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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Comics Star Wars: Clássicos 1, de Roy Thomas

Sinopse:

Contém as histórias:

1. Star Wars
2. Seis Contra a Galáxia
3. A Estrela da Morte!
4. Luta contra Darth Vader
5. Olhem, as Luas de Yavin!
6. Será Este...o Último Episódio?
7. Novos Planetas, Novos Perigos
8. Os Oito Campeões de Aduba-3
9. Confronto Num Mundo Desolado!
10. O Colosso do Mundo Subterrâneo
11. Busca Estelar!

A saga A Long Time Ago, publicada pela Marvel a partir de 1977, assinala o surgimento das personagens de Star Wars no mundo da banda desenhada. Esta série revive a emoção das aventuras galácticas originais e amplia-as com novas personagens e situações que nunca apareceram nos filmes, para deleite dos fãs da saga. Uma coleção imprescindível para os amantes de Star Wars e para os que ainda não conhecem o poder da Força.

Este volume inclui os issues 1 a 11 originalmente publicados pela Marvel Comics. (in Goodreads)


Opinião:

Um livro de banda desenhada que tinha há algum tempo na estante e que foi ao encontro das minhas expectativas. Gostei, pois sabe bem voltar a esta história. Os três primeiros filmes vão ser sempre os primeiros e únicos e, em banda desenhada, continuam maravilhosos. Toda a magia do universo Star Wars está ali presente. 

É possível ficar a conhecer algumas das personagens de forma mais "íntima" e detalhada, que não é possível através dos filmes, apenas. Também a história em si é muito boa. Depois de receber a mensagem enviada pelos rebeldes, a Princesa Leia tenta descobrir Obi-Wan, um dos antigos mestres Jedi, para ajudar na luta contra o Império e na destruição da Estrela da Morte, cuja falha foi descoberta e transmitida. Enquanto isso, Luke Skywalker parte para restituir os droids, C3-PO e R2-D2, a Leia, descobrindo Ben Kenobi pelo caminho. Han Solo, um pirata espacial, vê-se no meio da aventura quando Luke lhe pede para o transportar na missão, na lendária Millennium Falcon. 

Gostei muito de encontrar as personagens, em especial nos contos que se passam após a primeira parte e que contam histórias que narram acontecimentos entre Uma Nova Esperança e O Império Contra Ataca. Gostei especialmente desses, uma vez que não conhecia, ficando assim a conhecê-los e a ter uma perspetiva diferente sobre esses momentos da vida das personagens. 

Tendo em conta a história passada em Rogue One, faz todo o sentido voltar a ver Uma Nova Esperança. Ainda bem que li este livro depois de ver Rogue One, porque foi ainda mais especial e emotivo. 

As ilustrações estão muito interessantes, cheias de cor e vivacidade, indo ao encontro dos primeiros episódios da saga (a trilogia original). 

Uma história cheia de ação e aventura, que certamente vai agradar a todos os fãs de 

NOTA (0 a 10): 9

sexta-feira, 3 de março de 2017

Loki, de Robert Rodi

Sinopse:

Loki venceu a batalha e agora governa Asgard. Com Thor aprisionado, bem como os outros deuses que sempre fizeram troça dele, Loki tem a sua chance de vingança e de mostrar que é mais do que apenas um renegado, um refém, um filho dos Gigantes de Gelo e não um membro de Asgard, de pleno direito. Assim, na luta para ser popular e para gostarem dele, Loki vê-se numa situação difícil: reinar é mais chato do que aquilo que parecia. Peticionários, favores...e ele que só se queria divertir...e ser amado pelo seu irmão, principalmente.

O que fará para conquistar o seu maior desejo? Irá matar Thor? Irá perdoá-lo? 

Uma história bastante interessante e cativante.



Opinião:

É a terceira banda desenhada sobre Loki e Thor que leio. Está bastante interessante, com uma história cheia de ação e momentos de grande emoção, ou não fosse a personagem principal Loki. 

Pois bem, as personagens estão muito interessantes, bem desenvolvidas e bem contextualizadas. Gostei da interação entre elas, bem como do enredo. Encontrei outras personagens do mundo de Asgardian que não costumam aparecer tanto, o que também é bom, porque dá a conhecer mais elementos deste mundo. Achei Loki bem engenhoso, se bem que aqui aparecem outras nuances dele. O lado mais humano, mais melancólico e amigável acaba por estar em conflito com o seu "eu" mais manhoso e intrujão.

Uma vez que esta ambiguidade é um dos fatores que mais interesse dá à personagem e que mais a demarca das outras, posso referir que esta dualidade está extremamente bem delineada neste volume, sendo a base para todo o enredo. A forma de lidar com o poder, de lidar com o irmão...bem como com todos os que o rodeiam está muito bem elaborada e vai ao encontro daquela chama de bondade que ele parece ter, mesmo que esteja bem lá no fundo. 

A linguagem está bastante rica e fluída, com muito sarcasmo e ironia à mistura, o que é bastante agradável. Lê-se num instante. 

Gostei bastante do enredo, achei-o relevante para o contexto asgardiano e para os seus mitos, bem como para os caminhos que a Marvel tende a dar a esta história. No entanto, não gostei muito da caracterização física (os desenhos em si) das personagens. As cores estão muito belas, bem como todos os pormenores, que dão toda a beleza visual que a história merece.

Em suma, uma banda desenhada interessante, que todos os fãs de Asgard gostarão. E, no fundo, para todos os fãs da Marvel. 

NOTA (0 a 10): 7

domingo, 6 de março de 2016

The Trials of Loki, de Roberto Aguirre-Sacasa (ilustrador: Sebastian Fiumara)

Sinopse:

Mais uma adaptação dos mitos nórdicos de Thor, agora com especial atenção para Loki. Como chegou a Asgard e algumas das coisas que fez até ajudar no declínio da cidade e dos seus ocupantes são os principais destaques deste comic. Loki, filho adotivo de Odin e irmão adotivo de Thor e de mais outros deuses, consegue sempre ser visto pelos seus "familiares" como menor e motivo de chacota, o que o faz querer mudar essa forma de ser e estar. 

Começando pelo depois do Ragnarok, a história encontra Loki e Thor numa luta para um novo início e volta para trás para contar alguns dos feitos de Loki.




Opinião:

Esta é a minha segunda experiência com as histórias da Marvel com o Thor e o Loki. Não há muito para dizer... gostei bastante. Gostei das imagens, as ilustrações estão muito bonitas e cheias de vida. Só não gostei muito do ar maníaco que o Loki por vezes apresenta à medida que a narrativa se desenrola. As cores são maravilhosas e há belas imagens. 

Não é uma história desconhecida para mim. Tive conhecimento mais aprofundado desta história/lenda através do livro de Joanne Harris The Gospel of Loki (em Português, O Reino do Fogo) e por isso já estava à espera de alguns momentos, em especial por causa do título: The Trials of Loki, traduzindo fica algo como Os Julgamentos de Loki. Gostei muito mais da adaptação de Joanne Harris, sem dúvida alguma, porque está muito mais completa e é muito mais fantástica e cheia de ação, humor e emoção. No entanto estou apenas a comparar as histórias para dizer que também gostei muito desta adaptação da Marvel. Penso que o autor focou os pontos principais e deixou as personagens bastante livres e completas, cheias de personalidade. 

Em relação às personagens, gostei bastante de Loki. A sua personalidade está bem vincada: a ambiguidade, a complexidade e o seu dilema entre as coisas boas e as más, bem como a sua sede de atenção estão todas presentes. Thor também está interessante, maduro e inteligente. Todos os outros deuses e outras personagens cumprem bem o seu papel na narrativa. 

Não sei se fiquei até dado momento desapontada...esperava algo  mais. Talvez mais detalhes, mais histórias. No fundo, soube-me a pouco e achei um tanto incompleto. Não sei se este é o primeiro livro de alguma série, se não, mas se não for, fica a saber mesmo muito a pouco. Queria mais e pode ser que um dia seja editada a continuação, porque bem merece. 

Em suma, é uma boa história, que está bem adaptada, tem umas imagens belíssimas e cumpre o seu propósito de entreter e agradar os leitores. Porém, é um pouco pequena e podia ter mais momentos da história/lenda, que davam corpo à história e não ficava nada mal, só melhorava o livro. Recomendo a todos os que gostam do tema e deste género de literatura.

NOTA (0 a 10): 8

domingo, 17 de maio de 2015

Thor - Renascido, de J.M. Straczynski e Olivier Coipel (Universo Marvel)

Depois dos filmes da Marvel, tinha de seguir pelas bandas desenhadas. Descobri esta numa papelaria e decidi experimentar. É a primeira BD da Marvel que leio e gostei bastante! 


Sinopse:

Após o Ragnarök, todos os deuses de Asgard desapareceram. Mas será que desapareceram mesmo ou será que estão apenas escondidos? Quando uma ameaça surge para atacar a Terra, Thor é chamado da escuridão por Donald Blake, que o chama para voltar à Terra e ajudar as pessoas, ajudando também os deuses a regressar. Será que Thor consegue restituir-se a si mesmo, aos seus amigos e a Asgard? 

Opinião:

Como referi anteriormente, gostei bastante da história. Cheia de momentos de humor e de emoção, com uma arte muito boa e que consegue captar a essência de todos os momentos, esta é uma excelente história. 

Não sei muito bem se há algumas para trás que devesse ter lido, pois apesar de ter andado a pesquisar no Goodreads, não fiquei muito esclarecida. Mas como conheço em parte a história que está por detrás dos comics, não me senti deslocada. Sei que há mais dois volumes seguintes e que conto ler para acompanhar as aventuras de Thor depois do Ragnarök, uma vez que o final deste livro é fantástico e cheio de suspense. 

Como gosto dos filmes e das lendas, foi com bastante entusiasmo que comecei esta leitura, na expectativa de ficar a conhecer mais sobre este mundo. Voltei a ver algumas das minhas personagens favoritas, em especial uma, e achei interessante a forma como tal aconteceu. 

O enredo não é espantoso, nem fantástico, mas serve o seu propósito. Tem uma história fluída, cheia de humor e de aventuras, com magia e suspense à mistura, o que me agradou bastante.Também apreciei bastante a introdução dada por Filipe Faria, que faz um estudo bastante interessante sobre as personagens e os seus contextos.

Em suma, recomendo a todos e espero ler mais livros destes!


Citação:

Se houver forma, virei sempre por vós...encontrar-vos-eis sempre...possam embora o mundo e o fogo e o fim de todas as coisas atravessar-se entre nós (pág. 44). 

NOTA (0 a 10): 9