sexta-feira, 4 de abril de 2014

Selo/TAG "Viajar pela leitura"


Recebi este selo/TAG da Jojo, do blogue Os Devaneios da Jojo
Obrigada =)

As regras são:
- Indicar o nome do blog que indicou esse selo
- Utilizar o banner original
- Indicar mais cinco blogues e avisá-los
- Responder à pergunta "Qual foi a melhor viagem que você já fez através da leitura e qual foi o livro?"

Vou oferecer este selo aos seguintes Blogues:

E vou responder à questão:

A melhor viagem que eu já fiz na leitura foi à Terra Média. Todos os livros de Tolkien que li sobre a Terra Média proporcionaram-me, no seu todo, uma grande viagem por esse fantástico mundo. Vendo-me como um companheiro das aventuras de todas as personagens, posso-me imaginar a percorrer os caminhos mais ancestrais da Terra Média. Desde o começo de Arda, em O Silmarillion, até à Guerra do Anel e um pouco mais além, na nova Era que se deu depois dessa batalha, pude viajar bastante. Estive presente nos acontecimentos mais espectaculares e mais fulcrais da História de Arda e sinto-me feliz por isso. Também conheci muita gente fantástica, boa, má, diferente, que me enriqueceu. Foi, de facto, uma viagem longa, tanto em tempo como em espaço, mas foi uma viagem muito bonita, muito emocionante e muito gratificante, pois foi um grande prazer. Pude conhecer todo um novo mundo, que ficará comigo por muito, muito e muito tempo. E nunca está completamente explorado. Foi uma viagem maravilhosa, que sei que gostaria de repetir com muito prazer.


domingo, 30 de março de 2014

Vencedor do passatempo Ruth - À Reconquista do Reino

Já foi apurado o vencedor do passatempo. 


Com 64 participações válidas, o vencedor do passatempo Ruth - À Reconquista do Reino, em parceria com a Chiado Editora, é:

35 - Ana... Ribeiro 

Parabéns à vencedora e muito obrigada a todos os participantes. Continuem a seguir. Mais passatempos irão aparecer! 

A Cidade de Vidro, de Cassandra Clare

Este é o terceiro livro da saga dos Caçadores de Sombras e fecha a batalha contra o vilão Valentine. Depois de ter lido os anteriores dois e de ter ficado agradada, mas não maravilhada, eis que fiquei mais contente com este volume.

Neste volume, a batalha contra as forças de Valentine intensifica-se e espera-se a todo o momento um confronto final. Clary e Jace vêem o seu relacionamento alterar-se, bem como a relação entre Simon e esta. No meio da confusão entre as relações destas personagens, os Lightwood têm de ir até Idris para reuniões com a Clave, relacionadas com os acontecimentos finais do livro anterior, e Clary vê-se de fora. No entanto, Clary consegue ir para Idris com Luke pelos seus próprios meios, uma vez que tem de descobrir o feiticeiro Ragnor Fell, como Madeleine lhe tinha dito, para procurar por uma "cura" para a sua mãe. Simon é ferido e depois preso pelo Inquisidor e pelo Cônsul. Luke apresenta Clary a Amantis, uma pessoa muito interessante e relevante para a história. Os Lightwood encontram-se com os Penhalow e são apresentados aos primos Sebastian e Aline. E, enquanto todos esperavam estar a salvo em Alicante, tudo se altera e as proteções da cidade são destruídas. Deste modo, Valentine leva a batalha mesmo para dentro dos territórios dos Caçadores de Sombras e espera vencer, estabelecendo uma nova Clave e uma nova raça de Caçadores de Sombras, mais pura, e também erradicar os Habitantes do Mundo-À-Parte do mundo. Clary, Jace e os companheiros são assim apanhados numa nova batalha e têm de agir para ajudar tudo e todos.

Senti um maior desenvolvimento da história principal, devido ao facto de terem aparecido mais personagens, do espaço e, também, do próprio clima presente ao longo desta narrativa.

Esta história passa-se em Idris, mais especificamente em Alicante, e senti que a cidade promoveu uma concretização mais intensa da história em si ou seja, o ambiente influenciou as personagens e os acontecimentos. Senti muito isso. Talvez porque também quisesse conhecer Idris e Alicante, locais indicados em todos os livros da autora que li até agora, uma vez que são locais de extrema importância para os Caçadores de Sombras, pois pertencem à sua pátria.

Gostei muito da Amantis, personagem importante para o enredo devido à sua própria história. Uma mulher forte, apesar de parecer frágil. Também gostei muito de Sebastian Verlac (uhhuh!), pois foi a personagem que mais garra veio trazer à história. Sinceramente, achei que, sem ele, o livro não teria sido tão bom. A autora teve bastante esperteza em só apresentar esta personagem neste momento, pois ela é o centro de tudo. Sebastian é quem move todas as peças do jogo para que este de desenvolva e está excelente. Tem bastante garra, pujança. É misterioso e vê-se que esconde algo, mas não se consegue compreender logo o quê... e depois começa-se a juntar certas peças, a pensar... e é então que se chega à conclusão de quem ele é neste jogo. Gostei imenso de ver a minha teoria sobre ele realizada na história. Muito bom! Senti um maior gosto pela Clary e pelo Jace, personagens que ainda não me tinham cativado totalmente. Fiquei contente com elas ao longo deste livro. Também aparecem personagens da outra trilogia, o que é bastante interessante, conectando assim as histórias entre si. Outro aspeto que senti foi o desenvolvimento das personagens. Neste livro, senti que todas as personagens cresceram psicologicamente, denotando assim um amadurecimento da própria história.

O enredo é bastante interessante. Apesar de continuar a haver foco sobre as relações entre as personagens, há um maior realce a nível da intriga do passado e do presente das personagens, intriga essa que faz com que os acontecimentos de desenvolvam com mais intensidade. Há mais jogos políticos, mais mistérios, mais batalhas, mais suspense. Tem momentos mais dark, o que favorece o ambiente e a intriga em si. Senti algumas das emoções que tinha sentido ao ler a trilogia Clockwork Devices e isso foi fantástico. Ou seja, senti que a proporção de sentimentos amorosos entre as personagens ficou mais equilibrada com a intriga em si, com os motivos de Valentine, com os porquês dos acontecimentos que levaram àqueles momentos e àqueles interesses. Este livro dá mais importância à intriga do que aos "amores" das personagens e gostei muito disso. Está tudo no seu devido patamar. Tem também momentos de grande suspense, principalmente na reta final. Esses momentos são bastante bons e intensos. O desfecho está excelente! Nada é colocado na história ao acaso e tudo está ligado, o que é sempre de relevo. São estes aspetos que promoveram um clima mais denso e mais interessante para o desenvolvimento da história.

Em suma, fiquei muito contente com a autora por ter criado uma história excelente. Fiquei agradada pelo desenvolvimento que acontece ao longo deste volume, uma vez que não tinha ficado totalmente maravilhada com os dois volumes anteriores. Recomendo a todos e agora é ler os próximos! 

- Contei-te a verdade como a via. Todos nós contamos a verdade conforme a vemos, não é? Já alguma vez te perguntaste quantas mentiras pode haver no que a tua mãe te contou e que serviram o objetivo dela? Acreditas de facto que conheces todos os segredos do teu passado? (Rainha das Fadas para Clary - p.403)

Podem ler as opiniões dos dois livros anteriores aqui e aqui

NOTA (0 a 10):  10

quarta-feira, 19 de março de 2014

Miguel Strogoff, de Júlio Verne

Há alguns tempos que queria ler este livro. Foi com muita alegria que o encontrei na biblioteca.

Este é o terceiro livro de Júlio Verne que leio. Li A Volta ao Mundo em 80 Dias e Da Terra à Lua, e agora, Miguel Strogoff. Habituada ao carácter científico das obras de este autor, foi com grande entusiasmo que me debrucei sobre uma história diferente, sem teor científico, por assim dizer. Apesar de ter gostado bastante dos anteriores, este supera-os, a meu ver. Cada qual tem a sua beleza e era impossível não reconhecer a escrita do autor. Verne tem uma escrita própria, sublime, com leves ironias e pensamentos ao longo da narrativa que fazem como que a leitura seja bastante agradável. Pois bem, Miguel Strogoff é assim.

É um livro de aventuras e nisso está na mesma ordem dos que li anteriormente, deste autor. Passa-se na Rússia, tendo como cenários principais as estepes da Sibéria e as suas cidades. Passado no século XIX, tem um ambiente fantástico, por um lado, cheio de glamour e de beleza, e por outro, de perigos e sacrifícios.

Miguel Strogoff é o correio do Czar Alexandre II, que se vê na incumbência de entregar uma carta ao irmão do Czar, o grão-duque, que se encontra na Sibéria, na cidade de Irkutsk. Depois dos postes e cabos do telegrafo terem sidos destruídos pelos invasores tártaros, comandados no seu âmago pelo traidor russo Ivan Ogareff, e pelo emir Féofar-Cã, e com o conhecimento de um plano malvado de Ivan contra o seu irmão, o Czar vê-se obrigado a enviar o seu melhor correio nesta perigosa e difícil missão. Renunciando à sua identidade e aos seus laços familiares (a sua mãe estava em Omsk, cidade no caminho de Irkutsk), Miguel vê-se com uma nova identidade (Nicolau Korpanoff, negociante/comerciante), obrigado a não se dar a reconhecer, nem a sua mãe, e chegar o mais depressa possível ao seu destino, entregando a missiva ao grão-duque. Assim é dado o mote para uma fantástica, perigosa e desenfreada viagem por meio de vários obstáculos e dificuldades. Pelo caminho, Miguel vai encontrando companheiros que o ajudam no percurso, tentando sempre manter a sua nova identidade. Encontra, nomeadamente, uma jovem rapariga de nome Nadia Orlik, que se torna numa poderosa ajudante.

Existem várias outras personagens fantásticas. Gostei muito de Miguel e de Nadia, pela sua força e perseverança, mas também gostei muito dos dois jornalistas, Harry Blount e Alcide Jolivet. A relação entre ambos, inglês e francês, vai-se tornando cada vez mais próxima à medida que progridem nas suas tarefas jornalísticas e isso é muito interessante de ser observado. Quando a rivalidade parece ser total, Alcide vê-se com um novo acontecimento que faz com que Harry o veja de outra forma e vice-versa.

No fundo, existem várias viagens ao longo da história: a de Miguel, a de Nadia, a dos dois jornalistas, a da mãe de Miguel (Marfa Strogoff), a de Ivan, a de Nicolau (outro companheiro de viagem), as das tropas. É um romance de viagens e aventuras, o que possibilita inúmeros enredos e peripécias. É bastante interessante observar estas diversas viagens e como é que elas se conjugam no global da história. Também é interessante observar o desenvolvimento das personagens e das relações entre elas, pois há uma evolução bastante grande. É bom quando tal acontece. Não são personagens estanque, mas sim personagens com carácter, com força e atitude. Muito bom!

Já referi a escrita de Júlio Verne. Tais características são uma jóia. As exclamações, a emoção, o ênfase que o autor destaca em determinados momentos é precioso para o acompanhamento das aventuras, uma vez que lhes dá relevo. Parece que se está mesmo lá, a viver as aventuras que estão a decorrer. Parece que estamos com as personagens. Tal é bastante agradável.

O autor também se preocupa em explorar e explicitar alguns aspetos ao longo da obra. Várias são as descrições e referências às paisagens, aos costumes, aos preceitos, às culturas das várias comunidades que vão aparecendo ao longo da narrativa. Sendo aquele um mundo que pode parecer diferente, por não se lhe conhecer os costumes e a cultura, nomeadamente naquela época, o autor promove também uma viagem pela cultura das diferentes comunidades presentes ao longo da história. É como que um guia. Existem inúmeras referências geográficas e culturais, criando alicerces para o leitor compreender e sentir o que está a ler, de modo a adaptar-se às realidades presentes na obra.

Em suma, mais um excelente livro do autor! Este, para mim, ainda é melhor, porque tem uma história mais extensa, que permite uma maior aproximação às personagens (apesar de histórias curtas terem, por vezes, o mesmo efeito). Acho que senti uma maior empatia pelas personagens do livro, é isso! Gostei muito das personagens e estive o tempo todo a torcer pelo sucesso da missão de Miguel e fiquei bastante preocupada por diversas vezes, devido a alguns dos obstáculos que se lhe depararam. Também gostei da mensagem de perseverança e coragem presente na obra.

Recomendo a todos!!!

NOTA (0 a 10): 10

terça-feira, 18 de março de 2014

Terra Fria, de Manuel Alves

Uma vez que a leitura conjunta já está a terminar, já posso escrever a minha opinião. Ainda bem que aceitei a proposta do Fiacha para participar na leitura conjunta desta obra, no grupo do Facebook: Cantinho do Corvo Fiacha. E só tenho a agradecer ao Fiacha por me ter dado a oportunidade de ter e ler esta história. Obrigada =) E obrigada também ao autor por me a ter enviado, pela dedicatória e por tê-la escrito.

É importante haver obras literárias que narrem acontecimentos deste período do país. É importante dar a conhecer os tormentos e as torturas que aconteceram às pessoas nas mãos da Pide e do regime. É um dever de todos nós ajudar este género de narrativas a vingar e serem conhecidas do público, pois este é um tema, um contexto, verídico e que não pode ser esquecido. Não pode cair no esquecimento, antes ser lembrado e relembrado, tanto para não deixar cair no esquecimento as amarguras de quem sofreu, bem como para não permitir que volte a acontecer. Há partes da História que não devem ter retorno e estes episódios são algumas dessas partes. Os acontecimentos desses anos, principalmente a nível europeu, não podem ser esquecidos para que não voltem de novo. Há que lutar sempre.

Antes de refletir mais sobre este tema, quero abordar um bocadinho o enredo. Terra Fria conta-nos a história de uma mulher que, quando está para morrer, decide confessar-se. Essa confissão remete para a época da ditadura e para a vida atribulada de Esmeralda. Depois de perder o marido na tentativa de fuga para a França em busca de uma vida melhor para si e para os seus, Esmeralda vê-se com uma filha bebé. Além disso, ajuda a salvar e a esconder um homem, ele próprio da Pide, que matara um agente da Pide e atacara outros, devido ao assassínio do seu irmão por estes. Esmeralda acolhe Silvério e passam alguns anos. Ao passarem alguns anos, Minda, a filha de Esmeralda, torna-se uma jovem que tem como pretendente Simão. No entanto tem em Amaro, um bufo, um suposto interessado nela que lhe faz a vida negra. Depois de uma grande confusão, a pacata vida na aldeia vê-se alterada pela chegada de um agente da Pide. Mais tarde aparecem mais e a confusão instala-se. Não quero estar a contar muitos pormenores pois não é meu intento spoilar os leitores. Por isso, para saberem mais detalhes, não hesitem em ler esta obra!

É uma história bem fundamentada. Aconteceu a muitas pessoas reais, da altura, o que acontece às personagens ao longo da história. É um romance histórico, acabar por sê-lo uma vez que remete para acontecimentos verídicos na medida geral da época que retrata. Este é apenas um exemplo do que aconteceu pelo país. As personagens são muito fortes. As suas atitudes e sentimentos são bem verídicos e palpáveis, oferecendo ao leitor uma leitura deliciosa, apesar das atrocidades que nela habitam. É uma leitura deliciosa porque é boa. Tem qualidade. Tem aspetos relevantes. É forte. Todo o enredo está muito arquitetado, não havendo pontas soltas. Todas as personagens se entrelaçam, criando uma teia de relações entre si. Como já referi em relação a outras obras, estes são fatores que eu prezo bastante, pois dão coerência e coesão à narrativa, denotando a mestria do escritor.

Gostei muito da dinâmica da narrativa e do rumo que a história seguiu. Teve um final muito comovente, mas muito belo. A beleza mistura-se muitas vezes com os atos mais cruéis e isso está bem representado ao longo de Terra Fria. É, sem dúvida, uma história para relembrar!

Esta é a primeira obra de Manuel Alves que eu leio e fiquei muito agradada. Vou querer conhecer as outras, sem dúvida. É também importante divulgar e ler os novos autores portugueses, pois só há a ganhar com isso. O país e os leitores ganham com os novos leitores! É juventude, são novas vivências, novas experiências. É bom ler os novos autores! Há que dar valor.

Recomendo totalmente, sem reservas. Parabéns ao autor por esta maravilhosa história que nos faz pensar. Excelente! Esta história é um apelo à luta pelos nossos ideais, pelo que acreditamos estar correto e pela liberdade.

Podem fazer download aqui, por 1,5 euros. Vale muito mais do que este preço!

NOTA (0 a 10): 9

Pompeia

Este é um filme que queria muito ver, por vários motivos. Primeiro, porque é um contexto/tema que costuma ter boas abordagens e ser interessante. Segundo, porque gosto da época que retrata. Terceiro, porque queria ver o Kit Harington sem ser no papel de Jon Snow e também porque apreciar o seu trabalho noutras produções. 


Fui à descoberta, uma vez que, apesar de ter visto o trailer, não li nada sobre o enredo do filme. Estava com algum receio, pois tinha lido algumas críticas não tão abonatórias, mas há sempre subjetividade nas opiniões que se escrevem (o que acontece com as minhas e com as de todos), e o que as pessoas podiam não ter gostado muito, eu podia gostar. Foi isso que aconteceu. Gostei imenso do filme. Pompeia é um filme cujo pano de fundo é, sem dúvida, a erupção do Vesúvio. Porém, não é o ponto fulcral da trama, pelo menos até às partes mais finais. Existe uma história para além da catástrofe que foi esta erupção vulcânica, não sendo uma daquelas histórias onde as personagens passam o tempo todo a fugir. Há um enredo bastante interessante. 


O filme começa na Bretanha, em 62 d.C., com o ataque de um destacamento romano a uma revolta de celtas. A tribo celta, uma tribo de cavaleiros que se opunham aos romanos, é chacinada e um jovenzinho assiste a tudo. Esse jovem acaba por salvar-se, fingindo-se de morto. No entanto, é descoberto mais tarde e é feito escravo. Dezassete anos depois, esse jovem, chamado de o Celta, é um lutador/gladiador num antro desses desportos em Londinium (Londres). Ao matar todos os seus adversários na presença de um dono de gladiadores, vê-se comprado por este novo patrão/dono e é levado para Pompeia, para ser gladiador numa grande arena e para dar bons espectáculos aos senhores e senhoras de alta linhagem. No caminho para a cidade, aparece uma carruagem com uma nobre e a sua aia. Um dos cavalos dessa carruagem desfalece no chão, moribundo. A rapariga fica transtornada e o jovem escravo propõe-se ajudar. A partir daí, a história de ambos entrelaçar-se. O Celta e Cassia desenvolvem sentimentos um pelo outro, apesar das suas diferenças. Mas pior do que isso, é o facto do Senador Corvus querer à força casar a jovem. Cassia vê-se enredada num jogo político cujas consequências podem ser devastadoras para a sua família, para ela mesma e para o Celta. O jovem, para além disso, vê-se a braços com as lutas na arena e com os seus colegas e rivais. Conhece outro gladiador, que espera pelo seu último combate antes de se tornar um homem livre: Ático (Atticus). O Celta começa por desafiar Ático, mas a amizade começa a nascer entre as rivalidades. Entretanto, o jovem, Celta, reconhece ali em Pompeia os assassinos da sua tribo, jurando vingança. Isto tudo até o vulcão entrar em erupção. 


Com uma banda sonora muito apropriada, de grande força e pujança, a história desenrola-se em perfeita harmonia. Tem um ritmo frenético, onde a ação e a emoção estão presentes durante todo o filme. O enredo está muito bem conseguido, bem como as ações das personagens e as suas atitudes ao longo da história, apesar da simplicidade da história. Há muito suspense em algumas partes, o que é sempre interessante. As lutas na arena e fora dela são perfeitas e de grande espectáculo visual, bem como as perseguições. A erupção e tudo o que se lhe seguiu também está bastante real. As roupas, os cenários, os detalhes dos objetos e dos comportamentos estão bastante fiéis à época e muito bem desenvolvidos. E claro, o final... apesar de se esperar, mais ou menos, é muito emotivo e belo.

Acho que está aqui um bom trabalho de toda a equipa de produção, montagem, realização, atores, decoração, banda sonora e todos os que trabalharam para o filme. Gostei muito de ver o Kit como Celta (ou Milo). Para mim, está melhor aqui do que na Guerra dos Tronos. Talvez por não ter imaginado ele como Jon, ou por outro motivo qualquer... Aqui está melhor. Está mais decidido, mais desenvolto. O papel requer capacidades físicas que ele mostra estar à altura. Aliás, bastante à altura. Estando habituada a ver filmes onde os gladiadores são assim homens mais possantes, fiquei muito agradada por ver um gladiador mais normal e mais bonito. Ele é bastante bonito e faz um belo par com a atriz que faz de Cassia, Emily Browning. Também gostei muito do Ático. Foi das personagens por quem torci mais, tirando o Celta e a Cassia. O vilão principal está perfeito. O ator que lhe dá vida teve aqui um bom desempenho (Kiefer Sutherland). Todos os atores estão bem nos seus papéis.



Em suma, este é um filme histórico, um filme épico. Excelente!!! Fiquei muito satisfeita com o filme e recomendo, sem reservas. Não temam as reviews que não sejam positivas, pois os gostos são diferentes e o que uns gostam, outros podem não gostar. E o que uns não gostam, outros podem gostar. Vão ver o filme!


NOTA (0 a 10): 10

domingo, 16 de março de 2014

The Monuments Men - Os Caçadores de Tesouros


Este é um filme baseado numa história verídica. O roubo de peças de arte pela polícia de Hitler foi um facto ao longo das invasões alemãs pela Europa. O roubo tinha uma finalidade: rechear o Museu do Fuhrer. Hitler mandará erguer um museu para ter todas as obras de renome da Europa. Todos os quadros, retábulos, esculturas e outros objetos artísticos seriam levados para o seu museu e assim seria dono de toda a cultura europeia. Mais um sonho de loucura, como se pode constatar. O projeto estava desenhado e pensado. Só era de esperar que nada impedisse que tal acontecesse, nomeadamente a derrota. Como a derrota era algo em que nem queria acreditar, Hitler e o seu governo, pensavam assim iria ser. No entanto, com o ataque dos aliados, as tropas alemãs começaram a temer e a ver a vitória escapar-se-lhes por entre os dedos. Assim, deram ordem de, no caso de derrota, as obras seriam todas destruídas. Como foram derrotados, logo se compreendeu que assim iria ser. 


Um professor de arte americano (George Clooney, que também é o realizador), defensor do património, decide pedir apoio para que tal não acontecesse. Junta os apoios necessários e para a sua missão são encontrados sete homens (quatro americanos, um inglês e um francês), a maioria deles com conhecimentos em Arte e sem muitos conhecimentos de guerra. Recebem algum treino e são enviados para a Normandia, onde desembarcam para irem rumo aos esconderijos das obras de arte, a fim de as recuperarem. O grupo (entretanto com mais um indivíduo, soldado americano de nacionalidade alemã) vê-se dividido para "caçar" os tesouros pelo território que tinha sido invadido pelos alemães. Assim começa uma verdadeira caça ao tesouro, onde a luta pela procura das obras de arte começa por ser a grande finalidade. Porém, à medida que a caça decorre, outras finalidades começam a surgir, nomeadamente a necessidade de apoio e de sobrevivência. Numa Europa ainda em guerra (no final, mas ainda assim com alguns confrontos em determinadas áreas críticas), o grupo vê-se a mãos com algo que não esperava e sem o treino necessário para enfrentar tais perigos. 


Esta é uma história de coragem, sobrevivência, amizade e idealismo, que é bastante interessante. Só o facto de ser uma história verídica já faz com que o seja. Depois, os atores, os cenários, as relações que se estabelecem, fazem o resto, criando um filme bastante bom. 


Gostei bastante. Gosto dos filmes com este contexto, na maior parte dos casos. É interessante constatar que estão a aparecer novamente filmes cujo contexto é a Segunda Guerra. Anteriormente tinha ido ver A Rapariga Que Roubava Livros, e cujo contexto é precisamente este. Ambos os filmes têm abordagens diferentes à guerra. Neste filme, The Monumnents Men, temos uma prespetiva do final da guerra, em que a trama envolve um tema que não é, só por si, a guerra. Este não é um filme tipicamente de guerra. Não vemos muitas batalhas, soldados, exércitos...(também há, mas não são o centro) ou campos de concentração. Vemos sim uma história "paralela" à guerra em si. Vemos o nascer da ideia de salvar a cultura europeia das mãos de um bando de gente maluca. Nestes dois filmes vê-se que o pessoal do governo alemão gostava imenso de deitar fogo a objetos culturais (livros, obras de arte...) e de destruir. São complementares, comparando certos momentos. Ou seja, este não é um filme comum sobre a Segunda Guerra. É diferente, e isso é bom. É fresco. 

Tem alguns momentos de humor, bastante bem conseguidos e em momentos bastante críticos. Também tem momentos bem comoventes, onde a amizade destes homens é muito bonita. Os diálogos são bem conseguidos, existindo sempre harmonia.

Gostei dos atores. Penso que não poderia haver melhor escolha. E, num filme onde os homens são em grande número, aparece um mulher. Cate Blanchett faz aqui um papel muito interessante e importante, sublime. Gostei de a ver neste "mundo de homens". Ela é uma excelente atriz e faz todos os papéis maravilhosamente. Este é mais um deles. 


A banda sonora também está bem adaptada e em termos de imagem, está fantástico. Muito fiel ao ambiente da época, com cores harmoniosas e detalhes muito bem expostos. Um filme onde a Arte é tão importante tinha de ter atenção e cuidado aos pormenores e de facto consegue muito bem . 

Em suma, é um filme muito bom, onde a História é real.
Podem ver o trailer aqui. Também há o livro.
Bons filmes e comentem!


NOTA (0 a 10): 9