sexta-feira, 14 de agosto de 2015

A Favorita do Rei, de Sandra Worth

Com uma das mais belas capas portuguesas, este livro despertou a minha atenção assim que saiu por cá. Anos depois, encontrei-o a um bom preço e decidi apostar. E verifiquei que ainda bem que a capa me atraiu...é um excelente romance histórico. 



Sinopse:

Uns estão destinados à grandeza, poucos mais do que Isabel de York. Apesar de ser a única rainha inglesa a ter sido mulher, filha, irmã, sobrinha e mãe de reis ingleses, o legado do seu espírito nobre e o amor do país ultrapassam muito a sua linhagem impressionante.

Neste romance avassalador, a autora premiada Sandra Worth dá-nos a primeira história completa da rainha do povo, Isabel, a Bondosa.

Ferozmente dedicada ao pai adorado e ao rei, Isabel de York, de dezassete anos, acredita que ele quis deixar a Inglaterra nas mãos de um dirigente justo e meritório. Como o jovem sucessor não está pronto para reinar, o poder passa para o tio de Isabel, Ricardo de Gloucester - um homem no qual a mãe nunca confiou. Pouco depois, Isabel receia que a sua própria confiança não se justifique. Após a subida de Ricardo ao trono, a família dela sofre desaires sucessivos e devastadores: o pai, já falecido, é exposto como um bígamo; ela e os irmãos são estigmatizados como bastardos; e os irmãos são presos pelo novo rei e, segundo consta, assassinados. Como pôde o pai acreditar num homem capaz de tamanha perfídia?

Mas numa noite fatídica, Isabel é levada a questionar todos os seus preconceitos. Através dos olhos da rainha consorte de Ricardo, que está doente, ela vê um homem digno de respeito e de uma adoração eterna. A dedicação dele ao povo inspira um amor proibido e acaba por dar a Isabel coragem para aceitar o seu destino, casar com Henrique Tudor e ser rainha.

Embora a sua alma pertença secretamente a outro, o seu coração pertence para sempre à Inglaterra...
(in Goodreads)

Opinião:

Um dos meus géneros literários favorito é o romance histórico e gosto sempre de ler um bom romance histórico, bem contextualizado, bem fundamentado, com personagens ricas e complexas, com uma linguagem apropriada e sem serem lamechas. Gosto de uma boa história, com emoção. E pude encontrar isso neste livro, o que me agradou bastante. Narrado na primeira pessoa, por Isabel de York, a primeira rainha Tudor, esposa de Henrique VII e mãe de Henrique VIII, este livro deu-me a conhecer vários aspetos da História de Inglaterra que eu desconhecia e é isso que eu também procuro quando leio este género: aprender algo sobre História. 

Isabel de York, a Rosa Branca de York, filha de Eduardo IV, viu a sua dinastia desmoronar-se e a sua família ser perseguida pelos Tudor, no final da Guerra das Rosas, que opôs York a Lancaster. Depois de Ricardo III ser morto por Henrique Tudor na batalha de Bosworth, a melhor forma de trazer paz à Inglaterra e também legitimar o trono de Henrique (que era bastardo) era casar com Isabel, uma descendente do antigo rei do ramo de York. No meio de uma enorme intriga política, Isabel vê-se no centro de tudo e tenta sempre fazer algo de bom. A força com que suportou o seu papel, como é referido ao longo do livro, fez-me ver nela uma rainha excelente, uma mulher forte, que tentou sempre influenciar o seu rei pelo melhor, num tempo conturbado e horrendo, onde as perseguições eram intensas e as traições também. Não conhecia a história de Isabel e gostei de a conhecer. Tendo conhecimento da história de Henrique VIII, Ana Bolena e Isabel I, foi com agrado que li esta obra, uma vez que foi no período retratado que se iniciou esse tempo, o tempo dos Tudor e depois da Idade do Ouro. 

Também gostei de conhecer Henrique VII e os outros reis que aparecem na história, apesar de aparecerem durante menos tempos. Penso que, tendo em conta tudo o que é referido, bem como as notas da autora e uma ligeira pesquisa que fiz depois de ler o livro, a autora conseguiu criar excelentes personagens, tendo o cuidado de as caracterizar de acordo com as suas personalidades reais. A relação personalidade-comportamentos-atitudes pareceu-me muito bem conseguida. 

O ambiente está muito bem descrito, tanto a nível das estruturas (castelos, espaços, corte...), como da época. A autora conseguiu criar um ambiente bem contextualizado, de acordo com a cultura e os modos daquele período. Também gostei muito das descrições das roupas que estão muito boas, sem serem maçudas. Aliás, nenhuma descrição é maçuda. Tudo é bastante fluído, a todos os níveis, tanto de diálogos, como de descrições. 

Tendo em conta que a narrativa abarca um longo período de anos, a autora mostrou grande poder de síntese, indo aos pontos cruciais, sem ser muito rápida e simplista. A escrita e a forma como a história é narrada contribui muito para o sucesso da narrativa e da sua coerência e coesão, porque é bastante fluída. 

Tenho só uma coisa a apontar que podia ter sido revisto, uma vez que é trabalho de revisão da Editora: existem nomes que estão umas vezes traduzidos para Português e noutras vezes estão em Inglês, como Ricardo e Richard. Soa um bocado estranho...

Em suma, aqui está mais um excelente romance histórico, que recomendo sem reservas, a todos os que gostam deste género literário e principalmente àqueles que gostam de saber mais sobre História de Inglaterra. Quero ainda voltar a referir o excelente design da capa, que a meu ver está maravilhoso. 

NOTA (0 a 10): 10

terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Elizabeth Desapareceu, de Emma Healey

Tive a oportunidade de ler este livro através da Editora Marcador e quero agradecer a experiência. Além da maravilhosa capa que tem, acabou por ser uma leitura diferente!


Sinopse:

Um mistério, um crime não resolvido e uma personagem inesquecível: Maud.

Maud está convencida de que a amiga desapareceu, mas ninguém acredita nela. Tem cerca de 80 anos e o seu contacto com a realidade não é o mesmo de outros tempos. Existem pedaços de papel por toda a casa: listas de compras e de receitas, números de telefone, notas sobre coisas que aconteceram. É a memória em papel que impede Maud de esquecer as coisas. De repente, nas mãos de Maud encontra-se uma nota com uma mensagem simples: «Elizabeth desapareceu.». É a sua letra, mas não se recorda de a ter escrito. O que aconteceu?

Maud está certa de que a amiga corre perigo.
(in Goodreads)


Opinião:

Gostei da história. Gostei da forma como Maud se apresenta e da forma como narra a história, entrelaçando os acontecimentos do presente com os do passado e que podem ser comparados. O ambiente de leve suspense que trespassa a obra deixou-me sempre a pensar na trama e dei por mim a ler o livro a uma grande velocidade. Uma excelente narradora, com um discurso fluído e simples, que a autora sobe moldar para dar carácter à personagem de Maud.

Maud é uma velhinha muito interessante. Com os seus 80 e tal anos, com problemas de memória e com uma história complicada por resolver no seu passado enquanto jovem, Maud consegue ser um enigma. Ela passa aproximadamente metade da história à procura de Elizabeth, outra senhora idosa, sua amiga, o que dá um certo mistério ao enredo, porque há a grande pergunta: o que aconteceu a Elizabeth?

No entanto, para mim, o grande mistério da história não foi esse e sim o do passado de Maud: a sua irmã, Sukey. No rescaldo da 2ª Guerra Mundial, Maud e a família vivem o dia-a-dia num ambiente que se vai tornando diferente a cada dia, devido ao final da guerra. Ainda com racionamento e com alguns problemas, Maud vê a sua irmã, Sukey, desaparecer. Casada com Frank, um homem amistoso mas com algumas questões mais negras, Sukey é feliz, mas tem alguns comportamentos estranhos, que mais tarde acabam por se manifestar através de conversas com vizinhos, quando Maud parte em busca de Sukey. Com a polícia a tentar descobrir o seu paradeiro e com as notícias de várias mulheres a fugir dos maridos regressados da guerra, bem como de uma assassino em série, Maud tenta descobrir por si mesma o que aconteceu com a sua irmã. 

Tudo o que se vai descobrindo sobre este episódio é transmitido por Maud, em pequenos trechos de pensamentos, que vão aparecendo em paralelo com a busca por Elizabeth, e a dado momento o mistério fica um tanto baralhado, o que faz parte do enredo e acaba por ser interessante, porque trás suspense à obra. 

Achei que o tema foi bem explorado; o dia-a-dia e as dificuldades de uma pessoa que está a perder a memória está bastante explícito e bem trabalhado e esse tema acaba por sobressair mais do que o mistério em si, o que me deixou um bocadinho desiludida, porque estava à espera que houvesse mais suspense e que essa parte da história, o mistério do passado de Maud, estivesse mais desenvolvida. Porque, no final, o que interessa mesmo é saber de Sukey e não de Elizabeth, e o que é que acontece? A resposta ao mistério fica a meio. Há uma nuvem que encobre o que aconteceu e que só desaparece tenuemente, como que por um breve instante. Penso que, se o livro fosse maior, a história podia ter sido mais desenvolvida, a todos os níveis. 

Porém, gostei do que li e o facto do mistério ter ficado relegado para uma espécie de segundo plano, só frustrou um pouco as minhas expectativas, porque confesso que a dado momento me apeteceu atirar o livro contra a parede, tal não foi a raiva que senti em relação ao rumo que a história estava a tomar. Isto só mostra como a história mexe com o leitor, o que é algo excelente. Se eu não me entusiasmar com a história, não vou ter reação nenhuma destas ou pensar em fazer algo do género, por tanto, se querem ler algo que vos intrigue, já sabem, optem por este livro, que me deixou ainda mais intrigada no final do que no início! 

NOTA (0 a 10): 8

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Uma Questão de Atração, de David Nicholls

Há alguns anos que queria ler este livro. E antes disso queria ver o filme, que tem um dos meus atores favoritos (James McAvoy). Ainda não vi o filme, mas agora já li o livro e posso dizer que gostei imenso!


Sinopse:

Brian Jackson, estudante universitário, chegou à faculdade com um desejo mais forte do que o da aquisição de conhecimentos: ser uma estrela do concurso mais famoso da TV. Mas o seu avanço no Desafio Universitário é de certo modo travado pela sua atração crescente pela sedutora Alice Harbinson, que luta para deixar a sua marca como atriz. E, à medida que os obstáculos impedem a sua relação, Brian fica cada vez mais convencido de que só um sucesso esmagador no concurso o fará conquistá-la. (in Goodreads)

Opinião: 

Aqui está um livro que posso dizer que é diferente dos outros que tenho lido, devido ao seu humor. Não costumo ler muitos livros com um cariz mais divertido, a não ser aqueles em que existe humor em alguns momentos da trama. Dei por mim a soltar gargalhadas durante algumas partes do livro, especialmente durante algumas das situações caricatas em que Brian se coloca, como a situação em que foi passar uns dias na casa de campo de Alice, com os pais desta. 

No entanto, o livro em si não é uma comédia. A história tem momentos divertidos, mas a situação de Brian acaba por não ter nada de divertido na faculdade. E a questão do programa de televisão também acaba por ser um tanto estranha. 

Já antes tinha lido um livro do autor: Um Dia, e gostei muito. Este é diferente, mas tem um quê de semelhança, em especial em relação às personagens masculinas, aqui Brian, no outro, Dexter, no que diz respeito à forma deles funcionarem em relação às outras pessoas. 

Em relação às personagens, posso dizer que gostei bastante de todas. São uma bela "caricatura" da sociedade dos anos 80. Gostei de Brian e dei comigo a torcer por ele durante toda a história. Também gostei das outras personagens, em especial da Rebecca. Achei a Alice um bocado irritante, o que é sinal que a personagem desempenhou o seu papel. 

Gostei da forma como a história é narrada. O Brian é um excelente narrador, que consegue fazer piadas de si mesmo com uma facilidade incrível. Também gostei da forma como a história se relaciona com a realidade atual da época: as músicas, os livros, o próprio concurso de televisão. 
  
A história em si, é uma espécie de critica à sociedade daquele altura, em especial à juventude e à condição social desta. Os empregos, os salários, as noitadas, as festas, as amizades, as questões políticas e as diferenças entre as diferentes ideologias...tudo está presente, mesmo que de uma forma subtil. Não é uma critica direta, é antes uma forma de abordar esses temas, contextualizando-os de uma forma muito bem feita com as personagens e o enredo. O autor conseguiu-o muito bem.

Não há nada que posso dizer que não gostei ou que estivesse a mais ou a menos. A história superou as minhas expectativas, o que é excelente. Já antes tinha recomendado o autor, aquando da revisão de Um Dia. E agora volto a recomendar. 

Aqui está um livro que se lê num ápice. Com escrita fluída, corrente e com uma boa história, que acaba por ser uma excelente critica social, entrelaçada numa história de jovens. Recomendo vivamente, porque é um livro deveras interessante, divertido e emocionante. Muito bom!

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 26 de julho de 2015

Dreams and Wonders - Stories from the Dawn of Modern Fantasy, de Mike Ashley

Este livro é uma antologia de contos de género Fantástico de autores dos séculos XVIII, XIX e XX, seleccionados e editados por Mike Ashley. Tem vinte e três autores e vinte e quatro contos bastante interessantes que demonstram que este género sempre esteve presente na Literatura e que o mundo dos sonhos e das maravilhas é um dos mais belos que existe e está à espera de quem o queira visitar, de modo a oferecer um belo passeio pelos seus caminhos.



Vou fazer um pequeno resumo de cada conto, dando de seguida a minha opinião.


The New Paris, de Johann Wolfgang von Goethe

Sinopse:

Uma criança encontra uma porta mágica no seu jardim e descobre um mundo diferente do seu, cheio de magia e maravilhas e trava conhecimento com criaturas mágicas.

Opinião:

Um conto pequeno, que serve de introdução ao livro. Muito bem escrito e imaginativo, mas falta alguma coerência. Já tinha lido uma das obras de Goethe, As Paixões do Jovem Werther, e tinha gostado muito da sua forma de escrita, das descrições. Foi um dos primeiros escritos do autor, que foi sendo aperfeiçoado depois. Gostei.

NOTA (0 a 10): 7



Sir Bertrand, A Fragment, de Anna Letita Barbauld

Sinopse:

Um cavaleiro, Sir Bertrand, durante uma das suas cavalgadas, avista um castelo belo e misterioso, envolto em escuridão, de onde partem estranhas luzes e barulhos assustadores. Decidido a explorar, acaba por seguir algo que o chama para o interior do castelo.

Opinião:

Com um toque de mistério e boas descrições de criar suspense, este foi um dos contos mais interessantes da antologia. Gostei do mistério à volta do castelo, da atmosfera de suspense e do desenlace dos acontecimentos. Bom conto.

NOTA (0 a 10): 9



The Mines of Falun, de E.T.A. Hoffmann

Sinopse:

Depois de muito navegar e sozinho, um jovem, Elis Froebom decide, com a ajuda de um velho mineiro, optar pelo trabalho numa mina (Falun). Bom trabalhador, logo desperta o interesse no dono da mina, bem como na filha deste, Ulla, pela qual se apaixona perdidamente. No entanto, algo estranho o chama de dentro da mina e ele tem de escolher qual dos desejos é maior: Ulla ou o que o chama do interior da mina.

Opinião:

Mais um conto repleto de belas descrições e de uma escrita fluída. Este é maior do que os anteriores, o que permite uma maior coerência e um maior desenvolvimento dos acontecimentos e das personagens. O final foi bem preparado. Gostei muito.

NOTA (0 a 10): 10



The Life of Dreams, de Edward Bulwer-Lytton

Sinopse:

Um homem conta uma história a outro sobre o Sonho e a sua importância na vida real, entre o que se imagina e o que é criado realmente pela imaginação. O Sonho e a Realidade entram em conflito e aquilo que se deseja e que se cria no reino dos sonhos acaba por tomar conta da realidade.

Opinião:

Achei este conto um pouco confuso, principalmente pelo facto de misturar os acontecimentos entre a conversa entre as personagens sobre o Sonho e a viagem das personagens. Porém, gostei muito das descrições dadas pela personagem em relação ao Sonho e ao que foi criado durante este, uma vez que a a expressão e o sentimento é tão grande transmite uma grande força e emoção.

NOTA (0 a 10): 7



Siope - A Fable, de Edgar Allan Poe

Sinopse:

Uma narrativa sobre um acontecimento espantoso e estranho que aconteceu durante uma observação de uma actividade relacionada com magia.

Opinião:

Este era um dos contos que mais me tinham chamado a atenção quando comprei o livro, por causa do seu autor. Acabei por não gostar assim tanto, uma vez que já li outros contos de Poe, bem mais interessantes e misteriosos. Mas tem o seu interesse, principalmente a nível da escrita.

NOTA (0 a 10): 5



The Lady of Shalott, de Alfred, Lord Tennyson

Sinopse:

Um poema arturiano sobre a Senhora de Shalott, Elaine of Astolat, e o seu desejo em participar na corte e estar com o seu amado, Lancelot.

Opinião:

Um belo poema, cheio de vida e de emoção, que consegue transmitir ao leitor o desejo da Senhora de Shalott em sair do seu isolamento e juntar-se ao seu amado. Gostei do ritmo do poema; a rima é muito bela. Mais uma história bonita sobre esta lenda.

NOTA (0 a 10): 8



The Death of Fafnir, de William Morris e Eirikr Magnusson

Sinopse:

Um bravo guerreiro, vencedor de inúmeras e grandes batalhas, é chamado a matar o dragão Fafnir, com quem acaba por travar conhecimento.

Opinião:

Encontrei muito de Smaug em Fafnir. O autor da antologia refere, na pequena introdução aos autores e ao conto, que Tolkien inspirar-se neste conto para criar Smaug, o que se compreende perfeitamente. Gostei, mas podia estar melhor contextualizado e mais desenvolvido.

NOTA (0 a 10): 5



The Golden Key, de George MacDonald

Sinopse:

Um rapaz passa o tempo a ouvir as histórias da sua tia, acabando por acreditar em todas elas, principalmente na do arco-íris, que refere que quem encontrar a chave escondida onde o arco-íris termina terá grandes aventuras. Assim, começa a tentar descobrir o local até que algo de extraordinário aconteceu.

Opinião:

Gostei muito deste conto, acabou por ser um dos que mais gostei. É um bocadinho mais extenso do que outros, o que permite que haja um maior desenvolvimento a nível da narrativa e das personagens. Gostei da forma como a história foi conduzida e das aventuras pelas quais as personagens passaram. Fez-me lembrar A História Interminável, de Michael Ende. Muito bom.

NOTA (0 a 10): 10



The Story of Willie and Fancy, de Lucy Lane Clifford

Sinopse:

Willie é um rapaz inteligente e sossegado que sonha conhecer o Fim do Mundo e tudo até lá, bem como viver várias aventuras. Certo dia, aparece Fancy, uma rapariga divertida e um tanto estranha, que o leva a viver muitas aventuras.

Opinião:

Outro conto muito bom. Gostei muito da relação entre as duas personagens principais e de como os acontecimentos terminaram. Também este conto fez-me lembrar de outro livro: O Oceano no Fim do Caminho, de Gaiman.

NOTA (0 a 10): 10



The Poor Lovers, de Edith Nesbit

Sinopse:

Um casal apaixonado e pobre decide partir para Londres de modo a tentar ganhar algum dinheiro.

Opinião:

Um belíssimo conto, apesar de bastante triste. O casal é bastante doce e apaixonado e não merecia tudo o que lhe aconteceu, mas o final compensa isso.

NOTA (0 a 10): 10



The Fountain of Gold, de Lafcadio Hearn

Sinopse:

Um homem agonizante conta a um padre a sua estranha aventura em terras estranhas, aquando dos Descobrimentos, e como conheceu uma jovem diferente e maravilhosa, junto a uma fonte de ouro, no meio da selva.

Opinião:

Gostei deste conto, principalmente por causa das belíssimas descrições que são feitas sobre a selva e a fonte de ouro. Através dessas descrições, consegue transportar o leitor para o local descrito, o que é fantástico. Muito bonito.

NOTA (0 a 10): 9



The Potion of Lao-Tsze, de Richard Garnett

Sinopse:

Um imperador muito poderoso decide prolongar a sua vida para a eternidade e manda os seus conselheiros descobrir um método para o fazer. Quando descobre que só a poção de Lao-Tsze (uma irmandade que foi praticamente dizimada às suas ordens), ordena que lhe tragam a poção a todo o custo.

Opinião:

Um dos contos mais exóticos desta antologia. Gostei da narrativa e dos acontecimentos que levaram ao final. Bastante interessante.

NOTA (0 a 10): 8



Charon Makes a Discovery, de John Kendrick Bangs

Sinopse:

Charon, um dos barqueiros mais famosos do rio Styx, descobre um barco mais bonito que o seu e decide investigar. O que ele não sabia era que o barco era dos mais poderosos da companhia fluvial.

Opinião:

Tem um certo humor, uma escrita fluída e interessante e também um enredo leve e fluído. Gostei, mas não foi dos meus favoritos.

NOTA (0 a 10): 6



The Adventure of the Snowing Globe, de F. Anstey

Sinopse:

Um homem vai a uma loja de brinquedos para comprar uma prenda de Natal para o seu afilhado e enquanto está na fila decide explorar um globo de neve com um castelo. Quando vai por ele está no castelo, no meio da neve, e a ser chamado por outro homem para ajudar a sua senhora, a princesa do castelo, que está em apuros.

Opinião:

Mais um conto cheio de humor. Gostei imenso da forma como o narrador solucionou o problema do dragão. Muito engraçado! E gostei  da forma como o enredo foi conduzido.

NOTA (0 a 10): 9



The Magic Mirror, de Charles Aken Fairbridge

Sinopse:

Um homem intervém numa contenda entre uma cobra e um antílope, intervindo em favor da cobra. Esta, sendo o rei dos repteis, decide favorecer o homem com um presente à sua escolha e este escolhe o espelho que concede desejos. 

Opinião:

Mais um conto interessante, em especial por revelar a natureza dos seres humanos em relação ao poder.

NOTA (0 a 10): 6



The Riddle, de Walter de la Mare

Sinopse:

Numa casa antiga mora uma senhora já idosa. Certo dia os seus sete netos vão para lá morar e ela avisa-os de que podem andar por toda a casa, menos ir ao quarto onde está a arca antiga. No entanto, mais tarde ou mais cedo esta começa a chamar pela atenção das crianças, até que, uma a uma, elas decidem ir espreitar. 

Opinião:

Um dos meus contos favoritos desta antologia, a par de um outro. Este é o conto que mais me enredou na sua história e que maior força exerceu sobre as minhas emoções. Gostei muito da forma como a narrativa foi conduzida e de todo o mistério à sua volta, bem como da forma como terminou, no meio da neblina.

NOTA (0 a 10): 10



The Piper at the Gates of Dawn, de Kenneth Grahame

Sinopse:

Uma aventura com os animais da história The Wind in the Willows (O Vento nos Salgueiros), do mesmo autor. Depois do desaparecimento do bebé Lontra, a Mula e o Rato decidem procurá-lo, acabando por viver uma estranha e mágica aventura de um instrumento musical misterioso.

Opinião:

Lembro bastante bem de ver os desenhos animados baseados nesta história de Grahame e achava-os engraçados, apesar de não serem os meus favoritos. Anos depois encontrei este conto e fiquei contente. Apesar de não ter lido o livro, gostei do conto. Uma bonita fábula. 

NOTA (0 a 10): 7



Inside-Out: The Story of Bunder-Runder, the Jailbird, de Laurence Housman

Sinopse:

Bunder-Runder é preso e enquanto está na cadeia dedica-se a sonhar e a escrever o mais belo poema de todos, relacionado com o seu sonho, como forma de evasão.

Opinião:

Uma bela metáfora para a evasão a situações de clausura. A escrita e a narrativa são interessantes e existe um clima de relaxamento bastante acentuado. É um conto diferente, mas interessante.

NOTA (0 a 10): 6



Tales of Two Thieves, de Lord Dunsany

Como os contos são pequenos, o editor decidiu utilizar dois, que se relacionam entre si, uma vez que o primeiro é sobre o pai e o segundo, sobre o filho.

Tales of Two Thieves - The Distressing Tale of Thangobrind the Jeweller 

Sinopse: 

Thangobrind é um joelheiro e um ladrão que tem como nova missão roubar o diamante gigante que está nos braços de uma divindade-aranha: Hlo-Hlo, em troca da filha do Príncipe Mercador. Assim, lá vai ele para a sua missão.

Opinião:

É um bom conto, cheio de aventuras e suspense, com um desenlace inesperado. Gostei da personagem principal.

NOTA (0 a 10): 7


Tales of Two Thieves - The Bird of Difficult Eye

Sinopse:

O filho da personagem do conto anterior parte em busca dos ovos do pássaro da dificuldade, cujos ovos ao racharem podem dar pedras preciosas ou nada, sendo que se ele chegar a tempo de encontrar os ovos a eclodir pedras preciosas terá sucesso na sua missão, que é ficar com as pedras para um negócio da alta sociedade.

Opinião:

Parecido com o conto anterior, mas com menos aventuras. Gostei mais do anterior por ter mais aventuras. 

NOTA (0 a 10): 6



Celephais, de H.P. Lovecraft

Sinopse:

Um homem, Kuranes, perdeu os seus recursos e está sozinho. Cada vez mais isolado, começa a dedicar-se ao sonho e durante esses tempos constrói no reino dos sonhos um reino Celephais, que é uma cidade maravilhosa, nas nuvens, em que ele é uma figura importante e nobre.

Opinião:

Esta é a segunda história que leio do autor. Li, no ano passado, Nas Montanhas da Loucura, e gostei muito. Também gostei deste conto, principalmente das belíssimas descrições de Celephais e de como

NOTA (0 a 10): 8



Under the Moons of Mars, de Edgar Rice Burroughs

Sinopse:

John Carter, depois de conseguir fugir a um grupo de indios e de deixar o seu amigo morto dentro de uma gruta, acaba desmaiado no seu interior. Quanto acorda, está em Marte.

Opinião:

Este foi o conto que menos gostei. Conheço a história; vi o filme. Enquanto John esteve na Terra, gostei, mas quando ele chegou a Marte já não gostei tanto, apesar de não conseguir definir exactamente o que não gostei. No entanto, é um bom conto. 

NOTA (0 a 10): 5



Through the Dragon Glass, de A. Merrit

Sinopse:

Herndon desaparece misteriosamente de dentro da sua casa. Depois de muito procurado durante a noite, acaba por aparecer durante o dia, todo aleijado e no quarto. Quando o seu amigo chega a casa para o visitar, Herndon tem uma história completamente fantástica para justificar o seu desaparecimento e os ferimentos que sofreu...tudo relacionado com vidro de dragão.

Opinião:

Este foi o meu conto favorito. Gostei imenso da forma como o autor conduziu o enredo, bem como do desenvolvimento em si. Também a nível de construção das personagens encontrei uma grande coerência e crescimento. Como é mais extenso, também dá para criar um ambiente mais denso, contextualizado e coerente e personagens mais elaboradas. Aventura, mistério e pura Fantasia. Também devo mencionar que a nível dos diálogos fez-me lembrar em parte Jean e Locke Lamora (Scott Lynch). Excelente!

NOTA (0 a 10): 10



The Door in the Wall, de H.G. Wells

Sinopse:

Lionel Wallace conta ao seu amigo de infância sobre algo que o atormenta desde criança: a existência de uma porta verde numa parede branca, que, certo dia quando era muito jovem, abriu e entrou, conhecendo um lugar de extrema maravilha e pessoas muito amigas, ao contrário daquelas com quem convivia no dia-a-dia. Lionel confessa que durante a sua existência sempre tentou encontrar a porta e agarrar novamente aquele momento tão ansiado. 

Opinião:

Um dos contos mais aguardados, porque Wells é dos meus autores favoritos. Depois de ler A Guerra dos Mundos, A Máquina do Tempo e O Homem Invisível, e de ter ficado completamente satisfeita, só podia esperar algo de maravilhoso deste autor, ainda por cima no campo da Fantasia, uma vez que as suas histórias, principalmente as que já li, são de Ficção Cientifica. E gostei, gostei muito. Há uma complexidade extremamente elaborada e bem narrada, bem como uma grande reflexão sobre a infância e o que acontece neste período acaba por condicionar todas as outras etapas. A história de Lionel é forte, o narrador é excelente, como em todas as histórias de Wells, e existe uma certa moral muito interessante. Muito bom!

NOTA (0 a 10): 10



Em suma, uma antologia maravilhosa e que permite ao leitor que gosta de Fantasia uma visão de vários contos mais antigos e que estão na base de todas as histórias deste género. Também há que referir o trabalho excelente do autor da antologia, que teve a preocupação de escrever uma pequena introdução biográfica de cada autor e das suas histórias e importância para este género. Recomendo sem reservas! Muito bom e instrutivo.


Nota global (0 a 10): 9

sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Grande Amor da Minha Vida - O Cavaleiro de Bronze, de Paullina Simons

Depois de vários meses na estante, decidi pegar nesta obra, que a primeira parte da trilogia. Já tinha lido muitas opiniões sobre ela, praticamente todas positivas e estava muito curiosa para saber se ia gostar assim tanto. Só posso dizer que fiquei completamente maravilhada com a história e a forma como a autora a narrou. 



Sinopse: 

Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno. (in Goodreads)

Opinião:

Gostei muito deste livro. É capaz de ser um dos livros com contexto referente à Segunda Guerra Mundial que mais me agradou e satisfez. A forma como a autora construiu a história, entrelaçando as personagens e as suas vidas demonstrou o seu valor enquanto criada de histórias, pois apesar de não ser uma história verídica, a minúcia com que certos aspectos são apresentados faz parecer que sim. E há uma extrema beleza em todos os momentos, tanto nos mais tristes, como nos mais felizes.  

As personagens são fabulosas. Gostei imenso de Tatiana Metanova. Logo no início é possível antever uma força muito grande nela, que começa a história com 16 anos. E ao longo da história comprava-se a sua bravura, inteligência e amadurecimento. Cresce imenso ao longo do livro. De menina tímida e um pouco infantil, passa a ser uma mulher de extrema coragem e fortaleza. Muitas são as adversidades por que passa, sempre mostrando perseverança e amor por todos aqueles que a rodeiam. A sua história com Alexandre desenvolve-se a um ritmo suave, mas tenso, e acaba por se tornar numa das mais belas histórias de amor sobre a qual já li. Alexandre é namorado de Dasha, irmã de Tatiana, e a forma como Tatiana tenta levar a situação é de um altruísmo maravilhoso. Também gostei muito de Alexander, o oficial do Exército Vermelho que se apaixona por Tatiana à primeira vista e que tem muito para contar. É uma personagem com um passado denso e apaixonante, que muda para sempre a vida de Tatiana. É um belo e bom rapaz, de coração nobre, que faz tudo para salvar a sua amada durante o tempo de guerra. Uma excelente personagem. No fundo, todas as personagens são excelentes. A família de Tatiana está muito bem conseguida, e trás à história um contexto muito rico. Dasha, muito diferente de Tatiana, consegue ser também uma boa personagem, com o seu amor por Alexandre e pela família, apesar de por vezes ser bastante mazinha. Depois temos Dimitri, o amigo soldado de Alexander, que o que mais sente é inveja do amigo que em tempos ajudou e que ficou para sempre a pedir-lhe favores, sabendo do passado de Alexander e sempre pronto a contá-lo a quem não deve. É um bom antagonista, apesar de ter o seu ponto de vista, que acaba por ser compreensível (outro feito da autora!). 

A história em si é fantástica. Tanto tem de belo como de horrendo. Durante as partes do cerco a Leninegrado, as descrições e a paixão com que a autora as escreveu fizeram com que eu conseguisse imaginar-me lá. A fome que as personagens sentiram, os horrores por que passaram, o terror dos bombardeamentos alemães...é como se o leitor lá estivesse presente, mesmo que só como mero espectador, tal como Harry Potter no Pensatório. Depois, também nas partes mais belas temos essa particularidade. Os momentos felizes pelos quais as personagens passaram também estão maravilhosamente descritos e é como se o leitor lá estivesse. 

Existe uma paixão enorme em tudo é que é contado. Não existem momentos "mortos" ou "parados". Existe sim a vida daquelas pessoas que apesar de não terem existido na realidade, existiram de um outra forma. Tatiana, Alexander, Dasha, Marina, Dimitri, Pasha, Mathew...todos podiam representar pessoas reais que viveram aqueles momentos reais. A história de amor entre Alexander e Tatiana é um hino à liberdade, à perseverança, ao idealismo, ao amor, à vida em si. É um bonito testemunho sobre a beleza que existe no mundo, mesmo nos momentos mais desesperados e horrendos da História. No fundo, é apenas uma pequena gota, uma parte ínfima de todos os horrores da guerra, mas uma gota pela qual vale a pena lutar. É essa força que está presente em todos os momentos da história e que me fez lê-la com um sentimento de abandono. 

Ao longo da narrativa espera-se tudo. Não há nada que esteja previamente concebido e tudo pode acontecer às personagens. A parte final é muito rica e muito forte. Estive até ao fim à espera de que algo acontecesse e depois...é isso que faz com que um livro seja único. 

Espero que o segundo seja assim tão bom. Com o final que este teve, só pode ser mais uma história excelente, repleta de momentos de grande tensão, beleza e emoção. É uma obra de qualidade. Recomendo sem reservas a todos aqueles que gostam de uma boa história em tempos de guerra, onde a esperança existe, com uma boa história de amor como pano de fundo. É um dos mais belos romances de guerra que li até hoje e espero ler em breve a continuação. 

NOTA (0 a 10): 10

sábado, 4 de julho de 2015

A Espada de Shannara, de Terry Brooks

Assim que soube que ia ser lançado em Portugal fiquei bastante satisfeita e curiosa, pelo facto de já ter lido sobre o livro e porque, ultimamente não têm sido editados muitos livros de género Fantástico. Portanto, foi com grande agrado que recebi A Espada de Shannara.


Sinopse:


Uma das mais épicas sagas de fantasia de sempre.


Dizem as lendas que as Grandes Guerras do Passado destruíram todo o mundo. Mas, a viver em paz no bucólico Vale Sombrio, o meio elfo Shea Ohmsford pouco sabe sobre esses conflitos.

Até ao dia em que ressurge uma terrível ameaça: o Lorde Feiticeiro, que todos julgavam morto, planeia regressar e destruir o mundo para sempre. A única arma capaz de deter esse poder das trevas é a Espada de Shannara, que apenas pode ser usada por um herdeiro legítimo de Shannara. Shea é o último dessa linhagem, e é sobre os seus ombros que repousam as esperanças de todas as raças.

Por isso, quando um aterrorizante Portador da Caveira enviado pelo Lorde Feiticeiro voa até ao Vale Sombrio para destruir Shea, este sabe que acabou de começar a maior aventura da sua vida.


Assim começa esta saga emocionante de Terry Brooks, uma das mais épicas sagas de fantasia de sempre. (in Edições Saída de Emergência)


Opinião:

O que posso dizer sobre este livro? 

Posso dizer que gostei da escrita, da história, das personagens no geral. Gostei das descrições que são apresentadas ao longo da narrativa e que deixam o leitor entrar completamente no ambiente da história e gostei muito da História do Passado. Mas houve um problema: as semelhanças com O Senhor dos Anéis são demasiadas. E isso fez com que eu não conseguisse parar de fazer comparações ao longo da leitura. Ou seja, gostei do livro, mas mais como se fosse uma história alternativa de O Senhor dos Anéis. É como se as personagens de Tolkien tivessem feito um livro com as suas aventuras e alterado os seus nomes e alguns acontecimentos. 

A história tem um bom contexto e está bem fundamentada. O passado para além da narrativa é rico e merece ser bem explorado, pois tem potencial. E não é o contexto, apenas, que me faz referir as semelhanças com O Senhor dos Anéis. Esta fórmula não é nova. E o autor não tem problema em referir que é grande admirador de Tolkien. Os livros da Roda do Tempo, de Robert Jordan, também a têm, bem como os d' A Espada da Verdade, de Terry Goodkind. E nisso também são parecidos com O Senhor dos Anéis. No entanto, o que me fez comparar em quase todos os momentos, foram a sequência de acontecimentos e os atos das personagens. E isso podia ter sido evitado, como o foi nas outras duas sagas que referi.

Mas lá para o final a história distancia-se e isso fez com que gostasse mais do que estava a ler. A parte final é especialmente interessante. As batalhas estão extremamente bem descritas e as partes mais empolgantes também estão muito bem conseguidas. Uma vez que todo o livro se assemelha à trilogia de Tolkien, o segundo volume de Terry Brooks tem tudo para ser diferente e espero realmente que seja muito melhor, uma vez que, tirando as semelhanças, a história em si é interessante.

Em relação às personagens tenho a referir que são interessantes, apesar de não ter ficado especialmente agarrada a nenhuma delas. As que gostei mais foi de Shea, Menion Leah e Panamon Creel. Shea por ser aquele em quem depositei mais expectativa; Menion porque é o mais engraçado e aventureiro; e Panamon porque foi o que mais me surpreendeu e que mais se distanciou das personagens criadas por Tolkien. 

É um livro que oferece tudo o que um livro de Fantasia tem para oferecer: aventura, magia, ação, um contexto rico, momentos empolgantes. Espero sinceramente que o próximo seja muito melhor, pelos motivos que já referi, porque quero ler mais sobre este mundo e sobre estas personagens. Fiquei muito curiosa com o final e com o que se segue, uma vez que os momentos finais parecem resolver a situação inicial. Fiquei deveras curiosa com o rumo que a história pode levar. 

Quero também agradecer à Edições Saída de Emergência e referir a beleza da capa e do interior gráfico do livro. Está excelente! 

NOTA (0 a 10): 7

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Highlander - Desejo de Um Escocês, de Maya Banks

Este é o segundo livro sobre os Montgomerys e os Armstrongs. Depois de ter gostado muito do primeiro livro, foi com grande entusiasmo que peguei no segundo volume.

Sinopse:

Uma mulher que habita nas sombras mostra a um guerreiro escocês o verdadeiro significado do amor.

Genevieve McInnes está fechada a sete chaves na fortaleza McHugh, prisioneira de um cruel laird que tudo faz para a humilhar. Quando Bowen Montgomery se apodera da fortaleza numa missão do seu clã, Genevieve descobre que o seu espírito ainda não está quebrado. No entanto, o seu caminho para a liberdade permanece incerto. Incapaz de regressar para uma família que a crê morta ou abandonar os habitantes da fortaleza à mercê de um novo senhor, Genevieve escolhe adotar a vida pacífica de uma abadessa. Mas a sensualidade rude de Bowen desperta nela o desejo secreto de ceder à tentação das suas carícias.


Bowen enfrenta os maiores inimigos, mas não está preparado para lidar com esta mulher atraente que captura o seu coração. Deixa-se encantar pela sua determinação, beleza invulgar e força inabalável.


Mas será preciso muito mais do que as artes de um sedutor para a conquistar. Se quer amar Genevieve, terá de fazer a escolha entre libertá-la ou perdê-la para sempre…
(in Goodreads)

Opinião: 

Aqui está mais um bom romance erótico passado na Escócia. Não é uma inovação em relação ao primeiro, a história não é muito diferente em termos de conteúdo, mas é uma boa história. Apresenta excelentes personagens; as conhecidas do primeiro livro mantêm-se à altura e foi um prazer reencontrá-las; as novas personagens também são interessantes, em especial Genevieve, a personagem feminina principal, que tanto passou às mãos de Ian McHugh, já conhecido do livro anterior. E as relações que se estabelecem entre as personagens também estão muito bem e bem contextualizadas.

Gostei da forma como o enredo foi evoluindo e crescendo, de forma bastante linear e sem muita acção, mas com bastante erotismo e sensualidade. Em relação ao primeiro volume, este tem mais destes dois ingredientes, mas não fica atrás do primeiro. Tem as suas diferenças, gostei ligeiramente mais do primeiro, devido à acção, às interacções entre personagens e às questões políticas, mas também gostei muito deste. Existem cenas bastante coloridas entre algumas personagens, bastante visualizáveis, mas sem serem descabidas, o que é bom.

No entanto, há um aspecto que não me agradou muito. A autora refere várias vezes a mesma informação ao longo da história, com poucas páginas entre si até, como se o leitor não compreendesse as informações à primeira. Além de ser repetitivo e desnecessário, acaba por quebrar um pouco o ritmo da história. É o único aspecto menos positivo que tenho a referir. 

Depois, existem as belas descrições dos cenários das Terras Altas, que são sempre de maravilhar. Como gosto bastante da Escócia, é sempre com prazer que leio sobre este país, uma vez que é uma forma de o visitar.

É um livro bom, que retoma o que foi deixado no volume anterior da melhor forma que poderia ter sido feita, introduzindo novas personagens. Agora é esperar pelo próximo.

Recomendo vivamente aos amantes deste género de literatura. É um bom romance, com boas descrições a todos os níveis, boas personagens, bom contexto. Serve o seu propósito de entretenimento e apesar de não ser fantástico, é muito bom. Vou querer ler mais livros da autora!

NOTA (0 a 10): 9