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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Heart of Darkness, de Joseph Conrad

Sinopse: 

Romancista britânico de origem polaca, Joseph Conrad, notabilizou-se como um dos melhores prosadores em língua inglesa, através das suas histórias em que conjuga a aventura romântica e a reflexão moral. Em O Coração das Trevas (Heart of Darkness), o escritor evoca o espírito da África negra e, através da personagem de Kurtz, um misterioso comerciante branco, mostra que no homem civilizado permanecem os impulsos mais selvagens e destrutivos. Além de reflectir o choque entre as culturas colonizadas e os colonizadores europeus, esta obra conduz o leitor às trevas da selva africana e, simultaneamente, do coração humano (in Goodreads).


Opinião:

Um livro pequeno, uma leitura fluída, mas densa. Isto porque o conteúdo e as cenas descritas muitas vezes acabam por fazer refletir. 

Não posso dizer que tenha gostado muito do livro. Estava à espera de outro género de história, apesar de ter lido a sinopse e várias opiniões. Estava à espera de algo mais marcante no campo do mistério e, apesar de haver uma grande dose de mistério durante a história, esse mistério não me cativou.

As personagens estão interessante e bem elaboradas e o mistério que envolve Kurtz é bastante grande e bem construído. A história é narrada por Marlow, que conta a sua história em África a um grupo de amigos, em Londres. Dei por mim a querer saber quem ele era, o que fazia, qual a sua real função em toda a narrativa...o porquê da sua fama. Isto por causa do mistério, pois a sua fama advinha de factos horrendos.

De facto, o que me prendeu foi mesmo descobrir isso: o porquê da sua fama. O autor conseguiu criar um ambiente bastante nebulado à volta desta personagem e, com isso, criar um clima de grande expectativa. Foi o ponto forte do livro, na minha opinião. 

É uma história que faz refletir sobre a colonização da África, como foi feita e por quem. 

As descrições são outro ponto bastante forte da narrativa, uma vez que são a linguagem usada é bastante visual, permitindo ao leitor "ver" os cenários, as personagens e os acontecimentos.

Recomendo a todos os que gostam dos livros do autor e a quem tenha interesse por estes temas. 

NOTA (0 a 10): 5

domingo, 6 de outubro de 2013

"A Estalagem das Duas Bruxas", de Joseph Conrad

Gostei bastante deste livro. É um conto, com apenas 72 páginas, mas é muito interessante. Decidi lê-lo pelo título e pela sinopse, pois apela bastante a mistério e suspense.
Não fiquei nada desiludida, pois foi um momento bom de leitura. A história faz-nos ficar um pouco apreensivos em alguns momentos e é isso que se espera de um livro que à partida tem por objetivo ser um pouco assustador.


Não há muitos detalhes, não há muita caracterização, mas há emoção.
A história é contada pelo narrador, que começa por apresentar o objeto da sua história: uma resma de papéis que encontrara numa caixa velha que comprara a um velho alfarrabista, juntamente com alguns livros. Esses papéis contavam a história (na primeira pessoa) de uma aventura vivida em 1813, por um jovem oficial inglês de vinte e dois anos. Esse jovem conta um episódio em que ele o o seu fiel companheiro de mar, Tom Corbin, foram a terra para falar com os seus apoiantes (o contexto é a guerra de Napoleão, as Invasões Francesas) em terras de Espanha, uns guerrilheiros espanhóis das Astúrias. Ao desembarcarem, veem-se num local ermo, uma aldeola pobre com pessoas assustadas. Sem haver montadas na estalagem para fazer o percurso pelas montanhas até ao acampamento dos guerrilheiros, Tom decide ir a pé, sozinho, mandando Edgar Burne (o oficial) à corveta para avisar sobre o percurso pelas montanhas.
Depois de se separar de Tom, Edgar encontra-se com um estranho homem, que lhe diz que o seu companheiro, Tom, corre perigo pelas montanhas e também que o estalajadeiro tinha mentido pois havia um jumento na estalagem. No meio da conversa, diz que no meio das montanhas há uma estalagem, que antes pertencia ao zarolho estalajadeiro da aldeia, mas que agora é só das duas tias do velho estalajadeiro, velhas bruxas hediondas, afirmando que muitos viajantes haviam desaparecido por aquelas bandas. Pede a Edgar ajuda para reaver o jumento, rogando-lhe para ir atrás de Tom, pois dois sempre são mais do que um por aqueles caminhos.
Edgar não aceita a proposta e parte para a corveta, para contar ao capitão. Os dois acabam por achar tudo muito estranho e Edgar volta a terra e vai atrás de Tom, acabando por chegar à estalagem das velhas. Aí vai enfrentar momentos e puro terror e estranheza.

É um conto simples, sem floreados e com uma escrita direta. Alguns termos são mais antigos e denotam a época em que foi escrita (1913), sendo interessante reviver tais épocas por estes meios.
O conto tem todos os ingredientes para dar lugar a um sentimento de suspense ao leitor, principalmente antes de Edgar chegar à estalagem e durante o tempo que lá está. É de fácil leitura, bastante rápida.
Não muito mais a dizer, por isso termino com um elogio ao conto, recomendando a sua leitura. 

NOTA (0 a 10): 7,5