"Finn conseguiu fugir de
Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória,
mas a liberdade está longe de ser o que imaginava.
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário - Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade... como Sapphique." (in Goodreads)
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário - Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade... como Sapphique." (in Goodreads)
Opinião:
" - E por isso vou reparar as minhas asas e voar até às estrelas. Estás a vê-las?
(...) Jared abafou uma exclamação de espanto, porque elas lá estavam, a toda a sua volta, as galáxias e as nebulosas, os milhares de constelações...
- Ouves a canção delas? murmurou Sapphique.
Mas só o silêncio da Floresta lhes chegava, e Sapphique suspirou." p. 237
(...) Jared abafou uma exclamação de espanto, porque elas lá estavam, a toda a sua volta, as galáxias e as nebulosas, os milhares de constelações...
- Ouves a canção delas? murmurou Sapphique.
Mas só o silêncio da Floresta lhes chegava, e Sapphique suspirou." p. 237
Este é livro que segue a Incarceron. Não é sequer uma trilogia. Termina
em A Lenda de Sapphique. Oh, como gostava que houvesse mais ou então e
melhor ainda! Que houvesse uma prequela, uma prequela sobre Sapphique,
só sobre ele... a explicar tudo sobre ele, pois é deveras uma personagem
interessantissima e muito misteriosa.
Gostei imenso da história. Mais complexa que Incarceron, mas sempre fluente e misteriosa. Catherine Fisher conseguiu fazer uma história muito boa, com boas personagens, onde a ilusão reina em todo o lado.
E se o Reino não fosse verdadeiro? E se tudo aquilo que se vive no Exterior não passasse de uma ilusão criada pela necessidade de ignorar a realidade? E se tudo fosse mentira? O que seria melhor? O Interior de Incarceron ou o Exterior, o Reino? Pois bem, este livro explora isto mesmo, explora a dualidade das realidades, pondo à prova todas as personagens, todas as suas atitudes e comportamento e até sentimentos. Seria Jared capaz de trair Claudia? Seria Finn um mero Prisioneiro? Seria tudo uma farsa? E se houvesse uma forma de sair de Incarceron? E se a Prisão quisesse Fugir dela mesma? Seria isso possível? Será que a loucura e a maldade dela não são meros sentimentos criados pelos Homens? Será que a criação da Prisão falhou? Será que a Prisão não é tão cruel como se pensa? O que a fez assim? O que é que ela tanto procura?
Os prisioneiros deparam-se com Alas a fechar, destruição, o frio Inverno da Lenda de Sapphique. O que estará ela a fazer para esquecer todos os seus filhos? Será que tem um projeto maior do que eles? E quem a poderá ajudar? Será possível fazer algo sem destruir tudo e todos?
Numa viagem pelo Interior e pelo Exterior, A Lenda de Sapphique é contada em várias perspetivas, tendo como base Claudia (Exterior) e Attia (Interior). Mas ao longo do livro isso vai sendo alterado e começamos a ter "POV's" de Jared e Finn também. Esta é uma viagem pela Fuga a todas as cadeias que prendem a Liberdade.
Num mundo de magia e metal, onde nem tudo é o que parece, a Lenda de Sapphique começa a ser uma realidade e todos chamam por ele, será possível? Será que Sapphique é mesmo real? Será que ainda habita o Exterior? Onde estará e quem será ele?
E no meio de tudo isto há a Luva de Sapphique, que todos procuram para usar à sua maneira. Diz a lenda que quem a calçar fica a conhecer todos os segredos de Incarceron. Fica a saber onde é a saída?
"Qual é a chave que abre o coração?"
Foi esta a pergunta que Sapphique fez no jogo de charadas e é esta a pergunta principal de toda a história. Todos procuram a resposta, mas só uma personagem conhece a resposta. E só essa pessoa pode ajudar todos os outros, inclusive a Prisão.
Esta história tem muitas questões para reflexão. A fuga à realidade, a estagnação no tempo, a procura pela perfeição, a procura pela liberdade, pela sabedoria e pelo poder, bem como a ilusão que existe à volta de todos, são todos aspetos que levam à reflexão. No livro, é nos dito que os Anos da Raiva levaram ao esgotamento energético, à matança e à guerra. Quando terminaram, foi instaurado o Protocolo, e tudo passou a ser vivido como se se estivesse no século XVIII. As faltas de energia que levaram à destruição e à finitude da ilusão são um aspeto interessante, ainda mais porque é algo que a Humanidade devia temer. Não estamos nós a destruir as energias que existem? Ou pelo menos grande parte delas, usando-as muitas vezes indevidamente? Acho que a autora fez uma exploração muito interessante deste tema, tornando-o um dos apsetos centrais. Também a Fuga e a Liberdade são aspetos principais do livro. Pode parecer uma história simples ou até confusa, mas tem muito para reflexão.
Se ficaram curiosos, digam e leiam o livro! Se ainda não leram Incarceron, força! Este é ainda melhor =D
Gostei imenso da história. Mais complexa que Incarceron, mas sempre fluente e misteriosa. Catherine Fisher conseguiu fazer uma história muito boa, com boas personagens, onde a ilusão reina em todo o lado.
E se o Reino não fosse verdadeiro? E se tudo aquilo que se vive no Exterior não passasse de uma ilusão criada pela necessidade de ignorar a realidade? E se tudo fosse mentira? O que seria melhor? O Interior de Incarceron ou o Exterior, o Reino? Pois bem, este livro explora isto mesmo, explora a dualidade das realidades, pondo à prova todas as personagens, todas as suas atitudes e comportamento e até sentimentos. Seria Jared capaz de trair Claudia? Seria Finn um mero Prisioneiro? Seria tudo uma farsa? E se houvesse uma forma de sair de Incarceron? E se a Prisão quisesse Fugir dela mesma? Seria isso possível? Será que a loucura e a maldade dela não são meros sentimentos criados pelos Homens? Será que a criação da Prisão falhou? Será que a Prisão não é tão cruel como se pensa? O que a fez assim? O que é que ela tanto procura?
Os prisioneiros deparam-se com Alas a fechar, destruição, o frio Inverno da Lenda de Sapphique. O que estará ela a fazer para esquecer todos os seus filhos? Será que tem um projeto maior do que eles? E quem a poderá ajudar? Será possível fazer algo sem destruir tudo e todos?
Numa viagem pelo Interior e pelo Exterior, A Lenda de Sapphique é contada em várias perspetivas, tendo como base Claudia (Exterior) e Attia (Interior). Mas ao longo do livro isso vai sendo alterado e começamos a ter "POV's" de Jared e Finn também. Esta é uma viagem pela Fuga a todas as cadeias que prendem a Liberdade.
Num mundo de magia e metal, onde nem tudo é o que parece, a Lenda de Sapphique começa a ser uma realidade e todos chamam por ele, será possível? Será que Sapphique é mesmo real? Será que ainda habita o Exterior? Onde estará e quem será ele?
E no meio de tudo isto há a Luva de Sapphique, que todos procuram para usar à sua maneira. Diz a lenda que quem a calçar fica a conhecer todos os segredos de Incarceron. Fica a saber onde é a saída?
"Qual é a chave que abre o coração?"
Foi esta a pergunta que Sapphique fez no jogo de charadas e é esta a pergunta principal de toda a história. Todos procuram a resposta, mas só uma personagem conhece a resposta. E só essa pessoa pode ajudar todos os outros, inclusive a Prisão.
Esta história tem muitas questões para reflexão. A fuga à realidade, a estagnação no tempo, a procura pela perfeição, a procura pela liberdade, pela sabedoria e pelo poder, bem como a ilusão que existe à volta de todos, são todos aspetos que levam à reflexão. No livro, é nos dito que os Anos da Raiva levaram ao esgotamento energético, à matança e à guerra. Quando terminaram, foi instaurado o Protocolo, e tudo passou a ser vivido como se se estivesse no século XVIII. As faltas de energia que levaram à destruição e à finitude da ilusão são um aspeto interessante, ainda mais porque é algo que a Humanidade devia temer. Não estamos nós a destruir as energias que existem? Ou pelo menos grande parte delas, usando-as muitas vezes indevidamente? Acho que a autora fez uma exploração muito interessante deste tema, tornando-o um dos apsetos centrais. Também a Fuga e a Liberdade são aspetos principais do livro. Pode parecer uma história simples ou até confusa, mas tem muito para reflexão.
Se ficaram curiosos, digam e leiam o livro! Se ainda não leram Incarceron, força! Este é ainda melhor =D
" - Confio em ti, Jared. -murmurou. - Sempre confiei. Amo-te, Mestre." p. 329
NOTA (0 a 10): 10
NOTA (0 a 10): 10

