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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O Sangue da Virtude - Parte 1, de Terry Goodkind

Sinopse:

Richard aceita o seu novo papel: um homem nascido com o dom e destinado a ser um feiticeiro guerreiro. Contudo, nas terras dos dois Mundos, nem todos encaram a magia com bons olhos. O Sangue da Virtude, uma seita formada por mercenário fanáticos, para quem a magia é o meio através do qual o Guardião influencia os homens, tem como missão enviar para o mundo dos mortos todos os seres mágicos.

A destruição da Grande Barreira tem consequências que nem um seeker poderia prever - a Ordem Imperial, o governo do Velho Mundo, avança com os seus exércitos para conquistar o Novo Mundo. A única opção de Richard para deter a invasão é reivindicar a sua herança, unindo todos os reinos sob uma só lei - um pacto entre a magia e o aço - e uma só autoridade - a do único homem que, nascido para a verdade, foi tocado pela morte e cuja ira, libertada, pode finalmente trazer o equilíbrio aos Mundos.


Opinião:

Depois de algum tempo (muito...!) de espera, saiu por cá a continuação da saga A Espada da Verdade. Como fiquei fã logo no primeiro livro, fiquei muto contente e assim que pude comecei a sua leitura.

Nesta primeira parte, encontramos várias personagens, em vários momentos da sua própria narrativa: Richard a braços com o poder e com a necessidade de se impor enquanto chefe de toda a Terra Central; a Irmã da Luz Verna, a tentar não ser consumida pelas tarefas enquanto Madre Superiora; as Irmãs das Trevas que conseguiram fugir; o chefe do grupo Sangue da Virtude. Todas as partes encaixam-se na narrativa global, formando uma história bastante poderosa e cheia de grandes emoções. 

As personagens continuam no seu melhor, cheias de segredos e dilemas complexos para enfrentar e resolver. Também apareceram algumas mais misteriosas que têm tudo para tornar a história ainda melhor. 

Gostei muito da forma como a história foi desenvolvida. Alguns aspetos surpreenderam-me e agradaram-me, porém outros acabaram por quebrar um pouco o ritmo dos livros anteriores, na minha opinião. 

A parte do Sangue da Virtude não me agradou por aí além, criando alguns momentos mais parados e não tão interessantes. Outra parte que me surpreendeu, e não pela positiva, foi a parte do Richard. Estava à espera do ritmo frenético e cheio de emoção dos livros anteriores, algo que não aconteceu nesta parte. O facto dele ter outras responsabilidades e novas funções fez com que os seus momentos se tornassem mais lentos e metódicos, compreendo isso...mas não gostei muito. Felizmente, todas as outras partes da narrativa compensam esses aspetos menos interessantes. Fiquei agradada com o desenvolvimento de todas as outras partes, em especial porque trouxeram muito mistério e emoção para a próxima parte e próximos livros. 

A complexidade narrativa mantém-se. Os detalhes, os diálogos, a intriga...tudo está excelente e muito bem coeso e interligado. Continua a haver uma grande duplicidade nas personalidades das personagens, o que promove a intriga e mistério, que, a juntar com a magia e a fantasia, criam um ambiente muito denso e forte. 

Outro aspeto que também mantém o mesmo nível é a descrição. O autor continua a promover descrições soberbas, simples, úteis e eficazes, que fazem com que o leitor visualize automaticamente o que está a acontecer. Mesmo a nível das emoções e ações das personagens é possível sentir e acompanhar tudo o que acontece. Este é um dos fatores que mais me agradaram nesta história, a par da riqueza da narrativa e de algumas das personagens. 

Em suma, mais uma grande história que vou querer continuar a acompanhar. Recomendo a todos os que gostam de um bom livro de Fantasia, cheio de ação, mistério, magia, intriga e muitas emoções. Espero que a segunda parte esteja para sair em breve, porque fiquei muito curiosa! 

NOTA (0 a 10): 8

sábado, 26 de março de 2016

A Pedra das Lágrimas Parte 2, de Terry Goodkind

Sinopse:

Esta é a segunda regra dos feiticeiros:
O pior dos males pode surgir da melhor das intenções


Os caminhos de Richard e Kahlan separaram-se: forçado a submeter-se aos desejos da Madre Confessora, o portador da Espada da Verdade encaminha-se para o Palácio dos Profetas, em Tanimura, a fim de aprender a controlar o seu dom, antes que este o mate. Por outro lado, a última das Confessoras, enredada numa trama de mentiras piedosas cujo único objetivo é salvar a vida do homem que ama, dirige-se para a Fortaleza dos Feiticeiros, em Aydindril, onde espera encontrar Zedd e, juntos, ajudarem Richard a cumprir o seu destino.

Todavia, num mundo em que a magia é, simultaneamente, uma bênção e uma maldição, e em que qualquer um pode ser um agente do Guardião disfarçado, distinguir aliados de inimigos revela-se uma tarefa hercúlea. Através dos seus próprios erros, o seeker e a Madre Confessora vão descobrir, da forma mais dolorosa, que a maior das bondades e a melhor das intenções podem constituir um caminho insidioso para a destruição. 

Sabedoria, prudência e uma b
oa compreensão da primeira regra dos feiticeiros são as únicas armas de que dispõem: mas serão suficientes para reparar o véu e devolver a Pedra das Lágrimas ao reino dos mortos? (in Goodreads)


Opinião:

Depois de ter lido a primeira parte há umas semanas, foi com grande entusiasmo que peguei na segunda. E foi novamente maravilhoso. O livro não devia de estar dividido, mas se assim pode ser editado por cá, não me vou queixar, porque é mesmo bom. 

Não há muito para dizer uma vez que muito do que referi na opinião da primeira parte seria dito aqui, pois o livro é um todo e o enredo mantém-se ao mesmo nível, como seria de esperar. A divisão foi bem feita, uma vez que a primeira parte terminou na parte certa e mais misteriosa, que pegou muito bem na segunda parte. O enredo continua repleto de ação, emoção, mistério, magia e perigos. Notei, por causa da história em si, uma maior concentração por parte do autor nas personagens e na ação em si: a história não se dispersa tanto, não há tantos POV'S por assim dizer, o que facilita a congruência do enredo e personagens, que era algo necessário ao desfecho deste livro, pois só assim podia dar uma sensação de conclusão: reuniam de certas personagens, determinados acontecimentos (a ida de Richard para o Palácio dos Profetas, a ida de Kahlan até ao seu reino e o que lá acontece, o encontro do feiticeiro com a Madre Confessora e por aí...). 

Ou seja, a nível de enredo o livro, no seu todo, é fantástico. Mais uma vez volto a dizer que é uma excelente fantasia, com tudo o que deve ter e que cada vez se distingue mais (à medida que o enredo avança) de outras histórias de que de certo foi beber e que já referi noutras opiniões sobre estes livros. 

As personagens mantêm-se ao mesmo nível. Confesso que gostei de ver Richard e Kahlan em pontos opostos, para poder vê-los em ação separados. Richard é uma excelente personagem, cheia de personalidade e força. Kahlan ainda está melhor. Gostei muito de a ver lutar, de a encontrar mais autónoma e majestosa. É uma personagem feminina muito forte, que tem tudo para ser uma das minhas favoritas dentro do género. Em relação às outras personagens, gostei muito de das novas, principalmente a nível do Palácio dos Profetas, que foi uma das partes do enredo que mais me agarrou por causa do seu mistério e duplicidade. 

Gostei muito do rumo da história: é cada vez mais denso, mais misterioso e perigoso. As personagens mostram ter várias caras, existem muitos mistérios por desvendar, muitos enigmas e grande ação. É como se o leitor estivesse lá no centro de tudo, como se fosse uma personagem que vive a história. A escrita do autor faz com que isso seja possível, tal como o ritmo frenético em que é contada e os detalhes que são dados ao longo da narrativa. Também a nível do contexto, do universo em si, existe um grande avanço, uma vez que nesta parte é mostrado muito mais da História destes mundos. A existência do Mundo Velho e Mundo Novo, para além da Terra Ocidental, D'Hara e por aí, torna o contexto muito mais rico e consistente. Mostra que existe de facto todo um contexto criado de raiz, que é sempre algo muito importante e até fundamental neste tipo de literatura, uma vez que os mundos criados têm de ter uma História e um contexto credível, por mais fantásticos que sejam. O autor conseguiu-o fazer muito bem e isso vai sendo comprovado à medida que a narrativa avança. 

Em suma, o livro é excelente. Fazendo agora uma breve síntese do livro no seu todo (primeira e segunda parte) tenho a referir que esta história é excelente e tem tudo para agradar aos fãs deste género e até de outros géneros. Sei que há muitas opiniões menos boas sobre a história, mas eu gosto muito dela e vejo-lhe muito potencial. Espero mesmo que continue a ser editada por cá, porque é uma maravilha. Dentro do género fantástico está-se a revelar uma das minhas histórias favoritas. Recomendo a todos! 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 12 de março de 2016

A Pedra das Lágrimas Parte 1, de Terry Goodkind

Sinopse:

Richard e Kahlan conseguiram finalmente vencer o poderoso Darken Rahl. Contra todas as probabilidades, encontram também uma forma de viver algo que julgavam impossível: o seu amor. 

No entanto, o que parecia ser o início de um longo idílio é bruscamente interrompido: o véu para o mundo inferior foi rasgado. Darken Rahl, agora no reino dos mortos, é colocado ao serviço de um poder ainda mais sinistro, pior do que qualquer outro: o Guardião do mundo inferior pretende governar também os vivos, aprisionando-os num limbo eterno. O único capaz de o deter é Richard, o homem que nasceu para a verdade e que foi marcado pela morte.

Guerra, sofrimento, tortura e mentiras envolvem nas suas teias o seeker e a Madre Confessora. Um destino de morte violenta - ou uma existência condenada ao calvário perpétuo - parece certo, a menos que a sua coragem e fé, e um pouco de sorte, os conduzam à chave que pode circunscrever o poder do Guardião: a Pedra das Lágrimas.
(in Goodreads)

 

Opinião:

Depois de ter lido no ano passado o primeiro volume (por cá foi dividido em dois) e de ter gostado imenso, foi com grande entusiasmo que comecei a ler este volume, que é o terceiro por cá ou a primeira parte do segundo volume (original). E só tenho a dizer bem do livro! 

Gostei imenso de rever Richard e Kahlan, Zedd, Chase e muitas outras personagens. Continuam todas excelentes e complexas, com muitos segredos, o que é excelente, para se poder ir tentando descobrir. Este livro podia estar organizado por POV's, porque existem vários capítulos com destaque para cada grupo ou núcleo de personagens/acontecimentos/espaços, o que é sempre uma excelente forma de organizar este género de livros, uma vez que tendem a ser extensos e com vários núcleos diferentes. Em relação às personagens não tenho nada de negativo a apontar. Gostei de conhecer as novas personagens, ficando bastante curiosa quanto às Irmãs da Luz e às Irmãs das Trevas, que tem um papel de grande destaque neste livro e, seguramente, nos próximos. Fiquei muito curiosa em relação ao seu objetivo e à sua história, bem como à divisão entre Mundo Novo e Mundo Velho, que anteriormente ainda não tinha aparecido.

Também gostei muito do enredo. Mais crescido e desenvolvido do que o livro anterior, nesta primeira parte a história apresenta-se logo no início com muita ação e emoção. Tendo em conta o final do primeiro livro (original), seria de prever que esta história seria um tanto mais calma e de ligação para algo novo. De facto, serve de ligação, mas não é nada calma e deixa tudo em aberto. As personagens, que no início do livro tinham um caminho traçado, logo veem os seus planos alterados com a chegada de novas personagens e novos acontecimentos. Isso faz com que a história seja bastante fluída e emocionante. Também é mais crescida no que diz respeito aos temas abordados. Deixamos de ter uma narrativa de viagem ou de aventuras, parecida em alguns aspetos com tantas outras (O Senhor dos Anéis ou A Roda do Tempo), para algo mais negro e sinistro. Existem imensos monstros estranhos e temas obscuros, em especial relacionados com as novas personagens. Isso também deu um novo animo à história. 

A escrita é muito fluída, como já referi. As descrições não são em grande número, mas são na medida certa para a história e para o seu contexto. Gosto especialmente de todos os momentos em que é possível ficar a saber mais sobre a História deste mundo, as suas culturas, tradições e passado, que é bastante rico. A ação é constante o que torna a leitura bastante compulsiva, pois está se sempre a querer saber o que vai acontecer a seguir. Ou seja, tem tudo o que um bom livro de Fantasia deve ter: magia, ação, emoção, aventura, amor...entre outros ingredientes. 

Em suma, gostei imenso do livro e vou querer ler muito em breve a segunda parte. Ai terei uma ideia mais formada sobre o livro no original, uma  vez que está dividido, mas a ideia está feita: o livro é excelente! Recomendo a todos.

NOTA (0 a 10): 10

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Espada da Verdade - A Primeira Regra dos Feiticeiros parte II, de Terry Goodkind

Na segunda parte desta obra esperava que continuasse ao mesmo nível, uma vez que é apenas metade do livro e não o segundo volume. E não me desiludi de modo algum, uma vez que este parte acabou por se revelar ainda melhor do que a primeira. 


Neste livro começa-se onde terminou o anterior: Richard e Kahlan a saírem do território do Povo da Lama, com um mar de aventuras à sua espera e imensos perigos à espreita. Assim, lá vão eles, na demanda para encontrar a terceira caixa de Orden até ao primeiro dia de Inverno, de modo a travar Darken Rahl.

Não me vou alongar em detalhes sobre o enredo, uma vez que, para tal, teria de contar demais e isso poderia estragar o prazer da leitura a quem não gosta muito de spoilers. Mas posso dizer que continuei a gostar imenso das personagens, do enredo e da excelente forma como o autor dirigiu os acontecimentos, de modo a proporcionar um final fantástico e cheio emoção e pontas soltas. Ou seja, tem o final perfeito para o primeiro volume de uma saga de Fantasia.

Como referi, as personagens continuam a transmitir carisma e carácter e aparecem novas personagens. Temos mais perspectivas da história através dos olhos de outras personagens, que acabam por trazer ainda mais prazer à leitura. Principalmente porque são personagens que fazem com que o leitor se emocione com a história, principalmente a nível da raiva contra estas ou então com de extrema amizade. Por exemplo, temos a princesa Violeta e a sua mãe, a rainha Milena, que são ambas destiladores de ódio. Mas também temos personagens como Rachel e Scarlet, que me fizeram sorrir bastantes vezes ao longo da narrativa. E depois temos Denna...

Denna é a personagem que mais novidade traz a esta parte da história. Sendo ela uma Mord-sith (faz-me sempre lembrar A Vingança dos Sith), o seu papel é caçar pessoas com capacidades mágicas e treiná-las para se tornarem seus capachos, a mando de altas identidades, em especial do Lorde Rahl, uma vez que as Mord-sith são originárias de D'Hara. Depois de Rahl mandar Denna caçar e treinar Richard, Denna proporciona aos leitores momentos de pura violência, a todos os níveis. Comparando com As Cinquenta Sombras de Grey (que não li, mas já li muito sobre), os capítulos onde Denna é senhora poriam Mr. Grey a um canto. E confesso que essa parte do livro me fez alguma impressão, devido à forma real como o autor escreveu as cenas, onde abunda a violência. Fiquei um bocadinho constrangida e revoltada, porém, para o desfecho que a parte de Denna teve, tudo se justificou, e ela acabou por ser uma das personagens mais marcantes do livro, que mais me comoveu, a dada altura.

Gostei muito do final, como já referi, e como o autor entrelaçou diversos aspectos da história de modo a presentear os seus leitores com um final maravilhoso. É um final, que não sendo mesmo o final da obra, mostra a mestria do autor em estabelecer ligações pequenas e cruciais. Pareceu-me, a dado momento, que estava a ler um dos livros de Scott Lynch. E claro que isso pesou para o meu contentamento com a história e com o autor, uma vez que gosto imenso das histórias de Locke Lamora.

Em suma, gostei de tudo. Há muito mais acção nesta parte do livro, o que é normal tendo em conta o tamanho original deste. A velocidade a que a história avança também é maior e mais dinâmica. Os mistérios e alguns momentos de suspense e até algum terror, também se mantêm. Fica-se a saber mais sobre a cultura dos diferentes povos e também mais sobre a magia. Não podia ter sido melhor e fiquei satisfeita.

Espero que a Porto Editora continue a publicar por cá esta saga, senão será outra a seguir em inglês, pois vou querer saber mais sobre Richard e os seus amigos.

Podem ler a opinião sobre a primeira parte aqui

NOTA (0 a 10): 10

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A Espada da Verdade - A Primeira Regra dos Feiticeiro parte I, de Terry Goodkind

Aqui está a primeira parte do livro A Primeira Regra dos Feiticeiros. Estava muito entusiasmada para o ler e mesmo com algumas opiniões mais negativas continuei a estar curiosa...e ainda bem! 


O livro conta a história de Richard Cyper, um jovem guia de floresta que, depois de uma série de acontecimentos estranhos e medonhos, acaba por se encontrar perante uma difícil tarefa: ser Seeker (aquele que procura a Verdade). Ao encontrar e defender uma jovem misteriosa, Kahlan, Richard começa uma aventura para a salvação do seu povo, contra Draken Rahl, filho do antigo líder de O'Hara, que tentara quebrar todos os povos sob o seu jugo. Num mundo dividido em três por uma fronteira mágica, tudo começa a desmoronar-se e Richard tem de fazer tudo para salvar o seu povo.

Pode ser um tema muito batido na Fantasia. Muitas são as histórias cujo contexto é este: demandas para salvar o mundo de alguma personagem malvada. A premissa não é nova, mas a história é boa. As personagens são interessantes e bastante reais, nomeadamente as principais. É uma narrativa de viagem bastante fluente e rápida. A linguagem é limpa, os detalhes não são demasiados, mas na medida certa para que o leitor imagine o ambiente e as personagens. Portanto, por mais que possa parecer mais do mesmo, não é.

Quanto às personagens, gostei bastante de Richard e de Kahlan, cuja relação é bastante interessante. Os segredos de ambos estão sempre no meio, ali a tentar aparecer, mas sem nunca serem revelados, deixando o mistério no ar quanto às reacções das personagens e aos segredos em si. Há um mistério à volta das personagens que me é muito agradável. Também as personagens secundárias são bastantes completas, harmonizando toda a narrativa, aparecendo nos momentos mais relevantes e relevando-se fulcrais para o desenrolar da narrativa.

Senti um ambiente de mistério e de algum terror em determinados momentos, especialmente aquando de certas aventuras perto da Fronteira, isto devido às intensas descrições da atmosfera desses momentos. Este factor entusiasmou-me bastante, uma vez que intensificou ainda mais a narrativa.

Há de tudo um pouco ao longo da narrativa: amor, amizade, terror, atrocidades, guerras, intriga, política, coragem, humor e perseverança. Ou seja, tem de tudo um pouco.

É uma história bem contada, com aventuras que deixam o leitor a perguntar por mais e a querer pegar no livro para ver o que vai acontecer, o que é sempre um incentivo à leitura!

Outro aspecto que muito apreciei foi o facto de existirem bastantes dilemas morais ao longo da história, em que as personagens têm muito com que pensar e reflectir, o que se relaciona intimamente com a realidade que as personagens demonstram.

O único reparo que tenho a fazer é sobre a existência de muitos "queridos" e "queridas", que, a meu ver, não eram muito necessários, pelo menos tantas vezes.

Agora é ler a segunda parte e esperar que mantenha o ritmo e a qualidade desta parte, o que espero que aconteça, uma vez que as duas partes são o livro todo. De referir ainda que as capas da edição portuguesa, das duas partes, são lindas.

Recomendo vivamente! Mais um livro de Fantasia que mostra tudo que este género tem para oferecer. 

Citações:

- Porque muitos precisam de ser escravizados para progredir - ponderou, com tristeza. - No seu egoísmo e ganância, veem as pessoas livres como opressoras. Querem um líder poderoso, que corte as plantas mais altas para que assim o sol possa chegar até eles, apenas porque acham que nenhuma planta deve ultrapassar o tamanho da mais baixa de entre elas. Preferem que alguém lhes proporcione uma luz que as guie, seja qual for o combustível que a alimente, do que acender uma vela por si mesmos. Alguns acreditam que o Rahl lhes sorrirá e recompensará quando vencer, daí serem tão cruéis quanto ele. Outros estão apenas cegos para a verdade e lutam pelas mentiras que ouvem. Há também quem descubra demasiado tarde que está agrilhoado. Pág. 197

NOTA (0 a 10): 10