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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Restore Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Juliette tem agora muito mais para descobrir sobre si mesma e tudo o que a rodeia e talvez nada seja só aquilo que ela acha que é. 

Muitos mistérios e romance à mistura.


Opinião:

Depois de ter gostado bastante dos livros anteriores, não consegui sentir o mesmo por este. Não sem bem porquê, mas acho que foi o facto de muito ter ficado por explicar ou não ter sido muito desenvolvido. Não tenho bem a certeza do que me fez não gostar tanto deste livro, mas é o que sinto em relação a ele. 

Continuei a achar as personagens muito interessantes, especialmente Warner, que se tem vindo a revelar como um jovem mais interessante do que ao início parecia. Também gostei da parte de mistério em relação à família de Juliette. 

No fundo, acho que podia haver mais detalhes do contexto da história e não tanto diálogo, apesar de estes serem interessantes. Assim, continuo a recomendar esta saga. 

NOTA (0 a 10): 7

sábado, 11 de dezembro de 2021

Ignite Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Depois dos acontecimentos passados nos livros anteriores, Juliette vê-se novamente no meio de vários perigos e nada sabe sobre os seus companheiros. Warner é apenas a única pessoa conhecida no meio de tantos e Juliette tem pela frente algo mais do que sobreviver e lutar com os seus amigos: tem de conviver com Warner e conhecê-lo melhor. Será Warner tão mau como parece ser? Ou será que por detrás das suas atitudes há algo mais? Neste volume há muitos mistérios novos e várias aventuras novas.


Opinião:

Um dos livros mais interessantes desta saga até agora, se bem que os anteriores já foram muito bons. Gostei especialmente de conhecer melhor Warner, personagem que ainda não me tinha chamado muito a atenção, mas que depois da leitura deste livro despertou-me mais a atenção. 

Gostei da forma como a narrativa tem ainda mais momentos de adrenalina e emoção, com muitos mistérios e muito romance à mistura. Acho que a autora tem vindo a mostrar cada vez mais detalhes deste seu universo e isso é muito interessante. A forma como o contexto vai sendo apresentado à medida que a história avança está muito bem conseguido. 

Também gostei muito da dinâmica entre as personagens e de como as relações vão amadurecendo e intensificando-se, mostrando outras perspetivas das personagens, o que transmite mais detalhes sobre as suas personalidades. 

O ritmo continua a ser muito rápido, o que promove uma leitura fluída e rápida. A ação também é contínua e cheia de emoção.

Assim, recomendo este livro e acho que vão apreciar bastante. 

NOTA (0 a 10): 8,5

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Fracture Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Uma novela, desta vez da perspetiva de Adam. 


Opinião:

Leitura conjunta. Obrigada pela experiência! Excelente!

Esta novela também foi bastante interessante. Gostei de conhecer a perspetiva de Adam em relação ao que o rodeia, não só em relação a Juliette, mas à guerra no geral e também quanto aos seus companheiros. 

Não há muito para dizer sem dar spoiler, por isso é isto que tenho para referir. Sem dúvida, uma leitura leve, cheia de ação e alguma introspeção da parte de Adam. Recomendo a todos os que gostam desta saga.

NOTA (0 a 10): 7,5

Unravel Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Depois dos acontecimentos narrados nos livros anteriores, Juliette vê-se no meio de uma realidade completamente diferente daquela que estava habituada. Agora tem muito mais para fazer e muito para resolver. 


Opinião:

Leitura conjunta. Gostei imenso desta leitura, muito obrigada pela experiência, foi uma autêntica aventura! 

Gostei bastante deste livro. Tem uma história muito surpreendente, bastante original e com um contexto diferente. Confesso que o que gosto menos é a parte amorosa entre as personagens, porque não consigo gostar muito nem de Warner nem de Adam. Juliette e Kenji são as minhas personagens favoritas. 

A história tem um desenvolvimento bastante rápido, é narrada a um ritmo frenético, com recurso a frases curtas e cheias de sentimento. Isso faz com o que o livro se leia num ápice e permite uma leitura bastante fluída e emocionante. 

Também gosto do contexto, apesar de achar que podia estar mais desenvolvido. Podia haver mais descrição e contextualização, mas penso que não haver muito faz parte do ritmo. 

Um livro muito interessante, com uma história cheia de emoção e muita aventura. 

NOTA (0 a 10): 8

domingo, 21 de novembro de 2021

War Storm, de Victoria Aveyard

Sinopse:

Mare Barrow tem agora uma nova oportunidade de tentar resolver algumas das questões que ficaram no passado e tem que decidir o que fazer.

Num momento em que a guerra está cada vez mais violenta, Mare continua a ter de escolher entre o seu dever, o seu coração ou a sua nação. 

Um livro que tem muito para contar.


Opinião:

Leitura conjunta. Quero agradecer às meninas com quem li este livro, pois sem elas talvez não o tivesse lido todo, bem como a saga, uma vez que já tinha lido os dois primeiros há bastante tempo e com elas consegui concluir a leitura do terceiro e do quarto volumes. Muito obrigada pela experiência!

Pois é...depois de ter tido a minha opinião formada no segundo livro, quis dar oportunidade ao terceiro e depois ao quarto e continuo a achar o mesmo...a saga não é o que merecia ser. Podia ter sido muito mais se não tivesse havido tanto detalhe com pouca utilidade para o enredo e se Mare fosse mais interessante, especialmente a nível sentimental, uma vez que é uma confusão enorme seguir o raciocínio dela a este nível. E depois temos o final, que é uma mescla de emoções contraditórias, cujo desfecho não satisfaz, de modo nenhum.

Tendo em conta tudo o que referi no parágrafo anterior, fica esclarecido que a minha ideia sobre o livro é que é um livro que não enche as medidas. Com um worldbuilding que tinha tudo para ser fantástico, bem contextualizado e com algumas personagens muito interessantes e carismáticas (Maven...), o enredo acaba por se perder em momentos sem relevo algum ou em questões pouco interessantes e importantes para o desenvolvimento narrativo. 

Gostei de alguns dos momentos da história, especial de alguns momentos de humor e de ação. Acho que a parte descritiva consegue ser muito interessante e bem conseguida, o que mostra que a autora tem imenso potencial, juntamente com o worldbuilding interessante que esta saga apresenta. Assim fico com a ideia que as interações entre as personagens poderiam ter sido muito melhores e ter dado outro interesse à história.

Mesmo assim, recomendo este livro a todos os que gostam deste género de história. 

NOTA (0 a 10): 4,5

Destroy Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Nesta novela temos a perspetiva de Warner, aquele que tanto pode ser vilão como até não ser. O seu dia a dia, os seus sentimentos, emoções, atitudes e pensamentos ficam aqui revelados neste livro que se lê de modo rápido e fluído.


Opinião:

Leitura conjunta. Obrigada pela oportunidade de participar nesta leitura, foi uma maravilha! Tornou a leitura muito mais interessante do que se tivesse lido sozinha. 

Tendo gostado bastante do primeiro volume, foi com grande curiosidade que comecei esta novela. Gostei, apesar de não ter ficado tão satisfeita como no volume anterior. 

Warner não é das minhas personagens favoritas, mesmo tendo um ar de mistério e que possa despertar bastante interesse por ser enigmático e bastante interessante. Gostei de ter noção da sua perspetiva e de como pensa sobre os mais variados assuntos, mas achei a obsessão com a Juliette demasiado grande e isso acabou por tornar a leitura menos fascinante. 

Em suma, uma leitura agradável, rápida e boa, no entanto não foi uma das favoritas. Recomendo a todos os que gostam desta saga! 

NOTA (0 a 10): 5

domingo, 17 de outubro de 2021

Shatter Me, de Tahereh Mafi

Sinopse:

Juliette tem uma característica que a faz não poder tocar em ninguém. Quando algo de muito terrível acontece, Juliette é levada e presa. Juliette não tem forma de saber o que se passa com ela nem praticamente de saber nada. 

Quando aparece na sua cela um jovem que ela parece conhecer, o pequeno mundo de Juliette ganha uma dimensão totalmente diferente. Será que ela poderá ser libertada para viver de modo mais ou menos normal?

Passado num mundo distópico, este é o primeiro volume de vários onde a realidade não é nada daquilo que parece ser.


Opinião:

Leitura conjunta. Muito obrigada pela fantástica experiência! Foi fascinante! 

Gostei bastante deste livro. Uma vez que nem sempre é fácil a habituação aos livros distópicos, foi com bastante facilidade que entrei neste mundo. Para isso foi essencial a escrita do livro (narrado na voz de Juliette, pela sua mão e de modo bastante pessoal, onde muito aparece rasurado), que muito me agradou, uma vez que me fez lembrar os livros fantásticos de Illuminae Files

Assim, foi com grande curiosidade que comecei esta leitura e só tenho a dizer que me espantou e me agarrou totalmente. Gostei muito de Juliette, bem como de Adam e também de Warren. As outras personagens que foram aparecendo ao longo do livro também são bastante interessantes.

Achei o contexto criado diferente de alguns outros criados dentro deste género e isso é interessante. Algo que me fascina sempre neste género literário é que, independentemente de ser ou não parecido, encontro sempre paralelismos com Os Jogos da Fome. Mas isso é bom, uma vez que também gostei dessa trilogia. 

A escrita é muito fluída, a ação é constante e o romance presente ao longo da história está na dose certa.

Em suma, uma leitura muito interessante, com muita ação e mistério! Recomendo totalmente. 

NOTA (0 a 10): 8,5

domingo, 25 de setembro de 2016

A Seleção, de Kiera Cass

Sinopse:

Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. 

É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de vivem num palácio e competirem pelo coração do Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesado. Terá de virar costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo a sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. 

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou. (in Marcador Editora)


Opinião: 

Este é o primeiro livro desta saga. Com uma capa maravilhosa e uma sinopse interessante, aqui está um livro que me despertou a atenção há muito tempo. Li-o agora e tenho a dizer que achei-o bastante peculiar. 

Gostei das personagens, em especial dos rapazes, o príncipe Maxon e Aspen. Não desgostei de America, a personagem principal, mas não me encheu as medidas. Achei-a igual a tantas outras personagens do género e não se mostrou muito bem à altura do desafio. Mas também, o desafio não era assim tão grande, uma vez que o enredo é um tanto previsível. Existe um triângulo amoroso e a luta entre as raparigas para serem selecionadas é renhida, mas tirando essas três personagens, não senti nenhuma que se destacasse mais. 

Em relação à história em si, tem uma premissa interessante. Toda a ideia da Seleção em si, da competição e do casamento está engraçada. Também a contextualização está adequada e bem elaborada, uma vez que a autora teve a preocupação de criar bases para todo o contexto. Os momentos em que Maxon está com America são muito bons e gostei das suas conversas, tal como gostei de ver America e Aspen. E o que me deixa mais curiosa nesta história é mesmo saber com qual delas ela fica ou o que é que acontece ao trio amoroso. 

A linguagem é bastante fluída, o que faz com que a leitura seja bastante rápida. Também ajuda o facto de haver muita ação e diálogos. As descrições não são muitas, mas as que existem estão muito bem e úteis para visualizar o espaço e ambiente. Não há nada de muito profundo a nível destes pontos, tanto da linguagem como das descrições.

Outro aspeto que me agradou foi o facto de haver mais do que só o foco na Seleção em si, na escolha da eleita para o príncipe. Toda a parte das revoltas e dos revolucionários está bastante boa e consegue captar facilmente a atenção, uma vez que é a parte onde há mais ação e emoção, apesar de não estar muito presente ao longo da narrativa. 

Também gostei da forma como a autora foi narrado os acontecimentos. A história segue um caminho suave, e, para o género de livro que é, isso não é mau, antes pelo contrário. No entanto, apesar de ter ação, estava à espera de mais, principalmente dentro do grupo de selecionadas. 

Em suma, é um primeiro livro engraçado, leve e que entretém. Espero gostar mais do segundo e espero que haja um maior desenvolvimento tanto a nível das personagens como da história em si. Recomendo a todos os que gostam de um livro leve e descontraído. 

NOTA (0 a 10): 7

domingo, 15 de novembro de 2015

Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard

A curiosidade era grande para a leitura deste livro, que assim que começou a ser publicado gerou logo uma onda de fãs e de excelentes criticas pela Internet fora. Ora, não podia deixar de o ler e tenho a dizer que foi uma leitura excelente!



Sinopse:

A sua morte está sempre ao virar da esquina, mas neste perigoso jogo, a única certeza é a traição num palácio cheio de intrigas. Será que o poder de Mare a salva... ou condena?

O mundo de Mare, uma rapariga de dezassete anos, divide-se pelo sangue: os plebeus de sangue vermelho e a elite de sangue prateado, dotados de capacidades sobrenaturais. Mare faz parte da plebe, os Vermelhos, sobrevivendo como ladra numa aldeia pobre, até que o destino a atraiçoa na própria corte Prateada. Perante o rei, os príncipes e nobres, Mare descobre que tem um poder impensável, somente acessível aos Prateados.
 
Para não avivar os ânimos e desencadear revoltas, o rei força-a a desempenhar o papel de uma princesa Prateada perdida pelo destino, prometendo-a como noiva a um dos seus filhos. À medida que Mare vai mergulhando no mundo inacessível dos Prateados, arrisca tudo e usa a sua nova posição para auxiliar a Guarda Escarlate – uma rebelião dos Vermelhos – mesmo que o seu coração dite um rumo diferente. (in Edições Saída de Emergência)

Opinião:
Aqui está um livro que me encheu as medidas. Há algum tempo que não lia nenhuma obra do género que me agradasse tanto. Ao início comecei a ficar um bocado desconfiada porque me parecia um bocadinho com os Jogos da Fome. Não que tenha algum problema com a trilogia! Gosto bastante. Mas fiquei com receio que fosse parecido, na medida que Mare fosse uma espécie de Katniss dos Vermelhos. Não deixa de ser um símbolo de revolta, mas de uma forma bastante diferente e mais complexa. Então a partir do momento em que ela foi para o palácio, fiquei encantada com a intriga e com a premissa de uma história forte, repleta de emoções fortes e de personagens complexas. 

Quanto às personagens, gostei de Mare, a personagem principal, apesar de não ter ficado encantada. É mais uma personagem feminina do género, um género de Katniss. Gostei imenso (a minha personagem favorita, de longe) de Maven (e sim, estava mesmo à espera!). Não posso dizer que tenha ficado de queixo caído por Cal, nem por várias outras personagens, mas o que gostei de Maven dá para as outras personagens. Confesso que não pude deixar de comparar este dois, Maven e Cal, a Loki e Thor, respetivamente, o que me agradou.

Achei bastante interessante este mundo criado pela autora. Num cenário pós-apocalíptico, Prateados (um género de deuses com super poderes relacionados com a manipulação dos diferentes materiais e elementos existentes (água, ar, fogo, metal, pensamento...)) governam o mundo, enquanto os Vermelhos trabalham e defendem os Prateados nas suas guerras infindáveis entre reinos. Os Prateados têm sangue prateado e os Vermelhos têm sangue vermelho.

Gostei da intriga e de seguir os passos da autora. Gosto de ser surpreendida ao longo da leitura em relação às ações e motivos das personagens e, apesar de ter desconfiado do enredo logo de início, ainda duvidei a dado momento de algumas personagens. Não quero entrar em detalhes para não contar nada de relevante, mas desta vez gostei de ter antecipado os motivos por trás de tudo aquilo que acontece quando Mare vai para a corte.

Em relação às descrições, achei-as relevantes, apesar de poucas. Não há muita explicação do contexto da história, a meu ver, e isso é uma falha a apontar. Talvez o facto da narrativa estar na primeira pessoa (Mare é a narradora) e dela se focar mais nos seus pensamentos e ações do que no que a rodeia seja a explicação para esse aspeto, mas já li outros livros com narradores presentes e o mundo é perfeitamente contextualizado.

Também não posso deixar de mencionar as semelhanças deste mundo criado pela autora com vários outros mundos: X-Men (cada vez que aparecia um megratron, Prateado que manipula metal, não pude deixar de imaginar Magneto), Luz e Sombra (de Leigh Bardugo, em relação a Mare), entre outros. Isso não fez com que gostasse menos do livro, antes pelo contrário. Tal serviu para que a história fosse uma espécie de conjunto de várias histórias interessantes e boas que por aí andam. Se isto é o ideal e o mais original que há em termos de escrita, não posso dizer que é a originalidade total, mas serve muito bem. Dentro do género (Fantasia Distopia, por aí) está excelente, provavelmente um dos melhores do género que li até agora.

Em suma, uma excelente leitura! Vou querer acompanhar estas aventuras, porque fiquei fã de Maven e fiquei muito curiosa para saber o que acontece depois daquele maravilhoso final. Um bom final, cheio de ação e emoção. Recomendo sem reservas.

NOTA (0 a 10): 9

domingo, 3 de maio de 2015

Divergente, de Veronica Roth

Terminei ontem a leitura do primeiro livro da trilogia Divergente. Não estava com grande ideia de me debruçar sobre esta história, mas acabei por fazê-lo uma vez que encontrei o livro numa boa promoção da Bertrand. Como gosto de andar a par das tendências literárias, não pude deixar de me interessar...e também quero ver os filmes. Por isso, decidi apostar. 



Sinopse:

Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.

Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la.
(in Goodreads)

Opinião:

Bem...a ideia que tinha desta trilogia é que era parecida com a dos Jogos da Fome e penso que não me enganei muito. Não é a mesma coisa, tem diferenças, mas no fundo, a base é muito parecida. E acho que isto pode ser aplicado a uma boa parte das distopias que por aí andam. Pois bem, se tivesse de comparar um com o outro, iria dizer que gostei mais dos Jogos da Fome, porque tem mais acção e mais impacto, mas eu não quero comparar mais estas histórias entre si, porque quero distanciar-me disso. Assim, o que tenho a dizer é o que gostei. Era o que estava à espera, não fiquei maravilhada, mas é uma leitura agradável, fluída, que cumpre o seu propósito de entretenimento. 

Houve alguns momentos muito bons a nível emocional, principalmente na recta final, que me fizeram gostar mais da história, mas a maior parte do enredo não avança muito e é muito linear. 

Não senti um grande apego pelas personagens. Tris é uma rapariga fixe, cheia de vontade, interessada e isso tudo, e é uma boa personagem feminina, mas dei por mim a pensar que se lhe acontecesse alguma coisa durante a história eu não iria ficar mais ansiosa ou chateada. E isso foi o que mais me aborreceu neste livro: não consegui sentir apego pela Tris, nem pelas outras personagens, com excepção de Quatro, que me agradou um bocadinho mais. As únicas partes em que Tris me emocionou foi no final e durante as terríveis cenas de bullying que estão presentes ao longo da narrativa. Achei essa parte fundamental e muito bem empregue, porque esta é uma forma de trazer à tona uma assunto tão nefasto como o bullying para a ribalta, podendo assim ser posto a nu e debatido, para que as pessoas compreendam o mal que faz a quem dele sofre e também a quem o emprega. Gostei de como a autora trouxe este tema para a história e isso fez-me gostar do livro, tal como os momentos de acção e intriga que vão acontecendo. 

Em relação ao contexto tenho a dizer que está interessante e tem um pano de fundo que podia ser real. A existência das facções e o que lhes deu origem, bem como o que as está a fazer cair, está bem contextualizado e faz com que o enredo ganhe credibilidade. Também gostei deste factor. 

Vou querer acompanhar a trilogia e vou querer ver os filmes, porque estou na expectativa de ver se vou gostar mais dos livros seguintes. Em suma, é um livro que se lê bem, com uma história interessante, um contexto bem definido, um ritmo rápido e constante. Não existem momentos parados, há sempre movimento e algo a acontecer e isso agradou-me.

NOTA (0 a 10): 7