Sinopse:

No limiar dessa derrocada, com o início das invasões bárbaras, e nos primórdios da sedimentação dos poderes espirituais e temporais da igreja católica, esta Senhora viveu as suas ambições, os seus amores e as suas contradições. Como se fora por sua própria mão, se deixa aqui contar o que viveu, e preencher assim lacunas históricas que têm suscitado a curiosidade e a imaginação de numerosos historiadores e biógrafos.
Citando Stewart I. Oost, Professor de História Antiga da Universidade de Chicago, no seu Ensaio Biográfico sobre Galla Placidia Augusta, sabe-se que «muitos dos acontecimentos externos da vida de Galla Placidia Augusta são tão impressionantes e peculiares, que a nossa curiosidade é espicaçada, para além do que é habitual, a descobrir tudo o que possa ser conhecido sobre ela». (in Chiado Editora)
Opinião:
Este é o primeiro livro que leio da Chiado Editora e também aquele com que iniciei a parceria.
A Imperatriz e a Rosa conta a história da Imperatriz Galla Placídia, filha de Roma, esposa de Ataúlfo, rei dos Godos, e depois, esposa do Imperador Constâncio III. Viveu entre 392 d.C. e 450 d.C. e a sua vida foi repleta de contratempos, jogadas de poder e o leve equilíbrio entre a guerra e a paz, uma vez que este foi um período da História bastante conturbado, em que o Império Romano já estava a ver o seu apogeu a definhar, devido às Invasões Bárbaras. É também neste período que o Cristianismo começa a ser a religião universal em detrimento de outras, nomeadamente dos cultos pagãos e do misticismo. É uma época de guerras políticas, religiosas e geográficas e esse é um aspeto bem presente ao longo de todo o livro.
Galla Placídia (in Wikipedia)
A história da Imperatriz é contada através dos seus manuscritos e também de uma parte dos manuscritos da sua criada, na parte inicial do livro. Ao longo desses manuscritos o leitor tem oportunidade de conhecer a vida de Galla nos seus detalhes públicos e privados e especialmente nos porquês das suas decisões. Tem também a oportunidade de se confrontar com a Escola da Rosa, grupo místico cujos conceitos religiosos abrangem várias filosofias, nomeadamente as mais místicas e transcendentes. Galla faz parte desta Escola e tal influencia a sua vida em todos os aspetos.
Gostei de ler este livro especialmente devido aos conteúdos históricos nele presentes. No entanto teria sido mais interessante se a história fosse uma narrativa e não um conjunto de manuscritos, apesar da ideia dos manuscritos ter bastante valor e interesse histórico. Estou a referir-me à ação que todos os acontecimentos têm e que podia ter sido potenciado se o texto tomasse a forma de uma narrativa. Também achei interessante o facto de ter aparecido Merlin, relacionado com a Escola da Rosa. Pude comparar algumas teorias aqui presentes com as que já li nos livros de Stephen Lawhead, em o Ciclo Pendragon: questões do Outro Mundo e dos druidas fazem parte desta filosofia ou algumas questões semelhantes.
Outro aspeto que me agradou foi o facto da escritora ter tido atenção aos detalhes históricos e a toda a vida das personagens envolvidas na trama. Placídia Amaral conseguiu criar um ambiente, contexto e pormenor bem credível e inteligente, mostrando saber histórico (algo importante para a escrita deste género de obras literárias). As relações entre as personagens estão bem apresentadas, bem como o conjunto global do que é apresentado ao longo do texto.
O livro contém um mini dicionário de termos romanos e de contexto da época, logo no início, o que é extremamente útil durante a leitura. No final, está uma cronologia dos acontecimentos históricos presentes ao longo da obra, o que também tem interesse e utilidade para contextualizar melhor e relembrar o que aconteceu de mais relevante naquele período de tempo.
Quanto ao ritmo de leitura, este mostrou-se ser bastante fluído.
Gostei de ler este livro e recomendo a todos os que gostam de romance histórico.
NOTA (0 a 10): 8
Olá,
ResponderEliminarUm dos meus generos favoritos sem duvida e parece que começaste bem a tua parceria com a Editora, faltou mais historia e menos manunscritos, o que não quer dizer que não se torne um leitura interessante e agradável.
Bom comentário ;)
Bjs e boas leituras
Olá Fiacha,
Eliminartambém é um dos meus géneros de eleição. Sim, agora é escolher o próximo. É isso mesmo, em manuscrito é uma forma diferente de contactarmos com os acontecimentos narrados.
Obrigada!
Bjs e boas leituras!