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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Os Segredos de Sir Richard Kenworthy, de Julia Quinn

Sinopse:

Sir Richard Kenworthy procura uma esposa por um motivo que só ele conhece e que não divulga. Quando encontra uma potencial candidata para esposa a sua alegria é infinita. Mas porque é que ele quer tanto uma esposa? Que segredos esconde? Um romance a não perder! 


Opinião:

Leitura conjunta. Muito obrigada pela experiência! Foi muito boa e divertida! 

Este é sem dúvida um volume com um enredo um pouco do habitual, até no tempo em que os vários acontecimentos narrativos têm lugar. E isso agradou-me pois foi diferente do que acontece nos livros anteriores. 

Também gostei bastante do mistério à volta de Sir Richard e dos seus motivos, bem como dos segredos relacionados com a sua família. Iris também é uma jovem bastante interessante e com uma personalidade um tanto diferente das outras protagonistas. O mesmo tenho a referir de Sir Richard. E também achei as restantes personagens interessantes. 

Porém não posso dizer que tenha ficado encantada com a história. Achei muito interessante, uma história leve e que cumpre o objetivo de agradar o leitor, mas não consegui estabelecer uma ligação mais afetuosa com as personagens e penso que o final foi bastante apressado. No entanto, gostei bastante da organização narrativa. 

Em suma, uma leitura agradável, dentro deste género literário. Recomendo a todos os que gostam destes livros. 

NOTA (0 a 10): 7

domingo, 1 de agosto de 2021

A Soma de Todos os Beijos, de Julia Quinn

Sinopse:

Sarah é uma jovem que quer muito casar, mas pensa que não será muito fácil devido ao acontecimento relacionado com o duelo entre dois distintos cavalheiros que têm aparecido nesta saga. 

Então, quando se apercebe que terá de acompanhar e estar bastante tempo com um dos protagonistas, Hugh, ainda fica mais desesperada. No entanto, pode ser que seja o que a ajude a encontrar o verdadeiro amor e tornar o seu sonho realidade. 

Uma aventura romântica cheia de muita emoção.


Opinião:

Leitura conjunta

Este livro tem um argumento bastante interessante, com um desenvolvimento muito bem conseguido, no entanto não gostei muito. 

Gostei bastante dos protagonistas, em especial de Hugh. Também gostei da forma como a história foi acontecendo, apesar de achar que os dois livros anteriores são bastante melhores e talvez por isso tenha ficado com a ideia que este não me surpreendeu nem me conquistou. 

No entanto, é uma boa leitura, leve e engraçada, com momentos de grande emoção, apesar de achar que a ação se desenvolve mais a nível de diálogos do que de acontecimentos mesmo. Talvez seja esse outro dos fatores que me fez não gostar tanto deste como dos anteriores. 

Achei muito interessante o facto desta história se entrelaçar bastante com os acontecimentos e personagens dos livros anteriores. Tal já tinha acontecido no segundo livro e agradou-me nesse volume e agora agradou-me também. 

Em suma, um livro leve, com uma história que vai tornando-se cada vez mais interessante à medida que se vai lendo. Recomendo a todos os que gostam deste género literário!

NOTA (0 a 10): 6

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Uma Noite Inesquecível, de Julia Quinn

Sinopse:

Anne Wynter é a percetora de três meninas da alta sociedade londrina. No entanto há alguns detalhes no seu passado que atormentam constantemente a sua ideia. E para juntar a isso algo mais a disturba, o interesse que o jovem Daniel Smythe-Smith parece ter por ela. 



Opinião:

Leitura conjunta

O livro anterior já tinha sido muito bom, mas este ainda consegue ser melhor! 

Achei as personagens muito bem conseguidas e muito interessantes, em especial Anne, que tem uma personalidade diferente das restantes personagens femininas da autora. Também gostei muito de Daniel, que se revelou um jovem muito escrupuloso e bondoso, sempre com muita personalidade. É um casal muito interessante e diferente do habitual! Gostei muito das interações entre ambas as personagens e da forma como a sua relação foi acontecendo.

Também gostei muito da forma a história progrediu. Tem mais ação, mais mistério e um contexto diferente dos livros anteriores. Anne não é uma jovem da alta sociedade e logo aí torna tudo mais interessante, porque também é muito interessante e uma lufada de ar fresco encontrar personagens mais comuns no seu estatuto social, uma vez que também ajuda a diversificar o enredo e a dar-lhe um cariz mais normal e coerente. Gostei ainda da forma como o passado das personagens acabou por se entrelaçar e criar um mistério à sua volta, desenvolvendo assim momentos muito interessantes.

Esta história é mais mexida e mais frenética, com muita ação e emoção. Claro que também tem o romance habitual, mas confesso que aprecio quando tem mais ação à mistura. 

Em suma, um bonito romance, com uma história muito bem conseguida e excelentes personagens! 

NOTA (0 a 10): 9

domingo, 4 de julho de 2021

Um Pedacinho de Céu, de Julia Quinn

Sinopse:

Honoria Smythe-Smith é uma jovem que tem pela frente os vários momentos da entrada na sociedade da época e mais alguns, pois faz parte de um quarteto musical fantástico composto pelas raparigas ainda solteiras da sua família. Mas esses momentos da entrada na vida adulta e na escolha de um marido não têm sido fáceis, uma vez que ainda não tem um pretendente e possível está apaixonada por alguém que poderá ou não gostar dela. 

O que ela não sabe é que o seu amigo de infância, Marcus Holroyd, jovem belo mas extremamente tímido, tem uma missão do irmão de Honoria, Daniel. E essa missão poderá ou não fazer com que Honoria e Marcus se transformem ou não em algo mais do que amigos.


Opinião:

Leitura conjunta

Depois de ler alguns livros mais desanimadores da autora, foi com grande alegria que voltei a ler um que me entusiamou imenso! De facto, este volume acabou por se transformar num dos meus favoritos da Julia Quinn, uma vez que conseguiu juntar duas personagens extremamente interessantes, em especial Marcus, que é diferente da maioria das personagens masculinas da autora, uma vez que é mais para o tímido e para o romântico, no sentido cultural do conceito. 

Gostei muito de como a relação entre as personagens se foi estabelecendo e de como foi crescendo. Consegui ficar emocionada com algumas partes da história, o que muito me alegra. Também apreciei o facto de Honoria ser uma rapariga esperta e decidida e de ter pulso em situações bastante delicadas e um tanto aterrorizantes. Achei muito interessante o facto da história ter momentos cómicos mas também ter momentos bastantes sérios e, a meu ver, tem um equílibrio muito bom. Sem dúvida uma história muito engraçada e muito bem organizada, escrita de um modo leve, fluído e muito rápido de ler. 

Em suma, uma leitura muito agradável, com momentos muito emocionantes e um romance muito bonito! Recomendo! 

NOTA (0 a 10): 8 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Depois do Escândalo, de Julia Quinn

Sinopse:

Georgiana Bridgerton é apanhada numa situação um tanto embaraçosa e acaba por ficar presa numa teia de mexericos. Já com alguma idade, para os conceitos da época, e com uma personalidade um tanto diferente daquela que era costume as jovens casadoiras terem naquela época, Georgiana vê-se numa situação um tanto estranha. 

Porém, tudo parece ter uma possível solução: casá-la com o seu amigo de sempre: Nicholas Rokesby. Mas será que Nicholas quer tal casamento? E será que Georgiana aceita tal arranjo matrimonial? 

Muito mistério e sedução, num volume um tanto diferente dos anteriores.


Opinião:

Leitura conjunta

Este volume tinha tudo para ser um fantástico livro, um daqueles romances de época em que o leitor fica embevecido pela história e só pensa na narrativa e no romance entre as personagens. Pois é...mas não é o caso e isso acabou por ser imensamente frustrante. 

Duas das minhas personagens favoritas desta saga (Georgiana tornou-se rapidamente uma das minhas favoritas logo no primeiro volume da saga), uma história diferente das do costume e um contexto super interessante para explorar (Escócia, universidade, medicina, por aí...) e no fundo a narrativa acaba por girar à volta de acontecimentos que não têm lá muito relevo para o enredo, o que é um tanto dececionante, porque o contexto era simplesmente fantástico para criar uma história romântica forte, com momentos bonitos e sonhadores.

O casal é impecável, muito bem escolhido e muito engraçado e merecia uma história mais complexa e interessante. Confesso que poderá não ser o casal mais romântico, mas isso eu achei interessante exatamente por ser diferente e por dar outra perspetiva de casal dentro deste género de histórias românticas. 

E de facto, nos momentos finais do livro, tal acaba por acontecer e deixa uma sensação de que havia de mesmo potencial para uma história única e excelente. 

De notar que este volume tem uma capa soberba (na minha opinião), bastante contextualizada com a época em que a história acontece com uma escolha de tons muito agradáveis. Digo isto da capa pois é das minhas favoritas de todos os livros da Julia Quinn publicados por cá. 

Em suma, um livro com uma história que tem os seus encantos mas que poderia ser mais interessante. 

NOTA (0 a 10): 7

sábado, 12 de junho de 2021

A Outra Miss Bridgerton, de Julia Quinn

Sinopse:

Poppy Bridgerton é uma jovem que gosta muito de aventuras (apesar de levar uma existência pacífica) e que se interessa bastante por alguns assuntos académicos, algo que não é muito usal nas damas da sociedade da época. 

Quando Poppy tenta descobrir o que estava no interior de uma gruta junto à praia, acaba por descobrir mais do que aquilo que esperava e é levada para um barco pelos homens que a encontram no local. Presa num navio com destino a Portugal, praticamente raptada por um capitão que mais parece um pirata, Poppy não sabe como reagir. 

O que ela não esperava era que o capitão fosse um homem bondoso e inteligante que iria ensinar-lhe bastante sobre alguns dos temas que ela mais curiosidade tinha em saber. Será Andrew um belo partido para ela?



Opinião:

Leitura conjunta. 

Neste volume da saga Rokesby, houve muita ação e bastante romance, mas não encontrei o mesmo entusiasmo em relação a grande parte do enredo. Talvez tenha sido do cenário da viagem de barco, que é praticamente o livro todo. Apesar de toda a ação e do livro ter como contexto, num dos momentos, Portugal, não consegui sentir o que geralmente sinto pelas personagens de Julia Quinn. Julgo que gostei mais de Andrew do que de Poppy e gostei bastante da reta final do livro, onde redescobri muita emoção pelas personagens. 

As personagens são interessantes, especialmente Andrew, na minha opinião. Talvez porque tinha curiosidade em saber mais sobre os vários irmãos Rokesby. Talvez porque ele tem um contexto interessante. Poppy também é interessante, uma mulher moderna (para a época) no seu interesse por temas como a Geografia e a Arquitetura. No entanto não me convenceu enquanto protagonista, a não ser depois das aventuras em Portugal. 

Também houve outro aspeto que eu achei um pouco menos desenvolvidos neste volume do que nos anteriores que foi o desenvolvimento do próprio contexto da história. Podia ter sido mais desenvolvido e os acontecimentos podiam ter sido melhor aproveitados de modo a criar momentos mais emocionantes (apesar de haver imensa ação). 

Gostei muito da parte de Portugal aparecer na história e de alguns aspetos históricos que são comentados pelas personagens, uma vez que é sempre interessante encontrar o país numa obra estrangeira. E também gostei muito de como a história ficou resolvida. 

Em suma, é uma leitura leve, que diverte e que tem alguns momentos bastante emocionantes, no entanto podia estar melhor. Recomendo a todos os que gostam dos livros de Julia Quinn. Uma história romântica engraçada e divertida. 

NOTA (0 a 10): 6

segunda-feira, 24 de maio de 2021

O Casamento Inventado, de Julia Quinn

Sinopse:

Cecilia foi para a América em busca do seu irmão, que tinha dado como desaparecido durante a guerra. Porém, em vez de encontrar o irmão, acaba por encontrar o amigo do irmão: Edward. Edward está desacordado numa cama de hospital e Cecilia tenta ajudá-lo. Ao fazê-lo descobre uma coisa que vai mudar a sua história. Ela descobre que se disser que é casada com Edward será muito mais fácil procurar o irmão e também cuidar de Edward. Assim, quando Edward acorda com problemas na memória, a jovem entra numa espiral de mentiras e acaba por inventar uma realidade totalmente inventada, uma realidade em que ambos são marido e mulher.



Opinião:

Leitura conjunta.

Um dos meus livros favoritos da autora! Talvez mesmo o meu favorito! E porquê? Porque tem uma história um bocadinho diferente das dos outros volumes. Não há bailes, nem aqueles momentos em sociedade, fofocas e por aí. São aspetos interessantes, mas que não são os meus favoritos e foi uma lufada de ar fresco não estarem presentes neste romance de época. Também achei muito interessante toda a parte mais militar e em relação a Cecilia cuidar de Edward. Foi muito amoroso! 

Gostei muito da forma como a história começa e de como vai acontecendo. Cecilia é uma excelente personagem: diferente, inteligente e desenvencilhada. Edward é um amor, muito carinhoso, mas também muito prático e inteligente. Um par muito interessante, com um contexto muito diferente daquele a que a autora tem habituado os leitores: um contexto de guerra em vez de bailes e a sociedade de Londres. 

É um contexto mais sério e o conteúdo do livro é ele também mais sério. A parte romântica também é desenvolvida de um modo mais intímo, com mais emoção. Só a expectativa de estar sempre a tentar descobrir quando e como Edward irá descobrir a situação em que está metido é meio caminhado andado para a magia da história. 

A escrita é muito fluída, tal como a autora já nos habituou. Há descrições, mas os diálogos são em muito maior número. Lê-se muito rapidamente e de modo bastante agradável, se bem que há momentos de grande intensidade e emoção. O romance é muito bonito e acaba por desenvolver-se de modo bastante intenso e forte. 

Em suma, uma bonita história de amor! Recomendo a todos os que gostam deste género literário. 

NOTA (0 a 10): 9

sábado, 15 de maio de 2021

A Indomável Miss Bridgerton, de Julia Quinn

Sinopse:

Billie Bridgerton é uma rapariga diferente das outras da sua época. Vivaça, alegre, despreocupada, tudo o que ela mais quer é ajudar na administração da sua casa e ajudar os rendeiros nas sua tarefas, ajudando assim a propriedade da sua família a crescer. Billie não pensa muito no amor nem no casamento e muito menos nos bailes de Londres e na alta sociedade. O que Billie nunca tinha imaginado era que o seu vizinho George fosse tão irritante e petulante. Ou será que isso quer dizer mais do que ela pensa? Será o início de uma grande e bonita paixão? Ou será amizade? 



Opinião:

Lido para o Projeto Somos Todos Duquesas, da Sandra Sousa, do blog Mil estrelas no colo

Uma leitura muito agradável e cheia de momentos amorosos que me agradou muito. Gostei muito da forma como a história progrediu e de como a relação entre Billie e George se foi adensando. Também achei muito interessante o contexto histórico por detrás da história, a guerra pela Independência dos Estados Unidos, apesar de não ser o foco da história. 

Escrito de modo bastante fluído e prático, a autora cria sempre belas histórias românticas, leves e bonitas. Este é mais um exemplo bem sucedido. 

Gostei muito de Billie, por ser uma protagonista diferente: mais alegre, mais divertida e mais despreocupada. Também gostei de George, porque revelou-se um jovem muito bem educado e interessante. Também gostei das outras personagens todas, todas elas interessantes e com características distintas. Também achei muito interessante o facto da história se passar mais no campo do que na cidade, porque transmite outra realidade da época. 

Achei algumas partes bastante divertidas e bem conseguidas. Assim, esta foi uma leitura fluída, engraçada e leve, que transmite tranquilidade e humor. 

Em suma, gostei muito deste livro e recomendo a todos os que gostam de um bonito romance de época. 

NOTA (0 a 10): 8

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Para Sempre, de Judith McNaught

 Sinopse:

Victoria Seaton deixou a América para ir viver com a família desconhecida em Inglaterra. Ao chegar à Inglaterra, encontra uma realidade muito diferente daquela a que estava habituada na América, em especial na alta sociedade, da qual ela agora faz parte. Em casa de lorde Jason, a jovem vai encontrar muitas aventuras e viver um grande romance, do qual apenas quer fugir, apesar do seu coração ver-se envolto em algo mais do que amizade por Jason, um dos mais cobiçados partidos da alta sociedade.

Opinião:

Gosto de ler um bom romance romântico, porque, apesar de não ser o meu género literário favorito, é sempre engraçado e entretem bastante. Geralmente são leituras leves e muito fluentes. Neste livro encontrei personagens interessantes e um enredo com intriga, para além de romance. 

As personagens são interessantes e bem construídas, e a história que se desenvolve entre as duas personagens principais está muito bem explorada. Também gostei das outras personagens, que acrescentam valor à obra e ajudam a desenvolver o enredo. 

Gostei da forma como a história foi sendo apresentada, uma vez que flui bastante. Para isso também contribui o facto da escrita ser bastante fluída e bem elaborada. 

Também gostei de como as várias intrigas vão sendo descobertas ao longo da narrativa, que parece um puzzle. 

É uma história de amor bonita, com os seus momentos de intriga e alguma discussão, tão comuns neste género literário. Há também alguns bailes e festas na alta sociedade, mas também há momentos no campo e momentos mais íntimos. 

Em suma, é um livro interessante, que todos os que gostam deste género de história vão gostar muito. Recomendo! 

NOTA (0 a 10): 7

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Aquele Beijo, de Julia Quinn

Sinopse:

Gareth St. Clair vive momentos difíceis. Após a morte do irmão, passa a ser o único herdeiro da fortuna do pai. Infelizmente, o ódio deste por Gareth é tanto que prefere desbaratar o seu património a vê-lo nas mãos do filho. Resta-lhe como legado um velho diário, escrito pela avó paterna, que poderá conter os segredos do seu passado e a chave para o seu futuro. O único problema é que...o diário foi escrito em italiano, uma língua que o jovem não domina de todo.

Por um golpe de sorte, Gareth conhece Hyacinth Bridgerton, a mais jovem menina do conhecido clã, que nunca recusa um desafio, embora o seu italiano deixe muito a desejar. Além disso, Gareth intriga-a, pois parece estar sempre a rir-se ela. 

Juntos, embrenham-se nas páginas do velho diário, mas aquilo que vão descobrir transcende as palavras escritas em papel, e manifesta-se sob a forma de um simples - mas inesquecível - beijo... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o sétimo livro da coleção Bridgertons. A personagem principal é Hyacinth, a irmã mais nova da família e a mais intelectual, inteligente e esperta. Como já é costume nestes livros, o romance está no ar e muitas são as aventuras pelas quais as personagens passam até conseguirem ficar juntas. No entanto, este surpreendeu-me ainda mais do que os outros pela forma como a autora engendrou o plano e as atitudes das personagens, em especial de Hyacinth, que mostrou ser uma das irmãs mais interessantes e fortes, com grande inteligência e desenvoltura. Gostei bastante! 

Hyacinth é uma boa personagem, interessante e esperta. Já referi outros tantos adjetivos semelhantes no parágrafo anterior, portanto não me vou alongar mais neste sobre a personagem. O seu par romântico é Gareth St. Clair, um belo homem que tem uma grande desavença com o pai e um segredo que tem medo que seja revelado. Gareth é uma personagem forte, cheia de vida e também interessante, fazendo um belo par com a jovem. As outras personagens que aparecem são todas elas interessantes, incluindo o pai dele, que, apesar de ser terrível, é crucial para a história, oferecendo bons momentos de emoção e tensão. 

Ao longo de sete livros, Julia Quinn estabeleceu um padrão para esta saga familiar e que já mencionei noutros posts sobre eles. Este não é exceção. Apesar da estrutura ser igual ao dos anteriores, há sempre surpresas e isso é fantástico e agradável de encontrar numa saga com histórias semelhantes e padrões idênticos ao longo das narrativas.

A escrita da autora é uma das mais valias, uma vez que é bastante divertida e séria nos momentos que o tem de ser. A ironia e o sarcasmo estão sempre presentes, o que torna a leitura bastante agradável e divertida. 

Gostei muito dos mistérios e das aventuras presentes neste volume e que fizeram com que ele fosse bastante diferente dos outros da coleção. É, sem dúvida, um dos meus favoritos! 

Também gostei das personagens, do desenvolvimento destas, bem como do romance entre elas. Penso que foi a melhor forma de dirigir o enredo, que ficou primoroso.

Sem dúvida, mais um excelente livro desta saga familiar e romântica, que recomendo a todos os que gostam de histórias de amor, aventura e paixão! 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 20 de maio de 2017

Tatiana e Alexander, de Paullina Simons

Sinopses:

Tatiana

Com apenas dezoito anos, Tatiana está grávida e só. O seu marido, Alexander, foi acusado de espionagem e preso pela infame polícia secreta de Estaline.

Alexander é um herói de guerra condecorado que carrega um segredo fatal. Nascido na América, vive encurralado desde a adolescência na União Soviética, para onde emigrou com os pais, que queriam viver o ideal comunista. Mas o brutal regime do país rapidamente destroçou os seus sonhos. Para se proteger, Alexander serviu o Exército Vermelho e fez-se passar por cidadão soviético. Para ele a II Guerra Mundial é já uma causa perdida: tanto a derrota como a vitória significam a morte.

As notícias que dão conta do triste destino de Alexander levam Tatiana a fugir para a América. Quando chega a Nova Iorque, ela é uma jovem viúva com um filho pequeno nos braços e um passado doloroso. Pouco tempo depois, tem um emprego, amigos e uma vida com que nunca ousou sonhar. Mas a dor pela perda de Alexander nunca a abandona. Algures dentro de si e contra todas as evidências ela continua a ouvir a voz do seu grande amor...

Uma história épica de amor e guerra. Um hino ao poder dos sentimentos e da fé humana. Tatiana é a sequela do bestseller mundial O Grande Amor da Minha Vida. (in Goodreads)



Alexandre

(...)
A viver na América com o seu filho, Tatiana tentou esquecer a mágoa pela perda do seu grande amor, Alexander. A sua vida seria perfeita se essa memória não estivesse presente a cada momento de cada dia. E quando uma improvável réstia de esperança de encontrar Alexander vivo se apodera dela, Tatiana não hesita. 

Deixa o pequeno Anthony aos cuidados da amiga Vikki e parte para uma derradeira e perigosa viagem à Alemanha. Em jogo está tudo o que construiu e a sua própria vida. Se for encontrada, Tatiana sabe que não escapará. É uma mulher marcada.

Mas mais impossível do que o seu sonho é a incapacidade de aceitar a vida sem Alexander. Mais forte do que o medo é a promessa que fizeram um ao outro há tantos anos atrás: "viveremos juntos ou morreremos juntos". 

Tatiana e Alexander protagonizam uma das histórias de amor da ficção contemporânea. Um inesquecível relato de paixão, guerra, coragem e sobrevivência. (in Goodreads)



Opinião:

Esta opinião abrange as duas edições portuguesas do livro original (Tatiana and Alexander). Por cá, a editora resolveu editar o segundo livro da trilogia como sendo o livro final e com duas partes, uma de cerca de 600 páginas e uma de 200 páginas. Não sei qual foi a ideia nem a justificação, só sei que não foi uma grande ideia, uma vez que a a história é maravilhosa e devia ser editado o terceiro livro.

Decisões à parte, decidi ler tudo  de seguida e escrever a opinião dos livros como um todo, uma vez que o segundo ou terceiro por cá (Alexander) faz parte da parte Tatiana.

Depois do maravilhoso e sofrido enredo de O Grande Amor da Minha Vida, não podia deixar de ler as aventuras e grandes perigos pelos quais Tatiana e Alexander passaram na sua odisseia para tentar fugir da União Soviética durante a 2ª Guerra. De uma pujança enorme, com a história mais triste e bela ao mesmo, O Grande Amor da Minha Vida é um dos meus romances favoritos. Personagens fantásticas, fortes e únicas, deixaram-me uma grande marca, bem como os acontecimentos pelos quais passaram. Estava na altura de ler a continuação e saber como é que Tatiana tinha conseguido sair da União Soviética e como Alexander tinha saído da situação difícil em que se encontrava, num hospital de campanha e a ser acusado de traição, com a sua verdadeira identidade quase descoberta.

Não podia ter ficado mais satisfeita com a continuação do primeiro livro. Neste, voltei a encontrar personagens fortes, um enredo forte, descrições cheias de vida e de realidade. Tatiana continua a ser uma rapariga de armas, cheia de força, mesmo nos momentos mais desesperados. Sozinha, grávida e na América, pensando que Alexender estava morto, Tatiana vê-se numa situação difícil. E, à medida, que a sua vida na América se vai desenvolvendo, ela vai sentido cada vez mais a falta do seu amor, mesmo com o seu filho bebé, a sua nova amiga e o médico que a tenta cortejar. Por sua vez, Alexander está muito mal. Depois de quase ter morrido, vê-se a braços com as forças do exército russo, que o quer prender e acusar de traição, enviando-o para um batalhão que tem como função encabeçar as forças russas, servindo de escudo e de bala para canhão. Pelo meio, existem várias outras personagens que são essenciais para todo o enredo.

Gostei muito do livro todo, mas confesso que os capítulos que contam a parte de Alexander marcaram-me mais. Tal deveu-se ao enredo narrado nesses capítulos. Uma parte mais sombria, mais dura, mais medonha na história. Vários são os perigos pelos quais ele passa, sempre com a sombra da traição por cima. Também as personagens são mais nuas, mais frias, mas, ao mesmo tempo, mais calorosas, mais vivas e grandiosas, mesmo que muitas delas só dê vontade de atacar. Alexander é a personagem que transmite, neste volume, toda a paixão, força, coragem e resistência que é o grande tema desta história. Durante todo o percurso que ele fez ao longo do livro é de uma força e resistência imensas, de coragem e amor. Claro que também gostei dos capítulos dedicados a Tatiana, a grande força por detrás de toda a coragem de Alexander. 

Em relação à narrativa, quero referir a grande emoção e força que ela transmite. É uma odisseia, uma ode ao amor, à coragem. O resistir a tudo e a todos, enfrentar tudo e todos por algo maior, pela Vida...esse é o grande tema do livro, é o seu núcleo: a força do amor e da Vida. É uma das histórias mais lindas que li até hoje. É uma história que poderia ter acontecido a qualquer casal durante aquele período e que poderá mesmo ter acontecido. É uma história de amor, de um amor que consegue vencer tudo e todos e que nunca se dá por vencido. Sem dúvida, encontrei nesta história algo de brilhante e muito belo. No meio de toda aquela dor, violência e medo, há esperança, fé e um grande amor, que, mesmo que seja pequeno, é tudo o que é necessário. 

Uma história forte, muito bem narrada, com tudo o que faz uma narrativa grandiosa e alcança um patamar mais elevado, permitindo ao leitor estar com as personagens e acompanhá-las ao longo da sua jornada, jornada essa que é cheia de perigos, mas cheia de ternura e amor.

Quanto às descrições, a autora conseguiu ser tão assertiva na escolha das palavras que criou imagens visuais muito fortes. Não só visuais, como olfativas e auditivas. É como se o leitor lá estivesse no meio de todo aquele caos, ou no meio de toda aquela serenidade ou folia, dependendo das partes da história. 

Ação, amor, guerra, emoção e aventura são os pontos chave desta grande narrativa de proporções épicas. São livros grandes, que se leem num ápice, tal não é o ritmo de grande emoção e adrenalina presente ao longo da história, em conjunto com uma escrita fluída e rica. 

Recomendo totalmente a todos os que gostam de uma história maravilhosa, que é também uma lição de História. Um dos mais belos romances da Literatura! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 30 de abril de 2017

A Bela e o Vilão, de Julia Quinn

Sinopse:

Libertino. Devasso. Debochado. Três adjetivos que podiam descrever Michael Stirling na perfeição. Bem conhecido nas festas londrinas, quer desempenhasse o papel de sedutor ou o papel de seduzido, uma coisa era certa: nunca estregava o coração. Ele teria até acrescentado a palavra "pecador" ao seu cartão de visita se não achasse que isso mataria a pobre mãe. 

Mas ninguém é imune ao amor. Quando a seta de cupido atinge Michael, dá início a uma longa e tortuosa paixão - pois o alvo dos seus afetos, Francesca Bridgerton, tem casamento marcado com o seu primo. Mas isso foi antes. Agora, Francesca está novamente livre. Infelizmente, ela vê Michael apenas como um ombro amigo - até à fatídica noite em que lhe cai inocentemente nos braços, e a paixão se revela mais poderosa e intensa do que o mais perverso dos segredos... (in Goodreads)


Opinião:

Este é o sexto livro que leio da autora e posso afirmar que gostei bastante, tal como gostei dos anteriores. Como já referi nas outras opiniões referentes a estes livros, volto a referir aqui muito do mesmo. Uma história interessante, cheia de peripécias, de romance, paixão e personagens interessantes e cheias de dilemas para resolver. 

Neste volume, o leitor acompanha a história de Francesca Bridgerton, casada com John Stirling. Uma das irmãs mais reservadas e introspetivas da família Bridgerton. No entanto, quando John morre, vê-se na incumbência de tentar encontrar outro esposo. O que ela não queria acreditar era que isso ia ser bastante difícil, especialmente com Micheal, primo de John, tão perto. 

Gostei de Francesca, de John, de Michael...enfim, das personagens todas. Têm carisma e personalidade, como todas as outras de Julia Quinn. As peripécias por que passam são muitas e os momentos de paixão, ainda mais. Aliás, na minha opinião, este livro é aquele onde a paixão e o romance, com descrições um tanto mais sensuais, aparece em maior destaque e pujança. Boa parte do livro é romance puro, com cenas um tanto escaldantes. Achei interessante, mas confesso que a dado momento começou a ser demais, porque foram um tanto repetitivas. Julgo que podia ter havido um melhor equilíbrio entre o romance e os outros momentos da história. 

Em relação à história em si, também gostei. No entanto, podia ter estado melhor. Podia ter sido um pouco mais forte em determinados momentos, ali no meio da história. Podia ter tido mais do que a grande quantidade de romance que teve. Isto pode soar estranho num livro deste tema, mas nos outros livros da autora nem sempre é apenas romance. Também há aventuras e outras emoções. Tirando isso, a história é muito boa. A autora arriscou num contexto mais denso, o que também se revelou diferente, dando outro ar à história. 

Quanto à escrita, é a habitual. Fluída, divertida, mas muito emotiva nalguns momentos. É uma escrita com o ritmo certo para o tipo de história, que faz com que o livro se leia num instante. As descrições, se bem que não muitas, são sempre relevantes e bem apontadas, com detalhes ricos e palpáveis. 

Em suma, mais uma boa história contada por esta autora que tenho vindo a apreciar bastante. Recomendo vivamente a todos os que gostam de um bom romance! 

NOTA (0 a 10): 9,5

domingo, 12 de março de 2017

Para Sir Phillip, Com Amor, de Julia Quinn

Sinopse:

Sir Phillip sabia que Eloise Bridgerton tinha já 28 anos e era, pois claro, uma solteirona. Foi por isso mesmo que pediu a sua mão em casamento. Sir Phillip partiu do princípio de que Eloise estaria desesperada por casar e não seria exigente ou caprichosa. 

Só que...estava enganado. No dia em que ela lhe aparece à porta, torna-se óbvio que é tudo menos modesta e recatada.

E quando Eloise finalmente para de falar, ele percebe, rendido, que o que mais deseja é...beijá-la. 

É que, quando recebeu a tão inesperada proposta, Eloise ficou perplexa. Afinal, nem sequer se conheciam pessoalmente. Mas depois...o seu coração levou a melhor e quando dá por si está numa carruagem alugada, rumo àquele que pensa poder ser o homem dos seus sonhos. Só que...estava enganada. Embora Sir Phillip seja atraente, é certo, é também um bruto, um rude e temperamentalmente bruto, o oposto dos gentis cavalheiros que a cortejam em Londres.

Mas quando ele sorri...e quando a beija...o resto do mundo evapora-se e Eloise não consegue evitar a pergunta: será que este pesadelo de homem é, afinal, o homem dos seus sonhos? (in Goodreads)


Opinião:

Neste quinto livro encontramos a irmã Eloise Bridgerton. Já quase com 30 anos, Eloise está em risco de ficar solteira. Até que começa a corresponder-se com Sir Phillip, um homem também por volta dos 30. Em Para Sir Phillip, Com Amor, Julia Quinn oferece-nos mais uma aventura romântica bem apimentada e divertida, como ela tão bem sabe escrever! Até agora gostei de todos os livros da série e não desilude, mantendo-se fiel ao seu estilo, tanto a nível de escrita como de enredo. 

Gostei das personagens. Eloise já me tinha agradado nos outros volumes onde aparece e neste então, está mesmo bem. Muito "senhora de si", cheia de personalidade e muitíssimo faladora e cheia de opiniões, Eloise é uma mulher interessante, perspicaz e muito independente, daí ainda não ter casado, tendo mesmo recusado muitas propostas de casamento pelos motivos mais pequenos, mas relevantes para ela. Também gostei de Phillip, um intelectual e homem do campo, a fazer lembrar uma mistura de Heathcliff (O Monte dos Vendavais, Emily Brontë) e Gabriel Oak (Longe da Multidão, Thomas Hardy). A forma de interação das duas personagens e toda a embrulhada romântica em que se metem está excelente! É uma autêntica aventura, com alguns laivos de drama e tensão à mistura. 

A forma como todo o enredo em torno do romance acontece está muito bem. Não há alta sociedade, nem bailes, como nos livros anteriores. Há campo, aventura e muita emoção. Também há mais questões morais, existências e emocionais envolvidas e as personagens são bastante adultas, bem maduras e com muita fibra. Apesar da formula do enredo ser semelhante à dos volumes anteriores, neste livro há espaço para menos momentos de indecisão e embirrações das personagens femininas em relação a certos aspetos que acabam por ocorrer em certas alturas da história. 

Também gostei do contexto. Uma casa de campo, longe daquela azáfama da alta sociedade londrina, a intriga social...isso é colocado de lado neste volume, tornando-o diferente. Não há o mistério da autora das críticas sociais, uma vez que fora desvendado no volume anterior, o que deu espaço para outras paragens e outros contextos que não a cidade e os bailes mais frequentados e mais chiques de Londres. 

A autora mantém a escrita a um ritmo muito fluído, emocionante e divertido, sabendo sempre dar a entoação correta, através da construção frásica, de acordo com os diferentes momentos e sentimentos que vão decorrendo ao longo da narrativa. Apesar da narrativa em si ser bastante linear e parecida com a dos anteriores, as situações e peripécias que Julia Quinn dá às suas personagens são sempre únicas e excelentes, sempre de acordo com as personalidades das personagens. 

Mais uma vez encontrei de tudo um pouco: emoção, perigos, drama, diversão, amor...tudo o que um bom romance deve ter! A juntar a isso tudo, a beleza gráfica destes livros. Devo referir que a capa deste é maravilhosa, a meu ver. Muito muito bela e mais de acordo com a seu interior do que as dos livros anteriores, com excepção do segundo, Peripécias do Coração, que também está muito bem. 

Assim, recomendo sem reservas a todos os que gostam de um bom romance! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 14 de agosto de 2016

A Grande Revelação, de Julia Quinn

Sinopse:

O coração de Penelope Featherington sofre por Colin Bridgerton há...não pode ser!??... mais de dez anos? Sim, essa é a triste verdade. Dez anos de uma vida enfadonha, animada apenas por devaneios apaixonados. Dez ingénuos anos em que julga conhecer Colin na perfeição. Mal ela sabe que ele é muito (mesmo muito) mais do que aparenta... 

Cansado de ser visto como um mulherengo fútil, irritado por ver o seu nome surgir constantemente na coluna de mexericos de Lady Whistledown, Colin regressa a Londres após uma temporada no estrangeiro decidido a mudar as coisas. Mas a realidade (ou melhor, Penelope) vai surpreendê-lo... e de que maneira! Intimidado e atraído, Colin vai ter de perceber se ela é a sua maior ameaça ou seu final feliz. 

PS: Este livro contém a chave do segredo mais bem guardado da sociedade londrina. (in Goodreads) 



Opinião:

Depois de ler os três primeiros livros da série Bridgerton e de ter ficado fã, foi com grande entusiasmo e curiosidade que comecei a ler este livro. E foi o que estava à espera, foi ao encontro das minhas expectativas! 

Neste volume, o irmão Bridgerton em destaque é Colin, tendo como personagem feminina em destaque Penelope Featherington, que tinha já aparecido nos anteriores sem muito destaque, mas de modo interessante. Colin e Penelope fazem uma dupla fantástica! 

O galã cheio de charme e popular e a que ninguém acha graça, solteirona e que está sempre à parte. Mas como as aparências enganam, nem Colin é perfeito e cheio de garra, nem Penelope é um patinho feio, antes pelo contrário, é uma das mais inteligentes personagens femininas que já apareceu nesta série. Já nos livros anteriores tinha ficado com essa ideia e gostei de ver que assim é. Penelope é uma excelente personagem, dinâmica, complexa, sonhadora, inteligente e subtil, que persegue os seus maiores sonhos. Gostei bastante dela e gostei do seu desenvolvimento, que foi enorme. Quanto a Colin, também gostei imenso dele. Nos livros anteriores tinha ficado com a ideia que iria gostar bastante dele e assim foi. Um homem interessante, digno e muito realista. Também gostei de encontrar as outras personagens, que continuam a dar um contexto e uma coerência fantásticos às histórias da autora. 

A juntar ao belo casal e às personagens já conhecidas, temos ainda um dos maiores mistérios para resolver: a identidade de Lady Whistledown (a cronista da alta sociedade que não tem medo de criticar seja quem for), que depois de uma aposta de Lady Danbury fica a ser o grande mistério da temporada e da narrativa em si. 

Sem sair muito do esquema narrativo dos livros anteriores, Julia Quinn consegue criar mais uma bela história de amor, emoção e intriga. Todas as descrições estão perfeitas, sem serem nada massudas, antes pelo contrário, são muito inteligentes e divertidas, tal como a própria linguagem das personagens e a escrita em si. Julia Quinn dá uma grande dose de humor à própria narrativa e não só às atitudes das personagens e aos seus diálogos ou situações. Quinn consegue narrar todos os acontecimentos, até os mais sérios, com uma boa dose de sarcasmo. As próprias situações em que as personagens se veem estão muito bem conseguidas e muito engraçadas. As personagens não têm medo de expor os seus problemas, medos e dúvidas, nem são vistas como perfeitas, nem nas suas ações nem nas suas decisões e situações. Existem momentos bastante engraçados e outros bastante intrigantes e ainda os momentos de romance, porque não seria um belo livro da Julia Quinn sem uma boa dose de romance. 

De todos os livros lidos da autora até agora, este é aquele onde há mais intriga, se bem que o anterior também tinha. Porém, a intriga neste é muito maior, bem  como o mistério, devido à busca pela identidade da mais atrevida cronista da sociedade. Foi uma lufada de ar fresco esta decisão da autora em enveredar pelo mistério da identidade de tal personagem quase mítica. 

Não consigo dizer que tenho um livro favorito da autora, até agora. São todos bons, com enredos interessantes e que, apesar de não fugirem muito ao esquema narrativo, conseguem todos ter algo de novo, de único e de especial. 

Assim, uma escrita fluída, fresca, despojada, divertida e muito atrevida é mais uma vez a chave do sucesso, bem como a personalidade forte das personagens e do contexto onde estão. Recomendo a todos aqueles que gostam de um belo romance, repleto de aventura, amor, intriga, ironia e amizade. Outra bela razão para ler estes livros é porque, no fundo, a autora está sempre a dar na cabeça do alta sociedade e a ridicularizar aqueles que só sabem rebaixar os outros e os seus livros servem como uma bela crítica social, que se aplicava na perfeição ao contexto da época em que são narrados (século XIX), mas que também se aplica nos dias de hoje.

NOTA (0 a 10): 10 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Amor e Enganos, de Julia Quinn

Sinopse:

Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada.

Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. 

Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita...talvez...aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o terceiro livro da série Bridgerton. E é mais um excelente romance da autora! Destes três, este volume é o mais diferente, pois não segue bem o mesmo esquema de acontecimentos, que nos anteriores acabou por ser um pouco parecido. Neste isso não acontece o que é uma lufada de ar fresco.

Neste livro, a autora foca a sua atenção no segundo irmão Bridgerton: Benedict. Sempre me agradou nos outros livros e aqui justificou a minha opinião. Excelente personagem, um bocadinho diferente, mais artista e não tão forte, mas com um carácter sonhador e amável. Gostei muito dele, da forma como conheceu Sophie e do modo como a história de ambos se desenrolou. Também gostei muito de Sophie, que é uma personagem bastante diferente das outras personagens femininas dos outros livros: bastarda, pobre e criada. Ou seja, tudo para não ser digna de um Bridgerton. 

O que começa por ser um pouco um reconto da Cinderela, acaba por se tornar numa história muito própria e bem elaborada, com muitas peripécias, muito humor, romance e alguns acontecimentos inesperados e emocionantes. Senti que o enredo, estava mais maduro, com nuances mais sérias, principalmente até aos momentos finais, que, na minha opinião, podia ter sido melhor explorado e mais trabalhado, uma vez que essa parte merecia mais destaque e mais seriedade. Tirando isso, achei o enredo mais rico, mais diversificado e mais arrojado. 

Encontrei novamente uma linguagem divertida e irónica, que muito me tem agradado nesta série. Espero que assim continue! 

Em relação às descrições, tenho a referir que estão perfeitas e pertinentes, sendo que é possível ao leitor estar junto das personagens, a desfrutar do ambiente e da ação como se estivesse no Pensatório. 

Em suma, mais um excelente livro da autora! Em relação aos três lidos, este foi o que mais gostei, porque achei muito interessante as duas formas como Benedict encontrou Sophie, criando uma empatia logo à primeira vista, mas que faz sentido, em especial da segunda vez, depois do que acontece a Benedict. Também gostei da forma como a história vai decorrendo e de como as personagens da família Bridgerton aparecem mais vezes e têm um papel maior na trama. Em relação à fantástica autora da crónica social, o mistério continua, mas parece mais próximo de ser desvendado! 

Recomendo a todos os que gostam de um bom romance! 

NOTA (0 a 10): 10

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Peripécias do Coração, de Julia Quinn

Sinopse:

A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre. (in Goodreads)




Opinião:

Este é o segundo livro da saga dos irmãos Bridgertons e depois de ter lido o primeiro (Crónicas de Paixões e Caprichos) e de ter gostado tanto não podia esperar muito para ler o segundo. E ainda bem, porque este também está excelente! 

Neste volume o irmão em destaque é Anthony, o mais velho dos irmãos, que tem como missão encontrar a sua noiva, para assentar e constituir família. Assim, começa a sua procura e encontra a mais bela do ano, Edwina, irmã de uma já mais velha jovem (vinte e um anos) de nome Kate, uma jovem não tão bela (pelos padrões da sociedade), mas inteligente e altiva. 

Gostei muito das personagens. Gostei de rever algumas delas, do primeiro livro. Achei Anthony, que já tinha aparecido no primeiro, um cavalheiro, muito nobre e com sentimentos bastante altruístas e gentis. Conseguiu apresentar grande personalidade. Quanto a Kate, posso dizer o mesmo. Gostei imenso dela! Uma jovem interessante, inteligente, real. Gostei muito dela porque é uma rapariga normal, com defeitos e qualidades, sem ser perfeita. Acho que gostei ainda mais de Kate do que de  Daphne, a protagonista do primeiro livro. Em relação a Edwina, também gostei dela, se bem que Kate se mostrou muito mais complexa. 

Em relação ao enredo, encontrei momentos de grande tensão, romance, drama, mas também encontrei momentos engraçados. A autora conseguiu novamente criar uma história credível, engraçada, densa, em que os sentimentos e emoções estão sempre à flor da pele e em que o leitor está sempre com as personagens a "torcer" por elas em todos os momentos. Não encontrei grandes diferenças na estrutura do enredo, nem no contexto, porque isso manteve-se, mas os momentos e situações são diferentes. 

A escrita/linguagem utilizada  continua a ser fluída, assertiva e com algum humor à mistura, o que também faz com que a história seja tão interessante. As descrições estão muito boas.

Também continua a existir o mistério em relação à autora do jornal de mexericos, que cada vez está mais misterioso e interessante. Um toque de mistério no meio do romance! 

Em suma, mais um livro da autora que eu gostei muito! Espero ler em breve os seguintes e recomendo a todos os que gostam de um bom romance.

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Uma Noite de Amor, de Mary Balogh

Sinopse:

Numa manhã perfeita de Maio...
Neville Wyatt, conde de Kilbourne, aguarda a sua noiva no altar. Mas, para espanto geral, em vez da bela jovem que todos conhecem aparece uma mendiga andrajosa. Perante a nata da aristocracia, o perplexo conde olha para ela e declara que é Lily, a sua mulher! Ao olhar para aquela que em tempos desposou, que amou e perdeu nos campos de batalha de Portugal, ele compromete-se a honrar o seu compromisso...apesar do abismo que agora os separa.

Até que Lily fala com franqueza...
E afirma querer começar de novo… e que Neville a ame verdadeiramente. Para isso, sabe que terá de estar à altura das expectativas dele, o que a leva a aceitar ser dama de companhia da sua tia e aprender as boas maneiras. A determinada Lily rapidamente conquista a admiração da alta sociedade, demonstrando ser uma condessa à altura do seu conde. Por seu lado, Neville está disposto a tudo para provar à sua formidável mulher que o que sentiu por ela no campo de batalha foi muito mais que desejo, muito mais do que o arrebatamento de… Uma noite de amor. (in Goodreads)



Opinião:

Há bastante tempo que queria ler um livro desta autora. Com uma sinopse interessante e uma capa muito bonita, este livro tinha tudo para me agradar. E de certo agradou. 

Gostei bastante da história em si. Bastante fluída, com um contexto histórico (pós Invasões Francesas) muito bom, bem escrita, com personagens interessantes, agradou-me muito. 

As personagens são interessantes, como referi, mas confesso que houve momentos em que fiquei um bocadinho desapontada com elas, em especial com a protagonista feminina: Lily. Existem partes que são contadas do ponto de vista dela e outras do ponto de vista do seu amado, Neville, nunca se tornando na primeira pessoa em nenhuma das partes. Assim, encontrei uma grande diferença entre as parte dele e as dela, gostando muito mais dos momentos de Neville do que dos de Lily, porque Lily esteve muitas vezes presa às suas emoções, repetindo-se várias vezes, o que provocou um sentimento de que parecia que o leitor tinha de ser várias vezes confrontado com a mesma informação ainda assim não tivesse compreendido à primeira. Por vezes acontece noutros livros e estas repetições não me agradam muito, porque parecem que estão a fazer o leitor de tonto e só tornam esses momentos um tanto enfadonhos, devido à repetição constante.

Mas, tirando isso, gostei de Lily enquanto rapariga com uma história complexa, que se vai mostrando e ramificando ao longo da história e que se torna na parte mais intrigante do enredo, porque é um mistério para resolver. Quem é ela de verdade? Será apenas Lily Doyle, filha de um soldado, ou algo mais?

Quanto a Neville, achei-o bastante integro e um bom homem. Em relação às outras personagens, gostei muito de Elizabeth e de Lydon, duas personagens secundários que se revelaram mais interessantes que as principais, em certos momentos. Elizabeth, uma mulher avançada para o tempo, tem uma maneira de ver a sociedade da época e as pessoas muito interessante e peculiar e Lydon é um homem cheio de mistérios, que provoca um certo suspense ao longo da história. 

Em relação ao enredo, tenho a dizer que gostei muito e é mesmo o maior ponto forte do livro. Gostei muito do facto de Portugal ter aparecido como pano de fundo e contexto para todos os acontecimentos da história. Não é todos os dias que lemos um livro em que o nosso país entre e seja bem tratado pelo autor/autora. Achei isso muito relevante e engrandeceu a história. Depois, há o facto do mistério de Lily, que dá corpo à história, e outros acontecimentos a meio do livro que tornam a história mais complexa e diferente, uma vez que até meio é tudo um bocadinho igual. Há romance, há alguns momentos bem conseguidos; e há uma intriga interessante com algum mistério à mistura.

O contexto está bom, está coerente e as descrições são bem feitas e úteis. Gostei das descrições dos ambientes exteriores e dos bailes também. Não há nada de exaustivo ou fútil. A abordagem às Invasões Francesas também está bem contextualizada.

Em suma, é um bom romance, que tem todos os ingredientes que o tornam interessante e de leitura agradável e leve. Gostei e espero ler mais livros da autora.

NOTA (0 a 10): 9

quinta-feira, 31 de março de 2016

Mariana, de Susanna Kearsley

Sinopse:

Julia Becket acredita no destino. Ela tinha apenas cinco anos quando viu Greywethers pela primeira vez, mas soube de imediato que aquela era a sua casa. Vinte e cinco anos depois, tornou-se finalmente sua proprietária. Mas Julia depressa começa a suspeitar de que existe algo de poderoso e inexplicável por detrás da sua decisão radical de abandonar Londres e começar de novo numa pequena aldeia. Os novos vizinhos são calorosos e acolhedores, muito particularmente Geoff, o aristocrático proprietário de Crofton Hall, com quem sente uma ligação imediata. Mas a vida tal como ela a conhecia acabou, e outra bem diferente está prestes a começar. Uma vida que inclui Mariana, que habitou aquela mesma casa trezentos anos antes e cujo destino ficou tragicamente por cumprir. A história de Mariana vai- se revelando a pouco e pouco, apoderando-se da sua vida como um feitiço. Ao longo dos séculos que separam as duas jovens, uma promessa de amor eterno aguarda o desfecho que o destino lhe negou. Conseguirá Julia desvendar no presente os enigmas do passado? Será que Mariana esteve sempre à sua espera? (in Goodreads)



Opinião:

Depois de ler o livro O Segredo de Sophia fiquei muito curiosa em relação a este livro. Gostei imenso da forma como a autora conseguiu formar uma história tão bonita e cheia de mistério, com um pano de fundo de um passado com uma história de que eu gosto bastante (as revoltas escocesas) e de um presente bastante normal. A forma como a autora entrelaçou o passado com o presente e as relações entre todas as personagens foi perfeita e era isso que estava à espera de encontrar neste livro: interligações e segredos. E foi isso mesmo que encontrei.

A narrativa divide-se em momentos passados no presente, em que Julia Becket é a narradora e está nela mesma, e em momentos passados no passado, em que Julia Becket encarna Mariana, que passa a ser a narradora, e que deixa ver o que aconteceu naquela casa e na sua vida. A forma como a reencarnação é abordada está muito bem feita, uma vez que não é nada forçado e descabido, sendo tratado como algo normal. Também a missão de Julia está bastante bem elaborada e relacionada com as personagens e os locais...não vou aqui referir muito mais sobre isto, porque livros com mistérios é para deixar os leitores descobrirem por eles mesmos.

No entanto, a história não tem nada de extraordinário. Comparando os dois livros, O Segredo de Sophia apresenta uma história muito mais complexa. Porém, Mariana não se lhe fica atrás. Não tem tantos detalhes históricos, apesar de o contexto do passado também estar relacionado com acontecimentos verídicos da História inglesa (a instauração do Parlamento e o assassínio do rei); os momentos do passado são em menor número. Aqui encontra-se uma história mais simples, sem muitos adornos, mas bastante bonita e que se entranha facilmente no leitor, pelo menos foi o que me aconteceu. 

O facto da autora conseguir descrever emoções e "pintar retratos e quadros" de uma forma bastante maravilhosa e assertiva também faz com que seja impossível ao leitor não se interessar ou não se misturar com as personagens e com o espaço. É possível visualizar tudo: personagens, espaços, tudo. A casa é descrita ao pormenor, sem ser maçador, bem como todo o ambiente e até a vila. E esta capacidade também está visível nos sentimentos e emoções das personagens. Nos momentos mais emotivos e de suspense é possível sentir as emoções das personagens e estar com elas. Isso é sempre excelente quando acontece. 

Gostei muito das personagens, principalmente de Mariana e de Richard de Mornay, e também de Julia, Ian e Geoff. São personagens fortes, repletas de histórias. São complexas e interessantes. Todas as personagens são maravilhosas; todas são necessárias para a história; todas têm um papel. 

Esta é uma história repleta de Romantismo, com uma grande carga emotiva. Lembrei-me várias vezes de O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë, e de Longe da Multidão, de Thomas Hardy, que são Romances de extremo Romantismo, até a roçar um tanto o Gótico por vezes. Isso também me fez gostar muito da história. 

Em suma, Mariana é uma belíssima história de amor, redenção e mistério. Vai apaixonar todos os leitores que gostam de uma boa história de amor e de algum Romantismo à mistura. Um bonito romance, que me encheu as medidas! 

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 18 de março de 2016

Crónica de Paixões e Caprichos, de Julia Quinn

Sinopse:

As mães casamenteiras da alta sociedade londrina, estão ao rubro. Simon Bassett, o atraente (e solteiro!) Duque de Hastings, está de volta Inglaterra. O jovem aristocrata mal sabe o que o espera pois a perseguição das enérgicas senhoras é implacável. Mas Simon não pretende abdicar da sua liberdade tão cedo…

Igualmente atormentada pela pressão social, a adorável Daphne Bridgerton sonha ainda com um casamento de amor, embora a sua espera por um príncipe encantado comece já a ser alvo de mexericos.

Juntos, os jovens decidem fugir de um noivado, o que garantirá paz e sossego a Simon e fará de Daphne a mais cobiçada jovem da temporada. Mas, entre salões de baile e passeios ao luar, a paixão entre ambos rapidamente deixa de ser ficção para se tornar bem real. E embora Daphne comece a pensar em alterar ligeiramente os seus planos inicias, Simon debate-se com um segredo que pode ser fatal.
(in Goodreads)




Opinião:

Aqui está uma agradável surpresa! Não estava à espera de gostar tanto deste livro e o facto de não estar com grandes expectativas pode ter ajudado. De facto, até tinha um pouquinho de receio de não gostar muito, porque não é o género de livro que eu leia. Mas só prova que há uma imensidão de livros de géneros que não são o habitual em termos de hábitos de leitura e que são autênticas maravilhas, que podem muito bem passar despercebidas se não se tiver curiosidade para alterar um pouco os interesses literários.

Pois bem!, a começar pela história. Como é possível ver pela sinopse, a história é bastante simples em termos de enredo. Um possível romance, algumas dificuldades e momentos muito doces. Ora, por aí parece que não é nada de espectacular. No entanto, a história é excelente e muito mais do um miminho fofo. 

Tem um contexto muito bem elaborado, as descrições são muito boas, pertinentes e muito realistas. Os espaços estão perfeitos e as ações das personagens estão muito bem visualizáveis. A juntar a tal, o contexto histórico está muito bom, com as questões da sociedade e etiqueta sempre presentes, mas sem serem chatas ou em demasia. E a escrita/linguagem utilizada faz com que tudo se torne maravilhoso, pois é bastante assertiva, divertida e fluída.

Em relação às personagens, posso afirmar que todas são excelentes! A protagonista feminina, Daphne Bridgerton, é perfeita, muito normal, sem clichés ou maneirismos fúteis (que era o que mais receio me fazia ter destas histórias) e consegue ter um equilíbrio e uma lucidez em todos os momentos incríveis. Ela é a quarta irmã de oito filhos da família Bridgerton, a primeira filha, e vê-se a braços com um belo dilema quando encontra o duque de Hastings, Simon. Simon, solteiro, com fama de um tanto libertino, é grande amigo dos irmãos mais velhos de Daphne, principalmente de Anthony.Com um segredo do seu passado que não quer que ninguém saiba, Simon mostra-se sempre um tanto misterioso. Ora, eu gostei bastante de Simon. Tanto ele como Daphne fazem um brilhante par, bastante amistoso e engraçado. Também gostei dos irmãos e irmãs da protagonista, bem como da sua mãe. Todas as personagens são interessantes, apesar de não serem muitas. 

Também gostei do mistério relacionado com a autora de uma crónica da sociedade (que abre todos os capítulos) e que é lida por toda a sociedade, uma vez que relata todas as festas e mexericos. Tenho algumas teorias, mas espero pelos próximos livros para descobrir! 

Em suma, um excelente romance. Escrita sarcástica e fluída, que serve em alguns momentos como crítica social da época, cheia de humor e sentimento; personagens marcantes e destemidas; um enredo interessante e cativante. Ou seja um belo livro para entreter e apaixonar! Espero gostar tanto ou  mais dos próximos e recomendo a todos os que gostam de um bom romance, principalmente em contextos de época e com emoções à mistura.

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sozinhos na Ilha, de Tracey Gravis-Graves

 Recebi este livro e fiquei muito curiosa quando li a sinopse, porque a premissa é bastante boa e interessante e faz lembrar o A Lagoa Azul. Por isso, foi com grande entusiasmo que o comecei a ler.


Sinopse:

Uma ilha deserta plena de sol, vegetação luxuriante e mar cristalino é um cenário de sonho. Ou talvez não... Anna Emerson decide quebrar a sua rotina e deixar Chicago para dar aulas numa ilha tropical. Por seu lado, T. J. Callahan só quer voltar a ter uma vida normal após a sua luta contra o cancro. Mas os pais empurram-no para umas férias num destino exótico. Anna e T. J. estão a sobrevoar as ilhas das Maldivas a bordo de um pequeno avião quando o impensável acontece: o aparelho despenha-se no mar infestado de tubarões. Conseguem chegar a uma ilha deserta. Sãos e salvos, festejam e aguardam, convictos de que serão encontrados em breve. Ao início, preocupam-se apenas com a sobrevivência imediata e imaginam como será contar tamanha aventura aos amigos. Nunca a citadina Anna se imaginou a caçar para comer. T. J. dá por si a lutar com um tubarão e a ser acolhido por simpáticos golfinhos. Os dois jovens descobrem-se timidamente e exploram a ilha. Mas à medida que os dias se transformam em semanas, e depois em meses, as hipóteses de serem salvos são cada vez menores. Ambos têm sonhos por cumprir e vidas por retomar, e é cada vez mais difícil evitar a grande questão: conseguirão um dia sair daquela ilha? (in Goodreads)

Opinião:

Uma vez que a sinopse é bastante reveladora do enredo, não há muito mais que eu possa referir sem não omitir detalhes relevantes. Mas posso dizer que gostei muito da história. É uma história simples, que nos vai absorvendo até ao nosso âmago e que não nos larga. Dei por mim a querer ler mais e mais para saber o que acontecia no final, se eles conseguiam voltar para as suas terras ou se ficariam para sempre naquela ilha isolada de tudo e de todos. É uma bela história de sobrevivência, onde encontramos duas pessoas bastante diferentes a lutar pela Vida e pelo sonho de um ia sair daquele pesadelo em que se encontram. É uma história sobre como as relações se desenvolvem em condições extremas e de como se é capaz de tudo para sobreviver e é, sobretudo, uma história que podia retratar uma realidade, que é bastante desoladora, mas cheia de esperança e de luta. 

Gostei imenso das personagens. Tanto Anna como T.J. são fantásticos. Ela é bastante direta, inteligente e amorosa, sem ser lamechas. É uma verdadeira guerreira que faz tudo para passar o tempo naquela ilha até que venha alguém para a salvar, se vier. T.J. é um rapaz muito simpático, que consegue criar logo empatia com o leitor. Ao princípio, debilitado pela doença, T.J. consegue ter um desenvolvimento muito intenso e grande, que mostra a capacidade da autora em relação a estes temas. O livro está organizado por POV's, e cada um tem uma estrutura diferente: ambos são na primeira pessoa, mas os de Anna são mais profundos e mais longos, com uma linguagem cuidada, ao passo que os de T.J. são mais pequenos, com uma linguagem mais jovem e mais despreocupada, característica dos jovens, mas também tem a sua reflexão, que é bastante interessante por causa das suas opiniões e reflexões masculinas em relação a certos temas. Também existem outras personagens, que têm o seu interesse e que servem de apoio às principais. 

Em relação à escrita, posso referir que esta é bastante fluída e descomplicada. O livro é pequeno, com pequenos capítulos, o que proporciona uma leitura mais rápida e fluída. 

Depois, gostei muito da história em si. É um hino à sobrevivência e à luta para viver em condições inóspitas, em que uma pessoa depende de tanta coisa e de tão pouco. Depende de si, depende do outro (neste caso, uma vez que são duas pessoas na ilha), depende do clima, das condições do espaço, da comida que apanha e da água da chuva. Mas não tem praticamente nada para o salvar se precisar de cuidados médicos ou de outro tipo de assistência. Pode parecer uma história simples, tal como o filme da Lagoa Azul, mas o que está por trás e a mensagem que deixa, tal como o filme, é de uma profunda reflexão referente à batalha pela sobrevivência, que é travada todos os dias, em todos os locais, por todas as pessoas. A narrativa tem muitas peripécias, todas elas importantes para as personagens e para o desenvolvimento da história e há um pouco de tudo: aventura, amizade, tristeza, alegria, perigos, descontração. 

Recomendo vivamente a todos e que desfrutem da leitura, porque é uma boa história, sem sofismas, sem complexos, mas sim uma boa história, cheia de aventuras e emoções e que também acaba por servir de reflexão sobre diferentes temas sociais e humanos. Muito bom! 

NOTA (0 a 10): 10