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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Uma Fera Apaixonante, de Christi Caldwell

Sinopse:

Gangues de Londres e a Alta Sociedade. 

Depois de vários acontecimentos, a família Black aceita ajudar uma bela jovem da família rival, os Killoran, a fazer a sua apresentação na alta sociedade, de modo a encontrar um marido que queira enriquecer e dar um título à jovem. Isto porque a jovem é sim um dos mais famosos membros do gangue Killoran, um grupo de bandidos que gere vários negócios na cidade, especialmente dentro do ramo dos clubes de jogo e assim. 

Mas a tarefa dos Black começa a tornar-se difícil, especialmente porque um dos membros, começa a ver na jovem algo mais do que aquilo que ela é. Será que ambos poderão apaixonar-se?


Opinião:

Leitura em conjunto e para o Projeto de Leitura Somos Todas Duquesas. 

Ora aqui está uma leitura muito diferente dentro do género do romance de época. Foi uma lufada de ar fresco neste género literário tão interessante mas que por vezes tende a repetir-se um pouco. Neste livro encontramos bandidos e membros da alta sociedade, há muita ação, muitos momentos emocionantes e uma história de amor bastante credível e bem desenvolvida, onde se nota que os protagonistas estão de facto apaixonados e que têm um forte apelo um pelo outro. Gostei bastante! 

As personagens são bastante fortes, muito interessantes e diferentes. Também o contexto do romance é muito bem desenvolvido uma vez que gira à volta de negócios e outros acontecimentos passados, notando-se assim o cuidado da autora em contextualizar a história. 

A escrita é bastante fluída, revelando grande intensidade nos momentos de ação e nos de paixão. Isso fez com que a leitura fosse muito rápida e intensa. Está muito bem organizado e é possível visualizar os vários momentos da narrativa, uma vez que a escrita é bastante rica (mas fluída)

Gosto de uma boa história de ação e, apesar deste ser um romance de época, podia ser também um livro de aventuras, pois a ação é constante. Em todas as partes e especialmente na reta final, onde a emoção é constante. 

Em suma, é um excelente romance, muito bem escrito e repleto de ação, com personagens intensas e fortes. Recomendo totalmente! 

NOTA (0 a 10): 8

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

A Coroa de Inverno, de Elizabeth Chadwick

Sinopse:

Segundo volume da triologia sobre a Rainha Leonor de Aquitânia, uma das maiores rainhas da Idade Média.

Depois dos acontecimentos do primeiro volume, Leonor deixa a França e parte para a Inglaterra com o seu esposo, o Rei Henrique II. Tem agora que enfrentar novos desafios e novas ameaças, tendo como grande objetivo manter o seu sonho, a Aquitânia, bem como dar uma grande descendência ao rei de Inglaterra e criar, assim, um reino muito forte. Sempre com muitas opiniões e muita força, Leonor, vê-se rodeada por novas políticas e novas obrigações e terá de lutar pelo seu poder num mundo de homens.

Uma narrativa cheia de emoção, muito bem contextualizada e completa.

Opinião:

Este é o segundo livro da triologia da autor sobre a Rainha Leonor de Aquitânia. Depois de ter lido o primeiro, há alguns anos, e de ter gostado muito, decidi ler o segundo. 

Neste segundo volume, o enredo avança a partir do casamento de Leonor com Henrique II de Inglaterra, durante a década de 1150. A narrativa abrage um longo período de tempo e acompanha os momentos mais relevantes na vida da rainha ao longo do seu reinado e do seu quotidiano. Acompanha também alguns episódios bastante importantes do reinado de Henrique II e momentos relevantes com os filhos de ambos. 

A autora narra a história de um modo extremamente subtil e contextualizado, revelando grande mestria. Gostei muito da escrita, de como tudo está interligado e de como a narrativa fluí. Também gostei muito das notas histórias, que são bastante relevantes. 

A narrativa é bastante fluída, apresenta muita ação e emoção, bastantes diálogos e é possível acompanhar as personagens como se fossemos parte desta. As descrições são as necessárias para imaginar o ambiente em que a ação se desenvolve, sendo bastante apelativas e sensoriais. 

De destacar ainda a beleza da capa da versão portuguesa, que é bastante bela.

Recomendo a todos os que gostam de romance histórico e de ler livros bem contextualizados, com pesquisa bem elaborada e detalhada. 

NOTA (0 a 10): 10

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Príncipe das Trevas, de Mark Lawrence

Sinopse:

No norte, chegam rumores. 
Os mortos caminham novamente entre nós.
Será verdade?

A Rainha Vermelha está velha. Ainda assim, controla todo o poder no seu vasto império. Jalan Kendeth, o seu neto, não tem tais preocupações. A bebida, as mulheres e uma vida longe de todas as responsabilidades mantêm-no ocupado.

Por isso fica surpreso quando é chamado a ouvir estas histórias da boca de escravos e prisioneiros. Porque quereria a Rainha Vermelha envolvê-lo? Quando Snorri, um guerreiro nórdico, conta uma história de cadáveres devolvidos à vida e do Rei Morto, Jalan só pensa nas várias formas de o utilizar para ganhar dinheiro. São fantasias, o que conta. Mitos. Histórias de encantar. 

E é por isso que Jalan fica tão frustrado quando a magia o liga a Snorri. Agora vai ter de ir ao norte desfazer o feitiço. O que será que os espera? (in Goodreads)


Opinião:

Depois de ter lido no ano passado a trilogia do Príncipe dos Espinhos, só podia estar curiosa com esta nova história do autor.

Num tom mais suave quanto à personalidade e atitudes da personagem principal, e também narrador da história, este livro decorre num período que coincide com o primeiro livro, Príncipe dos Espinhos. É até muito interessante ver como aparecem personagens dessa história, em momentos narrados no livro da outra trilogia, e que aparecem aqui. Muito interessante e inteligente! Fiquei muito agradada. 

Aqui temos Jalan, o herói (mais ou menos, vamos lá), neto da Rainha Vermelha, que é quem governa o Império Arruinado. Jalan é um jovem vivaz e bem parecido, cujo maior objetivo é seduzir raparigas e divertir-se. Mas quando algo de estranho acontece e fica preso magicamente a um pagão nórdico gigante, Snorri, Jalan vê-se numa missão contra os seres criados pelo Rei Morto e pela sua necromante. 

Jalan é muito interessante. Não tem um lado sombrio como Jorg, nem nada que se pareça. É um bon vivant, por assim dizer, que se vê metido num sarilho bastante grande e do qual tem de se "safar" a todo o custo. É um excelente narrador, muito irónico e divertido, bem como bastante crítico em relação ao que o rodeia, o que permite ao leitor ter uma visão bastante diversa e interessante do Império e de outras personagens com quem ele se cruza. E depois temos 

Snorri, o nórdico que foi feito escravo pelo Império e que apareceu na sala do trono com a história de que os mortos-vivos apareceram na sua vila e levaram todos, mantando alguns, é uma personagem fantástica. Na sua missão para recuperar a sua esposa e filhos, Snorri vê-se ligado a Jalan por um estranho feitiço de uma feiticeira que nem todos conseguem ver. Snorri também é muito interessante e bastante integro. 

A história é muito boa, cheia de ação e de momentos muito arrepiantes, algo que já tinha acontecido na anterior trilogia. Não existem momentos parados, pois o desenrolar dos acontecimentos é muito fluído, rápido e cheio de adrenalina. Gostei muito! 

Em termos de descrições, também está excelente. Tem aquelas que são necessárias para visualizar o ambiente e tudo o que rodeia as personagens, de uma maneira simples, bela e prática. 

É uma aventura repleta de perigos, momentos bastante sombrios e obscuros, mas que também tem momentos muito belos e divertidos. Mais uma vez, Mark Lawrence consegue criar uma história forte, complexa e muito bem contextualizada, cheia de coerência. 

Em suma, recomendo a todos aqueles que gostam de uma bom livro de Fantasia e que gostam de aventuras cheias de garra! Um excelente livro e espero que o segundo seja tão bom como este ou até melhor. 

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 22 de março de 2017

Imperador dos Espinhos, de Mark Lawrence

Sinopse:

Um rei em busca de vingança.
Com apenas vinte anos de idade, o príncipe tornou-se o Rei Jorg Ancrath, rei de sete nações, conhecido em todo o Império. Mas os planos de vingança que tem para o seu pai ainda não estão completos. Jorg tem de conseguir o impossível: tornar-se imperador.

Um império sem imperador há cem anos.
Esta é uma batalha desconhecida para o jovem rei, habituado a conquistar tudo pela espada. De quatro em quatro anos, os governantes dos cem reinos fragmentados do Império Arruinado reúnem-se na capital, Vyene, para o Congresso, um período de tréguas durante o qual elegem um novo imperador. Mas há cem anos, desde a morte do último regente, que nenhum candidato consegue assegurar a maioria necessária. 

Um adversário temível e desconhecido.
Pelo caminho, o Rei Jorg vai enfrentar um adversário diferente de todos os outros, um necromante como o Império nunca viu, uma figura ainda mais odiada e temida do que ele: o Rei dos Mortos. (in Goodreads)


Opinião: 

O tão aguardado terceiro volume. Jorg e a sua subida ao poder. A sua subida até ser Imperador do Império Arruinado. Jorg, o pequeno Jorg que tanto sofreu e fez sofrer, finalmente, tenta chegar onde muitos já tentaram chegar: ao Trono Imperial, em Vyene.

Tendo ficado completamente rendida aos dois primeiros livros, era com grande curiosidade que esperava pelo terceiro. E não podia ter sido uma história melhor! 

Depois de conseguir ser príncipe e rei, só o império pode satisfazer Jorg Ancrath. Este livro começa a história cinco anos depois da do livro anterior, tanto na parte presente como na parte passada, onde são narrados os acontecimentos a partir da saída de Jorg do reino dos seus avós maternos, como ficou no livro anterior. Jorg continua a ser aquela personagem forte, imprevisível e brutal, mas há algo que mudou. Ele tornou-se muito mais maduro, mais melancólico e mais preocupado e isso torna-o muito mais interessante. Jorg acaba por mostrar o seu lado mais sensível neste livro, lado esse que sempre lá esteve, mesmo que bem camuflado. As diferentes formas de agir, que vão sendo sempre acompanhadas pelos seus pensamentos, tornam-se mais complexas, havendo muitos dilemas pela sua frente que não lhe passavam pela cabeça nos livros anteriores. 

Em relação às outras personagens, também tenho a referir que todas elas mostraram algumas diferenças, se bem que acabem por ser um tanto eclipsadas pela luminosidade de Jorg. Continuei a gostar muito de Miana. Katherine volta em força, criando situações de grande emoção. Chella também aparece, com a sua própria parte da narrativa, o que se mostrou crucial para o enredo. Há novas personagens, como Kai Summerson, e o Rei Morto, que é o grande mistério da história. Todas as outras personagens, novas e já dos outros livros, estão muito bem e todas têm o seu contributo essencial para a narrativa. 

Este volume é diferente dos anteriores. É mais calmo. A parte do presente é uma narrativa de viagem, narrada enquanto Jorg vai para o Congresso para se eleger Imperador. A parte do passado (cinco anos antes), vai encontrar Jorg a tentar descobrir peças do puzzle do misteriosos Construtor Fexler, partindo para lugares como os Ibéricos, passando pela África e indo até Vyene, onde tudo permanece em segredo. Nesta parte da narrativa, Jorg anda sozinho, estando algumas vezes em contacto com outras personagens, personagens essas que vão ser relevantes para a sua vida. Esses momentos são muito mais introspetivos e serenos, mostrando a plena evolução psicológica de Jorg. Também há alguns capítulos dedicados a Chella, a necromante do Rei Morto, que também acabam por ser essenciais para toda a história. 

Mais uma vez, Jorg mostra-se um narrador exímio. De uma capacidade fantástica para prender o leitor com a sua linguagem forte e ousada, criando autênticos retratados dos locais por onde anda, ele é um narrador único. Sem dúvida, é um dos pontos chave do sucesso desta trilogia: o narrador. 

Mas não só. 

Já tinha referido o meu fascínio pelo contexto da história nas outras opiniões. E aqui volto a referi-lo. A Europa e o Mundo, com cerca de 3000 anos, num pós acidente ou guerra nuclear, de volta à Idade Média. Não há mundos criados de raiz, nada. Há uma Terra que sofreu algo que poderá acontecer e o que acontece depois disso, porventura, imaginado e criado com esmero pelo autor, que conseguiu criar um dos universos mais originais a meu ver, exatamente por ter adaptado a nossa realidade, em especial a Europa e a nossa História. Há vários momentos e descrições que nos fazem sorrir ao lembrar acontecimentos reais ou até personalidades e personagens dos nossos tempos, que ali aparecem, vários séculos depois, num período que nos é estranho e misterioso. É completamente genial. 

A história em si é única. É muito mais do que um livro de aventuras. Para quem acha Jorg um monstro (e muitas das suas ações o comprovam como tal), neste volume tudo acaba por ser visto por outra perspetiva, uma perspetiva muito mais benévola e até bastante agridoce. O final é extremamente diferente daquilo que estava à espera, apesar de, lá bem no fundo, esperar algo assim. Porque, como poderia ser diferente? Comoveu-me bastante, algo que não esperava nesta trilogia e que me surpreendeu. 

As descrições continuam sublimes e cheias de vigor. Há uma pujança enorme na escrita, na escolha de palavras e termos, que promovem uma leitura fluída e frenética. Demorei mais tempo a ler o livro porque fiz de propósito. Andei a prolongar a leitura porque estava a gostar muito e queria ter mais um bocadinho da história comigo. 

Mark Lawrence conseguiu introduzir também algumas criações bastante mecânicas e cheias de detalhes a roçar o Steampunk, que estão muito bem conseguidas, criando um ambiente único e belíssimo. 

Em suma, recomendo este livro a todos os que gostam de um livro bom, com uma história grandiosa, forte e emocionante. Há momentos de grande terror, emoção e drama. Mas também há momentos de extrema beleza, amor e amizade, que, tenho a certeza, não vão abandonar o leitor. Há uma moral da história tão bela e tão grande, tão sensível, que toca todos os leitores, deixando-lhes sentimentos únicos e nada esperados ao longo desta trilogia.  Esta história é um hino ao amor, principalmente ao amor familiar e não podia ter sido contada de outra forma. Uma história de redenção.

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Leonor de Aquitânia - A Rainha do Verão, de Elizabeth Chadwick

Sinopse:

Jovem, bonita e privilegiada, Leonor tinha tudo para viver um futuro brilhante como herdeira da próspera Aquitânia. Quando o seu pai, Guilherme, Duque de Aquitânia, morre subitamente no verão de 1137, Leonor tem de abandonar a sua infância e assumir-se como duquesa.

Enviada para Paris e forçada a casar com o príncipe herdeiro Luís VII, Lenor pouco ou nada se tinha ainda adaptado à sua nova vida quando o rei morre e ela se torna Rainha de França.

Com apenas 13 anos, tem de deixar tudo para trás e aprender a viver na bruma complexa da Corte e do Clero. Depois de se confrontar com os mais diversos desejos, intrigas e ambições, Leonor apercebe-se de que poderá controlar o futuro se souber escolher o momento certo para agir. 

Com Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão, Elizabeth Chadwick dá início a uma trilogia sobre Leonor de Aquitânia, onde nos deslumbramos com a sua história, triunfos e tragédias, e nos deixaremos levar numa fascinante viagem ao alvor da Idade Média. (in Topseller)


Opinião:

Não é o primeiro livro que leio sobre Leonor de Aquitânia, mas é sempre com grande gosto que viajo pela sua história. 

Leonor foi, sem dúvida, uma rainha extraordinária e diferente das rainhas da altura: muito mais avançada, interessante e visionária. E isso faz com que goste bastante de ler sobre a sua história. 

Este livro está maravilhoso. Gostei muito da forma como a autora contextualizou toda a época, desde as personagens, passando pelo espaço, e indo principalmente aos costumes e tradições. 

Em relação às personagens, gostei muito de Leonor, como seria de esperar. Uma menina nascida para ser duquesa de Aquitânia que se aos 13 anos prometida ao rei de França, D. Luís, que toda a vida tinha estudado para servir a Igreja. Depois de um casamento magnifico e de muito lhe ser prometido, Leonor, à medida que cresce, vai amadurecendo e percebendo toda a trama que a rodeia, vendo-se obrigada a jogar com tudo o que tem. Num mundo de homens, ser mulher não é fácil, pois mesmo com todo o poder que tem, outras coisas se elevam e os homens tentam-se aproveitar do facto de ela ser mulher e de ter uma grande riqueza. O modo como ela faz frente a tudo isso é um hino à bravura feminina, à coragem e à paixão pelo respeito e pela honra. 

Também gostei das outras personagens, uma vez que estão todas muito bem trabalhadas e criadas. D. Luís mostrou-se, mais uma vez, num homem mesquinho e frio, que poderia ter sido diferente se não fosse tão reprimido e subjugado por personalidades mais fortes. Mas foi D. Henrique que muito me agradou. Jovem, honrado e corajoso...o par ideal para Leonor. 

Todas as personagens estão excelentes e povoam brilhantemente esta história, cujo contexto está maravilhoso. Detalhe histórico, detalhe visual. Tanto os acontecimentos históricos estão bem fundamentados, trabalhados e recriados, como todos os pormenores visuais da época estão ótimos. Vestidos lindos, paisagens belas, espaços bem descritos, com o rigor da época sempre presente e sempre bem contextualizado. As questões morais, religiosas e tradicionais estão sempre lá, muito bem assentes e enraizadas, criando ainda mais realidade e veracidade, uma vez que estamos em plena Idade Média. 

Já li outro livro da autora e não estava à espera de menos, uma vez que é das melhores escritoras sobre a História Medieval. Rigor, detalhe e fundamentação. Três pontos chave e todos com nota máxima. 

A história em si, o enredo, está muito bem concretizado. A autora criou a história de modo a parecer uma jornada e isso está excelente. Desde pequena até à faixa etária dos 20 anos (para lá dos 20), a história de Leonor é aqui contada de uma maneira fluída, mágica, cheia de romance, ação e intriga. Leonor tem muitas escolhas a fazer, muitos perigos para enfrentar e muitas batalhas em vários campos para ganhar. A história está bem recheada de aventuras, romance e muita emoção. 

Todos os leitores vão gostar deste livro e vão querer continuar a ler esta história, que já está à venda. A Coroa do Inverno já está nas lojas e vou querer ler brevemente, pois fiquei imensamente curiosa para saber mais sobre Leonor e sobre o que aconteceu depois deste primeiro volume. Recomendo totalmente, a todos os leitores que gostam de histórias fortes, ricas e bem narradas. E, ainda, de referir o excelente trabalho gráfico a nível da capa e exterior, como do interior, que está muito belo.

NOTA (0 a 10): 10 

sábado, 12 de novembro de 2016

Rei dos Espinhos, de Mark Lawrence

Sinopse: 

O Príncipe Jorg Ancrath jurou vingar a morte da mãe e do irmão, brutalmente assassinados quando ele tinha apenas 9 anos. Jorg cresce na ânsia de saciar o seu desejo de vingança e de poder, e, ao fim de quatro anos, cumpre a promessa que fez - mata o assassino, o Conde de Renar, e toma-lhe o trono. Aos 18 anos, Jorg luta agora por manter o seu reino, e preparar-se para enfrentar o inimigo poderoso que avança em direção ao seu castelo.

Jorg sempre conquistou os seus objetivos matando, mutilando e destruindo sem hesitar, e agora não pretende vencer a batalha de forma justa, mas sim recorrendo aos mais terríveis segredos.

Será que o anti-herói mais maquiavélico de sempre vai conseguir reunir os recursos e as forças necessárias para enfrentar uma batalha que parece invencível? (in Goodreads)



Opinião:

Este é sem dúvida um dos melhores livros que li este ano. Simplesmente fantástico. 

Há muito tempo que esperava por ler estes livros e foi com grande entusiasmo que comecei o primeiro. Gostei muito, é muito bom, mas confesso que lá no fundo eu esperava mais. Esperava que mexê-se mais comigo, que me transtornasse ou que me emocionasse muito. Foi muito bom, bem escrito, boas personagens, tudo bom, mas faltou alguma coisa, pouquinha, mas faltou. 

Mas este livro...oh, este livro é o melhor segundo livro de uma trilogia/saga que já tenha lido. O livro é fenomenal, é fantástico e está soberbamente bem contado. Há um desenvolvimento imenso, tanto a nível das personagens, como da própria história e, mais importante ainda, do contexto da história. Fiquei fascinada com o contexto. No primeiro livro já está tudo lá, a Terra. Mas não há muito que refira o passado, nada que faça prever a forma fantástica como o autor estava a planear tratar a história do nosso mundo.

A forma como o autor se apoderou do nosso mundo e o transformou está excelente, muito bem pensado e bastante original! Não foi inventar um mundo novo, nada. Foi fazer algo mais brilhante do que construir um mundo de raiz. Claro que construir um mundo de raiz e criá-lo, dar-lhe tudo o que é necessário para o elaborar e tornar real é um feito esplêndido e único, mas num mundo literário onde cada vez aparecem mais mundos imaginados, pegar na nossa História, no nosso mundo, e transformá-lo está muito original. E o mistério à volta do que aconteceu na Terra roí-nos à medida que lemos. A história passa-se num futuro distante, onde tudo voltou a uma espécie de Idade Média, em que ainda existem alguns edifícios "modernos" e objetos de outros tempos, como relógios e outras máquinas...e até globos de neve! Os objetos mais normais de hoje, são autênticas relíquias nesse futuro elaborado pelo autor. E a vontade de saber mais sobre o que aconteceu para a Terra voltar aos tempos medievais depois de um mundo tecnológico de ponta é enorme. Estou mesmo muito curiosa para ler o terceiro volume, para saber mais sobre estes aspetos e para saber mais sobre Jorg. 

Jorg. Depois do final estrondoso do primeiro livro, onde ele ascende a rei depois de dizimar populações inteiras e o seu tio, Jorg vê-se a mãos com um desafio: reinar e fazer do seu reino algo prospero e poderoso. Claro que ele não quer ficar por ali e o seu objetivo é ganhar a Guerra dos Cem (todos os reinos querem que o seu rei seja o Imperador) e tornar-se Imperador. Quatro anos depois dos acontecimentos passados no primeiro livro, Jorg está numa situação muito delicada, com o seu castelo a ser sitiado pelo Príncipe da Flecha, aquele que todas as profecias dizem ser o futuro Imperador. E vê-se também na iminência de se casar com uma jovem de 12 anos, Miana, sua prometida. 

Tendo em conta a situação delicada em que se encontra, Jorg começa a história por narrar as suas aventuras no presente, indo depois ao passado, quatro anos antes, para explicar ao leitor tudo o que está para trás daqueles acontecimentos presentes...o porquê de estar a ser atacado, o porquê de estar para se casar e o porquê de muitas outras coisas que lhe aconteceram naquele espaço de tempo, coisas essas que ficaram presas dentro de uma caixa mágica que que está à espera de ser aberta, mas que não o deverá ser. 

É impossível contar mais pormenores da história sem referir spoilers, por isso vou ficar sossegada quanto aos acontecimentos da narrativa, mas é difícil! A história é tão boa!!! 

Pois bem...as personagens estão muito melhores neste livro. Jorg está muito melhor. Mais maduro, mais sóbrio, mais adulto. Não está sempre a pensar em matar e em planos mirabolantes, mas os planos que traça são muito mais inteligentes, complexos e brilhantes. Vê-se que houve um grande crescimento a nível psicológico e isso reflete-se na própria forma de narrar a história. Há mais amor, mais remorso e mais melancolia na forma como Jorg vai narrando as suas aventuras e os seus planos. Há uma busca desenfreada pelo amor que perdeu em criança, pelo amor da sua mãe e do seu irmão, também pelo amor que queria ter tido do seu pai, e também da sua amada. Jorg não se apresenta tão cruel, mas sim com uma revolta latente, criada pela falta de amor e pelo ódio em que cresceu. Gostei da forma como ele procurou a sua história e a sua família e como tentou agarrar algo que lhe faltava, algo por que sempre ansiou...o amor. 

Também as outras personagens estão mais complexas. Os Irmãos do Bando estão mais complexos, com histórias mais complexas e definidas. As novas personagens também são muito interessantes. Miana é excelente. Inteligente, engraçada e perspicaz. O Príncipe da Flecha também tem o seu interesse e todas as personagens familiares de Jorg que aparecem neste livro mostram um outro lado de Jorg muito mais belo do que aquele que se conheceu no primeiro livro. E Katherine, que também aparece para criar emoções fortes. No fundo, todas as personagens estão excelentes. 

As descrições estão muito mais elaboradas, criando um efeito visual muito forte e bom. A escrita continua fluída, criando uma leitura rápida e frenética. Jorg tem uma forma única de narrar a história, uma forma que dá todo um lado com humor a uma história que não tem muito de divertido. Mas Jorg sabe dar a sua pincelada de humor, à sua maneira. 

Como referi anteriormente, o contexto e toda a história por detrás da enredo está muito mais complexo e bem elaborado do que no primeiro livro e isso torna o livro muito mais rico e muito mais poderoso. Dá-lhe corpo e força e o mistério do que é que aconteceu à Terra é prefeito. Aqueles momentos com o holograma...lindo. 

Ora, o que há mais para referir? Apenas que espero ler o terceiro em breve. Espero que esteja ainda melhor, apesar de ser difícil, pois este está maravilhoso. Emoção, ação, amor, ódio, redenção, batalhas terríveis e muito bem descritas, planos mirabolantes e reviravoltas únicas e estonteantes são os ingredientes deste livro que eu recomendo a todos os leitores de Fantasia, a todos os que gostam de histórias fortes, com garra e a todos aqueles que gostam de uma história única e que fica com o leitor para sempre. É uma história que nos agarra e que nos consome. Recomendo vivamente! 

NOTA (0 a 10): 10 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Príncipe dos Espinhos, de Mark Lawrence

Sinopse:

Com apenas 9 anos, numa emboscada planeada pelo inimigo para erradicar a descendência real, o principe Jorg Ancrath é atirado para dentro de um espinheiro, onde fica preso, com espinhos cravados na sua carne, a ver, impotente, a mãe e o irmão mais novo a serem brutalmente assassinados. 

De alma destruída, sedento de sangue e de vingança, Jorg foge da sua vida luxuosa e junta-se a um bando de criminosos e mercenários, a quem passa a chamar de irmãos. Na sua mente há apenas um pensamento, matar o Conde de Renar, o responsável pelas mortes da mãe e do irmão, pelas suas cicatrizes e pela sua alma vazia.

Ao longo de quatro anos, Jorg cresce no sei de batalhas sangrentas, amadurece em guerras impiedosas, torna-se um guerreiro cruel e vai ganhando o respeito dos seus irmãos até que se torna o seu líder. Agora, um reencontro vai levá-los de volta ao castelo onde cresceu e ao pai que abandonou. O que vai encontrar não é o mesmo sítio idílico de que se lembra, mas o príncipe que agora retorna também não é mais a inocente criança de outrora, é o Príncipe dos Espinhos.

Finalista do prémio Goodreads para Melhor Livro Fantástico e considerado por Peter V. Brett, autor do bestseller do New York Times, como a melhor leitura dos últimos anos. (in Topseller)


Opinião:

Quando vi a Topseller a apostar neste livro pensei logo: "Muito bem! Aí está uma trilogia que tenho imensa curiosidade em ler!". E ainda bem que apostou!

Já li muitas opiniões sobre o livro, umas a dizer muito bem, outras a dizer o contrário. Mas na minha opinião, achei o livro bastante interessante.

Primeiro, a personagem principal, o narrador: Jorg. É uma espécie de vilão (a ver bem, todos no livro poderiam sê-lo), tendo em conta as suas atitudes e pensamentos, mas é bem complexo. Com apenas 9 anos, Jorg assiste ao assassinato da sua mãe, a rainha, e do seu irmão mais novo, à mercê das ordens do conde de Renar. Salvo pelo guarda que ia com ele na carruagem, Jorg cai dentro de um espinheiro e fica lá até ser encontrado, completamente preso e quase sem sangue. Depois de meses de tratamentos contra o veneno do espinheiro e para sarar as feridas, Jorg emerge dos seus delírios, completamente diferente daquilo que era anteriormente. Cheio de ódio e sedento de vingança, Jorg acorda para vingar os seus, juntando-se a um bando de mercenários.

Assim começa a demanda de Jorg, que vai mudando ao longo do livro, para depois voltar ao início. Ele tem ideias más, corruptas, assassinas, que aproveita para o fazer chegar ao poder e alcançar o seu objetivo. No tempo presente do livro (existem momentos em que Jorg relata aventuras passadas e momentos em que narra o presente), Jorg tem 14 anos. 

Existem outras personagens: membros da Irmandade (o grupo de mercenários), o capitão da guarda de Ancrath (Sir Makin), o rei (Olidan Ancrath), a rainha, a irmã da rainha (tia de Jorg, Katherine), bruxos, entre outras. Uma das coisas que podia estar melhor é precisamente o facto das personagens secundárias estarem pouco desenvolvidas. Quase não há nada que as descreva ou que aborde o seu passado e mesmo as pequenas introduções antes de cada capítulo não dão muitos detalhes sobre as personagens, e muitas dessas introduções são sobre algumas dessas personagens. 

Segundo, o enredo. A história tem uma boa premissa. Tem um começo forte e tem um objetivo: a vingança de Jorg. Gostei da história. Gostei da forma como é narrada, Jorg é um excelente narrador, muito adulto, com um vocabulário rico e expressões com humor e ironia. É uma narrativa de aventuras, em que as personagens têm vários obstáculos para ultrapassar para conseguir os seus objetivos, o que faz com que seja uma história cheia de ação e aventuras. Não há momentos parados, está sempre tudo em movimento e muitas vezes acaba por ser demasiado depressa. 

Penso que o livro podia ser maior e haver mais calma na narrativa, tanto a nível do desenvolvimento das personagens, como da própria história. 

Terceiro, o contexto. Nesta trilogia a história passa-se no nosso mundo, mas num futuro pós-apocalíptico. Existem imensas referências a ter em conta, uma vez que nada está explicito. Há robots, aparelhos elétricos, estradas, edifícios altos, e outras tantas dicas que nos deixam a pensar no no que poderá ter acontecido, se bem que nada é referido. Também há referência a países e terras existentes e a outras imaginadas, bem como culturas verdadeiras e outras imaginadas. Em termos de religião, é o Cristianismo. Há também uma grande dose de magia, mais nas partes finais, que tem potencial.

Também neste ponto penso que poderia haver um maior desenvolvimento. O autor podia ter escrito mais sobre o contexto e a sua História. Mas está muito interessante e diferente. 

Gostei da escrita, das personagens, do contexto...enfim, de tudo. Na minha opinião a história e as personagens mereciam mais detalhes e um livro mais extenso. Como este é o primeiro volume, pode ser que nos próximos haja maior desenvolvimento a estes níveis e espero que mantenha a ação ou que ainda melhore! Recomendo a todos os que gostam de um bom livro deste género! E não tenham medo da história, existem romances muito mais violentos...não li, mas As Cinquenta Sombras de Grey deve ter um conteúdo mais violento a nível sexual e moral do que este. 

NOTA (0 a 10):

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Divulgação - Príncipe dos Espinhos, de Mark Lawrence

Chegou a Portugal um dos livros mais esperados para quem é fã de Fantástico!!! 




Sinopse:


Com apenas 9 anos, numa emboscada planeada pelo inimigo para erradicar a descendência real, o príncipe Jorg Ancrath é atirado para dentro de um espinheiro, onde fica preso, com espinhos cravados na sua carne, a ver, impotente, a mãe e o irmão mais novo a serem brutalmente assassinados. De alma destruída, sedento de sangue e de vingança, Jorg foge da sua vida luxuosa e junta-se a um bando de criminosos e mercenários, a quem passa a chamar de irmãos. Na sua mente há apenas um pensamento, matar o Conde de Renar, o responsável pelas mortes da mãe e do irmão, pelas suas cicatrizes e pela sua alma vazia. Ao longo de quatro anos, Jorg cresce no seio de batalhas sangrentas, amadurece em guerras impiedosas, tornase um guerreiro cruel e vai ganhando o respeito dos seus irmãos até que se torna o seu líder. Agora, um reencontro vai levá-lo de volta ao castelo onde cresceu e ao pai que abandonou. O que vai encontrar não é o mesmo sítio idílico de que se lembra, mas o príncipe que agora retorna também não é mais a inocente criança de outrora, é o Príncipe dos Espinhos.


Autores fabulosos e publicações importantes têm uma palavra a dizer:


«Absolutamente fantástico... de cortar a respiração. Um livro negro que nos puxa para dentro dele.» Robin Hobb, autora bestseller do New York Times 


«O melhor livro que li em muitos anos. [Lawrence] prende-nos nos seus livros e não nos liberta mais.» Peter V. Brett, autor bestseller do New York Times


 «Mórbido e emocionante, um conto fantástico e corajoso.» Publishers Weekly



Sobre o autor:

Mark Lawrence é um escritor britânico e investigador no campo da inteligência artificial, tendo já colaborado com os governos norte-americano e britânico. Estreou-se na escrita com Príncipe dos Espinhos, em 2011, obra que o colocou entre os finalistas do Prémio Goodreads para Melhor Livro Fantástico em 2011, entre outras importantes nomeações. Este é o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos, composta ainda por Rei dos Espinhos e Imperador dos Espinhos, também finalistas do prémio Goodreads nos anos seguintes. Traduzido em mais de 20 línguas. 

Saiba mais sobre o autor em www.marklawrence.buzz

Príncipe dos Espinhos | 320 pp. | 17,69€ | Saída a 23 de maio

Informações presentes em: Editora Topseller

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Leonor de Aquitânia- A Rainha do Verão, de Elizabeth Chadwick - Divulgação

Já saiu um dos livros mais esperados do ano: Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão, da grande autora do Romance Histórico, Elizabeth Chadwick, de quem já tive o prazer de ler Sombras e Fortalezas. 

Este livro, encontramos a jovem Leonor de Aquitânia, que torna-se herdeira de um dos reinos mais prósperos da altura (1137). Sendo forçada a ir para Paris para casar com o príncipe herdeiro Luís VII, Leonor vai-se adaptando, até que o rei morre, tornando-se assim Rainha de França. No meio de intrigas imensas entre a Corte e o Clero, com apenas 13 anos, Leonor tem muito para aprender. 

Neste primeiro volume de uma trilogia sobre esta Rainha, descobrimos uma história repleta de segredos e História, numa fascinante viagem pela Idade Média. 





"Reconhecida pela profundidade dos seus romances históricos, Elizabeth Chadwick relata-nos uma guerra dos sexos através dos olhos de uma grande mulher." - New York Post

"Vai sentir-se a entrar numa viagem magistral!" - Daily Telegraph



Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão já se encontra nas livrarias (Edições Topseller, 480 páginas, 21,98 euros). Podem ler as primeiras páginas aqui