
Há bastante tempo que queria ler este livro. Depois de vários meses à
espera, decidi pegar nele e aventurar-me pela magia da Escócia e das
viagens no tempo.
A Escócia e as viagens no tempo são dois
ingredientes que, à partida, fazem as minhas delícias. Depois de ter
lido um livro com estes ingredientes e de não ter gostado muito (Highlander - Para
Além das Brumas,de Karen Marie Moning), decidi optar por este, que já tinha para ler e
queria há muito tempo. E não fiquei desiludida!
O livro conta a
história de Claire Randall, uma jovem mulher de vinte e sete anos,
enfermeira, que, depois da guerra (1945), parte com o marido (Frank)
numa "nova lua de mel" para a Escócia, em passeio e para este descobrir
mais factos sobre os seus ascendentes familiares, nomeadamente Black
Jack Randall, pertencente ao exército inglês no século XVIII, aquando da
revolta jacobita. No decorrer dos passeios, Claire descobre um grupo de
rochas relacionadas com cultos pagãos (Craigh na Dun), sentindo-se
fascinada. Acaba por voltar às pedras para colher algumas flores, o que
termina com ela a ser “sugada” pelas pedras, acabando por ir parar ao
ano de 1743, no mesmo local, onde se depara com Jack Randall, de quem
consegue escapar com a ajuda de um homem que a leva para uma cabana
cheia de escocês. Lá, vê-se confrontada com eles, que lhe pedem a sua
identidade. Com medo de dizer a verdade, Claire inventa uma mentira, na
esperança de mais tarde conseguir voltar para as pedras e para Frank. No
meio desses homens, encontra-se um jovem ferido num ombro (James
Fraser), que depois de algumas tentativas dos seus companheiros em
ajudá-lo com a deslocação do ombro, acaba por ser tratado por Claire,
que, sendo enfermeira, consegue ajudar o rapaz.
É assim que
começa a história de Claire e James. Aprisionada numa era passada,
Claire vê-se confrontada com vários perigos, desde intrigas familiares e
políticas, passando por tribunais inquisitórios, até prisões, fugas e
várias batalhas. Porém, mesmo com todos esses problemas, Claire tem
também de decidir se quer ficar ali, com James, o clã MacKenzie, os seus
novos amigos e o malvado Jack Randall (que tenta por todos os meios
saber a identidade de Claire e perseguir James, devido a atos passados)
ou voltar para 1945.
Esta é uma história cheia de aventuras,
romance, sexo, batalhas, intrigas, perigos e tudo o que faz uma boa
história. Tem a dose certa de todos estes ingredientes. Aqui está a
prova que pode haver conteúdo para além das relações íntimas entre as
personagens. A autora consegue criar um ambiente real, verossímil, onde a
ação acontece naturalmente, de acordo com as ações, sentimentos e
emoções das personagens. Nada parece forçado ou espantoso. Não. Tudo é
bastante simples e prático. As atitudes das personagens são sempre
compreensíveis, tudo acontece por uma razão e para um fim. É sempre bom
quando os autores conseguem corresponder a estes aspetos, uma vez que é o
que mais fornece coerência e coesão a uma obra, e toda esta história é
bastante coerente.
Gostei bastante de todas as personagens,
especialmente de Claire e James, que são as que mais se destacam, apesar
de as outras também serem bastante ricas e complexas. Claire é uma
personagem bastante interessante, não é frágil nem picuinhas. É uma
mulher real, complexa, endurecida pela experiência que teve nos
hospitais de guerra, que não tem medo de nenhum perigo no momento de
ação. Também é bastante feminina, prática, lúcida, com uma mente aberta,
curiosa e uma boa aprendiza a vários níveis, sendo também é uma
excelente professora a vários outros. Também é uma excelente
médica/enfermeira, muito meiga e paciente.
Quanto ao James,
uiiii!!!, o James, bem…se não gostasse do James era estranho. O rapaz é
inteligente, galante, cavalheiro, bravo, lindo, interessante, sério,
decente... e agora podia estar aqui a escrever vários outros adjetivos
qualificativos sobre a sua pessoa, mas estes já chegam para perceber o
porquê de gostar tanto dele. Existem vários momentos em que James passa
por várias situações perigosas, que terminam quase todas com ele ferido,
o que provoca vários sentimentos de carinho e cuidado, o que é bastante
interessante. Uma vez que Claire é enfermeira/médica, as situações
entre eles nestas circunstâncias são várias e bastante interessantes,
densas e preocupantes. Gostei bastante desta interação e acho que a
autora explorou-a muito bem. É muito mais interessante ser ela a médica e
ele o paciente do que ao contrário!
Também gostei da componente
mágica e aqui entra outra personagem bastante complexa e interessante:
Geilis Duncan. Geilis oferece uma trama bastante intrincada e bem
construída, que é fundamental para o desenrolar da história. Com uma
personalidade forte, uma rebeldia nata e uma predisposição para a magia,
Geilis é uma ameaça para muitas personagens, o que promove uma intriga
bem elaborada.
Não podia deixar de referir o grande vilão da
história, Jack Randall, o antepassado de Frank. É um bom vilão, com
características bem definidas e sempre envolto numa estranha neblina de
intenções e mesquinhez. A sua perseguição a Jack e Claire sustenta
bastante a história, fomentando várias situações perigosas e ameaçadoras
para as personagens.
Gostei bastante da obra. É inteligente,
complexa e, como referi, tem a dose certa de tudo. As descrições são
bastante ricas, tanto dos aspetos físicos do espaço e das personagens
como das ações por elas praticadas e dos seus sentimentos, bem como as questões médicas. A relação
amorosa de Jack e Claire é muito bem descrita, em todos os aspetos. É
possível imaginar tudo o que acontece ao longo da história com bastante
detalhe e isso é sempre agradável.
É uma viagem pela Escócia: tanto
em 1945 como em 1743. É muito bom poder “estar” nos lugares, “ver” as
pessoas e os costumes, “estar presente” em toda a ação. Não há momentos
parados, sendo uma leitura bastante fluída.
Em suma, gostei
muito e espero que o segundo seja tão bom ou melhor do que este! E que a
série seja tão boa como o livro, já que melhor é difícil! =)
Because I wanted you." He turned from the window to face me. "More than I ever wanted anything in my life," he added softly.
I
continued staring at him, dumbstruck. Whatever I had been expecting,
it wasn't this. Seeing my openmouthed expression, he continued lightly.
"When I asked my da how ye knew which was the right woman, he told me
when the time came, I'd have no doubt. And I didn't. When I woke in
the dark under that tree on the road to Leoch, with you sitting on my
chest, cursing me for bleeding to death, I said to myself, 'Jamie
Fraser, for all ye canna see what she looks like, and for all she weighs
as much as a good draft horse, this is the woman'"
I started
toward him, and he backed away, talking rapidly. "I said to myself,
'She's mended ye twice in as many hours, me lad; life amongst the
MacKenzies being what it is, it might be as well to wed a woman as can
stanch a wound and set broken bones.' And I said to myself, 'Jamie,
lad, if her touch feels so bonny on your collarbone, imagine what it
might feel like lower down...'"
He dodged around a chair. "Of
course, I thought it might ha' just been the effects of spending four
months in a monastery, without benefit of female companionship, but then
that ride through the dark together"--he paused to sigh theatrically,
neatly evading my grab at his sleeve--"with that lovely broad arse
wedged between my thighs"--he ducked a blow aimed at his left ear and
sidestepped, getting a low table between us--"and that rock-solid head
thumping me in the chest"--a small metal ornament bounced off his own
head and went clanging to the floor--"I said to myself..."
He was
laughing so hard at this point that he had to gasp for breath between
phrases. "Jamie...I said...for all she's a Sassenach bitch...with a
tongue like an adder's ...with a bum like that...what does it matter if
she's a f-face like a sh-sh-eep?"
I tripped him neatly and landed on his stomach with both knees as he hit the floor with a crash that shook the house.
"You mean to tell me that you married me out of love?" I demanded. He raised his eyebrows, struggling to draw in breath.
"Have I not...just been...saying so?
NOTA (0 a 10): 10