viveu durante muitos anos ainda perdura a sua má fama de Bastardo Manhoso e assassino. O que poderá Fitz fazer para trazer a paz de novo ao seu mundo? (in Edições Saída de Emergência)



Opinião:

Esta é a primeira metade do segundo livro da terceira trilogia da autora Robin Hobb, onde o amado Fitz conta a sua história e a do seu amigo, o Bobo. Não é segredo nenhum para quem segue este blog e para quem me conhece que o Fitz é a minha personagem literária favorita, a par de Locke Lamora, se bem que o Fitz ganha por uns pontinhos. Portanto, foi com grande entusiasmo que comecei a ler este livro, depois de ter lido o primeiro desta saga: O Assassino do Bobo

A Revelação do Bobo começa logo assim que termina o anterior, recuando um pouco uma vez que o primeiro termina com Abelha a narrar e este começa com Fitz como narrador. Como no anterior, a autora dividiu a narração da história pelo Fitz e por Abelha, dando uma dinâmica muito diferente à história em comparação com os livros anteriores, uma vez que, ao lermos a perspetiva de Abelha, muitos aspetos que sempre ficaram por revelar e conhecer acabam por ir sendo desvendados, mesmo  que sejam poucos. 

Fitz continua a ser como só ele sabe ser. Continua a ser único, a ter as suas ideias que não passariam pela cabeça de mais ninguém e continua a ser um amor. Acontecerem momentos neste livro pelos quais não esperava encontrar na história, mas que sempre esperei, no fundo do meu coração, que pudessem acontecer. E foram tão belos! Finalmente, Fitz, finalmente! O Bobo continua a ser o mistério que é, mas agora está a revelar-se e é tão bom! Não fiquei muito surpreendida, porque estava à espera de algo do género, mas fiquei muito contente por poder comprovar algumas das teorias. O Bobo vai ser sempre uma das mais misteriosas e estranhas personagens, no bom sentido. É uma personagem fantástica, completamente. E depois, Abelha. Continua a ser única e muito interessante e espero que apareça ainda mais na segunda metade, porque a parte dela na história é a que mais pistas pode dar sobre toda a grande história por trás de todo este mundo e intriga criado e desenvolvido por Robin Hobb. 

Neste livro há um regresso a casa, um regresso às origens em todos os sentidos. A relação de amizade entre Fitz e o Bobo é o grande pano de fundo da história: o seu passado, a verdadeira identidade do Bobo, e por aí adiante. É daqueles livros que não se pode referir muito sem contar detalhes importantes, sem dar spoilers, portanto não me posso alongar em muitos aspetos. Não quero ser desmancha prazeres! Mas que a história é reveladora, ah!, lá isso é! Apesar de ser uma metade bem pequenina, tem muito sumo, muitos segredos revelados, mais do que toda a saga junta até agora.

A autora continua a criar um ambiente único, bem como uma linha narrativa plena de significado e identidade. Fitz continua a ser espetacular, continua a ser único e fiel a ele mesmo, continua a ser encantador. E Abelha revela-se cada vez mais misteriosa e importante. Quero muito ler a segunda parte, porque esta é fantástica! Como descrições excelentes, um contexto profundo e sem falhas, não há como não gostar do mundo e da linha de ação que Robin Hobb criou. Podem achar que por vezes a narrativa é lenta, que não desenvolve...mas a beleza dela é soberba, tornando-se numa narrativa única e épica.

Em suma, mais uma bela história da autora que nos habituou já a histórias fortes, cheias de intriga, ação e muita, muita emoção. Cada virar de página é um misto de sentimentos e emoções. Recomendo totalmente a todos os apreciadores de grandes histórias. Quero agradecer à editora o facto de ter continuado a apostar na autora, agradeço mesmo muito.

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 31 de março de 2018

A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol, de Haruki Murakami

Sinopse:

Na primeira semana do primeiro mês do primeiro ano da segunda metade do século XX, ao protagonista, que também faz as vezes de narrador, é dado o nome de Hajime, que significa "início". Filho único de uma normal família japonesa, Hajime vive numa província um pouco sonolenta, como normalmente todas as províncias o são. 

Nos seus tempos de rapazinho faz amizade com Shimamoto, também ela filha única e rapariga brilhante na escola, com quem reparte interesses pela leitura e pela música. Juntos, têm por hábito escutar a coleçao de discos do pai dela, sobretudo "South of The Border, West of the Sun", tema de Nat King Cole, que dá título ao romance.

Mas o destino faz com que os dois companheiros de escola sejam obrigados a separar-se. Os anos passam, Hajime segue a sua vida. A lembrança de Shimamoto, porém, permanece viva, tanto como aquilo que poderia ter sido como aquilo que não foi. De um dia para o outro, vinte anos mais tarde, Shimamoto reaparece certa noite na vida de Hajime. Para além de ser uma mulher de grande beleza e rara intensidade, a sua simples presença encontra-se envolta em mistério. Da noite para o dia, Hajime vê-se catapultado para o passado, colocando tudo o que tem, todo o seu presente em risco. (in Goodreads)



Opinião:

Este é o primeiro livro que leio deste autor. Gostei bastante da escrita, muito fluída, adulta, cheia de elegância e sobriedade. Também gostei da história, simples e muito bem contada. No entanto, fiquei sempre à espera de algo mais...algo mais que não aconteceu nesta história e que eu esperava que acontecesse. Não sei definir o que é que esperava e não tenho na minha imaginação possíveis finais para lhe dar, o que é ainda mais estranho. Claro que tenho, mas não tenho nenhum que possa dizer: "Sim! Devia ter sido assim!". Não. Não é que não tenha gostado do final, é mais uma sensação de história não terminada, incompleta e demasiado suave. É estranha, esta sensação, pois não é usual nas minhas leituras. 

As personagens são bastante simples, mas complexas, em especial Shimamoto, que é um mistério para todas as outras personagens e para o leitor. No entanto, a que mais me agradou foi mesmo Hajime, o narrador. A sua visão da própria vida e dos acontecimentos acabou por ser aquilo que me agarrou à história, uma vez que se revelou um narrador coerente e interessante. As outras personagens também são importantes para a história, mas não houve nenhuma que me tivesse agarrado por aí além. 

Em relação à história em si, gostei, achei-a interessante exatamente por ser muito simples e sem complexos. Uma verdadeira história oriental, simples, sem floreados, muito clara. Porém, não posso dizer que tenha ficado fascinada. É uma história, que deixa a sua marca, mas que não me fascinou. O romance entre as personagens principais é interessante, magnético e forte, mas não consegui passar o tempo a torcer pelo romance.  

O que gostei mais foi da escrita, daí o narrador ter sido a personagem que mais me agarrou. Gostei da forma simples, discreta, sem complexos com que tudo é posto na narrativa. Não há filtros, o que promove uma leitura bastante madura e profunda. Lê-se muito rapidamente, devido à fluidez da narração e à sua simplicidade. 

Em suma, recomendo a todos os que gostam de uma história de amor, escrita de forma simples, mas mágica.

NOTA (0 a 10): 6

sábado, 3 de março de 2018

City of Heavenly Fire, de Cassandra Clare

Sinopse:

Depois dos acontecimentos passados no livro anterior, City of Lost Souls (A Cidade das Almas Perdidas), Clare, Jace e companhia vêm-se envolvidos na mais perigosa guerra de todas: lutar contra a sua própria espécie. Sebastian criou uma nova taça, cujo feito é transformar Caçadores de Sombras em pérfidos seguidores de Sebastian, com o único desejo de destruir todos os Caçadores de Sombras. Enquanto as fileiras de Sebastian aumentam graças a vários ataques a Institutos, Clare e os amigos tentam descobrir um modo de o fazer parar. 



Opinião: 

O melhor livro da saga d' Os Instrumentos Mortais, sem dúvida. 

Neste livro a autora esmerou-se, trazendo de novo a sua mestria e força que pude encontrar na trilogia As Origens, que é a minha favorita. Tendo em conta que as personagens foram evoluindo bastante ao longo dos livros, é neste que assumem plenamente o controlo das suas fortes características. Finalmente pude ficar com uma ideia mais favorável quanto a Clare, que, mesmo não sendo das minhas personagens favoritas, ganhou um pouquinho neste volume. As outras personagens mantiveram o seu nível e revelaram-se à altura dos acontecimentos. Penso que consegui sentir mais emoção e preocupação pelas personagens neste volume, do que nos anteriores. Isso também está relacionado com o tom muito mais adulto, sombrio e sério deste livro em relação aos anteriores. 

Mas há outro grande fator que me fez gostar muito deste volume: certas personagens d' As Origens voltam a aparecer plenamente neste livro. Uma já tinha aparecido nos anteriores, mas sempre na sua forma de Irmão Silencioso, mas uma ainda não tinha aparecido. E, quando algo acontece à primeira que mencionei aqui neste parágrafo, Oh!, mas o livro e a história tornou-se muito mais emocionante. E claro, quando a outra personagem aparece também é uma alegria. 

A história é muito mais sombria, mais perigosa. Os laços entre as personagens tornam-se mais apertados e deixa de haver tanto espaço para o romance adolescente e para outras brincadeiras do género, que fizeram parte dos livros anteriores. Isso fez com que sentisse uma maior solidez e seriedade neste livro, o que me agradou bastante. 

O desenrolar da história também está excelente. Cassandra Clare é uma excelente contadora de histórias, muito meticulosa e muito atenta ao drama das personagens. Conseguiu, mais uma vez, dar um cunho imensamente humano e trágico a alguns dos momentos da narrativa, transformando-a numa guerra pela sobrevivência e pelo amor e amizade. Já tinha encontrado isso na outra trilogia. Não encontrei nos outros cinco livros anteriores a este trouxe de novo essa magia. 

Gostei da forma como a autora concluiu a história. Muita ação, muita emoção e, sobretudo, muito amor. Amor na sua forma plena. Porque, no fundo, esta é uma história de amor. Não apenas de romance. Não. É uma história de amor, em que tudo é feito por amor. Penso que a autora escolheu o melhor caminho para as personagens percorrerem, todas elas. É uma boa história. 

Em suma, a saga Os Instrumentos Mortais pode não ser das minhas favoritas, mas terminou maravilhosamente, mostrando um pouco daquela magia maravilhosa que encontrei quando li a trilogia As Origens. Um livro recheado de tudo o que uma boa história deve ter, que recomendo a todos os que gostam de Fantasia, magia, ação, emoção e amor. 

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Vencedor do passatempo "A Filha do Gelo"

Olá !

Obrigada a todos os que participaram neste passatempo. Continuem a ser seguidores, porque haverá mais passatempos em breve! 



O/a vencedor/a foi:

2 - Sofia (...) Rocha

Parabéns à vencedora =) 
E também o meu obrigada à Chiado, que permitiu o passatempo! 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Passatempo A Filha do Gelo, de Luís Falcão de Magalhães (Chiado Books)

Está a decorrer passatempo aqui no blog! O livro é A Filha do Gelo, de Luís Falcão de Magalhães, em parceria com a Chiado Books, e termina dia 19 de fevereiro.

Fica a sinopse:

“Rainha Branca”, “Senhora do Gelo”, “Bruxa do Frio”. Os povos do norte sussurram, com reverência e medo em igual medida, os títulos da antiga Deusa.

Mas, quando começam a desaparecer viajantes e se vão espalhando entre as aldeias contos de criaturas ferozes e misteriosas, ao mesmo tempo que se ergue um novo culto à Deusa das Neves nas distantes Planícies Geladas, a ordem de cavaleiros d’A Torre decide pedir a um dos seus mais fiéis membros para investigar.

Acompanhado por Meer, - seu talentoso aprendiz e alquimista, e por um bando de jovens mercenários, conseguirá o cavaleiro Eregar - e a que custo - desvendar o que está por de trás destes misteriosos acontecimentos?

A Filha do Gelo, sob o manto de uma clássica aventura de fantasia medieval, explora os efeitos que a adversidade tem na formação de carácter, através da viagem das personagens principais e peripécias que estas enfrentam. (in Chiado Books)




Para mais informações referentes ao livro consultar aqui.


Regras do passatempo

Para participar é necessário:

Ser seguidor do blog;
Ser residente em Portugal Continental;
Preencher todos os campos do formulário;
Participar até às 23h59 do dia 19 de fevereiro; 
Só é aceite uma participação por pessoa/morada;
Haverá apenas um vencedor, que será apurado através do site random.org;
O blog não se responsabiliza por possíveis falhas/extravios dos correios.

Conto com as vossas partilhas, divulgação e comentários! 


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Aquele Beijo, de Julia Quinn

Sinopse:

Gareth St. Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que...o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.

Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se ela. 

Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o sétimo livro da coleção Bridgertons. A personagem principal é Hyacinth, a irmã mais nova da família e a mais intelectual, inteligente e esperta. Como já é costume nestes livros, o romance está no ar e muitas são as aventuras pelas quais as personagens passam até conseguirem ficar juntas. No entanto, este surpreendeu-me ainda mais do que os outros pela forma como a autora engendrou o plano e as atitudes das personagens, em especial de Hyacinth, que mostrou ser uma das irmãs mais interessantes e fortes, com grande inteligência e desenvoltura. Gostei bastante! 

Hyacinth é uma boa personagem, interessante e esperta. Já referi outros tantos adjetivos semelhantes no parágrafo anterior, portanto não me vou alongar mais neste sobre a personagem. O seu par romântico é Gareth St. Clair, um belo homem que tem uma grande desavença com o pai e um segredo que tem medo que seja revelado. Gareth é uma personagem forte, cheia de vida e também interessante, fazendo um belo par com a jovem. As outras personagens que aparecem são todas elas interessantes, incluindo o pai dele, que, apesar de ser terrível, é crucial para a história, oferecendo bons momentos de emoção e tensão. 

Ao longo de sete livros, Julia Quinn estabeleceu um padrão para esta saga familiar e que já mencionei noutros posts sobre eles. Este não é exceção. Apesar da estrutura ser igual ao dos anteriores, há sempre surpresas e isso é fantástico e agradável de encontrar numa saga com histórias semelhantes e padrões idênticos ao longo das narrativas.

A escrita da autora é uma das mais valias, uma vez que é bastante divertida e séria nos momentos que o tem de ser. A ironia e o sarcasmo estão sempre presentes, o que torna a leitura bastante agradável e divertida. 

Gostei muito dos mistérios e das aventuras presentes neste volume e que fizeram com que ele fosse bastante diferente dos outros da coleção. É, sem dúvida, um dos meus favoritos! 

Também gostei das personagens, do desenvolvimento destas, bem como do romance entre elas. Penso que foi a melhor forma de dirigir o enredo, que ficou primoroso.

Sem dúvida, mais um excelente livro desta saga familiar e romântica, que recomendo a todos os que gostam de histórias de amor, aventura e paixão! 

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Espada de Vidro, de Victoria Aveyard

Sinopse:

O novo e eletrizante capítulo da série Rainha Vermelha intensifica a luta de Mare Barrow contra a escuridão que cresceu na sua alma...

O sangue de Mare Barrow é vermelho mas a sua capacidade Prateada, o poder de controlar os relâmpagos, transformou-a numa arma que a corte real tenta controlar. A coroa acusa-a de ser uma farsa, mas quando ela foge do príncipe Maven - o amigo que a traiu - , Mare faz uma descoberta surpreendente: ela não é a única da sua espécie.

Perseguida por Maven, Mare parte para descobrir e recrutar outros combatentes Vermelhos e Prateados que se juntem à batalha contra os seus opressores. Mas Mare encontra-se num caminho mortífero, em risco de se tornar exatamente no tipo de monstro que está a tentar derrotar. 

Será que ela vai ceder sob o peso das vidas exigidas pela rebelião?

Ou a traição e a deslealdade tê-la-ão endurecido para sempre? (in Edições Saída de Emergência)



Opinião:

Foi já há algum tempo que li o primeiro volume e gostei muito. Mesmo que o contexto e as personagens não sejam muito originais, existe um toque especial que me agarrou. Portanto, foi com prazer que comecei este segundo volume.

Voltar a encontrar Mare e os seus amigos foi bastante agradável. Se bem que não tem a mesma força que o primeiro, não se lhe fica muito atrás. As personagens continuam fortes e bem construídas, com um desenvolvimento linear e definido. De todas elas, continuo a gostar particularmente de Maven, que consegue ser a personagem mais forte, complexa e louca destes livros. Acho que foi o facto dele não aparecer muito que me fez não gostar tanto desde livro como do primeiro, apesar da história em si ser bastante forte e bem construída.

Em relação ao enredo, este é bastante bom, cheio de ação, muita emoção e momentos de grande suspense, com algum romance e amizade à mistura. A amizade e o amor são a base de grande parte das ações das personagens, em especial de Mare, que consegue ser uma narradora bastante interessante, uma rapariga forte e capaz de fazer tudo pelos seus amigos. Aliás, a história é sobre isso mesmo, na sua essência.

Neste volume há momentos de maior ação e perigo do que no primeiro, que foi mais calmo até à parte final, que foi eletrizante. A intriga é ainda maior, bem como o clima de incerteza face a quem é ou não aliado da protagonista. Mare narra a sua história de um modo seco e sem muitos floreados, o que é perfeitamente adequado ao género de história que é aqui apresentada. Aliás, é o melhor estilo de narração para estas histórias onde nada é amoroso. Gostei desse aspeto da escrita, bem como do contexto apresentado, que nos deixa conhecer um pouco mais sobre o mundo criado pela autora. 

As descrições são as necessárias para visualizar os momentos, existindo mais descrições dos sentimentos de Mare, que, a meu ver, aqui não eram necessárias. São um pouco demais. Gostava de saber mais sobre o que rodeia as personagens, a história em si. Pode ser que tal venha a acontecer nos próximos volumes. 

Gostei muito deste segundo volume e espero que o terceiro esteja para breve por cá! Quero ainda referir a beleza da capa e de todo o design do livro. 

Recomendo a todos os que gostam deste género distópico, de ação, intriga e muita adrenalina. Muito bom! 

NOTA (0 a 10):