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domingo, 13 de outubro de 2013

"O Último Adeus", de Honoré de Balzac

Encontrei este livro na biblioteca da Faculdade e trouxe-o para ler. Com apenas 80 páginas, pequenas dimensões e uma capa bem bonita, achei-o excelente. Não pesa nada e é de fácil transporte. Também já há algum tempo que queria ler algo deste autor.

Este pequeno conto é uma delícia. Fiquei completamente maravilhada com a paixão presente na obra. A paixão e o amor que nela se apresentam é de uma pujança que faz estremecer o coração.

Este conto conta um episódio da vida de Phillipe de Sucy, um major francês que esteve na guerra da França contra a Rússia, no período de Napoleão, em 1812.
Em 1820, Phillipe vai com o seu amigo D'Albon, pelo meio de uma floresta, quando encontram uma bela casa, do género de um ermitério abandonado, coberto de trepadeiras e com ares de abandono. Porém, aquando se aproximam, vêem uma estranha mulher, de longos cabelos negros revoltos, pele pálida, olhos negros e parados e um longo vestido negro. Pensando tratar-se de algo sobrenatural decidem aproximar-se ainda mais, descobrem outra estranha mulher. Enquanto fazem perguntas à estranha mulher, parecida com uma índia, a outra aproxima-se, curiosa. Ao vê-la de perto, Phillipe tem um ataque e cai desmaiado.

A história retrocede no passado e é nos apresentado a vida de Phillipe na Rússia, tentando salvar a sua amada e o esposo desta, a condessa de Vandrières, que desaparece para sempre depois desse episódio. Anos depois, Phillipe reencontra Stéphanie naquela casa antiga e abandona e faz tudo para reviver o seu amor.

O que aqui se nos apresenta é um romance trágico e melancólico, bem ao estilo dos grandes romances do período Romântico. Todo o ambiente de melancolia, amor ardente, paixão, loucura, drama, tristeza e degradação da condição humana e posterior desilusão, é-nos aqui apresentado. Este pequeno conto consegue ter todos estes ingredientes. Fez-me relembrar "O Monte dos Vendavais", de Emily Bronte, em vários momentos; livro esse que foi um deleite para a minha imaginação e emoção. Não podia deixar de dar nota máxima a este pequeno conto, pois de facto a história narrada nas suas páginas é de extrema mestria e beleza, com personagens fortes e memoráveis.


Um conto que recomendo sem reservas!

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 6 de outubro de 2013

"A Estalagem das Duas Bruxas", de Joseph Conrad

Gostei bastante deste livro. É um conto, com apenas 72 páginas, mas é muito interessante. Decidi lê-lo pelo título e pela sinopse, pois apela bastante a mistério e suspense.
Não fiquei nada desiludida, pois foi um momento bom de leitura. A história faz-nos ficar um pouco apreensivos em alguns momentos e é isso que se espera de um livro que à partida tem por objetivo ser um pouco assustador.


Não há muitos detalhes, não há muita caracterização, mas há emoção.
A história é contada pelo narrador, que começa por apresentar o objeto da sua história: uma resma de papéis que encontrara numa caixa velha que comprara a um velho alfarrabista, juntamente com alguns livros. Esses papéis contavam a história (na primeira pessoa) de uma aventura vivida em 1813, por um jovem oficial inglês de vinte e dois anos. Esse jovem conta um episódio em que ele o o seu fiel companheiro de mar, Tom Corbin, foram a terra para falar com os seus apoiantes (o contexto é a guerra de Napoleão, as Invasões Francesas) em terras de Espanha, uns guerrilheiros espanhóis das Astúrias. Ao desembarcarem, veem-se num local ermo, uma aldeola pobre com pessoas assustadas. Sem haver montadas na estalagem para fazer o percurso pelas montanhas até ao acampamento dos guerrilheiros, Tom decide ir a pé, sozinho, mandando Edgar Burne (o oficial) à corveta para avisar sobre o percurso pelas montanhas.
Depois de se separar de Tom, Edgar encontra-se com um estranho homem, que lhe diz que o seu companheiro, Tom, corre perigo pelas montanhas e também que o estalajadeiro tinha mentido pois havia um jumento na estalagem. No meio da conversa, diz que no meio das montanhas há uma estalagem, que antes pertencia ao zarolho estalajadeiro da aldeia, mas que agora é só das duas tias do velho estalajadeiro, velhas bruxas hediondas, afirmando que muitos viajantes haviam desaparecido por aquelas bandas. Pede a Edgar ajuda para reaver o jumento, rogando-lhe para ir atrás de Tom, pois dois sempre são mais do que um por aqueles caminhos.
Edgar não aceita a proposta e parte para a corveta, para contar ao capitão. Os dois acabam por achar tudo muito estranho e Edgar volta a terra e vai atrás de Tom, acabando por chegar à estalagem das velhas. Aí vai enfrentar momentos e puro terror e estranheza.

É um conto simples, sem floreados e com uma escrita direta. Alguns termos são mais antigos e denotam a época em que foi escrita (1913), sendo interessante reviver tais épocas por estes meios.
O conto tem todos os ingredientes para dar lugar a um sentimento de suspense ao leitor, principalmente antes de Edgar chegar à estalagem e durante o tempo que lá está. É de fácil leitura, bastante rápida.
Não muito mais a dizer, por isso termino com um elogio ao conto, recomendando a sua leitura. 

NOTA (0 a 10): 7,5

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

"Ivanhoe", de Sir Walter Scott

Sinopse:
 
Hailed by Victor Hugo as "the real epic of our age," Ivanhoe was an immensely popular bestseller when first published in 1819. The book inspired literary imitations as well as paintings, dramatizations, and even operas.
In the twelfth century, Sir Wilfred of Ivanhoe returns home to England from the Third Crusade to claim his inheritance and the love of the lady Rowena. The heroic adventures of this noble Saxon knight involve him in the struggle between Richard the Lion-Hearted and his malignant brother John: a conflict that brings Ivanhoe into alliance with the mysterious outlaw Robin Hood and his legendary fight for the forces of good.
"Scott's characters, like Shakespeare's and Jane Austen's, have the seed of life in them," observed Virginia Woolf. "The emotions in which Scott excels are not those of human beings pitted against other human beings, but of man pitted against Nature, of man in relation to fate. His romance is the romance of hunted men hiding in woods at night; of brigs standing out to sea; of waves breaking in the moonlight; of solitary sands and distant horsemen; of violence and suspense." For Henry James, "Scott was a born storyteller. . . . Since Shakespeare, no writer has created so immense a gallery of portraits." "From the Hardcover edition.
(in Goodreads)


Opinião:


Um livro que sempre me pareceu ser do meu agrado e que há muito que queria ler. Foi por estes dias que tal aconteceu, pois sendo eu uma grande admiradora da Idade Média e do Romance Histórico, achei que já era muito o tempo passado sem ler esta obra clássica.

Este é um romance de Cavalaria, onde todas as nobres atitudes cavalheirescas são exaltadas. Toda a história acontece em redor de feitos de Cavalaria medieval, onde os cavaleiros eram aqueles que defendiam os mais fracos, que praticavam boas ações, que participavam nas justas e nas lutas pela fama, pelo valor, pelo amor de alguma dama, pelo seu nome ou para ganhar nome. Cavaleiro era aquele seguia as normas da Cavalaria, que era criado para o ser, seguindo o código com aprumo e fielmente. Como estes são tempos que já lá vão e que gostava muito de ter conhecido, foi com muito gosto que saltei para dentro das páginas deste livro, o qual segui com o maior entusiasmo, tendo até grandes expectativas sobre a sua história.

"Ivanhoe" foi publicado em 1820, ou seja é um livro bastante antigo, com um vocabulário não tão utilizado hoje em dia. Isto em nada retirou prazer à leitura, conferindo-lhe por sinal uma maior beleza e graça, uma vez que era muito mais comum a linguagem nela contida (na obra), nos diálogos entre as personagens, do que a de hoje em dia. E mesmo que tal não seja completamente verdade, pois em 1820 já se comunicava de outros modos (a Língua já tinha sofrido mudanças) que entre 1157 e 1199 (reinado de Ricardo I, e período histórico em que se passa a Ação, mais precisamente no ano de 1194) não o eram iguais, mesmo assim a Linguagem presente está mais perto da falada no tempo da narrativa do que a dos nossos dias o está. Este foi um ponto que muito me agradou.

Não teve um começo fácil. Não é a primeira vez que leio romances começados com prefácios e cartas de introdução, mas não estava à espera e tal foi um pouco maçador, pois queria começar a ler a história, mas não passando essa parte que familiariza o leitor com o que vai ler. Passando essas partes, a leitura da narrativa em si começou e foi extremamente agradável. E isto devido a vários factores!

Dois deles já mencionei nos períodos anteriores e os outros prendem-se sobretudo com aspetos da história em si. Primeiro, as personagens estão muito, muito interessantes. Sendo algumas delas reais, como é o caso do Rei Ricardo I e do Príncipe João, e de outras que aparecem em inúmeras histórias, como Robin dos Bosques e Frei Tuck, tal, a meu ver, fez com que a história se tornasse ainda mais real e bem engendrada, uma vez que utilizar personagens reais em histórias pode nem sempre dar grande resultado. Pessoalmente, eu acho fantástico e muito bom para o enredo, dando-lhe mais realidade e veracidade.
Em relação às outras personagens, todas são muito ricas e complexas, sendo os seus diálogos e pensamentos intrincados com toda a narrativa, fazendo com que todas as personagens sejam necessárias e relevantes para o enredo.

Ivanhoe, um bravo cavaleiro amigo do Rei, tudo faz para voltar para casa vindo da Palestina, para junto do pai, Cedric, o Saxão, que o tinha deserdado e afastado por ele se juntar ao rei, normando e por querer desposar a protegida de Cedric, Lady Rowena, descendente de Alfredo, o Grande, que deveria casar com Athelstane, descendente dos primeiros reis saxões de Inglaterra, de modo a criar uma aliança para repelir o Reino Normando, que havia conquistado a Inglaterra. O seu desejo é também combater e vencer o torneio de Ashby, que consegue mas a grande custo, ficando ferido. Ivanhoe é seguido no torneio por um cavaleiro andante desconhecido, apodado de Cavaleiro Negro, devido à sua armadura.

Pelo meio existem outras personagens, de vários estratos sociais e nações, dando uma multiculturalidade muito grande ao enredo. É também o que mais confusões vai trazer às personagens, bem como as políticas seguidas pelas mesmas e que as vai por em graves sarilhos ao longo do enredo.

Não vou contar a história, pois não é esse o meu objetivo, tendo sido o que foi escrito apenas para elucidar alguns aspetos da narrativa, que englobam o quadro geral da mesma.

Depois, toda a história em si, a ação, as aventuras, o romance, a intriga política, os diálogos muito inteligentes entre as personagens e que muitas vezes dão para rir, são ingredientes saborosos e que deliciaram a minha leitura.

Foram estes os aspetos que me agradaram, não havendo nenhum assim que me causasse desagrado. Uma boa obra, que todos os fãs de romance histórico deveriam ler e mesmo de fantasia, uma vez que tenho na minha ideia que foi através deste e de outros livros do género que muitos momentos em outras histórias foram baseados.

Maravilhosa leitura, que recomendo vivamente!!!

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 20 de abril de 2013

A Máquina do Tempo, de H. G. Wells

 Sinopse:

Publicado pela primeira vez em 1895, A Máquina do Tempo consagrou-se como uma das obras primas da literatura universal e iniciou o período literário em que o homem é capaz de viajar no tempo e, por vezes, alterar o destino da humanidade. E, Wells começou aqui uma fantástica e aclamada produção literária, tantas vezes adaptada ao cinema e televisão, tendo sido a sua Guerra dos Mundos adaptada à rádio por Orson Wells e lançado o pânico nos Estados Unidos pelo seu impressionante realismo.

No final da época vitoriana, um cientista inventa a Máquina do Tempo e viaja até ao ano 802.700, onde encontra tudo mudado.
Nesta época, muito mais utópica, as criaturas que encontra pareciam viver em perfeita harmonia.
O Viajante do Tempo pensa poder estudar estes magníficos seres humanos, desvendar-lhes os segredos e regressar ao seu tempo. Até que descobriu que a sua invenção, o seu passaporte para a fuga, tinha sido roubada…
(In Goodreads)


Opinião:

E tenho comigo, para meu conforto, duas estranhas flores brancas - agora murchas, castanhas, espalmadas e estaladiças - testemunho de que, mesmo depois de a mente e a força se irem, a gratidão e uma ternura mútuas habitavam ainda no coração do homem.

Um livro com uma história muito interessante e até perturbadora. É ficção, mas faz pensar. Há uma mensagem em toda a obra, bem explicita. É como se toda a história fosse uma metáfora da sociedade: trabalhadores vs. ricos que não precisam de trabalhar para ganhar a vida. A ideia do que a falta de direitos, de educação, de consideração por parte da sociedade pode levar é-nos aqui mostrada. A dicotomia entre os Elóis e os Morlocks é deveras interessante e revela espírito critico por parte do autor.

Este livro é um relato de um possível futuro, que muito espantou as pessoas do século XIX. Para livro do período vitoriano, tem uma escrita bastante prática e fluída, sempre com aquele lado sombrio que tanto caracteriza esta época literária. Há sempre uma atmosfera estranha à volta da viagem. E o Viajante é alguém misterioso, cujo nome não sabemos, dando a oportunidade de personificar à nossa vontade.

Gostei realmente deste livro, é bastante profundo, para quem o quiser ler de um modo mais sóbrio e introspectivo. É assim que este livro deve ser lido, pois só assim a sua beleza pode ser apreendida.

Excelente história, curta e concisa, cheia de ideais e de metáforas. Recomendo a todos os que não procuram um simples divertimento, mas sim algo mais reflexivo. 

Vi o filme, de 2002, antes de ler o livro. É muito diferente e apesar de ter gostado bastante do filme, o livro é muito melhor, pois tem uma mensagem muito mais marcante. 


NOTA (0 a 10): 7

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"Guerra das Estrelas", de George Lucas

O primeiro livro da saga da Guerra das Estrelas que leio.
Como fã dos filmes da saga, com especial gosto nos dois primeiros da saga do Luke e do último do Anakin, decidi apostar nos livros.

Acho que é a primeira vez que leio um livro praticamente igual ao filme. Não sei o que foi feito primeiro, se o filme ou o livro, mas gostei muito da experiência.
Uma escrita agradável, de fácil acesso e com bastante acção, este livro inicia a história de Luke Skywalker e da Aliança Rebelde contra o corrupto Império.
Todas as personagens do filme estão presentes no livro, com especial destaque para os dois robots, R2 D2 e C3P0, que têm uma interação muito interessante, como é possível ver no filme, e que no livro é mantida.

Luke Skywalker, sobrinho de agricultores e habitante de um planeta desértico chamado Tatooine, depois do seu tio comprar os dois robots, vê-se na obrigação de os limpar e tratar. O seu sonho é ser piloto, mas a quinta precisa dele e por isso o rapaz fica todos os anos na quinta, a ver os seus amigos a irem para o curso. Aquando da limpeza dos robots, Luke descobre um holograma que é apresentado por R2 D2, um holograma de uma rapariga a pedir ajuda a alguém chamado Obi-Wan Kenobi. Luke fica intrigado e fica inquieto.
A partir daí dá-se uma quantidade de peripécias que vão alterar a vida do jovem Luke que vão culminar numa batalha épica pela sobrevivência da Aliança Rebelde, pela sua vida e pela de todos os seus amigos.

Um primeiro livro de uma trilogia que pode ser lida antes ou depois de se ver os filmes.
Muito bom! :)
E uma história boa, para quem quiser começar a ler FQ e não sabe por onde começar =)
Recomendo a todos, em especial aos fãs de Star Wars!

Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

"Oliver Twist", de Charles Dickens

 "Please sir, I want some more." 

Uma deliciosa surpresa que me agradou bastante!

Uma leitura um pouco demorada, devido ao tamanho das letras (tenho a versão de bolso) e também porque não deu para ler tantas páginas por dia, como fiz com outras obras. No entanto, não é a primeira vez que sinto que, pelo menos com alguns livros, quanto mais tempo levo a lê-los, mais os aprecio. Aconteceu com "Oliver Twist".
Era para ter visto o filme há alguns anos, mas não houve ocasião. No entanto fiquei sempre muito curiosa, uma vez que, pelo trailer e por tudo o que sabia (e sei) sobre Charles Dickens, tinha certeza que ia gostar muito (ambientes, época, personagens, questões sociais...). Acabei por ver o filme agora, enquanto estava a ler o livro. Não é igual, mas é uma excelente adaptação. Estou a falar da adaptação de Roman Polanski, 2005.

Falando do livro. Já figura na minha lista de favoritos. Não podia deixar de ser. A escrita do autor (o único livro que que tinha lido do autor foi em Inglês, no Secundário - "A Christmas Carol") fascinou-me: uma ironia e uma denuncia maravilhosamente bem escrita e descrita, que consegue envolver o leitor e dar a este a verdadeira forma de vida daqueles anos (1800 e vários) através de exemplos concretos, mundanos e reais, por vezes brutais e horrendos, e tão simples e "normais" para a época em que foi escrito. A narrativa de Dickens é extremamente poderosa e envolvente, irónica e comunicativa. Parece que o autor está a conversar com o leitor. É um diálogo que a sua narrativa estabelece com o leitor, que muito me agradou.

Quanto à história de Oliver Twist.
O livro começa com o nascimento de Oliver, no asilo dos pobres da localidade onde a mãe o deu à luz (onde foi encontrada na rua, doente e a morrer). Oliver foi criado até aos 9 anos pela Sra. Mann, uma velha que criava outros rapazes da paróquia. Na casa da Sra. Mann, Oliver foi criado com sovas e outros tratamentos do género, juntamente com os outros rapazes que lá moravam. Dos rapazes, conhecemos Dick, um menino mais novo do que Oliver, doente, que é um dos maiores amigos de Oliver, o seu primeiro amigo.
Depois dos seus 9 anos foi para o asilo, de onde foi "vendido" (depois de ter a ousadia de pedir mais comida, após um "concurso" entre os rapazes para saber quem iria cometer tal infâmia) ao fabricante de caixões, o Sr. Sowerberry, um homem afável, mas completamente dominado pela esposa. Oliver acaba por fugir da casa do Sr. Sowerberry e acaba por chegar a Londres, onde é abrigado pelo Sr. Dawkins, ou, o Astucioso Trapaceiro, um rapaz mais velho e profissional de gatuno. O Trapaceiro leva-o para a casa do Sr. Fagin, o judeu que criava e ensinava os rapazes a serem ladrões. Mas as aventuras de Oliver estão só a começar e ele não tem ideia do que lhe vai ser posto à frente. 

A história de Oliver não, é só por si, uma simples história de um órfão. Não. Isso era o que eu pensava. A história de Oliver é muito mais complicada e tem um "background" de informação e história que dá um cariz muito especial à obra. Todas as personagens estão interligadas. Nada fica de fora.
É enorme a mestria como tudo fica ligado e explicado no final da história. Excelente! Realmente uma boa surpresa, personagens inesquecíveis e aventuras que também o são. Uma história que tanto mostra o lado mau do Mundo, como o seu lado mais belo e maravilhoso. Lindo livro.

Recomendo a todos =) 

Nota (0 a 10): 10

quinta-feira, 12 de julho de 2012

"As Aventuras de Tom Bombadil e Outras Histórias", de Tolkien

Gosto muito da forma como a escrita de Tolkien flui. Tem uma grande parte de contar histórias e isso é bastante interessante.
Pensava que o livro era diferente, mais parecido com Contos Inacabados, mais sobre a Terra Média e especialmente, mais sobre Tom Bombadil.
E não estava à espera da escrita em poesia.

Mas, gostei. Gostei especialmente dos três contos em prosa. Em especial do de Smith e do de Niggle. Achei o primeiro muito bom devido a toda a Fantasia presente e gostei muito do cariz filosófico do de Niggle. 

O Conto de Tom Bombadil, por assim dizer (não é apenas sobre Tom) remete para o Livro Vermelho de Westmarch.

O Conto de Tom Bombadil tem vários poemas, onde são narradas algumas das aventuras de Tom e doutras personagens. Faz referência a outras personagens da Terra Média, o que é bastante interessante, pois remete para todo o Universo da Terra Média. 
Vários dos poemas apresentam lugares da Terra Média e explicações/ilustrações desses lugares e sentimentos das personagens. 
O Conto de Smith (em prosa) conta a história de Smith, o filho do Ferreiro, que, na festa do Grande Bolo, comeu uma fatia do bolo com uma estrela mágica. Essa estrela abriu-lhe as portas do Reino das Fadas. De destacar o aprendiz/ajudante de cozinheiro, Prentice, que é muito misterioso. 

O Conto de Lavrador de Ham, conta a história de um homem que domesticou um dragão e afrontou um rei.

O Conto de Niggle, A Folha, de Niggle, conta a história de um homem que passava a vida a tentar pintar um quadro gigante com várias sobreposições e visualizações. Ele tinha uma grande viagem a fazer, mas não queria ir. Tinha um vizinho, Parish, e vivia no campo. Esta história é muito interessante porque é filosófica e misteriosa. É introspetiva e estranha.

Para quem gosta de Tolkien, este é um livro que deve ler. Mas não é parecido com O Senhor dos Anéis ou outros da Terra Média.

  
Nota (0 a 10): 5