quinta-feira, 16 de junho de 2016

Trono de Vidro, de Sarah J. Maas

Sinopse:

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do príncipe herdeiro. Ele oferece-lhe a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa.

Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império. Cada um deles é patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda, Chaol Westfall. No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interessante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela...mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender.

Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto...e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária, Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar na próxima vítima?

Em Trono de Vidro, a luta de Celaena pela liberdade torna-se numa luta pela sobrevivência e numa jornada inesperada para expor um mal antes de que este destrua o seu mundo. (in Marcador)




Opinião:

Este é um dos livros que mais esperava para ler. Muitas opiniões boas, uma sinopse interessante, uma capa linda...tudo a querer dizer que aqui estava uma excelente leitura. 

Pois bem, Trono de Vidro é, de facto, uma excelente leitura! É um dos livros do género Fantástico que mais me agradou ultimamente, por múltiplos fatores. 

As personagens estão excelentes. Se bem que, tirando Celaena Sardothien, não existam personagens muito complexas e intrigantes, Celaena vale por várias outras personagens. Assassina, prisioneira, muito jovem, Celaena tem um passado misterioso, é inteligente e um papel bastante precário: tem de vencer uma competição repleta de soldados, assassinos e ladrões, que competem para serem o campeão do rei, rei esse cuja personalidade é bastante violenta. Muito engraçada, jovial, guerreira, a jovem assassina estabelece logo de início uma ligação de empatia com o leitor e isso é bom. Também gostei do príncipe Dorian e do capitão da guarda, Chaol, que se tornam bastante próximos dela. 

Em relação ao enredo, este é interessante, com muita ação, humor, mistério, intriga e perigos à mistura. Estava com algum receio de que tudo girasse em torno da competição, parecendo um pouco Rainha Vermelha ou Os Jogos da Fome, mas nada disso (eu gosto dos livros que mencionei, atenção!, só que gosto de ver as narrativas e os seus contextos diferentes uns dos outros). A narrativa parte pela narração do dia a dia de Celaena no castelo de Adarlan, continuando nessa linha. Logo começam os mistérios, as intrigas entre personagens, e as manifestações do passado, que muito me interessaram porque demonstram uma grande capacidade de imaginação e criação da autora. O ambiente de mistério e magia está excelente e deixa o leitor imensamente intrigado e a querer saber mais! 

A escrita é extremamente fluída e agradável. Gostei da forma realista, assertiva e direta com que a história é narrada. Dá um ar descontraído, mas cria um clima de proximidade. 

Também gostei muito das descrições. O castelo de Adarlan é magnífico. Todo de vidro, excepto a base, com o trono também de vidro e um ambiente encantador, é um local muito bem descrito e imaginado. É fácil encontrar-mo-nos lá no meio de toda aquela corte e de todo aquele belíssimo cenário. São descrições pertinentes, bem elaboradas e nada extenuantes. 

Aqui está uma bela história, um belo livro de Fantasia. Tem uma premissa interessante, que não se deixa antever muito neste primeiro volume, mas que só faz com que ainda se tenha mais curiosidade para ler o seguinte! Portanto, recomendo a todos os que gostam de uma boa história! Espero que a Marcador continue a apostar na autora e fazer um belo trabalho gráfico.

NOTA (0 a 10): 10

terça-feira, 7 de junho de 2016

Príncipe dos Espinhos, de Mark Lawrence

Sinopse:

Com apenas 9 anos, numa emboscada planeada pelo inimigo para erradicar a descendência real, o principe Jorg Ancrath é atirado para dentro de um espinheiro, onde fica preso, com espinhos cravados na sua carne, a ver, impotente, a mãe e o irmão mais novo a serem brutalmente assassinados. 

De alma destruída, sedento de sangue e de vingança, Jorg foge da sua vida luxuosa e junta-se a um bando de criminosos e mercenários, a quem passa a chamar de irmãos. Na sua mente há apenas um pensamento, matar o Conde de Renar, o responsável pelas mortes da mãe e do irmão, pelas suas cicatrizes e pela sua alma vazia.

Ao longo de quatro anos, Jorg cresce no sei de batalhas sangrentas, amadurece em guerras impiedosas, torna-se um guerreiro cruel e vai ganhando o respeito dos seus irmãos até que se torna o seu líder. Agora, um reencontro vai levá-los de volta ao castelo onde cresceu e ao pai que abandonou. O que vai encontrar não é o mesmo sítio idílico de que se lembra, mas o príncipe que agora retorna também não é mais a inocente criança de outrora, é o Príncipe dos Espinhos.

Finalista do prémio Goodreads para Melhor Livro Fantástico e considerado por Peter V. Brett, autor do bestseller do New York Times, como a melhor leitura dos últimos anos. (in Topseller)


Opinião:

Quando vi a Topseller a apostar neste livro pensei logo: "Muito bem! Aí está uma trilogia que tenho imensa curiosidade em ler!". E ainda bem que apostou!

Já li muitas opiniões sobre o livro, umas a dizer muito bem, outras a dizer o contrário. Mas na minha opinião, achei o livro bastante interessante.

Primeiro, a personagem principal, o narrador: Jorg. É uma espécie de vilão (a ver bem, todos no livro poderiam sê-lo), tendo em conta as suas atitudes e pensamentos, mas é bem complexo. Com apenas 9 anos, Jorg assiste ao assassinato da sua mãe, a rainha, e do seu irmão mais novo, à mercê das ordens do conde de Renar. Salvo pelo guarda que ia com ele na carruagem, Jorg cai dentro de um espinheiro e fica lá até ser encontrado, completamente preso e quase sem sangue. Depois de meses de tratamentos contra o veneno do espinheiro e para sarar as feridas, Jorg emerge dos seus delírios, completamente diferente daquilo que era anteriormente. Cheio de ódio e sedento de vingança, Jorg acorda para vingar os seus, juntando-se a um bando de mercenários.

Assim começa a demanda de Jorg, que vai mudando ao longo do livro, para depois voltar ao início. Ele tem ideias más, corruptas, assassinas, que aproveita para o fazer chegar ao poder e alcançar o seu objetivo. No tempo presente do livro (existem momentos em que Jorg relata aventuras passadas e momentos em que narra o presente), Jorg tem 14 anos. 

Existem outras personagens: membros da Irmandade (o grupo de mercenários), o capitão da guarda de Ancrath (Sir Makin), o rei (Olidan Ancrath), a rainha, a irmã da rainha (tia de Jorg, Katherine), bruxos, entre outras. Uma das coisas que podia estar melhor é precisamente o facto das personagens secundárias estarem pouco desenvolvidas. Quase não há nada que as descreva ou que aborde o seu passado e mesmo as pequenas introduções antes de cada capítulo não dão muitos detalhes sobre as personagens, e muitas dessas introduções são sobre algumas dessas personagens. 

Segundo, o enredo. A história tem uma boa premissa. Tem um começo forte e tem um objetivo: a vingança de Jorg. Gostei da história. Gostei da forma como é narrada, Jorg é um excelente narrador, muito adulto, com um vocabulário rico e expressões com humor e ironia. É uma narrativa de aventuras, em que as personagens têm vários obstáculos para ultrapassar para conseguir os seus objetivos, o que faz com que seja uma história cheia de ação e aventuras. Não há momentos parados, está sempre tudo em movimento e muitas vezes acaba por ser demasiado depressa. 

Penso que o livro podia ser maior e haver mais calma na narrativa, tanto a nível do desenvolvimento das personagens, como da própria história. 

Terceiro, o contexto. Nesta trilogia a história passa-se no nosso mundo, mas num futuro pós-apocalíptico. Existem imensas referências a ter em conta, uma vez que nada está explicito. Há robots, aparelhos elétricos, estradas, edifícios altos, e outras tantas dicas que nos deixam a pensar no no que poderá ter acontecido, se bem que nada é referido. Também há referência a países e terras existentes e a outras imaginadas, bem como culturas verdadeiras e outras imaginadas. Em termos de religião, é o Cristianismo. Há também uma grande dose de magia, mais nas partes finais, que tem potencial.

Também neste ponto penso que poderia haver um maior desenvolvimento. O autor podia ter escrito mais sobre o contexto e a sua História. Mas está muito interessante e diferente. 

Gostei da escrita, das personagens, do contexto...enfim, de tudo. Na minha opinião a história e as personagens mereciam mais detalhes e um livro mais extenso. Como este é o primeiro volume, pode ser que nos próximos haja maior desenvolvimento a estes níveis e espero que mantenha a ação ou que ainda melhore! Recomendo a todos os que gostam de um bom livro deste género! E não tenham medo da história, existem romances muito mais violentos...não li, mas As Cinquenta Sombras de Grey deve ter um conteúdo mais violento a nível sexual e moral do que este. 

NOTA (0 a 10):

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Amor e Enganos, de Julia Quinn

Sinopse:

Sophie Beckett tinha um plano ousado: fugir de casa para ir ao famoso baile de máscaras de Lady Bridgerton. Apesar de ser filha de um conde, ela viu todos os privilégios a que estava habituada serem-lhe negados pela madrasta, que a relegou para o papel de criada.

Mas na noite da festa, a sorte está do seu lado. Sophie não só consegue infiltrar-se no baile como conhece o seu Príncipe Encantado. Depois de tanto infortúnio, ao rodopiar nos braços fortes do encantador Benedict Bridgerton, ela sente-se de novo como uma rainha. Infelizmente, todos os encantamentos têm um fim, e o seu tem hora marcada: a meia-noite. 

Desde essa noite mágica, também Benedict se rendeu à paixão. O jovem ficou até imune aos encantos das outras mulheres, exceção feita...talvez...aos de uma certa criada, que ele galantemente salva de uma situação desagradável. Benedict tinha jurado tudo fazer para encontrar e casar com a misteriosa donzela do baile, mas esta criada arrebatadora fá-lo vacilar. Ele está perante a decisão mais importante da sua vida. Tem de escolher entre a realidade e o sonho, entre o que os seus olhos veem e o que o seu coração sente. Ou talvez não... (in Goodreads)



Opinião:

Este é o terceiro livro da série Bridgerton. E é mais um excelente romance da autora! Destes três, este volume é o mais diferente, pois não segue bem o mesmo esquema de acontecimentos, que nos anteriores acabou por ser um pouco parecido. Neste isso não acontece o que é uma lufada de ar fresco.

Neste livro, a autora foca a sua atenção no segundo irmão Bridgerton: Benedict. Sempre me agradou nos outros livros e aqui justificou a minha opinião. Excelente personagem, um bocadinho diferente, mais artista e não tão forte, mas com um carácter sonhador e amável. Gostei muito dele, da forma como conheceu Sophie e do modo como a história de ambos se desenrolou. Também gostei muito de Sophie, que é uma personagem bastante diferente das outras personagens femininas dos outros livros: bastarda, pobre e criada. Ou seja, tudo para não ser digna de um Bridgerton. 

O que começa por ser um pouco um reconto da Cinderela, acaba por se tornar numa história muito própria e bem elaborada, com muitas peripécias, muito humor, romance e alguns acontecimentos inesperados e emocionantes. Senti que o enredo, estava mais maduro, com nuances mais sérias, principalmente até aos momentos finais, que, na minha opinião, podia ter sido melhor explorado e mais trabalhado, uma vez que essa parte merecia mais destaque e mais seriedade. Tirando isso, achei o enredo mais rico, mais diversificado e mais arrojado. 

Encontrei novamente uma linguagem divertida e irónica, que muito me tem agradado nesta série. Espero que assim continue! 

Em relação às descrições, tenho a referir que estão perfeitas e pertinentes, sendo que é possível ao leitor estar junto das personagens, a desfrutar do ambiente e da ação como se estivesse no Pensatório. 

Em suma, mais um excelente livro da autora! Em relação aos três lidos, este foi o que mais gostei, porque achei muito interessante as duas formas como Benedict encontrou Sophie, criando uma empatia logo à primeira vista, mas que faz sentido, em especial da segunda vez, depois do que acontece a Benedict. Também gostei da forma como a história vai decorrendo e de como as personagens da família Bridgerton aparecem mais vezes e têm um papel maior na trama. Em relação à fantástica autora da crónica social, o mistério continua, mas parece mais próximo de ser desvendado! 

Recomendo a todos os que gostam de um bom romance! 

NOTA (0 a 10): 10

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Divulgação - Príncipe dos Espinhos, de Mark Lawrence

Chegou a Portugal um dos livros mais esperados para quem é fã de Fantástico!!! 




Sinopse:


Com apenas 9 anos, numa emboscada planeada pelo inimigo para erradicar a descendência real, o príncipe Jorg Ancrath é atirado para dentro de um espinheiro, onde fica preso, com espinhos cravados na sua carne, a ver, impotente, a mãe e o irmão mais novo a serem brutalmente assassinados. De alma destruída, sedento de sangue e de vingança, Jorg foge da sua vida luxuosa e junta-se a um bando de criminosos e mercenários, a quem passa a chamar de irmãos. Na sua mente há apenas um pensamento, matar o Conde de Renar, o responsável pelas mortes da mãe e do irmão, pelas suas cicatrizes e pela sua alma vazia. Ao longo de quatro anos, Jorg cresce no seio de batalhas sangrentas, amadurece em guerras impiedosas, tornase um guerreiro cruel e vai ganhando o respeito dos seus irmãos até que se torna o seu líder. Agora, um reencontro vai levá-lo de volta ao castelo onde cresceu e ao pai que abandonou. O que vai encontrar não é o mesmo sítio idílico de que se lembra, mas o príncipe que agora retorna também não é mais a inocente criança de outrora, é o Príncipe dos Espinhos.


Autores fabulosos e publicações importantes têm uma palavra a dizer:


«Absolutamente fantástico... de cortar a respiração. Um livro negro que nos puxa para dentro dele.» Robin Hobb, autora bestseller do New York Times 


«O melhor livro que li em muitos anos. [Lawrence] prende-nos nos seus livros e não nos liberta mais.» Peter V. Brett, autor bestseller do New York Times


 «Mórbido e emocionante, um conto fantástico e corajoso.» Publishers Weekly



Sobre o autor:

Mark Lawrence é um escritor britânico e investigador no campo da inteligência artificial, tendo já colaborado com os governos norte-americano e britânico. Estreou-se na escrita com Príncipe dos Espinhos, em 2011, obra que o colocou entre os finalistas do Prémio Goodreads para Melhor Livro Fantástico em 2011, entre outras importantes nomeações. Este é o primeiro livro da Trilogia dos Espinhos, composta ainda por Rei dos Espinhos e Imperador dos Espinhos, também finalistas do prémio Goodreads nos anos seguintes. Traduzido em mais de 20 línguas. 

Saiba mais sobre o autor em www.marklawrence.buzz

Príncipe dos Espinhos | 320 pp. | 17,69€ | Saída a 23 de maio

Informações presentes em: Editora Topseller

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O Grito da Terra, de Sarah Lark

Sinopse:

A infância de Gloria acaba abruptamente quando a família decide enviá-la para um internato na Grã-Bretanha com a prima Lilian. Embora Lilian se adapte muito bem aos costumes que regem o Velho Mundo, Gloria deseja voltar a todo o custo à terra que a viu nascer, e para o conseguir elabora um plano audacioso.

O sentimento profundo que a impede de regressar a casa vai marcar o seu destino e transformar Gloria numa mulher bem mais forte.

Com O Grito da Terra, Sarah Lark encerra a Trilogia da Nuvem Branca. Nas suas páginas assistimos ao desenrolar da história de amor, das aventuras, do exotismo e da paixão de várias gerações das famílias Warden e O'Keefe. (in Marcador)


Opinião:

Este é o terceiro livro da Trilogia da Nuvem Branca e é mais uma obra da literatura. Penso que ninguém fica indiferente à beleza das palavras e da história que Sarah Lark escreveu, porque seria ficar indiferente à História do nosso mundo e à sua evolução. É ainda uma maneira fantástica de ficar a conhecer mais sobre uma realidade que nem sempre é muito divulgada. Pessoalmente, não conhecia muitas informações sobre a Nova Zelândia e a sua História, apenas que era um dos país para onde iam muitos deportados e fugitivos. Também não sabia muita coisa sobre maoris. Não estou com isto a querer afirmar que fiquei a saber tudo, mas sei que fiquei a saber muito mais do que aquilo que sabia e pude aprender factos históricos muito interessantes com a leitura desta trilogia.

Porém não é só nesta vertente que temos aqui uma história excelente. Toda a escrita, o enredo, as personagens...são todos elementos fulcrais e únicos, que tornam esta história única e inimitável. Não esquecerei estas personagens, que tive o prazer de acompanhar ao longo de décadas da sua vida através destes três livros. Foi com interesse que as acompanhei e que torci com elas em relação às suas aventuras. 

Neste livro encontramos as personagens já mais velhas e acompanhamos principalmente as bisnetas de Gwyn, Lilian (filha de Elaine e Tim, uns dos protagonistas do segundo livro) e Gloria (filha de Kura e William, outros protagonistas do segundo livro). 

Gloria, uma jovem meio maori meio inglesa, vê a sua ambição enquanto herdeira e moradora de Kiward Station, em perigo quando é enviada pela mãe, Kura, para um colégio de artes em Inglaterra. Muito tímida e reservada, Gloria não se dá bem no colégio e nem com a ajuda da sua prima, Lilian, que também vai para o colégio para acompanhar Gloria, consegue superar as atrocidades de que é vítima. Sem amigos e sozinha, Gloria só tem um desejo: voltar a casa, a todo o custo.

Lilian, mais nova do que Gloria, é o oposto desta. Vivaça, faladora e nada tímida, logo se relaciona com todas as colegas e muitas vezes salva Gloria de situações mais delicadas. Com uma mente romântica e um desejo enorme de conhecer o amor da sua vida. Lilian cedo começa à procura do seu príncipe encantado, acabando por o encontrar à primeira, descobrindo posteriormente que é alguém que lhe está proibido. 

No entanto, também acompanhamos outra personagem muito importante: Jack, o filho de Gywn e James. Jack, um rapaz com um coração enorme, descobre o seu amor em Charlotte Greenwood, mas depois de alguns acontecimentos, vê-se forçado a partir para a guerra, acabando por ir parar a Galípoli, onde houve uma das batalhas mais sangrentas da Primeira Guerra. 

Gostei imenso de reencontrar as personagens e de voltar a estar com elas. Gostei muito de Lilian, Jack e Gloria, se bem que também tenha gostado de Charlotte e Ben, bastante, e ainda de Roly, o ajudante de Tim e Jack. Todas as personagens são únicas e fundamentais, e as relações que se estabelecem entre si não podiam ser diferentes. Todas fazem parte do todo e formam um belíssimo quadro que se conjuga na totalidade para formar um enredo rico e complexo. Claro que gostei das personagens presentes nos outros livros. 

Também gostei da maneira como a história das personagens se cruzou com os acontecimentos daquela época, nomeadamente a Primeira Guerra. As descrições e ações das personagens, locais e batalhas, estão excelentes e fortes, dando ainda mais credibilidade ao enredo. Foram momentos de grande tensão, muito bem escritos. 

Outro aspeto que muito me agradou foi a forma como a evolução aconteceu ao longo da trilogia. As modas, as mentalidades, a educação, a medicina, a arte...todos os aspetos sociais que foram evoluindo de modo visível ao longo dos livros e que servem de estudo sobre a nossa sociedade ao longo do tempo. A forma como as personagens se adaptam às modas e crescem com a evolução das mentalidades está perfeita. Desde as personagens femininas a comentarem e apreciarem os vestidos e penteados mais curtos e as calças, até à ida das mulheres para a Universidade e à criação de cursos superiores relacionados com a cultura maori. 

Apreciei imenso a forma como a autora entrelaçou as histórias das personagens e como apresentou o final. Foi um bom final, bonito e épico. Acho que encontrou todo o equilíbrio que havia para encontrar e fê-lo muito bem. 

Este livro está melhor do que o segundo, a meu ver, mas para mim, o primeiro foi o melhor de todos. Um começo forte e memorável, que passa por um segundo volume mais calmo e delicado e que desagua num épico final, cheio de emoções fortes e de temas controversos e fortes. Sem dúvida, estamos perante uma das melhores trilogias da atualidade, que é completamente obrigatória para qualquer leitor que aprecie uma história bem contada, rica e complexa.

Recomendo sem reservas a todos os que gostam de bons livros e de viver as emoções de uma boa história!
A editora Marcador tem imenso mérito por ter "agarrado" uma autora fabulosa. Muito bem! Continuem a apostar em Sarah Lark! E também quero mencionar o excelente design da capa e do interior. 

NOTA (0 a 10): 10

domingo, 15 de maio de 2016

O Ciclo Pendragon - Graal, de Stephen Lawhead

Sinopse:

A seca, a peste e a guerra deixou a Ilha dos Poderosos arrasada e o seu coração, o amado Artur, gravemente ferido. Mas, espantosamente, o Rei Supreme vive - as suas feridas são saradas e o seu vigor restabelecido por uma sagrada e secreta relíquia: o Santo Graal.

Em Ynys Avallach, um Artur moribundo foi milagrosamente renovado. O grande Rei quer partilhar os poderes curativos do Graal com todos os que assim o desejem. Mas o mal entrou na corte real sob o disfarce de uma bela donzela. Sem o conhecimento de Artur, forças malévolas seduzem o mais leal campeão do rei. Graal é roubado, desaparecendo algures nas profundezas do desconhecido.

Artur enfrenta agora o maior desafio ao seu poder: uma jornada para recuperar o Graal perdido. (in Goodreads)




Opinião:

Esta é uma das sagas mais belas que tenho tido oportunidade de ler. Depois de ter lido os anteriores através da biblioteca, foi com grande prazer que descobri este exemplar na Feira do Livro de Setúbal há uns anos, sendo assim o único de seis livros fantásticos que se encontra nas prateleiras. E, depois de tanto tempo há espera, este exemplar foi lido. 

Depois do quarto livro, Pendragon, e do final misterioso e um tanto atordoador, fiquei num hiatus entre a leitura desse e deste, Graal. Ainda bem, porque tornou este livro ainda mais "doce". Foi como um elixir de beleza de encanto que me veio parar às mãos e tornei a embrenhar-me naqueles bosques, naquelas intrigas tão bem elaboradas e escritas com uma grande beleza e reencontrar personagens tão brilhantes como Artur e Merlin. 

Neste volume a história é narrada por Gwalchavad (Galahad, noutras histórias arturianas), ainda parente de Morgana, é um dos amigos leais de Artur. Depois das guerras com os povos invasores, da recuperação milagrosa de Artur e da seca, este e os outros amigos vêm-se a braços com uma nova aventura: dar a conhecer o Graal a todos e protegê-lo, inaugurando assim o Reino do Verão, o grande objetivo de toda a saga, profetizado por Taliesin no primeiro livro. Porém, cedo começam a ver que algo está estranho e a outra narradora da história começa e tecer a sua teia, se bem que não apareça diretamente no livro: Morgana. 

Personagens maravilhosas, ricas e complexas, que é sempre um prazer reencontrar, ajudaram mais uma vez a criar uma história fantástica. Nesta história deixam-se de lado as guerras mais mundanas e o foco principal passa a estar relacionado com o Graal e todos os seus poderes. Não há tantas personagens como nos outros livros, mas as que estão presentes continuam no seu melhor: Artur, Merlin, Avallach, Charis, Morgana...todos elas estão muito bem, mesmo que nem todas tenham o mesmo destaque que noutros livros da saga. Artur e Merlin continuam no centro de tudo, com especial atenção para Llenlleawg (Lancelot) e Morgaws. 

O enredo é mais dado ao mistério e à magia. As personagens partem numa demanda perigosa pelo meio de caminhos obscuros e repletos de misteriosos e horrendos desafios, que vão aparecendo de repente e que muito servem para demonstrar a capacidade imaginativa do autor, bem como a sua audácia quanto ao mistério e ao suspense. O clima de suspeita e mistério está presente durante todo o livro e o dei por mim sempre na expectativa, a querer saber o que vinha a seguir e a estabelecer teorias. 

As descrições continuam perfeitas, transpirando harmonia e beleza, mas também uma força assustadora nos momentos mais tensos. Mais uma vez, o autor cria o ambiente certo, faz as descrições certas, através de uma linguagem rica e elaborada, épica. É como se o leitor estivesse junto das personagens. 

Em suma, é mais um belíssimo romance fantástico de Stephen Lawhead. Recomendo sem reservas a todos os que gostam de um bom livro. Para quem gosta das lendas arturianas então é um autêntico doce que se derrete na boca. 

NOTA (0 a 10): 10

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Leonor de Aquitânia- A Rainha do Verão, de Elizabeth Chadwick - Divulgação

Já saiu um dos livros mais esperados do ano: Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão, da grande autora do Romance Histórico, Elizabeth Chadwick, de quem já tive o prazer de ler Sombras e Fortalezas. 

Este livro, encontramos a jovem Leonor de Aquitânia, que torna-se herdeira de um dos reinos mais prósperos da altura (1137). Sendo forçada a ir para Paris para casar com o príncipe herdeiro Luís VII, Leonor vai-se adaptando, até que o rei morre, tornando-se assim Rainha de França. No meio de intrigas imensas entre a Corte e o Clero, com apenas 13 anos, Leonor tem muito para aprender. 

Neste primeiro volume de uma trilogia sobre esta Rainha, descobrimos uma história repleta de segredos e História, numa fascinante viagem pela Idade Média. 





"Reconhecida pela profundidade dos seus romances históricos, Elizabeth Chadwick relata-nos uma guerra dos sexos através dos olhos de uma grande mulher." - New York Post

"Vai sentir-se a entrar numa viagem magistral!" - Daily Telegraph



Leonor de Aquitânia. A Rainha do Verão já se encontra nas livrarias (Edições Topseller, 480 páginas, 21,98 euros). Podem ler as primeiras páginas aqui