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domingo, 6 de junho de 2021

Duquesa do meu Coração, de Maya Banks

Sinopse:

Jillian vive uma situação de extrema violência no seu casamento. Quando algo acontece, ela passa a ter um comportamento que a alta sociedade vê como algo demasiado estranho para os códigos sociais da época. 

Ela vê-se sozinha no meio de um turbilhão de emoções e só tem praticamente o seu amigo, Case. Com Case ela pode contar. 

No entanto, Case é irmão de um influente duque, Justin, que não quer que ele seja amigo de Jillian. O que Justin não sabia é que Jillian é bastante diferente daquilo que a sociedade pensa e daquilo que ele próprio queria pensar. Será que o preconceito dará lugar a uma bela história de amor?


Opinião:

Leitura conjunta.

Apesar de ter lido algumas opiniões não tão favoráveis, fiquei extremamente agradada com este livro, uma vez que não estava a contar que fosse tão bom, possivelmente muito mais interessante do que grande parte dos romances de época que tenho lido, uma vez que toca em temas bastante sensíveis e fortes. 

A forma como as personagens vão agindo e como a narrativa evolui é muito interessante de se acompanhar e revela uma grande maturidade da maior parte das personagens. Gostei muito de como o romance se desenvolveu: não foi instantâneo, nem à primeira vista, nem nada do género como por vezes acontece neste género de histórias. Não. Aqui há um desenvolvimento emocional entre as personagens, bastante credível e bem elaborado. Gostei muito disso, porque revela um amor mais de acordo com a realidade e não tão como um amor "ideal". 

Também achei muito interessante e maduro a parte da violência doméstica. É um tema forte, sim. É um tema que deve ser exposto e não deve ser encarado de modo infantil ou preconceituoso. É algo que existe, infelizmente, e que tem de ser combatido com todas as armas que estão disponíveis. Uma dessas armas pode muito bem ser a forma como o tema surge em debates, histórias ou conversas. É um tema que não se deve ter vergonha de debater, porque existe e é terrível. Por isso tudo achei muito interessante estar presente num livro deste género, porque muitas vezes vemos nestas histórias algo "cor-de-rosa" ou mais fofinho e as relações nem sempre o são. E os preconceitos, como aparecem na história e como são postos a nú e desconstruídos, também devem ser combatidos na vida real. Só há um culpado em casos destes: o agressor e nunca a vítima. 

Também as personagens são bastante marcantes e com personalidades muito diversas. Jillian é uma jovem com uma mente mais aberta do que a maioria das jovens da época em que a história é narrada, e isso é sempre interessante. Case também é muito interessante e um bom amigo. E Justin, bem...Justin é um autêntico cavalheiro.

É uma história bem elaborada, com muitos acontecimentos e muitos momentos emocionantes. Tem romance, intriga e muita ação. Em relação à ação, gostei especialmente da forma como os tudo foi encaixando e como os mistérios foram sendo resolvidos. Surpreendeu-me pela positiva! 

Em suma, um belo romance de época, com um contexto um tanto diferente e personagens muito interessantes. Recomendo. 

NOTA (0 a 10): 8

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Highlander - Desejo de Um Escocês, de Maya Banks

Este é o segundo livro sobre os Montgomerys e os Armstrongs. Depois de ter gostado muito do primeiro livro, foi com grande entusiasmo que peguei no segundo volume.

Sinopse:

Uma mulher que habita nas sombras mostra a um guerreiro escocês o verdadeiro significado do amor.

Genevieve McInnes está fechada a sete chaves na fortaleza McHugh, prisioneira de um cruel laird que tudo faz para a humilhar. Quando Bowen Montgomery se apodera da fortaleza numa missão do seu clã, Genevieve descobre que o seu espírito ainda não está quebrado. No entanto, o seu caminho para a liberdade permanece incerto. Incapaz de regressar para uma família que a crê morta ou abandonar os habitantes da fortaleza à mercê de um novo senhor, Genevieve escolhe adotar a vida pacífica de uma abadessa. Mas a sensualidade rude de Bowen desperta nela o desejo secreto de ceder à tentação das suas carícias.


Bowen enfrenta os maiores inimigos, mas não está preparado para lidar com esta mulher atraente que captura o seu coração. Deixa-se encantar pela sua determinação, beleza invulgar e força inabalável.


Mas será preciso muito mais do que as artes de um sedutor para a conquistar. Se quer amar Genevieve, terá de fazer a escolha entre libertá-la ou perdê-la para sempre…
(in Goodreads)

Opinião: 

Aqui está mais um bom romance erótico passado na Escócia. Não é uma inovação em relação ao primeiro, a história não é muito diferente em termos de conteúdo, mas é uma boa história. Apresenta excelentes personagens; as conhecidas do primeiro livro mantêm-se à altura e foi um prazer reencontrá-las; as novas personagens também são interessantes, em especial Genevieve, a personagem feminina principal, que tanto passou às mãos de Ian McHugh, já conhecido do livro anterior. E as relações que se estabelecem entre as personagens também estão muito bem e bem contextualizadas.

Gostei da forma como o enredo foi evoluindo e crescendo, de forma bastante linear e sem muita acção, mas com bastante erotismo e sensualidade. Em relação ao primeiro volume, este tem mais destes dois ingredientes, mas não fica atrás do primeiro. Tem as suas diferenças, gostei ligeiramente mais do primeiro, devido à acção, às interacções entre personagens e às questões políticas, mas também gostei muito deste. Existem cenas bastante coloridas entre algumas personagens, bastante visualizáveis, mas sem serem descabidas, o que é bom.

No entanto, há um aspecto que não me agradou muito. A autora refere várias vezes a mesma informação ao longo da história, com poucas páginas entre si até, como se o leitor não compreendesse as informações à primeira. Além de ser repetitivo e desnecessário, acaba por quebrar um pouco o ritmo da história. É o único aspecto menos positivo que tenho a referir. 

Depois, existem as belas descrições dos cenários das Terras Altas, que são sempre de maravilhar. Como gosto bastante da Escócia, é sempre com prazer que leio sobre este país, uma vez que é uma forma de o visitar.

É um livro bom, que retoma o que foi deixado no volume anterior da melhor forma que poderia ter sido feita, introduzindo novas personagens. Agora é esperar pelo próximo.

Recomendo vivamente aos amantes deste género de literatura. É um bom romance, com boas descrições a todos os níveis, boas personagens, bom contexto. Serve o seu propósito de entretenimento e apesar de não ser fantástico, é muito bom. Vou querer ler mais livros da autora!

NOTA (0 a 10): 9

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nunca Seduzas Um Escocês, de Maya Banks

Este é o primeiro livro de Maya Banks que eu leio e devo dizer que, para primeira experiência foi uma agradável surpresa.

Os clãs Montgomery e Armstrong estão em guerra há décadas. Depois de vários anos de luta, o rei Alexandre II decide intrometer-se na contenda e decreta o casamento entre o laird dos Montgomery, Graeme, e a filha aparentemente louca dos Armstrong: Eveline. Num casamento forçado e delicado, Graeme e Eveline têm uma tarefa árdua pela frente, com todos os intervenientes a pairar em redor do casal com intenções menos agradáveis. Graeme têm nas mãos a necessidade de manter a união do seu clã, que sente imensas reservas para com a sua esposa, ostracizando-a, e a estranha sensação de crescente amor por ela e pelo mistério da sua loucura.

Este é um romance bastante sensual, cheio de momentos de amor, com descrições bastante interessantes e que puxam pela imaginação. Mas não é apenas isto. É mais. Tem acção, intriga, um enredo interessante e que, apesar de não ser complexo, satisfez o meu gosto. Penso que, até agora, foi dos melhores do género que li...exceptuando A Conquistadora, de Teresa Medeiros, que é belíssimo.

As personagens estão bem construídas, fundamentadas, realistas, interessantes e com humor. Eveline e Graeme fazem um par muito engraçado, bem como as relações entre os familiares das duas famílias.

A contextualização também está boa, apesar de não haver uma data especifica para o decorrer da acção. Fui pesquisar e, através da data da vida do rei em questão, cheguei à conclusão que a acção deverá ser entre 1198 e 1249.

Gostei da forma como a autora criou Eveline (é também interessante a parte dos "agradecimentos") e tudo o que se passou à sua volta socialmente, denotando um grande senso de realidade perante situações em que algo é diferente. A autora explorou bastante bem a diferença de Eveline e como tal diferença fez com que o medo, a raiva e a hostilidade se instaure rapidamente e mine toda a unidade de um povo. A forma brutal com que Eveline foi tratada pelos membros do clã de Graeme e também, com menos brutalidade, pelos membros do seu próprio clã. A narrativa mostra como essa hostilidade pode despoletar acontecimentos que acabam por fugir das mãos daqueles que os começaram.

Dito isto, só posso referir que espero ler mais livros da autora e continuar a seguir as aventuras dos clãs das Terras Altas. Bom romance sensual, sem situações despropositadas, com bastante romance, escrito de forma fluída e simples, e ainda cheio de personagens que não deixam os leitores indiferentes. Um livro agradável e com uma capa muito sedutora!

Editora: Saída de Emergência

NOTA (0 a 10): 9