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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Os Venenos da Coroa, de Maurice Druon

Sinopse: 

Apenas alguns meses depois da morte de Filipe, o Belo, os conflitos, as intrigas, os ódios e a luta pelo poder ameaçam submergir a França numa instabilidade devastadora. O legado de 3 décadas de eficácia administrativa, económica e política escapou-se como água por entre as mãos de Luís X, que permitiu que a confrontação entre ministros burgueses e nobres conservadores se saldasse pela perda do domínio das províncias. 

Estava-se no verão de 1315. De acordo com o cognome por que é conhecido na corte, Luís, o Teimoso, começou a regência com a obsessão de se livrar da mulher, Margarida de Borgonha, e de sentar a seu lado uma nova rainha. Com Margarida assassinada e a bela princesa Clemência, da casa de Anjou-Sicília a caminho, vinda de Nápoles, para se tornar rainha de França, Luís X parece preparado para assumir a responsabilidade pelo seu reinado. 

No entanto, num alarde de grandeza, próprio de quem tem o poder, mas não a capacidade de o conservar, o rei envolve-se numa guerra absurda contra o conde da Flandres, enquanto o seu povo morre de fome. 

No Mediterrâneo, as tormentas mergulham os pensamentos da futura rainha Clemência nos mais negros presságios. O veneno volta a correr nas veias de França, e nada parece poder evitar que venha a ameaçar a Coroa.

Descubra Os Venenos da Coroa, o segundo volume da saga de Os Reis Malditos que inspirou os livros de George R. R. Martin, autor de A Guerra dos Tronos. (in Marcador Editora)



Opinião: 

Li, no ano passado, O Rei de Ferro e a Rainha Estrangulada, e gostei muito. Um excelente romance histórico, muito bem narrado e muito bem contextualizado. Então, foi com grande interesse que comecei a ler o segundo. 

Com o povo num estado lastimoso e o reino num estado também estranho, tudo está em aberto para o segundo livro. O Rei Luís está novamente muito bem, cheio de pose e grandeza, mas com muito pela frente.

A história pega muito bem nos acontecimentos anteriores e segue o mesmo caminho: ação, mistério, intriga e romance. Mas mesmo muita intriga. Diria até que a intriga é o maior fator deste livro. Tudo é feito e apresentado no meio de intrigas, no meio de mistérios e duplas intenções, e nada é o que parece. 

Gostei muito da forma como os acontecimentos progrediram e de como foram encaminhados. O autor construiu tudo muito bem, criando personagens reais únicas e perfeitas, muito complexas e de grande personalidade. Criou uma intriga excepcional e muito elaborada, com detalhes históricos muito interessantes e importantes. Conseguiu construir um enredo grandioso e ambicioso, muito bem narrado e muito bem tecido. É, de facto, um dos melhores romances históricos que já li! 

Em relação às personagens, gostei muito de todas. Luís é, de facto, digno do seu cognome: o Teimoso e a rainha Clemência também tem a sua magia. Menores ou maiores, todas as personagens têm o seu papel na história, e todas têm algo a acrescentar ao enredo. 

Com uma escrita muito fluída e capítulos breves, este livro lê-se num ápice. É como que devorado e o leitor acaba por ficar a querer mais e mais. É um livro pequeno, com uma história grande e rica, tanto em detalhes, como no enredo, como nas personagens e na própria escrita. 

Mais um belo romance histórico que nos ensina algo sobre História e que nos deixa ver um pouco como eram verdadeiramente os reinos, os reis, as cortes e tudo o que girava à sua volta. Um mundo de traições e intrigas, sem nada de cor de rosa ou amoroso. Uma leitura maravilhosa! 

Recomendo vivamente a todos os amantes de bons romances históricos e a todos os fãs de histórias com carácter. Os meus parabéns à Marcador pela aposta no autor e espero ler o terceiro brevemente! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 25 de setembro de 2016

A Seleção, de Kiera Cass

Sinopse:

Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. 

É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de vivem num palácio e competirem pelo coração do Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesado. Terá de virar costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo a sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. 

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou. (in Marcador Editora)


Opinião: 

Este é o primeiro livro desta saga. Com uma capa maravilhosa e uma sinopse interessante, aqui está um livro que me despertou a atenção há muito tempo. Li-o agora e tenho a dizer que achei-o bastante peculiar. 

Gostei das personagens, em especial dos rapazes, o príncipe Maxon e Aspen. Não desgostei de America, a personagem principal, mas não me encheu as medidas. Achei-a igual a tantas outras personagens do género e não se mostrou muito bem à altura do desafio. Mas também, o desafio não era assim tão grande, uma vez que o enredo é um tanto previsível. Existe um triângulo amoroso e a luta entre as raparigas para serem selecionadas é renhida, mas tirando essas três personagens, não senti nenhuma que se destacasse mais. 

Em relação à história em si, tem uma premissa interessante. Toda a ideia da Seleção em si, da competição e do casamento está engraçada. Também a contextualização está adequada e bem elaborada, uma vez que a autora teve a preocupação de criar bases para todo o contexto. Os momentos em que Maxon está com America são muito bons e gostei das suas conversas, tal como gostei de ver America e Aspen. E o que me deixa mais curiosa nesta história é mesmo saber com qual delas ela fica ou o que é que acontece ao trio amoroso. 

A linguagem é bastante fluída, o que faz com que a leitura seja bastante rápida. Também ajuda o facto de haver muita ação e diálogos. As descrições não são muitas, mas as que existem estão muito bem e úteis para visualizar o espaço e ambiente. Não há nada de muito profundo a nível destes pontos, tanto da linguagem como das descrições.

Outro aspeto que me agradou foi o facto de haver mais do que só o foco na Seleção em si, na escolha da eleita para o príncipe. Toda a parte das revoltas e dos revolucionários está bastante boa e consegue captar facilmente a atenção, uma vez que é a parte onde há mais ação e emoção, apesar de não estar muito presente ao longo da narrativa. 

Também gostei da forma como a autora foi narrado os acontecimentos. A história segue um caminho suave, e, para o género de livro que é, isso não é mau, antes pelo contrário. No entanto, apesar de ter ação, estava à espera de mais, principalmente dentro do grupo de selecionadas. 

Em suma, é um primeiro livro engraçado, leve e que entretém. Espero gostar mais do segundo e espero que haja um maior desenvolvimento tanto a nível das personagens como da história em si. Recomendo a todos os que gostam de um livro leve e descontraído. 

NOTA (0 a 10): 7

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O Amor é Vermelho, de Sophie Jaff

Sinopse:

Três mulheres são encontradas mortas com a pele gravada por sulcos de desenhos arcaicos e de significado intrincado. Isto abre a contagem de uma longa lista de vítimas do mais recente assassino em série que vagueia pelas ruas da cidade.

Quando, no clima de ansiedade desencadeado pelos misteriosos assassinatos, Katherine conhece David, a química entre os dois é imediata. David não é apenas bonito, é também culto, educado e atencioso. Mas Sael, o seu melhor amigo, é enigmático e contrastante: frio, hostil, e com uma intensidade perturbante.

Sem se aperceber, Katherine vê-se envolvida num jogo de sedução em que as aparências não podem ser levadas em conta. Com o número de mortes a crescer, a cidade é tomada por uma psicose, e as raízes de uma história muito antiga estreitam-se em torno de Katherine e dos dois homens que lhe confundem o coração.

O Amor é Vermelho é um thriller escrito de forma brilhante. O leitor vai dar por si a levá-lo para todo o lado até chegar à última página. (in Marcador)



Opinião:

Em primeiro lugar quero agradecer à Editora Marcador por me ter enviado este livro, que muito me agradou! Desde que saiu por cá que andava com ele de olho: uma capa chamativa, um título interessante, uma sinopse curiosa...tudo ingredientes que podem fazer um livro excelente!

De facto, o livro é interessante. A história é contada em duas vozes: da perspectiva de Katherine (perseguida) e da perspectiva do assassino. Só isso cria um contexto diferente e que deixa o leitor na expectativa, para tentar relacionar o assassino com todas as outras personagens que vão aparecendo ao longo dos capítulos pertencentes a Katherine. 

A autora teve o cuidado de criar um mistério denso e estranho, com laivos de sobrenatural e complexo. Existem momentos de grande tensão, que estão muito bem conseguidos. No entanto, a parte sobrenatural tem algumas partes em que podia estar melhor. Podia estar melhor explicada.

As personagens são complexas, e a relação que existe entre elas, principalmente entre Katherine e o assassino, está muito densa. Gostei do entrelaçar entre estas personagens no presente e no passado (Idade Média). Logo de início compreende-se que há algo mais entre estas duas personagens. Não é um simples assassino que mata mulheres, é algo mais. Ele quer uma mulher especifica, uma mulher sua conhecida, de há muito tempo atrás. Em relação às outras personagens, também estão bem contextualizadas, e fazem aumentar o suspense.

O suspense em si é muito bom. Se a parte sobrenatural estivesse melhor explicada, principalmente para a parte final, seria um thriller perfeito. Assim é um thriller excelente!

A história tem momentos de romance, ação e suspense bem distribuídos. Também gostei das partes referentes ao manuscrito sobre a estranha dama, uma vez que são uma boa pista para todo o mistério. Gostei da forma como o enredo foi conduzido e de como aconteceu o desenlace. Segundo o site Goodreads, este é o primeiro volume de uma trilogia, que espero que continue a ser publicada por cá. No entanto, este volume serve bem como standalone. Vamos ver como será! 

Em suma, aqui está um excelente thriller, com um enredo bem construído, personagens fortes, muito mistério, romance à mistura e uma boa dose de sobrenatural. Ainda bem que a Marcador apostou nesta história! Recomendo vivamente e espero que gostem deste thriller arrojado.

NOTA (0 a 10): 8

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Resultado do passatempo O Grito da Terra, de Sarah Lark (Marcador)

Já há vencedor/a do passatempo que esteve aqui a decorrer no blog até ontem! Obrigada à Marcador Editora e a todos os que participaram! Continuem a ser seguidores, porque haverá mais passatempos e posts sobre as leituras. 

E o/a vencedor/a é:



59 - Paulo Dores

Parabéns ao vencedor, que será contactado por e-mail. 


domingo, 26 de junho de 2016

Passatempo O Grito da Terra, de Sarah Lark (Marcador)

Preparados para mais um passatempo aqui no Blog?

Pois bem, em parceria com a Marcador, vai estar a partir de hoje e até 10 de julho a decorrer um passatempo com o livro O Grito da Terra, da autora Sarah Lark. O meu obrigado à Editora Marcador por esta oportunidade.

É um livro que dispensa apresentações, mas que volto a referir, é maravilhoso. Podem ler a opinião aqui

Sinopse:

A infância de Gloria acaba abruptamente quando a família decide enviá-la para um internato na Grã-Bretanha com a prima Lilian. Embora Lilian se adapte muito bem aos costumes que regem o Velho Mundo, Gloria deseja voltar a todo o custo à terra que a viu nascer, e para o conseguir elabora um plano audacioso.

O sentimento profundo que a impede de regressar a casa vai marcar o seu destino e transformar Gloria numa mulher bem mais forte.

Com O Grito da Terra, Sarah Lark encerra a Trilogia da Nuvem Branca. Nas suas páginas assistimos ao desenrolar da história de amor, das aventuras, do exotismo e da paixão de várias gerações das famílias Warden e O'Keefe. (in Marcador)




Para participar é preciso:

Ser seguidor do Blog;
Preencher todos os campos do formulário.

Regras:

Participar até às 23h59 do dia 10 de julho de 2016;
Ser residente em Portugal;
Só é aceite uma participação por pessoa/morada;
Haverá apenas um vencedor, que será apurado através do site random.org;
O Blog não se responsabiliza por possíveis falhas/extravios dos correios.

Conto com as vossas participações! 


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Trono de Vidro, de Sarah J. Maas

Sinopse:

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do príncipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa.

Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império. Cada um deles é patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda, Chaol Westfall. No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interessante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela...mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender.

Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto...e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária, Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar na próxima vítima?

Em Trono de Vidro, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo. (in Marcador)




Opinião:

Este é um dos livros que mais esperava para ler. Muitas opiniões boas, uma sinopse interessante, uma capa linda...tudo a querer dizer que aqui estava uma excelente leitura. 

Pois bem, Trono de Vidro é, de facto, uma excelente leitura! É um dos livros do género Fantástico que mais me agradou ultimamente, por múltiplos fatores. 

As personagens estão excelentes. Se bem que, tirando Celaena Sardothien, não existam personagens muito complexas e intrigantes, Celaena vale por várias outras personagens. Assassina, prisioneira, muito jovem, Celaena tem um passado misterioso, é inteligente e um papel bastante precário: tem de vencer uma competição repleta de soldados, assassinos e ladrões, que competem para serem o campeão do rei, rei esse cuja personalidade é bastante violenta. Muito engraçada, jovial, guerreira, a jovem assassina estabelece logo de início uma ligação de empatia com o leitor e isso é bom. Também gostei do príncipe Dorian e do capitão da guarda, Chaol, que se tornam bastante próximos dela. 

Em relação ao enredo, este é interessante, com muita ação, humor, mistério, intriga e perigos à mistura. Estava com algum receio de que tudo girasse em torno da competição, parecendo um pouco Rainha Vermelha ou Os Jogos da Fome, mas nada disso (eu gosto dos livros que mencionei, atenção!, só que gosto de ver as narrativas e os seus contextos diferentes uns dos outros). A narrativa parte pela narração do dia a dia de Celaena no castelo de Adarlan, continuando nessa linha. Logo começam os mistérios, as intrigas entre personagens, e as manifestações do passado, que muito me interessaram porque demonstram uma grande capacidade de imaginação e criação da autora. O ambiente de mistério e magia está excelente e deixa o leitor imensamente intrigado e a querer saber mais! 

A escrita é extremamente fluída e agradável. Gostei da forma realista, assertiva e direta com que a história é narrada. Dá um ar descontraído, mas cria um clima de proximidade. 

Também gostei muito das descrições. O castelo de Adarlan é magnífico. Todo de vidro, excepto a base, com o trono também de vidro e um ambiente encantador, é um local muito bem descrito e imaginado. É fácil encontrar-mo-nos lá no meio de toda aquela corte e de todo aquele belíssimo cenário. São descrições pertinentes, bem elaboradas e nada extenuantes. 

Aqui está uma bela história, um belo livro de Fantasia. Tem uma premissa interessante, que não se deixa antever muito neste primeiro volume, mas que só faz com que ainda se tenha mais curiosidade para ler o seguinte! Portanto, recomendo a todos os que gostam de uma boa história! Espero que a Marcador continue a apostar na autora e fazer um belo trabalho gráfico.

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Grito da Terra, de Sarah Lark

Sinopse:

A infância de Gloria acaba abruptamente quando a família decide enviá-la para um internato na Grã-Bretanha com a prima Lilian. Embora Lilian se adapte muito bem aos costumes que regem o Velho Mundo, Gloria deseja voltar a todo o custo à terra que a viu nascer, e para o conseguir elabora um plano audacioso.

O sentimento profundo que a impede de regressar a casa vai marcar o seu destino e transformar Gloria numa mulher bem mais forte.

Com O Grito da Terra, Sarah Lark encerra a Trilogia da Nuvem Branca. Nas suas páginas assistimos ao desenrolar da história de amor, das aventuras, do exotismo e da paixão de várias gerações das famílias Warden e O'Keefe. (in Marcador)


Opinião:

Este é o terceiro livro da Trilogia da Nuvem Branca e é mais uma obra da literatura. Penso que ninguém fica indiferente à beleza das palavras e da história que Sarah Lark escreveu, porque seria ficar indiferente à História do nosso mundo e à sua evolução. É ainda uma maneira fantástica de ficar a conhecer mais sobre uma realidade que nem sempre é muito divulgada. Pessoalmente, não conhecia muitas informações sobre a Nova Zelândia e a sua História, apenas que era um dos país para onde iam muitos deportados e fugitivos. Também não sabia muita coisa sobre maoris. Não estou com isto a querer afirmar que fiquei a saber tudo, mas sei que fiquei a saber muito mais do que aquilo que sabia e pude aprender factos históricos muito interessantes com a leitura desta trilogia.

Porém não é só nesta vertente que temos aqui uma história excelente. Toda a escrita, o enredo, as personagens...são todos elementos fulcrais e únicos, que tornam esta história única e inimitável. Não esquecerei estas personagens, que tive o prazer de acompanhar ao longo de décadas da sua vida através destes três livros. Foi com interesse que as acompanhei e que torci com elas em relação às suas aventuras. 

Neste livro encontramos as personagens já mais velhas e acompanhamos principalmente as bisnetas de Gwyn, Lilian (filha de Elaine e Tim, uns dos protagonistas do segundo livro) e Gloria (filha de Kura e William, outros protagonistas do segundo livro). 

Gloria, uma jovem meio maori meio inglesa, vê a sua ambição enquanto herdeira e moradora de Kiward Station, em perigo quando é enviada pela mãe, Kura, para um colégio de artes em Inglaterra. Muito tímida e reservada, Gloria não se dá bem no colégio e nem com a ajuda da sua prima, Lilian, que também vai para o colégio para acompanhar Gloria, consegue superar as atrocidades de que é vítima. Sem amigos e sozinha, Gloria só tem um desejo: voltar a casa, a todo o custo.

Lilian, mais nova do que Gloria, é o oposto desta. Vivaça, faladora e nada tímida, logo se relaciona com todas as colegas e muitas vezes salva Gloria de situações mais delicadas. Com uma mente romântica e um desejo enorme de conhecer o amor da sua vida. Lilian cedo começa à procura do seu príncipe encantado, acabando por o encontrar à primeira, descobrindo posteriormente que é alguém que lhe está proibido. 

No entanto, também acompanhamos outra personagem muito importante: Jack, o filho de Gywn e James. Jack, um rapaz com um coração enorme, descobre o seu amor em Charlotte Greenwood, mas depois de alguns acontecimentos, vê-se forçado a partir para a guerra, acabando por ir parar a Galípoli, onde houve uma das batalhas mais sangrentas da Primeira Guerra. 

Gostei imenso de reencontrar as personagens e de voltar a estar com elas. Gostei muito de Lilian, Jack e Gloria, se bem que também tenha gostado de Charlotte e Ben, bastante, e ainda de Roly, o ajudante de Tim e Jack. Todas as personagens são únicas e fundamentais, e as relações que se estabelecem entre si não podiam ser diferentes. Todas fazem parte do todo e formam um belíssimo quadro que se conjuga na totalidade para formar um enredo rico e complexo. Claro que gostei das personagens presentes nos outros livros. 

Também gostei da maneira como a história das personagens se cruzou com os acontecimentos daquela época, nomeadamente a Primeira Guerra. As descrições e ações das personagens, locais e batalhas, estão excelentes e fortes, dando ainda mais credibilidade ao enredo. Foram momentos de grande tensão, muito bem escritos. 

Outro aspeto que muito me agradou foi a forma como a evolução aconteceu ao longo da trilogia. As modas, as mentalidades, a educação, a medicina, a arte...todos os aspetos sociais que foram evoluindo de modo visível ao longo dos livros e que servem de estudo sobre a nossa sociedade ao longo do tempo. A forma como as personagens se adaptam às modas e crescem com a evolução das mentalidades está perfeita. Desde as personagens femininas a comentarem e apreciarem os vestidos e penteados mais curtos e as calças, até à ida das mulheres para a Universidade e à criação de cursos superiores relacionados com a cultura maori. 

Apreciei imenso a forma como a autora entrelaçou as histórias das personagens e como apresentou o final. Foi um bom final, bonito e épico. Acho que encontrou todo o equilíbrio que havia para encontrar e fê-lo muito bem. 

Este livro está melhor do que o segundo, a meu ver, mas para mim, o primeiro foi o melhor de todos. Um começo forte e memorável, que passa por um segundo volume mais calmo e delicado e que desagua num épico final, cheio de emoções fortes e de temas controversos e fortes. Sem dúvida, estamos perante uma das melhores trilogias da atualidade, que é completamente obrigatória para qualquer leitor que aprecie uma história bem contada, rica e complexa.

Recomendo sem reservas a todos os que gostam de bons livros e de viver as emoções de uma boa história!
A editora Marcador tem imenso mérito por ter "agarrado" uma autora fabulosa. Muito bem! Continuem a apostar em Sarah Lark! E também quero mencionar o excelente design da capa e do interior. 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 16 de abril de 2016

O Décimo Terceiro Conto, de Diane Setterfield

Sinopse: 

O Décimo Terceiro Conto narra o encontro de duas mulheres: Margaret, jovem, filha de um alfarrabista, biógrafa amadora, e Vida Winter, escritora famosa, que, sentindo aproximar-se o final dos seus dias, convida a primeira para escrever a sua biografia.

Na sua casa de campo, a escritora decide contar a verdadeira história da sua vida, revelando um passado misterioso e cheio de segredos. As duas vão partilhar vivências profundas, resgatando velhas memórias e confrontando-se com fantasmas há muito adormecidos.

Sem que pudessem inicialmente prever, acabam por entrelaçar as suas vidas de forma tão intensa, que o resultado não poderia ser outro que não uma inesquecível história de amor, amizade e solidão. (in Goodreads)



Opinião:

Tive a oportunidade de ler este livro com o apoio da Marcador e só tenho a agradecer, tanto a oportunidade de o ler como a sua edição. Aqui está uma obra maravilhosa. 

Quando peguei no livro e li o verso, encontrei uma citação que o compara a um dos meus livros favoritos: A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon. Nada podia criar em mim uma maior curiosidade e expectativa. No entanto, penso que é muito improvável haver algum livro que seja parecido com A Sombra do Vento, porque é demasiado especial e único para haver algo parecido. Assim, não achei que se possa comparar totalmente com este livro, mas sim com As Horas Distantes, de Kate Morton, que tive o prazer de ler alguns meses atrás. 

Pois bem, gostei muito desta história. Esta é uma história sobre histórias, um livro sobre livros. É mais do que um livro. É uma obra de arte. A forma como as personagens aparecem, a forma como o enredo se intersecta e se fecha sobre si próprio como uma flor, a forma como é narrado, tudo é magistral. É mais do que uma história de mistério, romance ou drama. É mais do que tudo isso. É uma história sobre uma história de alguém que só por si é uma história. Sei que estou a repetir a palavra, mas é propositado. 

As personagens são muito boas. A narradora, Margaret Lea, amante de livros, principalmente de biografias, faz um trabalho de se lhe deitar o chapéu ao ir trabalhar para a celebre escritora Vida Winter, de quem nada se sabe. Miss Winter conta a história a Margaret com a premissa de não mentir, que foi o que fez sempre a outros biógrafos e jornalistas, mas nem tudo é o que parece. Margaret, com a sua própria história, tem o trabalho de dar vida à história verdadeira da escritora e tem um belo mistério pela frente. Depois, Vida Winter. Doente, idosa, sente a necessidade de contar a sua história e de consertar algumas coisas do seu passado e para isso contrata Margaret. Miss Winter é uma personagem soberba. As suas palavras, a sua forma de contar histórias, tudo é de mestre. Manhosa e esperta, ela pode muito bem não ser o que parece, ou sê-lo de verdade. 

Mas, a nível de personagens, o que me prendeu mesmo foi o passado. O que Miss Winter vai contando. Ela em jovem, a sua gémea. O passado das personagens é o ponto forte da história, é nele que tudo acontece, é onde está o mistério que há para desvendar. 

Uma família antiga, uma casa antiga, muitos segredos, alguns da pior espécie. Auge e declínio, a casa a desfazer-se, as personagens a transformarem-se. O nascimento das gémeas, assombrado pela dúvida e pela loucura da família. Isabelle e Charlie, irmãos com histórias estranhas e gostos bastante sádicos. As gémeas: Adeline e Emmeline. Iguais. Estranhas. Uma violenta e maldosa, outra um tanto parada e bondosa. O oposto uma da outra. Nenhum equilíbrio. A solidão. A sujidade. Isabelle levada. Charlie fechado. As gémeas sozinhas. Uma governanta para cuidar da casa, da educação das raparigas e dos únicos dois empregados. Acontecimentos estranhos. Uma gémea parece ser algo mais do que demonstra ser. Mistérios atrás de mistérios. E a casa sempre como pano de fundo, mais as gémeas. 

É uma história que não pode ser categorizada de bela, mas também não é feia. É um tanto doentia, pungente, forte, arrebatadora, grandiosa. Evoca o que melhor há na Humanidade, mas principalmente, evoca o que há de menos bom, o que é escondido, o que mete medo, o que repugna e faz virar a cara. É uma história de loucura, maldade, solidão...porém é sobre redenção e algo mais. Há beleza ali, escondida, uma beleza subtil e encantadora. 

Posso comparar esta história ao filme A Colina Vermelha, de Guillermo del Toro. É uma história em parte de terror, em parte romance, em parte mistério. Não é uma história simples, que se vá lendo, que divirta ou entretenha. É uma história profunda, que é para ser devorada e que se entranha no leitor. É uma história que fica no nosso âmago e que não nos larga. Isso define bem o que é uma história grandiosa, uma obra prima. Aqui está uma obra prima literária. 

Tudo é conduzido com mestria, com arte. O enredo é fantástico, a história de Miss Winter é um mistério bem escondido, bem conduzido até ser descoberto. Não havia nada a acrescentar, nada a tirar. A história é perfeita, o livro é perfeito. Tudo bate certo no seu contexto. Não há pontas soltas. 

Também o ambiente, as descrições...estão soberbos. É como se lá estivesse, se visse a casa, os acontecimentos. A narrativa está tão real que é muito fácil para o leitor encontrar-se no ambiente, no contexto que está ler. 

Podia escrever muito mais coisas sobre este livro, mas não quero contar nada sobre a história, pois iria tirar o brilho ao livro e ele merece todo o brilho. Assim, só posso recomendar a todos os que gostam de uma boa história. Leiam e experimentem. É maravilhoso. Para saberem mais sobre a autora, podem ir aqui

NOTA (0 a 10): 10

segunda-feira, 14 de março de 2016

Viagem ao Infinito, de Jane Hawking

Sinopse:

O professor Stephen Hawking é um dos cientistas mais notáveis e famosos da nossa era, e autor do bestseller científico A Brief History of Time, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Nestas fascinantes memórias, Jane Hawking, a primeira mulher de Stephen Hawking, apresenta-nos a história do seu extraordinário casamento vista por dentro. Enquanto o prestígio académico de Stephen disparava, o seu corpo cedia aos assaltos da doença neuromotora, e o relato franco de Jane, em que descreve como tentava equilibrar os cuidados constantes que o marido exigia com as necessidades de uma família em crescimento, será uma inspiração para todos. (in Goodreads)



Opinião:

Não é o género de livro que leia e isso também faz com a que a minha opinião seja um pouco diferente. Não vou estar a contar a história nem nada disso, pois não faria sentido. Portanto faço aqui um comentário de opinião sobre os aspetos que me pareceram mais relevantes.

Gostei do livro, que tive o prazer de ler em parceria com a Marcador, apesar de não ser bem o tipo de livro que me desperte grande curiosidade. É como que um misto de biografia e relato de história de Vida e acabou por me prender devido à intensidade com que a autora escreve sobre os seus sentimentos e emoções em relação aos diferentes momentos e acontecimentos contados. A autora é a primeira esposa do professor e só isso basta para criar uma história sem igual, pois é contada na primeira pessoa. 

Achei a forma como a autora descreveu os acontecimentos bastante assertiva, mas delicada, na medida do possível. Por vezes acho que se alargou um pouco, mas é compreensível, pois é impossível ter um distanciamento total dos acontecimentos. 

Tendo em conta a doença do professor e a sua personalidade de génio, bem como a da autora/esposa, gostei de ficar a saber mais sobre a relação de ambos, em especial no início e depois, quando começou a ficar mais complicado. 

Penso que a autora teve muita coragem em escrever este livro, pois colocou a sua vida e a do seu marido nas "bocas do mundo", fez com que todos ficassem a saber como era o seu dia a dia, as suas alegrias e problemas. Não deve ter sido uma decisão nada fácil, portanto é de enaltecer esse ponto. 

Gostaria de relacionar com o filme (A Teoria de Tudo), que deu o Oscar  um dos meus atores favoritos (Eddie Redmayne), mas ainda não o vi. Tendo em conta os prémios que ganhou e as excelentes criticas, deve fazer jus ao livro que lhe deu substancia, pois o livro é muito bom. 

Em suma, é um bom livro, diferente daqueles que tenho lido. Recomendo a todos os que se interessam pelo tema e por biografias ou que se assemelhem a tal. 

Podem encontrar mais informações no site da Marcador

NOTA (0 a 10): 8

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Criança nº 44, de Tom Rob Smith

Fiquei bastante curiosa com este thriller depois de ter visto o trailer do filme, por causa de ser passado na Rússia pós Segunda Guerra. Não sabia o enredo e não tinha nem expectativas altas nem baixas, o que por vezes é bom pois não há muita margem para a desilusão. E, no final, tenho a dizer que foi uma leitura diferente. 



Sinopse:

A União Soviética de Estaline é um paraíso, onde os cidadãos vivem livres do crime e apenas temem uma coisa: o todo-poderoso Estado. Defendendo este sistema, o oficial de segurança Leo Demidov é um herói de guerra que acredita no punho de ferro da Lei.

Mas quando um assassino começa a matar indiscriminadamente e Leo se atreve a investigar, este obediente servidor do Estado dá por si despromovido e exilado. Agora, apenas com a sua mulher ao seu lado, Leo tem de se debater para descobrir verdades chocantes a respeito de um assassino - e de um país onde o crime supostamente não existe.

A Criança Nº 44 é o livro que inspirou o filme. Revela a verdade. Descobre o assassino.
(in Goodreads)

Opinião: 

Achei este livro bastante diferente daqueles que estou acostumada a ler. Por vezes é bom ler outros géneros literários, para diversificar a leitura, o que foi o caso. Gostei da história, em especial da parte critica à sociedade russa da época e a toda a máquina de Segurança do Estado, apesar de ter achado o enredo um bocado "pesado" em alguns momentos, devido aos crimes que vão acontecendo. De facto, estava à espera de uma história que não fosse tão densa em relação a esse ponto. As descrições são bastante fortes e horríveis e isso fez com que muitas vezes tivesse vontade de virar a cara em quanto estava a ler. 

O enredo é denso, forte, bem elaborado, não há pontas soltas, existem momentos de grande ação e tensão também. No entanto, a meio da história existe um caminho que começa logo a ser traçado e, a meu ver, neste género isso é bom que aconteça o mais tarde possível, para criar suspense. Confesso que não foi surpresa nenhuma o que aconteceu a partir de um dado momento da história. Por tanto, o ponto mais forte desta história é a grande crítica à sociedade da União Soviética após Segunda Guerra. O clima de medo, de opressão, de denúncia...tudo está extremamente bem explorado e descrito. É como se o leitor estivesse presente naquele contexto real, o que é fascinante. O autor esmerou-se para tal e conseguiu-o, de facto. 

O contexto histórico está perfeito. Sente-se em todos os momentos a extrema opressão da sociedade, o medo total de tudo e de todos.  É um bom estudo sobre aquele regime. Também as descrições estão fortes, como referi acima. Tanto as descrições de locais e ambientes, como as das ações das personagens.

Em relação às personagens, posso dizer que gostei bastante de Leo e de Raisa, principalmente de Leo. Ele é bastante complexo, herói de guerra e servidor do Estado enquanto membro da Segurança do Estado. Tem vários dilemas ao longo da história e tem bastante personalidade. Raisa também é interessa (a esposa de Leo), mas não tanto quanto ele. Em relação às outras personagens, são bastante complexas, todas elas. Odiei o Vasili, o que seria de esperar por causa do seu comportamento perante o colega e superior (Leo).

Foi uma boa leitura, não posso dizer que agradável, porque os crimes nada têm de agradável...são até bastante repugnantes. Tirando isso, 

Espero ver o filme, para poder fazer um paralelismo entre ambas as obras. 

Resumindo, uma excelente aposta da Marcador, à qual agradeço imenso a oportunidade de ter lido o livro. Este é o primeiro livro do autor com Leo Demidov como personagem principal e eu gostava muito de poder ler os próximos. Era bom que a Marcador continuasse a editar este autor por cá! 

NOTA (0 a 10): 8

domingo, 11 de outubro de 2015

O Rei de Ferro e a Rainha Estrangulada, de Maurice Druon

Mais uma bela surpresa da Marcador! Depois de ter ficado bastante curiosa sobre o livro devido à sua sinopse e às suas críticas, não pude resistir a lê-lo...e ainda bem que o fiz, porque é excelente! E como é a grande referência para a obra de George Martin (As Crónicas de Gelo e Fogo), não podia mesmo deixar de ler, uma vez que sou fã.



Sinopse: 

O Rei de Ferro - Filipe, o Belo - é frio, cruel, silencioso, e governa o reino sem hesitações. Apesar disso, não consegue dominar a própria família: os filhos são fracos e as esposas, adúlteras, ao mesmo tempo que a sua filha de sangue, Isabel, é infeliz no casamento com o rei inglês - que parece preferir a companhia de homens.
Empenhado na perseguição aos ricos e poderosos Templários, Filipe sentencia o grão-mestre Jacques de Molay a ser queimado na fogueira, atraindo sobre si uma maldição que vai destruir o futuro da sua dinastia. Morre nesse mesmo ano, deixando o reino em grande desordem.
O seu filho é nomeado rei, mas com a esposa presa e acusada de adultério, é incapaz de gerar um herdeiro e de garantir a sucessão.
Enquanto a cristandade espera um papa e as pessoas estão a morrer de fome, as rivalidades, intrigas e conspirações vão despedaçar o reino e levar barões, banqueiros e o próprio rei a um beco sem saída, ao qual só parece ser possível escapar pelo derramamento de sangue.
(in Marcador)

Opinião:

Este é o primeiro livro da saga dos Reis Malditos e que narra acontecimentos verídicos passados nos finais da Idade Média, na Europa, principalmente entre França e Inglaterra. Este volume é a introdução, praticamente, ao início da Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, e está muito bom. O autor é fantástico. A sua escrita...a própria narração é única. Existe um certo humor em vários momentos e em certas expressões ao longo da obra, que são como que comentários às ações das personagens que me fizeram por várias vezes sorrir e até dar algumas gargalhadas. Esse foi um dos aspetos que me fez gostar imenso da história. Aliás, desfrutei completamente deste livro, deu-me bastante prazer lê-lo por isso e também porque é um dos Romances Históricos lidos até agora que mais se pareceu com uma aventura épica e um autêntico evento de conspiração e ação. Excelente!

Outro aspeto que me fez gostar muito foi o facto do contexto estar excelente. O autor fez um grande trabalho de pesquisa que culminou em algo mais do que narrar os acontecimentos históricos. Maurice Druon conseguiu pegar nas informações históricas e dar-lhe vida própria. Por vezes parece que até não é um livro que retrata factos verídicos, mas sim um livro de ficção, tal não é a forma fantástica de contar, mais do que narrar os acontecimentos históricos, do autor. 

Em relação às personagens, posso afirmar que é uma maravilhosa e única panóplia de indivíduos. Desde o Rei de Ferro, Filipe, o Belo, que é uma personagem bastante carismática, até ao seu filho e sucessor, Luís, o Teimoso, que me fez várias vezes ficar admirada com a sua forma de reinar e tomar decisões (pois é ridícula e deveras medíocre, especialmente em relação ao sei pai), as personagens estão tão bem caracterizadas e reais que parece que estão vivas e que saem das páginas do livro para dialogarem e agirem à nossa frente, como que num plano em três dimensões. Não posso dizer que tenha havido uma personagem da qual gostei mais (porque são todas excelentes e bem elaboradas, todas distintas umas das outras) , se bem que Guccio Baglioni acabou por ser aquele que mais me agradou, bem como o seu amor por Maria Cressay, talvez pelo cariz mais romântico do casal e aventureiro da parte dele, tal como o relevo das suas ações para o desenrolar dos acontecimentos.

Também gostei das descrições, que são na medida certa e só aparecem quando extremamente necessárias para a compreensão do contexto. A ação e a complexidade política e conspiratória são os grandes ingredientes desta narrativa, tal como aconteceu na realidade. 

Fiquei a saber mais sobre este período históricos e também sobre a História da França, que, confesso, só ter mais conhecimentos após a Revolução Francesa. Os Romances Históricos que leio com mais frequência são sobre Inglaterra, talvez porque também é o reino que mais me fascina (expeto o nosso) e foi com grande prazer que pude ler este sobre França (se bem que a Inglaterra também está bem presente...ou não seria a Inglaterra e a França um par sempre ligado em factos históricos). 

Em relação ao facto de ter sido nesta saga que George Martin se inspirou, em parte, não pude deixar de tentar fazer comparações e encontrei algumas, que não vou aqui referir. Prefiro fazer com que os leitores de Martin fiquei curiosos e vão ler este livro!

Em suma, um excelente Romance Histórico que recomendo totalmente. Espero ler os próximos volumes brevemente porque fiquei muito curiosa com o que se passou a seguir, uma vez que o final do livro promete muitas mais conspirações e aventuras.

NOTA (0 a 10): 9
O Rei de Ferro – Filipe, o Belo – é frio, cruel, silencioso, e governa o reino sem hesitações. Apesar disso, não consegue dominar a própria família: os filhos são fracos e as esposas, adúlteras, ao mesmo tempo que a sua filha de sangue, Isabel, é infeliz no casamento com o rei inglês – que parece preferir a companhia de homens.

Empenhado na perseguição aos ricos e poderosos Templários, Filipe sentencia o grão-mestre Jacques de Molay a ser queimado na fogueira, atraindo sobre si uma maldição que vai destruir o futuro da sua dinastia. Morre nesse mesmo ano, deixando o reino em grande desordem.

O seu filho é nomeado rei, mas com a esposa presa e acusada de adultério, é incapaz de gerar um herdeiro e de garantir a sucessão.

Enquanto a cristandade espera um papa e as pessoas estão a morrer de fome, as rivalidades, intrigas e conspirações vão despedaçar o reino e levar barões, banqueiros e o próprio rei a um beco sem saída, ao qual só parece ser possível escapar pelo derramamento de sangue.
- See more at: http://marcador.com.pt/contents/view/143#sthash.Hlmu9rui.dpuf
O Rei de Ferro – Filipe, o Belo – é frio, cruel, silencioso, e governa o reino sem hesitações. Apesar disso, não consegue dominar a própria família: os filhos são fracos e as esposas, adúlteras, ao mesmo tempo que a sua filha de sangue, Isabel, é infeliz no casamento com o rei inglês – que parece preferir a companhia de homens.

Empenhado na perseguição aos ricos e poderosos Templários, Filipe sentencia o grão-mestre Jacques de Molay a ser queimado na fogueira, atraindo sobre si uma maldição que vai destruir o futuro da sua dinastia. Morre nesse mesmo ano, deixando o reino em grande desordem.

O seu filho é nomeado rei, mas com a esposa presa e acusada de adultério, é incapaz de gerar um herdeiro e de garantir a sucessão.

Enquanto a cristandade espera um papa e as pessoas estão a morrer de fome, as rivalidades, intrigas e conspirações vão despedaçar o reino e levar barões, banqueiros e o próprio rei a um beco sem saída, ao qual só parece ser possível escapar pelo derramamento de sangue.
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O Rei de Ferro – Filipe, o Belo – é frio, cruel, silencioso, e governa o reino sem hesitações. Apesar disso, não consegue dominar a própria família: os filhos são fracos e as esposas, adúlteras, ao mesmo tempo que a sua filha de sangue, Isabel, é infeliz no casamento com o rei inglês – que parece preferir a companhia de homens.

Empenhado na perseguição aos ricos e poderosos Templários, Filipe sentencia o grão-mestre Jacques de Molay a ser queimado na fogueira, atraindo sobre si uma maldição que vai destruir o futuro da sua dinastia. Morre nesse mesmo ano, deixando o reino em grande desordem.

O seu filho é nomeado rei, mas com a esposa presa e acusada de adultério, é incapaz de gerar um herdeiro e de garantir a sucessão.

Enquanto a cristandade espera um papa e as pessoas estão a morrer de fome, as rivalidades, intrigas e conspirações vão despedaçar o reino e levar barões, banqueiros e o próprio rei a um beco sem saída, ao qual só parece ser possível escapar pelo derramamento de sangue.
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Elizabeth Desapareceu, de Emma Healey

Tive a oportunidade de ler este livro através da Editora Marcador e quero agradecer a experiência. Além da maravilhosa capa que tem, acabou por ser uma leitura diferente!


Sinopse:

Um mistério, um crime não resolvido e uma personagem inesquecível: Maud.

Maud está convencida de que a amiga desapareceu, mas ninguém acredita nela. Tem cerca de 80 anos e o seu contacto com a realidade não é o mesmo de outros tempos. Existem pedaços de papel por toda a casa: listas de compras e de receitas, números de telefone, notas sobre coisas que aconteceram. É a memória em papel que impede Maud de esquecer as coisas. De repente, nas mãos de Maud encontra-se uma nota com uma mensagem simples: «Elizabeth desapareceu.». É a sua letra, mas não se recorda de a ter escrito. O que aconteceu?

Maud está certa de que a amiga corre perigo.
(in Goodreads)


Opinião:

Gostei da história. Gostei da forma como Maud se apresenta e da forma como narra a história, entrelaçando os acontecimentos do presente com os do passado e que podem ser comparados. O ambiente de leve suspense que trespassa a obra deixou-me sempre a pensar na trama e dei por mim a ler o livro a uma grande velocidade. Uma excelente narradora, com um discurso fluído e simples, que a autora sobe moldar para dar carácter à personagem de Maud.

Maud é uma velhinha muito interessante. Com os seus 80 e tal anos, com problemas de memória e com uma história complicada por resolver no seu passado enquanto jovem, Maud consegue ser um enigma. Ela passa aproximadamente metade da história à procura de Elizabeth, outra senhora idosa, sua amiga, o que dá um certo mistério ao enredo, porque há a grande pergunta: o que aconteceu a Elizabeth?

No entanto, para mim, o grande mistério da história não foi esse e sim o do passado de Maud: a sua irmã, Sukey. No rescaldo da 2ª Guerra Mundial, Maud e a família vivem o dia-a-dia num ambiente que se vai tornando diferente a cada dia, devido ao final da guerra. Ainda com racionamento e com alguns problemas, Maud vê a sua irmã, Sukey, desaparecer. Casada com Frank, um homem amistoso mas com algumas questões mais negras, Sukey é feliz, mas tem alguns comportamentos estranhos, que mais tarde acabam por se manifestar através de conversas com vizinhos, quando Maud parte em busca de Sukey. Com a polícia a tentar descobrir o seu paradeiro e com as notícias de várias mulheres a fugir dos maridos regressados da guerra, bem como de uma assassino em série, Maud tenta descobrir por si mesma o que aconteceu com a sua irmã. 

Tudo o que se vai descobrindo sobre este episódio é transmitido por Maud, em pequenos trechos de pensamentos, que vão aparecendo em paralelo com a busca por Elizabeth, e a dado momento o mistério fica um tanto baralhado, o que faz parte do enredo e acaba por ser interessante, porque trás suspense à obra. 

Achei que o tema foi bem explorado; o dia-a-dia e as dificuldades de uma pessoa que está a perder a memória está bastante explícito e bem trabalhado e esse tema acaba por sobressair mais do que o mistério em si, o que me deixou um bocadinho desiludida, porque estava à espera que houvesse mais suspense e que essa parte da história, o mistério do passado de Maud, estivesse mais desenvolvida. Porque, no final, o que interessa mesmo é saber de Sukey e não de Elizabeth, e o que é que acontece? A resposta ao mistério fica a meio. Há uma nuvem que encobre o que aconteceu e que só desaparece tenuemente, como que por um breve instante. Penso que, se o livro fosse maior, a história podia ter sido mais desenvolvida, a todos os níveis. 

Porém, gostei do que li e o facto do mistério ter ficado relegado para uma espécie de segundo plano, só frustrou um pouco as minhas expectativas, porque confesso que a dado momento me apeteceu atirar o livro contra a parede, tal não foi a raiva que senti em relação ao rumo que a história estava a tomar. Isto só mostra como a história mexe com o leitor, o que é algo excelente. Se eu não me entusiasmar com a história, não vou ter reação nenhuma destas ou pensar em fazer algo do género, por tanto, se querem ler algo que vos intrigue, já sabem, optem por este livro, que me deixou ainda mais intrigada no final do que no início! 

NOTA (0 a 10): 8

sábado, 6 de junho de 2015

A Canção dos Maoris, de Sarah Lark

Depois de um fantástico primeiro livro, que acabou por ser o melhor livro lido no ano anterior, foi com grande expectativa que comecei a ler o segundo volume desta trilogia. Quero também agradecer à editora Marcador, por me ter dado a oportunidade de ler este livro!


Sinopse:
Elaine e Kura movem-se entre as suas raízes britânicas e o apelo ao povo Maori, forjando o próprio destino ultrapassando as circunstâncias da vida numa terra paradisíaca.

Esta é a história de duas primas completamente diferentes, mas com uma coisa em comum: a sua força interior. Aquela força que emerge nos mais fortes face às circunstâncias adversas que a vida coloca no seu caminho.


A relação entre as duas mulheres não é a melhor porque Elaine inveja a beleza e a arte de sedução de Kura. Mas a vida dá muitas voltas e acabam por partilhar uma vida de luta e conquista numa pequena cidade mineira isolada do mundo.
(in Goodreads)

Opinião:

Este é mais um maravilhoso livro de Sarah Lark. É com enorme alegria que posso dizer que mais uma vez encontrei uma boa história, boas personagens, um bom contexto e muita emoção. No entanto, há que referir que gostei ligeiramente mais do primeiro do que deste volume, por causa do caminho que a história levou e porque este tem uma base mais romântica do que o primeiro, onde há mais aventuras, acção, drama e bastantes reviravoltas e segredos. Neste não temos tanta aventura, nem drama, nem reviravoltas. Pode dizer-se que é mais linear e que não oferece tantos momentos inesperados. O final é o esperado. E também não há tanta diversidade de personagens e momentos de grande tensão. 

Senti a falta desses momentos e dei por mim a comparar as duas histórias, mas não é por isso que a história deixa de ser maravilhosa, que é. Penso que podia ter havido um maior desenvolvimento da história, com mais ramificações, mais complexidade, durante um maior período de tempo, uma vez que no primeiro livro temos uma história que percorre cerca de vinte anos da vida das personagens e neste são cerca de cinco, se não estou em erro.

Gostei muito das duas primeiras, se bem que Kura irritou-me bastante e só na reta final consegui encontrar-lhe alguma "amizade". Penso que este era o objetivo da autora ao criar Kura como criou, o que reflete que conseguiu alcançar o seu objetivo: Kura é bastante irritante. Gostei muito mais de Elaine, a filha de Ruben e Fleurette; tem uma história mais rica, mais densa e muito mais interessante, do ponto de vista em que acontecem mais peripécias no seu percurso do que no de Kura, que, como está tão obcecada pela música, acaba por se tornar um bocado "estagnada" no seu percurso. Apreciei bastante a forma como Elaine conseguiu encontrar o seu caminho no meio de tudo o que lhe aconteceu e de Tim. Gostei muito de Timothy Lambert, o jovem engenheiro das minas, que começa a interessar-se por Elaine, e que acabou por ser a minha personagem favorita. 

Foi com alguma nostalgia que revi Helen e Gywneira, porque gostei muito de ambas no livro anterior e gostaria de ter podido encontrá-las mais ao longo deste livro, se bem que não trouxessem muito ao enredo, uma vez que este é mais centrado nas duas primas. 

Mais uma vez fiquei apaixonada pela Nova Zelândia e pela sua História, paisagens e formas de vida. É um país de que não se fala muito, mas deve ser muito belo e majestoso. Foi com alegria que voltei a percorrer os seus caminhos. 

Assim, não fiquei completamente arrebatada, como aconteceu no primeiro, mas fiquei satisfeita e espero que esteja para breve o terceiro cá por Portugal, porque esta é uma das mais belas trilogias literárias, repleta de momentos bastante fortes e marcantes, com personagens complexas e ricas. Recomendo totalmente! 

NOTA (0 a 10): 9,5

sábado, 25 de abril de 2015

A Canção dos Maoris, de Sarah Lark

Chegou ontem o meu exemplar de A Canção dos Maoris, de Sarah Lark! 


Gostei muito do primeiro, tendo sido a melhor leitura de 2014, por isso é com grande curiosidade que espero por este, que espero ser tão bom ou melhor do que o anterior (é difícil ser melhor...). 

Quero agradecer à Marcador e espero em breve lê-lo e dar a minha opinião.

Mais uma grande história, mais uma excelente aposta da Marcador.

Fica o link para a editora, para mais informações.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O Cavalheiro Inglês, de Carla M. Soares

Este foi o primeiro livro que li da autora Carla M. Soares, em parceria com a Marcador, e foi com muita curiosidade que o comecei a ler, devido a todas as boas opiniões que tenho lido e também à sinopse, que é bastante interessante. É também o primeiro livro que leio da colecção Livros RTP.


Sinopse:

O livro conta a história de Sofia, uma nobre jovem em idade casadoira, filha de uma família de viscondes falida. Num período bastante conturbado da História Portuguesa (finais do séc. XIX, depois do Ultimato inglês e da crescente revolta republicana e anarquista) a narrativa centra-se em Sofia e no seu irmão, Sebastião, um jovem com ideais republicanos. Quando a jovem se vê na perspectiva de casar com um duque vindo do Brasil, rico e poderoso, mas também bêbado e violento, Sofia tem de fazer uma difícil escolha: casar para salvar a família da ruína ou seguir o seu coração? No entanto, há mais alguém que pode estar interessado nos negócios da família e na própria Sofia: o cavalheiro inglês. Assim, a jovem vê-se no centro de escolhas bastante difíceis. 

Opinião:

Gostei bastante desta história. O contexto histórico está muito excelente, mostrando as dificuldades sentidas pela população durante este período conturbado, a todos os níveis, desde a política até à economia, passando pela própria sociedade. A autora não se poupou a esforços para criar um ambiente rico, real e com descrições fantásticas, de excelente cariz histórico. Este é um dos séculos que mais me agradam e gostei de ler uma história bem contada, passada em Portugal, durante este período. 

É sempre bom poder juntar ao prazer de ler, o prazer de aprender e de conhecer e nada é melhor do que um bom romance histórico para que tal aconteça. Este foi mais um desses casos e gostei muito de o ler. Outro aspecto que me agradou foi a escrita da autora, bastante fluída e com alguns floreados da época, que, por vezes, me fizeram lembrar Os Maias, de Eça de Queirós. No entanto, devo confessar, que as partes referentes a aspectos mais quotidianos se mostraram um bocadinho menos fluídas, como por exemplo, os diálogos entre Sofia e as amigas. 

Também gostei bastante das personagens e da intriga que se estabelece ao longo da narrativa. Confesso que ao início não gostei muito de Sofia, mas, à medida que fui avançando, a personagem também avançou, e apresentou um bom desenvolvimento, presenteando-me com um final muito bonito! Também gostei de Robert e de Sebastião, talvez as duas personagens que mais me agradaram. Gostei bastante da parte política da narrativa e também da intriga à volta do que aconteceu ao duque.

O parte romântica está muito bonita e pouco convencional, o que é bastante agradável. Gostei muito da forma como a relação de Sofia e Robert foi progredindo e do que se passou à sua volta. Também aquele ar de mistério que começa a estabelecer-se à volta das personagens foi bastante bem vindo. 

Mais um excelente livro editado pela Marcador, que me deu imenso gosto de ler. Como referi no início, este foi o primeiro livro da autora e espero ler mais, pois fiquei bastante satisfeita com a história! Recomendo com muito gosto! Tenho também a agradecer à Marcador por me ter permitido a leitura desta excelente história, um Romance Histórico com letra maiúscula! Muito bom. Os meus parabéns à autora, por presentar os leitores com esta obra muito boa! Um excelente retrato da sociedade da época, com um desenlace fantástico! 

Quero ainda referir a belíssima capa. Muito bela!

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 14 de março de 2015

A Canção dos Maoris, de Sarah Lark - Divulgação Marcador

A continuação do primeiro livro sobre as duas amigas que partiram para as suas novas vidas na Nova Zelândia estará à venda brevemente e promete ser ainda melhor! Neste segundo livro, o enredo segue as pegadas dos filhos de Gwyn e Helen. Teremos mais aventuras pela frente, bem como uma história maravilhosa e recheada de muitas emoções. Foi a minha melhor leitura do ano passado e recomendo totalmente.


 

ELAINE E KURA MOVEM-SE ENTRE AS SUAS RAÍZES BRITÂNICAS E O APELO AO POVO MAORI, FORJANDO O PRÓPRIO DESTINO ULTRAPASSANDO AS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA NUMA TERRA PARADISÍACA.

Esta é a história de duas primas completamente diferentes, mas com uma coisa em comum: a sua força interior.
Kura com ascendência maori tem uma atitude diferente perante a vida e perante os homens, é muito mais despreocupada. O campo não lhe desperta qualquer interesse, apesar de ser herdeira da quinta do seu pai. O seu grande desejo é tornar-se uma grande cantora. Enquanto Elaine, herdou da sua avó, o carácter e o gosto pela criação de ovelhas e por passear a cavalo. Mas as suas escolhas amorosas recam sempre em homens errados, o que faz dela uma mulher desencantada.

A relação entre as duas mulheres não é a melhor porque Elaine inveja a beleza e a arte de sedução de Kura. Mas a vida dá muitas voltas e acabam por partilhar uma vida de luta e conquista numa pequena cidade mineira isolada do mundo. (segundo Editora)

Notas editoriais: 

Autor: Sarah Lark
Editora: Marcador
Nº de páginas: 648 pp.
PVP: 21,95 euros

Podem encontrar a minha opinião sobre o livro aqui. Podem também encontrar outra opinião aqui, no blogue do Fiacha.