segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Top Mais

Depois de ter partilhado o Top Menos aqui está o Top Mais. Este não se resumo a três livros, mas sim a dez! Sim! É mais difícil escolher os que mais gosto. No entanto há diferenças entre os que mais gosto, daí o Top.
Se clicarem na imagem da capa podem ler as minhas opiniões!

1º 
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/01/os-dragoes-do-assassino-robin-hobb.html

2º 
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/11/princesa-mecanica-de-cassandra-clare.html

http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/06/red-seas-under-red-skies-de-scott-lynch.html

http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/08/em-nome-da-memoria-de-ann-brashares.html


http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/02/o-mapa-do-tempo-de-felix-j-palma.html

 6º
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/03/sinopse-finn-conseguiu-fugir-de.html

 7º
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/09/marina-de-carlos-ruiz-zafon.html

http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/07/os-tres-mosqueteiros-de-alexandre-dumas.html

 9º
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/01/cloud-atlas-atlas-das-nuvens-de-david.html

 10º
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/10/taliesin-o-ciclo-pendragon-de-stephen.html

Top Menos

Antes de partilhar o meu Top Mais, vou começar pelo Top Menos. Este ano não houve assim grandes desilusões literárias. Isto deve-se ao facto de eu escolher bastante aquilo que quero ler. À partida não arrisco muito nas leituras, porém há sempre algumas que não correspondem àquilo que eu esperava. É dessas que vou aqui abordar.

Este Top consiste numa escala de 1 a 3 (1 para o pior e 3 para o "menos pior"). Ora aqui vai.


1º 
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/01/cinder-de-marissa-meyer.html


2º 
http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/06/jonathan-strange-o-sr-norrell-de.html


http://oimaginariodoslivros.blogspot.pt/2013/01/cinder-de-marissa-meyer.html

Leituras 2013

 Chegou a altura de refletir sobre as leituras deste ano. Para começar aqui estão os livros lidos este ano:



Li 43 livros. A maior parte correspondente ao género Fantástico e li alguns Romances Históricos

 O post seguinte será sobre os que menos gostei!

"Luz e Sombra" de Leigh Bardugo

Sinopse:

Só ela consegue vencer as trevas... Rodeada por inimigos, a outrora grande nação de Ravka foi dividida em duas pelo Sulco de Sombra, uma faixa de escuridão quase impenetrável cheia de monstros que se alimentam de carne humana. Agora, o seu destino pode depender de uma só refugiada. Alina Starkov nunca foi boa em nada. Órfã de guerra, tem uma única certeza: o apoio do seu melhor amigo, Maly, e a sua inconveniente paixão por ele. Cartógrafa do regimento militar, numa das expedições que tem de fazer ao Sulco de Sombra, Alina vê Maly ser atacado pelos monstros volcra e ficar brutalmente ferido. O seu instinto leva-a a protegê-lo , e ela revela um poder adormecido que lhe salva a vida, um poder que poderia ser a chave para libertar o seu país devastado pela guerra. Arrancada de tudo aquilo que conhece, Alina é levada para a corte real para ser treinada como um membro dos Grishas, a elite mágica liderada pelo misterioso Darkling. Com o extraordinário poder de Alina no seu arsenal, ele acredita que poderá finalmente destruir o Sulco de Sombra. No entanto, nada naquele mundo pródigo é o que parece. Com a escuridão a aproximar-se e todo um reino dependente da sua energia indomável, Alina terá de enfrentar os segredos dos Grisha... e os segredos do seu coração. (In Goodreads)

Opinião:
Bem, aqui está um livro que me espantou. Decidi lê-lo pois li várias opiniões fantásticas sobre ele e também porque andei a ler bocadinhos na livraria. A curiosidade dá para isto!

Pois bem, quando comecei a ler senti algo parecido com um misto de frustração. Não estava a corresponder às minhas expectativas. Porém, à medida que ia lendo e que a história ia avançando comecei a ficar mais aliviada e pensei "ah, agora sim, está parecido com aquilo que tinha pensado!". No final fiquei bastante satisfeita, mas não posso dar as cinco estrelas. Espero que o possa fazer no segundo livro.

As personagens são interessantes, mas sinto que não me conseguiram cativar na totalidade. Alina, Mal e o Darkling estão muito bem, são complexos e sinto que dali pode ser extraído um belo sumo. Porém não posso dizer o mesmo das personagens secundárias. Não senti nada por elas e acho que isto deve-se ao facto de não estarem muito desenvolvidas. Sei que são secundárias, mas é importante e essencial que estejam bem desenvolvidas. Também acho que isto pode dever-se ao facto de ser o primeiro livro, podendo no segundo haver um maior desenvolvimento das personagens, mesmo a nível das suas atitudes (é mais a ente nível que me estou a referir e não a um mais característico).

Outro aspeto que senti que poderia ter sido melhor prende-se com a falta de detalhe no dia a dia de Alina, em especial nos palácios. Há um espaço de cinco meses em que muito mais poderia ter sido abordado. Os Grisha tem que aulas? O que fazem no seu dia a dia? O que aprendem? Alina só tinha aulas com Baghra e Botkin? Podia estar mais desenvolvido. O livro podia ser maior e ter mais detalhes. Falta um contexto mais coerente e mais detalhado para criar um mundo novo.

Penso que a autora dedicou mais tempo a descrever penteados e aspetos de beleza do que o que realmente interessa. Se houvesse mais conteúdo histórico do contexto, mais detalhes do quotidiano e mais sumo, ok, não fazia problema nenhum esses aspetos, mas sem uma forte base, tal fica um bocado supérfluo, pois em quase nada é relevante para o enredo em si.

Mais História deste mundo era essencial. Claro que nem todos os livros de Fantasia são como o Harry Potter, Senhor dos Anéis, Nome do Vento, Saga do Assassino, Locke Lamora ou as Crónicas de Gelo e Fogo, mas essas são as minhas referências e depois quando leio livros deste género em que falta algum conteúdo mais aprofundado... sinto-lhe a falta e é impossível não fazer comparações.

A autora podia ter se esforçado mais.

No entanto, gostei muito do desenrolar dos acontecimentos. A parte final é muito boa. Há bastante ação e momentos de gelar o sangue. O ritmo da leitura chega a ser frenético nesses momentos e isso é bastante agradável. A relação entre Alina e o Darkling é dos aspetos mais interessantes, bem como Alina e Mal. Aliás estas três personagens estão muito bem. Para mim, a maior força motriz do enredo é o Darkling. Espero que mais seja revelado sobre ele e os seus desejos, bem como sobre o seu passado. O Darkling é, sem dúvida, a personagem com mais personalidade!

Gostei muito da parte da viagem de Alina e Mal, bem como do final do livro. Promete bastante para o segundo, onde espero encontrar bastantes melhorias.

Em suma, é um livro bom, que podia ser melhor. Vou acompanhar a trilogia, pois promete algo de muito bom! Estou à espera de grandes acontecimentos de cortar o fôlego! Sim, este é o grande trunfo da autora. Espero que saia em breve o segundo (em Português) para continuar a acompanhar esta jornada.



Se calhar vou até lá fora e deixo que o vento a leve. Este vento é suficientemente forte para te alcançar, para viajar para sul através de Tsibeya, para escalar Petrozoi e ziguezaguear pelas ruas de Os Alta. Este vento não será parado por portões ou guardas. Há de subir a tua torre e abanar a janela do teu quarto, ou de se esgueirar por uma passagem oculta e passar por entre as grades da tua cela.
Vai  levantar-te o cabelo e roçar-te na face, e se calhar tu vais levantar a cabeça e ouvir-me. (p.312)

NOTA (0 a 10): 8 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal !!!

Desejo-vos um Feliz Natal, cheio de tudo o que há de bom =)


"Merlim - O Ciclo Pendragon", de Stephen R. Lawhead

Sinopse:

Merlim é o segundo romance do ciclo Pendragon, e nele é-nos narrada a história de Merlim, pelas palavras do próprio. Neste volume seguimos a história do nascimento e juventude do futuro rei Artur, por entre as disputas dos senhores rivais da Bretanha, a invasão dos saxões, a vida clandestina do Povo da Colina e a decadência do poder de Roma. (in Goodreads)

Opinião:

Este é o segundo livro do Ciclo Pendragon, de Stephen R. Lawhead. Depois de ter lido "Taliesin", foi com grande interesse que me debrucei sobre "Merlim".

Bem, não tenho nada a apontar em termos de negativo. Este é um excelente livro, com uma história muito bem escrita, cheia de detalhes e de beleza. A narrativa de Merlim (narrador presente)é resplandecente de beleza e magia. É muito interessante o facto de ele ir fazendo pequenos comentários ou mesmo interjeições sobre assuntos que mais à frente serão abordados. É uma forma de antecipação que deixa o leitor em suspense, algo que é me é agradável.

Encontramos várias das personagens do livro anterior, se não praticamente todas. Tudo se encaixa e interliga; nada fica por contar. A narrativa abarca um longo período de tempo, o que é interessante pois permite "visualizar" as mudanças operadas tanto nas personagens (física e mentalmente) como a nível do ambiente e das mentalidades no global.

Também existe um grande leque de personagens, o que é bom uma vez que as relações entre elas são muito ricas e nada básicas. Merlim está sempre presente em tudo o que acontece e procede sempre de modo maravilhoso (excepto num momento...). Merlim é a personagem principal. Ele conta-nos a sua história, desde pequeno até a um tempo mais longínquo, até ao presente, quando ele está a contar a história, se bem que tal não fique totalmente claro, o que significa que pode ser que a história que ele está a contar já tenha acontecido totalmente, mesmo o que não é contado neste livro (a vida de Artur). Penso até que esta segunda hipótese é mais provável, uma vez que, sendo imortal, Merlim poderia contar a história mesmo agora, nos dias de hoje.

Gostei muito de rever as personagens do livro anterior, nomeadamente Charis, o Rei Pescador, Morgana, Blaise, Dafyd, entre outros. Gostei muito das novas personagens, principalmente de Ganieda e seus familiares, bem como de Aurélio e Uther, Ygerna, Peleias, entre outros. Gostei muito de ver as suas interações com Merlim. O facto de Merlim ser descrito ao longo da história como um homem jovem (de aspeto) também me agradou, a nível imaginativo.

As batalhas, traições, intrigas e maldades são muitas e estão muito bem encadeadas, bem como bem descritas. As imagens são muito vividas e sugestivas, sendo fácil imaginar o que se está a ler. Este livro é tem mais características da cavalaria do que o anterior, fazendo com que a história não tenha tantos elementos fantásticos. No entanto, as profecias de Merlim estão muito bem descritas e são de grande relevo para os acontecimentos.

A possível relação desta história com a realidade é outro aspeto interessante e que me cativa, uma vez que gosto de pensar que o nosso mundo já foi um lugar assim. Depois é interessante relacionar estes acontecimentos com outros presentes em histórias com temas parecidos ou que se passam no mesmo período. Encontrei personagens que já tinha encontrado noutros livros!

Muito bom, recomendo a todos os que gostam deste género de histórias! Espero que o próximo seja tão bom ou ainda melhor!

Podem ler aqui a opinião sobre o primeiro volume.

Nota: A capa do livro aqui presente não é a da edição que li, mas como não encontrei nenhuma, tive de colocar esta.

NOTA (0 a 10): 9,5

O Hobbit - A Desolação de Smaug


Fui ver O Hobbit na segunda semana após a estreia. Depois de ter visto o primeiro duas vezes (uma no cinema e outra em casa) foi com grande curiosidade que me sentei na cadeira do cinema para ver o que é que de lá do ecrã iria aparecer. 

O ano passado fiz um post sobre o primeiro filme, que podem ler aqui. Gostei mais do filme do que do livro, pois tem mais ação, mais aventura, mais enredo. O livro não me cativou totalmente, como aconteceu com a trilogia d' "O Senhor dos Anéis", ou como com "O Silmarillion". Esse meu sentimento deve-se à estrutura de conto que a história de "O Hobbit" apresenta e da consequente "leveza" com que é narrada. Mas era esse mesmo o objetivo do autor. Apesar de não me ter fascinado totalmente, é muito muito bom!

Pois bem, este segundo filme é MUITO MELHOR do que o primeiro (algo que era difícil de acontecer, pois o primeiro está muito bom também).

O que fez com que eu achasse este segundo filme ainda melhor?

Primeiro, o aparecimento dos Elfos. No primeiro também temos Rivendell e os Elfos de Mirkwood na introdução, mas aqui não é a mesma coisa. Temos o Legolas em ação. Ele está lindo e cheio de elasticidade, de força e de ímpeto. Temos Thranduil, sempre majestoso e arrogante, com a sua maravilhosa figura enaltecida. O pai de Legolas é um maravilhoso rei, que pensa apenas no bem do seu povo e do seu território, faltando com a sua ajuda e poder por diversas vezes para com os outros habitantes da Terra Média. E temos Tauriel, que não aparece no livro, mas que a meu ver está excelente! Uma elfa guerreira, comandante das tropas de Mirkwood, valente, interessante, mas que não é aquela beleza elfíca como Galadriel ou Arwen, por ser de uma raça vista inferior, os Silvan Elves. Tauriel é espetacular! Gostei imenso da personagem e sem dúvida que a história no livro teria sido muito mais interessante se ela tivesse aparecido! 

Athelas!


Este meu gosto pela Tauriel está relacionado com a sua ligação ao anão Kili, pois claro. Kili é o meu anão favorito. É o mais engraçado e o mais interessante, a meu ver. Por isso mesmo gostei imenso de ver o destaque que ele tem neste filme. O que lhe aconteceu só veio trazer emoção e sentimento à história. Ver ali aquele desabrochar de sentimentos... aquele início da sua "relação" (entre aspas pois ainda está numa fase muito primária), depois o heroísmo dele, a sua partida, a partida de Tauriel em auxílio de Kili e o seu reencontro em Esgaroth... estes aspetos a tender para o romantismo são uma pedra fundamental no filme. E ainda há uma tensão entre Legolas e Tauriel que é muito interessante e vai dar que falar, penso eu.


Segundo, as relações com acontecimentos que se apresentam na trilogia. Vemos Sauron, o renascer dos Nazgul, Dol Guldur... o início do que acontece em "O Senhor dos Anéis". Achei fascinante, uma vez que enriquecem muito o filme, tornando-o mais coerente, mais coeso e mais épico. Gandalf tem aqui um papel preponderante, que está muito bom.


Terceiro, as sequências de algumas das cenas, em especial daquelas em que existem lutas, estão perfeitas. A cena da fuga nos barris está muito bem elaborada, bem como a do Gandalf em Dol Guldur e ainda a do Smaug.


Claro que Bilbo está muito bem, ainda não o tinha referido. Apesar de parecer que tem uma participação menos "principal", tal é só impressão. A conversa entre ele e Smaug está brilhante! Pensar nele enquanto Watson e Smaug enquanto Sherlock foi algo que me divertiu.


Gostei de ver Beor e gostei muito do Bard (bela escolha para o papel!) e de Esgaroth. No fundo, gostei mesmo de tudo e não tenho nada para dizer sobre aspetos menos positivos, pois de facto não existem.

Sobre a banda sonora, Howard Shore supera-se face à banda sonora do primeiro filme. É possível ouvir pequenas partes de músicas de "O Senhor dos Anéis" em diversos momentos. Uma que achei especial foi a Shelob Lair (o título da música), que aqui aparece numa pequena parte de The High Fells... sublime! Com algumas ligeiras alterações, que só agradam ainda mais. Completa doçura e magia!

A fotografia e a cor também estão perfeitas. Fui ver a versão 2D e não fiquei nada desiludida (tinha visto o primeiro em 3D). Está muito bem. O guarda roupa também está muito bonito.


Este sim, este filme tem tudo para ganhar alguns Oscares. Foi injusto o anterior não ter ganho nas categorias para que fora nomeado, no entanto penso que este vai conseguir alguma coisa além das nomeações.

Quem ainda não foi ver, que vá! Sim, não podem deixar de ver este maravilhoso filme! Recomendo sem reservas, a todas as pessoas.

NOTA (0 a 10): 10