Os
Três Mosqueteiros é hoje, decorrido mais de um século desde a sua
primeira publicação em folhetim, um dos romances históricos mais
afamados, tendo sido por diversas vezes adaptado ao cinema e à televisão
(em Portugal, por exemplo, a série infantil "Dartacão e os Três
Moscãoteiros" marcou toda uma geração). Inspirado em factos e
personagens reais (como o cardeal Richelieu, o rei Luís XIII e a rainha
Ana de Áustria), mas também nas aventuras do pai do próprio Alexandre
Dumas, general do exército de Napoleão, Os Três Mosqueteiros é uma obra
arrebatadora (e muito bem humorada) sobre as façanhas do jovem fidalgo
D'Artagnan, que chega a Paris com o sonho de ser um dos mosqueteiros do
rei Luís XIII, e dos seus corajosos e leais amigos - Athos, Porthos e
Aramis. Juntos, eles são os bravos da guarda real. Juntos, eles são
"todos por um e um por todos". (in Goodreads)
Opinião:
Há muitos anos que conhecia a história dos três mosqueteiros, devido
principalmente aos desenhos animados do Dartacão. Mesmo que não seja a
história na sua forma original, muito do que lá aparece existe no livro.
Depois vi alguns filmes e fui fazendo uma ideia sobre este livro. Pois
bem, chegou a altura de o ler e tirar as minhas conclusões sobre a
história na sua forma original.
Sabia que ia gostar, mas não sabia que ia gostar tanto. O enredo é completamente muito melhor do que tudo o que tinha visto até agora sobre os mosqueteiros. Nenhum filme dos que vi sobre esta história faz jus ao livro. O livro é infinitivamente melhor do que as suas adaptações.
As personagens são fabulosas; a sua descrição é leve, explicita, bem aplicada, concreta, divertida e irónica. Todas as personagens estão interligadas, o que para mim é algo que me fascina uma vez que me dá uma ideia da ligação que existe no mundo. Tudo está ligado, e as personagens também, nas suas vidas. Depois temos a parte histórica, que é muito real e muito bem descrita. Alexandre Dumas consegue descrever os acontecimentos de forma completamente divertida, concreta, coerente, interligada e explicita. Dumas explica os acontecimentos de modo a que quem desconhece ou não está tão familiarizado com a História francesa consiga ter uma ideia "real" do que aconteceu e porquê. As descrições estão bem elaboradas, ricas e com os detalhes necessários ao desenrolar dos acontecimentos.
Sabia que ia gostar, mas não sabia que ia gostar tanto. O enredo é completamente muito melhor do que tudo o que tinha visto até agora sobre os mosqueteiros. Nenhum filme dos que vi sobre esta história faz jus ao livro. O livro é infinitivamente melhor do que as suas adaptações.
As personagens são fabulosas; a sua descrição é leve, explicita, bem aplicada, concreta, divertida e irónica. Todas as personagens estão interligadas, o que para mim é algo que me fascina uma vez que me dá uma ideia da ligação que existe no mundo. Tudo está ligado, e as personagens também, nas suas vidas. Depois temos a parte histórica, que é muito real e muito bem descrita. Alexandre Dumas consegue descrever os acontecimentos de forma completamente divertida, concreta, coerente, interligada e explicita. Dumas explica os acontecimentos de modo a que quem desconhece ou não está tão familiarizado com a História francesa consiga ter uma ideia "real" do que aconteceu e porquê. As descrições estão bem elaboradas, ricas e com os detalhes necessários ao desenrolar dos acontecimentos.
E ainda temos a intriga, que é fabulosa. Muita ação, mistério, aventuras, segredos, missões arriscadas, mentiras, prisões, fugas, lutas, amores, paixões... o enredo/intriga é real; as motivações das personagens são reais e perceptíveis. E dá-nos a visão do que as personagens pensem e sentem, o que é importante para julgarmos ou, enfim, compreendermos os seus comportamentos, sentimentos e atitudes.
Gostei de todas as personagens, especialmente de Milady, que para mim é a personagem mais rica e interessante de todo o livro. Ela consegue ser, até agora, uma das personagens mais inteligentes, intriguistas, mentirosas, trapaceiras, românticas e interessantes, que eu conheci no mundo da Literatura. Gostei imenso de toda a sua participação no enredo, pois é ela que move praticamente todo o enredo, uma vez que ela está "metida em tudo", conseguindo sempre arranjar um forma de vencer os seus opositores, sempre de modo astuto e brilhante. Fabuloso.
E depois, claro, gosto dos
mosqueteiros, que são muito divertidos, engenhosos e valentes, e do D'Artagnan, o jovem gascão que consegue vencer na Vida de um modo corajoso, bravo e lutador. É também divertido e engraçado, estando sempre pronto a defender quem mais precisa. Também gostei de Constance, que eu pensava chamar-se Julieta. Constance também é bem complexa, leal e valente.
Se for comprar as duas personagens femininas que maior relevo têm para o enredo, Milady e Constance, é possível encontrar várias semelhanças e algumas diferenças. Ambas são bastante valentes, se bem que por motivos diferentes e de modos diferentes; ambas pretendem levar as suas missões a bom porto, através de meios diferentes; ambas são belas, se bem que usem a sua beleza de modo diferente; ambas gostam do romance; mas Constance é leal a outrem, pondo a sua vida em perigo por causa de outrem; Milady é leal a ela mesma, se bem que também o seja ao Cardeal, se bem que sempre a pensar nela mesma e nas suas vinganças pessoais.Constance é ingénua, Milady nem por sombras. Gosto da dualidade que existe entre ambas e os pontos que as unem ao longo do enredo, que culmina com um interessante "choque" entre elas. E claro, D'Artagnan está sempre presente também.
Uma obra a recordar, porque é muito muito boa. Uma obra prima. Um eterno clássico.
Livro excelente, recomendo vivamente!!!
NOTA (0 a 10): 10

