Sinopse:
Hailed by Victor Hugo as
"the real epic of our age," Ivanhoe was an immensely popular bestseller
when first published in 1819. The book inspired literary imitations as
well as paintings, dramatizations, and even operas.
In the twelfth
century, Sir Wilfred of Ivanhoe returns home to England from the Third
Crusade to claim his inheritance and the love of the lady Rowena. The
heroic adventures of this noble Saxon knight involve him in the struggle
between Richard the Lion-Hearted and his malignant brother John: a
conflict that brings Ivanhoe into alliance with the mysterious outlaw
Robin Hood and his legendary fight for the forces of good.
"Scott's
characters, like Shakespeare's and Jane Austen's, have the seed of life
in them," observed Virginia Woolf. "The emotions in which Scott excels
are not those of human beings pitted against other human beings, but of
man pitted against Nature, of man in relation to fate. His romance is
the romance of hunted men hiding in woods at night; of brigs standing
out to sea; of waves breaking in the moonlight; of solitary sands and
distant horsemen; of violence and suspense." For Henry James, "Scott was
a born storyteller. . . . Since Shakespeare, no writer has created so
immense a gallery of portraits." "From the Hardcover edition. (in Goodreads)
Opinião:
Um livro que sempre me pareceu ser do meu agrado e que há muito que
queria ler. Foi por estes dias que tal aconteceu, pois sendo eu uma
grande admiradora da Idade Média e do Romance Histórico, achei que já
era muito o tempo passado sem ler esta obra clássica.
Este é um
romance de Cavalaria, onde todas as nobres atitudes cavalheirescas são
exaltadas. Toda a história acontece em redor de feitos de Cavalaria
medieval, onde os cavaleiros eram aqueles que defendiam os mais fracos,
que praticavam boas ações, que participavam nas justas e nas lutas pela
fama, pelo valor, pelo amor de alguma dama, pelo seu nome ou para ganhar
nome. Cavaleiro era aquele seguia as normas da Cavalaria, que era
criado para o ser, seguindo o código com aprumo e fielmente. Como estes
são tempos que já lá vão e que gostava muito de ter conhecido, foi com
muito gosto que saltei para dentro das páginas deste livro, o qual segui
com o maior entusiasmo, tendo até grandes expectativas sobre a sua
história.
"Ivanhoe" foi publicado em 1820, ou seja é um livro
bastante antigo, com um vocabulário não tão utilizado hoje em dia. Isto
em nada retirou prazer à leitura, conferindo-lhe por sinal uma maior
beleza e graça, uma vez que era muito mais comum a linguagem nela
contida (na obra), nos diálogos entre as personagens, do que a de hoje
em dia. E mesmo que tal não seja completamente verdade, pois em 1820 já
se comunicava de outros modos (a Língua já tinha sofrido mudanças) que
entre 1157 e 1199 (reinado de Ricardo I, e período histórico em que se
passa a Ação, mais precisamente no ano de 1194) não o eram iguais, mesmo
assim a Linguagem presente está mais perto da falada no tempo da
narrativa do que a dos nossos dias o está. Este foi um ponto que muito
me agradou.
Não teve um começo fácil. Não é a primeira vez que
leio romances começados com prefácios e cartas de introdução, mas não
estava à espera e tal foi um pouco maçador, pois queria começar a ler a
história, mas não passando essa parte que familiariza o leitor com o que
vai ler. Passando essas partes, a leitura da narrativa em si começou e
foi extremamente agradável. E isto devido a vários factores!
Dois
deles já mencionei nos períodos anteriores e os outros prendem-se
sobretudo com aspetos da história em si. Primeiro, as personagens estão
muito, muito interessantes. Sendo algumas delas reais, como é o caso do
Rei Ricardo I e do Príncipe João, e de outras que aparecem em inúmeras
histórias, como Robin dos Bosques e Frei Tuck, tal, a meu ver, fez com
que a história se tornasse ainda mais real e bem engendrada, uma vez que
utilizar personagens reais em histórias pode nem sempre dar grande
resultado. Pessoalmente, eu acho fantástico e muito bom para o enredo,
dando-lhe mais realidade e veracidade.
Em relação às outras
personagens, todas são muito ricas e complexas, sendo os seus diálogos e
pensamentos intrincados com toda a narrativa, fazendo com que todas as
personagens sejam necessárias e relevantes para o enredo.
Ivanhoe,
um bravo cavaleiro amigo do Rei, tudo faz para voltar para casa vindo
da Palestina, para junto do pai, Cedric, o Saxão, que o tinha deserdado e
afastado por ele se juntar ao rei, normando e por querer desposar a
protegida de Cedric, Lady Rowena, descendente de Alfredo, o Grande, que
deveria casar com Athelstane, descendente dos primeiros reis saxões de
Inglaterra, de modo a criar uma aliança para repelir o Reino Normando,
que havia conquistado a Inglaterra. O seu desejo é também combater e
vencer o torneio de Ashby, que consegue mas a grande custo, ficando
ferido. Ivanhoe é seguido no torneio por um cavaleiro andante
desconhecido, apodado de Cavaleiro Negro, devido à sua armadura.
Pelo
meio existem outras personagens, de vários estratos sociais e nações,
dando uma multiculturalidade muito grande ao enredo. É também o que mais
confusões vai trazer às personagens, bem como as políticas seguidas
pelas mesmas e que as vai por em graves sarilhos ao longo do enredo.
Não
vou contar a história, pois não é esse o meu objetivo, tendo sido o que
foi escrito apenas para elucidar alguns aspetos da narrativa, que
englobam o quadro geral da mesma.
Depois, toda a história em si,
a ação, as aventuras, o romance, a intriga política, os diálogos muito
inteligentes entre as personagens e que muitas vezes dão para rir, são
ingredientes saborosos e que deliciaram a minha leitura.
Foram
estes os aspetos que me agradaram, não havendo nenhum assim que me
causasse desagrado. Uma boa obra, que todos os fãs de romance histórico
deveriam ler e mesmo de fantasia, uma vez que tenho na minha ideia que
foi através deste e de outros livros do género que muitos momentos em
outras histórias foram baseados.
Maravilhosa leitura, que recomendo vivamente!!!
NOTA (0 a 10): 9