terça-feira, 8 de março de 2016

As Crónicas de Bane, de Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson

Sinopse:

Neste livro de contos, são narradas várias aventuras do feiticeiro Magnus Bane, das séries best-seller de Cassandra Clare. Para Magnus Bane seria impossível contar todas as suas aventuras.Ninguém acreditaria... Onze histórias que revelam alguns dos seus segredos que de certeza não gostaria que fossem divulgados. Entre o misterioso Perú e Resgates na Revolução Francesa, os fãs terão oportunidade de saber pormenores da vida do enigmático feiticeiro.

Passado em diversos países e períodos históricos, Magnus Bane com a sua personalidade sedutora, estilo exuberante e inteligência resolve problemas e interage com Clary, Tessa, Will e Alec, de Caçadores de Sombras e As Origens.

Cassandra Clare, Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan juntaram-se para escrever dez contos inesquecíveis.
(in Goodreads)


Opinião:

Depois de ler a trilogia As Origens e três da saga dos Instrumentos Mortais, foi com grande gosto que pude ler este, que é uma antologia de várias crónicas em que a personagem principal é Magnus Bane, o grande feiticeiro que desempenha sempre um papel importante e vital tanto na trilogia como na saga. Como já tinha ficado fã dele, claro que não podia deixar de ler este fantástico livro. Que verdadeiramente é fantástico! Surpreendeu-me deveras, pois não contava gostar tanto como gostei, isto porque os livros de conto nem sempre são tão bons como os livros de uma só narrativa (nem sempre, frisei bem). 

Portanto, neste livro existem onze crónicas, mais ou menos organizadas por ordem cronológica, em que Bane é a figura principal. Não é o narrador, mas a história é como que vista pela sua prospectiva e isso faz com que seja contada de uma forma muito divertida e peculiar. A linguagem é muito fluída e descontraída e faz com que o livro se leia num instante. Também faz com que pareça que o leitor faz parte das personagens, porque cria uma relação muito grande de proximidade. Magnus é uma excelente personagem também por isso mesmo, porque consegue criar laços com todos, sejam eles outras personagens ou leitores. 

Gostei muito de rever algumas das minhas personagens favoritas da Literatura, como Jem Carstairs, Tessa Grey e Will Herondale  (d' As Origens...além de Tessa aparecer por algo na saga). Foi um encanto poder ler algo mais sobre eles, uma vez que os três livros em que eles aparecem souberam a tão pouco. É uma das minhas trilogias favoritas e as personagens são fantásticas e muito queridas, daí gostar tanto delas, em especial de Jem. Esse foi um dos aspectos que me fez querer tanto ler este livro. 

Também gostei do facto de ter ficado a conhecer um bocadinho mais sobre este mundo criado pela autora. Apesar de ser um tipo de fantasia urbana, é bastante rico, em especial na trilogia e nas questões de magia e criaturas. Ler este livro, como as crónicas são várias e cada uma, mais ou menos, passada num tempo diferente (Magnus é imortal), torna-se muito interessante ver a evolução e as diferenças e semelhanças das magias, criaturas e atitudes ao longo do tempo. 

Claro que gostei mais de umas histórias do que doutras, mas no computo geral gostei de todas. Gostei muito daquelas passadas no século XIX e também gostei bastante das posteriores. Fiquei bastante intrigada com os textos finais...e quero agora ler, mais do que nunca, os outros livros da saga que me faltam ler (três), pois fiquei mesmo intrigada com o que aconteceu ao Magnus e o porquê. A autora consegue criar sempre um clima de mistério e suspense, misturado com alguma melancolia, emoção e humor, que é excelente. De certo que as outras autoras também fizeram o seu trabalho, mas não notei grandes diferenças em relação aos livros só escritos pela Cassandra Clare. 

Em suma, é um excelente livro que recomendo a todos os que gostam do mundo dos Caçadores de Sombras, de Fantasia e de Literatura no geral. É excelente! 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 6 de março de 2016

The Trials of Loki, de Roberto Aguirre-Sacasa (ilustrador: Sebastian Fiumara)

Sinopse:

Mais uma adaptação dos mitos nórdicos de Thor, agora com especial atenção para Loki. Como chegou a Asgard e algumas das coisas que fez até ajudar no declínio da cidade e dos seus ocupantes são os principais destaques deste comic. Loki, filho adotivo de Odin e irmão adotivo de Thor e de mais outros deuses, consegue sempre ser visto pelos seus "familiares" como menor e motivo de chacota, o que o faz querer mudar essa forma de ser e estar. 

Começando pelo depois do Ragnarok, a história encontra Loki e Thor numa luta para um novo início e volta para trás para contar alguns dos feitos de Loki.




Opinião:

Esta é a minha segunda experiência com as histórias da Marvel com o Thor e o Loki. Não há muito para dizer... gostei bastante. Gostei das imagens, as ilustrações estão muito bonitas e cheias de vida. Só não gostei muito do ar maníaco que o Loki por vezes apresenta à medida que a narrativa se desenrola. As cores são maravilhosas e há belas imagens. 

Não é uma história desconhecida para mim. Tive conhecimento mais aprofundado desta história/lenda através do livro de Joanne Harris The Gospel of Loki (em Português, O Reino do Fogo) e por isso já estava à espera de alguns momentos, em especial por causa do título: The Trials of Loki, traduzindo fica algo como Os Julgamentos de Loki. Gostei muito mais da adaptação de Joanne Harris, sem dúvida alguma, porque está muito mais completa e é muito mais fantástica e cheia de ação, humor e emoção. No entanto estou apenas a comparar as histórias para dizer que também gostei muito desta adaptação da Marvel. Penso que o autor focou os pontos principais e deixou as personagens bastante livres e completas, cheias de personalidade. 

Em relação às personagens, gostei bastante de Loki. A sua personalidade está bem vincada: a ambiguidade, a complexidade e o seu dilema entre as coisas boas e as más, bem como a sua sede de atenção estão todas presentes. Thor também está interessante, maduro e inteligente. Todos os outros deuses e outras personagens cumprem bem o seu papel na narrativa. 

Não sei se fiquei até dado momento desapontada...esperava algo  mais. Talvez mais detalhes, mais histórias. No fundo, soube-me a pouco e achei um tanto incompleto. Não sei se este é o primeiro livro de alguma série, se não, mas se não for, fica a saber mesmo muito a pouco. Queria mais e pode ser que um dia seja editada a continuação, porque bem merece. 

Em suma, é uma boa história, que está bem adaptada, tem umas imagens belíssimas e cumpre o seu propósito de entreter e agradar os leitores. Porém, é um pouco pequena e podia ter mais momentos da história/lenda, que davam corpo à história e não ficava nada mal, só melhorava o livro. Recomendo a todos os que gostam do tema e deste género de literatura.

NOTA (0 a 10): 8

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Outlander - A Libélula Presa no Âmbar, de Diana Gabaldon

Sinopse:

Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.

Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.
(in Goodreads)


 

Opinião:

Depois de um ano de interregno entre a leitura do primeiro e a do segundo, foi com grande prazer que me dediquei à leitura deste belo exemplar de 1000 páginas. 

Gostei muito do primeiro volume e estava na expectativa de gostar também muito deste, senão mais, e fiquei satisfeita. Acabei por não gostar mais deste do que do primeiro, mas gostei muito, uma vez que é um livro muito completo e repleto de aventuras e romance. 

Claire Fraser, esposa de Jamie Fraser, continua uma excelente narradora. Ela é a força motriz de toda a narrativa, porque é uma mulher cheia de garra e de força, que nunca cruza os braços face às adversidades e está sempre pronta para a luta, seja ela literal ou metafórica. Gostei muito de a rever e gostei ainda mais de rever Jamie, que é um autêntico homem das Terras Altas da Escócia, que neste volume se vê atirado para as intrigas da corte francesa em pleno século XVIII, a corte do Rei Sol, onde tudo é possível e onde nem tudo é o que parece. Também gostei de rever outras personagens, como a irmã de Jamie e o seu esposo, Jack Randall (apesar de o detestar) e todas as outras personagens. Mas gostei ainda mais de conhecer as novas personagens que foram introduzidas, em especial a filha de Claire e Jamie, Brianna, e também Roger MacKenzie, que serve muito bem o seu propósito, bem como do par Mary Hawkins e o irmão de Jack Randall, Jonathan. Todas as personagens são diferentes e cheias de características fortes e únicas e isso é sempre bom de encontrar num livro. 

Em relação ao enredo também gostei muito. Gostei da forma como a história começou e terminou, se bem que tenha estranhado no início, uma vez que a história começa e termina em pleno século XX. Acho que foi uma excelente forma de dar continuidade à história, bem como incrementar um tanto suspense na medida que faz o leitor se estar sempre a perguntar "o que será que aconteceu?". Também gostei de como a autora pegou e juntou esta parte com a do primeiro livro: a ida de Claire e Jamie para França, em busca de planos para frustrar a tentativa de revolta dos jacobitas na Escócia (aqueles que lutavam pela independência da Escócia), que acabou, historicamente, num autêntico massacre no Campo de Culloden. Gostei da forma como a autora misturo ficção com realidade, de uma forma bastante contextualizada. 

Também gostei de todas as descrições e todos os momentos da narrativa. Nada está ali a mais. É um livro extenso, mas nada é acessório e tudo o que lá está faz falta à história. Existem imensas reviravoltas, aventuras, lutas...existe uma grande dose de romance, que está excelente. Também há um tanto de magia que se mostrou bastante interessante. As descrições são tão detalhadas, mas sem grande palavreado, que é como o se se lá estivesse junto das personagens. Muito bom. 

Em suma, aqui está mais um excelente volume da autora, que consegue aliar História com Ficção de uma forma fantástica e imensamente contextualizada. Espero que, com a série e tudo isso, estes fantásticos livros tenham o sucesso que verdadeiramente merecem, porque, juntar viagens no tempo, com a Escócia, aventuras, romance e muita beleza, é realmente um achado único e esplêndido. O terceiro há por cá (A Viajante) e o quarto está para chegar. Espero que a saga continue com um excelente nível que demonstrou ter nestes dois volumes, pois, de facto, é uma narrativa brilhante, para todos, homens e mulheres. Recomendo vivamente e espero ler em breve o próximo.

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

I'm the King of the Castle, de Susan Hill

Sinopse:

Numa casa rural inglesa, um rapaz de nome Edmund Hooper vê o seu domínio ser dividido com outro rapaz, Charles Kingshaw, da mesma idade, cuja mãe vai trabalhar como governanta para a casa. Ambos com um feitio muito teimoso, logo começam a brigar pelo espaço e pelas atenções, com Edmund a começar o ataque a Charles assim que vê algumas fragilidades no rapaz. Assim, a luta de personalidades começa e toma conta da história.


Opinião:

Ainda não tinha lido nada da autora, apenas tinha visto o filme A Mulher de Negro (adaptação do livro de Susan Hill). Tendo em conta o género do filme/livro e também da sinopse deste livro achei que tinha aqui um livro com um enredo um tanto assustador ou de suspense. Pois bem, houve momentos em que isso pareceu possível, mas não passaram disso: possibilidades. Assim, uma história que podia ter tido momentos de grande emoção e que podia ter sido conduzida, a meu ver, de um modo mais interessante e poderoso, ficou-se por uma história sobre dois rapazes que passam o tempo a fazer bullying um ao outro. Porque este livro é única e exclusivamente sobre bullying e nisso está interessante.

Gostei das descrições dos espaços e da forma como a história é conduzida, mas não gostei muito das personagens. Não houve nenhum desenvolvimento emocional, nem em Edmund nem em Charles. Ambos continuaram os mesmos, depois de tudo o que passaram naqueles tempos. E, verdadeiramente, não há um motivo assim tão grande para um ódio tamanho...mas isso é habitual nestes casos. Não há motivo absolutamente nenhum para a existência de bullying.

No início estava a gostar muito, mas depois o enredo quase que para e fica um tanto sem alteração e isso é um pouco maçador. 

Não posso dizer que tenha compreendido melhor o lado de Charles ou o de Hooper, porque não me consegui apegar a nenhuma das personagens. A dado momento, existem diálogos interiores das personagens que estão sempre a repetir a mesma coisa e isso torna-se um bocado irritante. Não quero referir muito mais sobre as atitudes e comportamentos das personagens, senão estaria a contar demais e não o quero fazer...mas a parte final foi a mais densa. De um livro que se esperava um tanto com contornos obscuros e de suspense, esse foi o único momento, pelo menos o de maior tensão. 

Em relação às outras personagens não posso dizer que tenha ficado encantada com nenhuma, se bem que o amigo de Charles, que aparece mais para o final, pareceu-me a personagem mais interessante. Não gostei muito dos pai de Edmund nem da mãe de Charles, pois pareceram-se deveras ausentes e despreocupados.

Em suma, gostei do ambiente que a autora criou (a casa, o bosque...) porque a atmosfera está muito bem conseguida, mas esperava mais, principalmente por causa disso...a meu ver o contexto da história podia ter sido muito mais explorado e muito mais expandido. A casa e o bosque mereciam uma história e personagens melhores. As personagens não ajudaram muito e, como não houve grande evolução psicológica ou comportamental, isso fez com que a narrativa não evoluísse, mesmo que acabasse com o mesmo final. É livro interessante para debater temas sérios, como o bullying, e vale por isso.

NOTA (0 a 10): 5

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Histórias de Aventureiros e Patifes, organizado por George Martin e Gardner Dozois

Sinopse:

RECOMENDAMOS CAUTELA A LER ESTES CONTOS: HÁ MUITOS PATIFES À SOLTA.

Há personagens malandras e sem escrúpulos cujo carisma e presença de espírito nos faz estimá-las mais do que devíamos. São patifes, mercenários e aldrabões com códigos de honra duvidosos mas que fazem de qualquer aventura uma delícia de ler.
George R. R. Martin é um grande admirador desse tipo de personagens – ou não fosse ele o autor de A Guerra dos Tronos. Nesta monumental antologia, não só participa com um prefácio e um conto introduzindo uma das personagens mais canalhas da história de Westeros, como também a organiza com Gardner Dozois. Se é fã de literatura fantástica, vai deliciar-se!

AO LER ESTE LIVRO, ESTARÁ A ASSINAR UM PACTO DE COMUNHÃO COM OS SEGUINTES AUTORES:
 
Gillian Flynn – autora de Em Parte Incerta
Neil Gaiman – autor de Sandman
Patrick Rothfuss – autor de O Nome do Vento
Scott Lynch – autor de As Mentiras de Locke Lamora
Connie Willis – autora de O Dia do Juízo Final

E MUITAS OUTRAS MENTES PERVERSAS DA LI ERATURA FANTÁSTICA.
(in Edições Saída de Emergência)



Opinião:

Este livro é uma antologia de contos, com nomes sonantes como George Martin, Scott Lynch e Patrick Rothfuss. E sim, estou a referir os meus favoritos, porque, na verdade, foram aqueles de que mais gostei neste livro e que, para mim, são mesmo nomes sonantes, mesmo sabendo que todos os outros nomes presentes nesta antologia também o são.

Muito bem...

Todos os contos têm o seu interesse. Confesso que estava bastante curiosa para ler aqueles dos meus autores favoritos, e também o de Gaiman (outro autor que muito aprecio). E também posso afirmar que foram esses contos aqueles de que mais gostei.

Portanto, vou discorrer brevemente sobre todos os contos menos sobre os de Neil Gaiman, Patrick Rothfuss, George Martin e Scott Lynch.

Dos outros contos, aquele de que mais gostei foi do de Gillian Flynn, que mistura o suspense com algum terror e mistério, criando uma grande atmosfera visual e de emoção, com todo o mistério em redor da casa e também das personagens. Não gostei muito dos outros contos...achei-os interessantes, mas não fiquei fascinada...esperava mais.

Em relação ao conto de Neil Gaiman, gostei bastante, apesar de ter achado alguns momentos bastante estranhos e um pouco incoerentes. Já li outros livros do autor e sei que as suas histórias tendem a ser um pouco estranhas, mas sempre gostei muito dessa estranheza e nunca tinha achado nada incoerente, antes pelo contrário. Neste conto achei isso e fiquei um bocadinho dececionada. As personagens e o contexto são do livro Neverwhere, que tenho para ler, portanto espero compreender melhor este conto quando ler o livro.

Sobre Scott Lynch, tenho a dizer que esperava muito, muito mais. Esperava principalmente encontrar Locke Lamora e o seu bando e foi isso que me entristeceu quando vi que não havia Locke nenhum, apesar de já ter sido avisada. No entanto, é um bom conto, com muita ação e reviravoltas,  bem ao estilo do autor, que tanto se diverte a contar as suas histórias e que faz com que isso passe para os leitores.

Quanto a Patrick Rothfuss...aqui está o meu conto favorito. Gostei imenso de rever Bast e Kvothe e todas as outras personagens que aparecem no conto e nos livros do autor. Gostei do pouco que mostra, mas já mostra muito, porque não se conhece muito sobre Bast e não costuma aparecer o seu dia a dia nos livro. Portanto, este foi um belo conto, que nos mostra o que Bast faz no seu dia a dia, apesar de não avançar nada em relação à história de Kvothe. 

Depois, George Martin mostrou a sua veia mais relacionada com a narração de factos da vida das personagens, apresentando um conto onde não há diálogos nem ação direta das personagens, pois é como que uma crónica dos feitos de dois Targaryen que viveram alguns tempos antes dos acontecimentos narrados nas Crónicas de Gelo e Fogo.  Está interessante por isso mesmo, porque acrescenta mais factos históricos a este mundo das Crónicas. 

Em suma, é um livro para quem gosta de contos, de Fantasia, de histórias cujas personagens não são "certinhas" e "fofas", mas sim um bocado mais dúbias e interesseiras, como refere o título. Recomendo! 

NOTA (0 a 10): 7

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

As Horas Distantes, de Kate Morton

Sinopse:

Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...
Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.

Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre. No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...
(in Goodreads)


Opinião: 

Tinha bastante curiosidade em ler os livros desta autora. Primeiro, porque as suas sinopses sempre me despertaram a atenção; segundo, pelas suas fantásticas opiniões no Goodreads. E foi uma agradável descoberta, que só não foi uma surpresa porque esperava uma boa história, sendo isso mesmo o que aconteceu. Esta história prendeu-me logo nas primeiras páginas, criando um imaginário muito forte e deixando-me sempre em suspense, sempre a querer ler mais e a desvendar o mistério por detrás de tanta história. 

O livro, tal como refere na sinopse, conta a história de uma jovem editora, que, depois de ver a sua mãe receber uma carta misteriosa que tinha sido perdida no período da Segunda Guerra, fica completamente curiosa sobre de onde veio a carta (do castelo de Milderhurst) e sobre todo esse mistério. Mistério esse que reside na vida, mais especialmente num determinado acontecimento numa noite de tempestade em outubro de 1941, em que tudo se alterou no castelo de Milderhurst, sendo que as três irmãs nunca mais foram as mesmas. Sempre com momentos de grande intriga, mistério, romance e drama, a autora conseguiu criar um excelente romance com toques de mistério muitíssimo bem escrito e contado, uma vez que é narrado com extrema mestria. 

O enredo é fortíssimo, cheio de momentos de grande tensão e emoção, que me deixaram presa à leitura. Senti constantemente um grande apelo por saber mais, desvendar o segredo por detrás do castelo, por detrás das irmã ...e isso é revelador da força do enredo e do seu mistério. Não é um enredo previsível, sem sombra de dúvida, antes pelo contrário, e isso é fundamental numa história deste género. Tem todos os ingredientes que uma boa história deve ter e em doses bem repartidas. 

As descrições também são fantásticas e muito bem elaboradas, sem serem maçadoras. É possível sentir, ver e estar com as personagens ao longo da narrativa por causa das descrições pujantes e cheias de vida. Mesmo descrições de momentos sem corpo, como "ser chamado do meio do livro" (quando se está a ler e se é chamado), estão tão perfeitas que servem para definir esses momentos que por si mesmos não têm definição. É como se estivesse lá, se estivesse com as personagens...como se se fizesse parte do castelo e daquela história. São, de facto, descrições de grande intensidade, força e beleza. Muito assertivas e esplêndidas. 

Em relação às personagens, posso afirmar que são todas excelentes. Gostei imenso de Edith, que é a narradora e jovem editora. Sempre cheia de genica e muito curiosa, consegue ser a narradora perfeita para a história, porque está sempre à procura de respostas para os mistérios do castelo. Também gostei dos familiares de Edith, todos muito diferentes e com histórias bem fortes. E claro, também gostei das irmãs Blythe: Seraphina, Percy e Juniper, que cada uma é tão diferente da outra como o dia da noite e o sol da lua e todas têm tudo em comum e uma história tão arrepiante. Gostei de todas, cada qual à sua maneira. E também gostei muito de Tom Cavill, o eterno visitante e noivo de Juniper. 

Ao longo da leitura fui pondo várias hipóteses para a resolução dos mistérios, mas confesso que não descobri totalmente e fiquei bastante por me ter surpreendido nas minhas conjeturas, porque é sinal de que a autora conseguiu encontrar uma explicação bastante inteligente e interessante, conseguindo criar um todo global muito bem conseguido, juntando todas as peças e toda a história numa grande cúpula cheia de do passado, presente e futuro de todas as personagens. Todos os acontecimentos tiveram um propósito e uma ligação e isso está muito bem elaborado ao longo da história. 

Não tenho nenhum ponto negativo a apontar. Talvez haja quem ache a narrativa um bocadinho lenta de início, mas eu não achei, uma vez que achei isso parte integrante do mistério. 

Em suma, aqui está uma autora que espero acompanhar e que recomendo sem reservas. Excelente!

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Leituras 2015

Com algumas semanas de atraso, aqui está o balanço de leituras de 2015.

Li bons livros, li livros com algum interesse e li livros menos interessantes.

Vou aqui referir os que mais gosteis.

Em 1º lugar está...


Uma das histórias mais originais que li, um romance fabuloso.


Em 2º lugar...


O melhor livro de género Fantástico lido em 2015 (este e o segundo, uma vez que no total, ambos fazem parte do primeiro...por cá foi dividido...)


Em 3º lugar...


Uma belíssima história de amor e sobrevivência, maravilhosa história.

Bom ano!!!