Hoje venho desejar-vos um Feliz Natal, cheio de tudo de bom! =)
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Ventos da Paixão, de Sarah Mallory
Este é o primeiro livro que leio da Harlequim. Para primeira
experiência, foi agradável. É uma leitura divertida, leve, com alguns
momentos de humor e bastante sedução. Tem ainda alguma ação e aventura, o
que também ajudou ao interesse pela história. O único aspeto que tenho a
apresentar é o facto e o livro ter sido traduzido para Português do
Brasil. Apesar de não ter nada contra ler em pt-br, acho que não havia
necessidade da tradução ter sido assim. Afinal, comprei o livro como
sendo em Português de Portugal...se tivesse comprado um livro do Brasil,
aí sim, contava com a tradução em pt-br!
Mas o facto de o livro estar em pt-br acaba por não alterar em nada o interessa da história, da qual gostei bastante. Como referi anteriomente, esta é uma leitura bastante leve, onde a história e as personagens são bastantes lineares. É um romance bom para se passar o tempo ou para intercalar com outras leituras mais densas.
A história conta como Evelina, uma jovem inglesa a viver no interior, acaba por se apaixonar e viver uma aventura romântica e um tanto periogosa com o seu noivo, que apareceu na propriedade do seu avô com um plano para casar com ela.
Não quero estar aqui a escrever muito mais sobre o enredo, uma vez que seria fácil escrever vários spoilers, pois a história não tem grande densidade ou profundidade.
As personagens são um tanto planas e não muito complexas, talvez com excepção do homem: Nick Wilder, um capitão da marinha inglesa, sempre à procura de aventura. A jovem, Eve, também não está mal, não é uma rapariga lamechas nem nada disso, sempre à procura de aventura. Mas isso não faz com que haja uma grande complexidade.
Gostei das aventuras em alto mar, das perigosas idas e vindas por túneis velhos e escuros, das perseguições a cavalo e das aventuras românticas entre as personagens.
Então, se não há muita complexidade ou um enredo muito rico e forte, porquê é que este é um livro interessante?
A resposta a esta questão é a seguinte:
É um livro que distrai; cumpre o seu propósito; dá para desanuviar; dá para para entreter. É leve, tem aventuras e bastante romance e sedução, sem "fofuras". Como primeira experiência com a Harlequim, esta foi agradável!
Recomendo e não tenham problema com a tradução, apesar de esta poder ter sido revista para pt-pt.
Então, se não há muita complexidade ou um enredo muito rico e forte, porquê é que este é um livro interessante?
A resposta a esta questão é a seguinte:
É um livro que distrai; cumpre o seu propósito; dá para desanuviar; dá para para entreter. É leve, tem aventuras e bastante romance e sedução, sem "fofuras". Como primeira experiência com a Harlequim, esta foi agradável!
Recomendo e não tenham problema com a tradução, apesar de esta poder ter sido revista para pt-pt.
NOTA (0 a 10): 8
domingo, 14 de dezembro de 2014
Os Olhos de Allan Poe, de Louis Bayard
Já há alguns anos que andava de olho nesta obra e, com a promoção da
Sábado/Saída de Emergência, tive a oportunidade de o adquirir por um
preço mais interessante. Não pude resistir! E o resultado foi
fantástico: há muito tempo que não lia um livro deste género tão bom!
Gosto de um bom thriller; seja em filme ou em livro. Uma história com mistério, intensa, poderosa. E se for passada no século XIX melhor ainda, uma vez que essa época é, por excelência, a melhor para estes temas (na minha opinião). Depois, o facto de Poe aparecer na história também não me podia deixar indiferente, uma vez que gosto bastante das suas histórias, cheias de mistério e terror.
O livro narra a história do polícia investigador Augustus Landor, que, devido a uma tuberculose, tem de ir viver para as terras altas americanas, perto da academia militar de West Point, indo com a sua esposa e filha. Tempos mais tarde, Landor vê-se sozinho, sem família e repleto de sentimentos melancólicos. É ele o narrador, que, quase a morrer, decide contar a sua história...a verdadeira história.
Na noite de 25 de outubro de 1830, aparece um cadete morto, enforcado, cujo corpo é roubado para depois aparecer mutilado: sem coração. O pessoal da academia vê-se na obrigação de pedir a colaboração de Landor para a investigação, que aceita, acabando por contratar um assistente para o ajudar no caso: o cadete Edgar Allan Poe, Fourth Classman, que o tinha procurado para lhe dizer que o assassino seria um poeta.
A relação entre ambos intensifica-se à medida que as investigações procedem e durante estas, Poe descobre mais do que aquilo que procurava, procura o amor da sua vida: a jovem Lea Marquis, filha do médico da academia.
Numa história cheia de mistério e assombração, será que o amor e a amizade prevalecem às mais duras provas?
Bem...há muito tempo que não lia algo do género. Talvez desde O Jogo do Anjo, de Zafón. E posso dizer, sem dúvidas, que este foi um dos melhores livros que li neste ano. É repleto de mistério e está envolto numa névoa a roçar o terror muito bem contextualizada. A mestria com que o autor desenvolveu as personagens e as suas relações não podia ser melhor, uma vez que conseguiram transmitir completamente as suas emoções, sentimentos e ações. Vibrei com os acontecimentos que se vão desenvolvendo ao longo da narrativa, acompanhando totalmente as personagens, como se estivesse lá presente...e isso é maravilhoso.
As personagens estão excelentes e complexas, todas elas. Sendo que algumas existiram na realidade, a contextualização ficou perfeita. Poe está fantástico! É como se tivesse sido mesmo assim. A sua personalidade, o seu carácter, a sua maneira de falar, de escrever, de se relacionar com a Vida e com os outros, o escritor conseguiu criar um Poe que poderia ter sido aquele mesmo, o verdadeiro, uma vez que é fácil imaginar a pessoa real como sendo aquela que aparece na história. Todos os momentos em que ele aparece são um puro deleite. Não havia outra personagem que poderia integrar este papel. Ele é o centro da história, a base e magia da história.
A contextualização histórica e ambiental também está sublime, uma vez que a atmosfera apresentada consegue passar para o leitor. Mais uma vez, é como se lá se estivesse, naqueles momentos, naqueles locais.
O intrincado e complexo enredo é fascinante. O que parece, por vezes não é, e o que parece não ser, por vezes é-o. Fiquei muito agradada com o rumo que o enredo tomou e como terminou, o que só mostra a mestria com que o autor conduziu a história. Nada fica solto nem nada aparece ao acaso. Houve momentos em que parecia que andava por ali o Sherlock Holmes e o seu amigo Watson e isso também me alegrou. Gostei muito dos tons um tanto obscuros que a história levou e do mistério negro que a envolveu.
É uma história um tanto arrepiante nas descrições de alguns aspetos anatómicos, mas isso só faz com que tudo encaixe melhor e dá força ao enredo e carácter. Ainda bem que o autor não teve tento nas palavras, pois se tivesse tido, não teria sido tão bom.
Também existem momentos de muita beleza e algum humor, sempre inteligente, quase sempre protagonizados por Poe. Esses momentos fazem com que o quadro de ingredientes presentes na obras seja vasto e bem interligado. Há a dose certa de tudo.
Em suma, esta é uma obra que recomendo a todos. Fantástica! Só mais um apontamento, a capa é maravilhosa!
Gosto de um bom thriller; seja em filme ou em livro. Uma história com mistério, intensa, poderosa. E se for passada no século XIX melhor ainda, uma vez que essa época é, por excelência, a melhor para estes temas (na minha opinião). Depois, o facto de Poe aparecer na história também não me podia deixar indiferente, uma vez que gosto bastante das suas histórias, cheias de mistério e terror.
O livro narra a história do polícia investigador Augustus Landor, que, devido a uma tuberculose, tem de ir viver para as terras altas americanas, perto da academia militar de West Point, indo com a sua esposa e filha. Tempos mais tarde, Landor vê-se sozinho, sem família e repleto de sentimentos melancólicos. É ele o narrador, que, quase a morrer, decide contar a sua história...a verdadeira história.
Na noite de 25 de outubro de 1830, aparece um cadete morto, enforcado, cujo corpo é roubado para depois aparecer mutilado: sem coração. O pessoal da academia vê-se na obrigação de pedir a colaboração de Landor para a investigação, que aceita, acabando por contratar um assistente para o ajudar no caso: o cadete Edgar Allan Poe, Fourth Classman, que o tinha procurado para lhe dizer que o assassino seria um poeta.
A relação entre ambos intensifica-se à medida que as investigações procedem e durante estas, Poe descobre mais do que aquilo que procurava, procura o amor da sua vida: a jovem Lea Marquis, filha do médico da academia.
Numa história cheia de mistério e assombração, será que o amor e a amizade prevalecem às mais duras provas?
Bem...há muito tempo que não lia algo do género. Talvez desde O Jogo do Anjo, de Zafón. E posso dizer, sem dúvidas, que este foi um dos melhores livros que li neste ano. É repleto de mistério e está envolto numa névoa a roçar o terror muito bem contextualizada. A mestria com que o autor desenvolveu as personagens e as suas relações não podia ser melhor, uma vez que conseguiram transmitir completamente as suas emoções, sentimentos e ações. Vibrei com os acontecimentos que se vão desenvolvendo ao longo da narrativa, acompanhando totalmente as personagens, como se estivesse lá presente...e isso é maravilhoso.
As personagens estão excelentes e complexas, todas elas. Sendo que algumas existiram na realidade, a contextualização ficou perfeita. Poe está fantástico! É como se tivesse sido mesmo assim. A sua personalidade, o seu carácter, a sua maneira de falar, de escrever, de se relacionar com a Vida e com os outros, o escritor conseguiu criar um Poe que poderia ter sido aquele mesmo, o verdadeiro, uma vez que é fácil imaginar a pessoa real como sendo aquela que aparece na história. Todos os momentos em que ele aparece são um puro deleite. Não havia outra personagem que poderia integrar este papel. Ele é o centro da história, a base e magia da história.
A contextualização histórica e ambiental também está sublime, uma vez que a atmosfera apresentada consegue passar para o leitor. Mais uma vez, é como se lá se estivesse, naqueles momentos, naqueles locais.
O intrincado e complexo enredo é fascinante. O que parece, por vezes não é, e o que parece não ser, por vezes é-o. Fiquei muito agradada com o rumo que o enredo tomou e como terminou, o que só mostra a mestria com que o autor conduziu a história. Nada fica solto nem nada aparece ao acaso. Houve momentos em que parecia que andava por ali o Sherlock Holmes e o seu amigo Watson e isso também me alegrou. Gostei muito dos tons um tanto obscuros que a história levou e do mistério negro que a envolveu.
É uma história um tanto arrepiante nas descrições de alguns aspetos anatómicos, mas isso só faz com que tudo encaixe melhor e dá força ao enredo e carácter. Ainda bem que o autor não teve tento nas palavras, pois se tivesse tido, não teria sido tão bom.
Também existem momentos de muita beleza e algum humor, sempre inteligente, quase sempre protagonizados por Poe. Esses momentos fazem com que o quadro de ingredientes presentes na obras seja vasto e bem interligado. Há a dose certa de tudo.
Em suma, esta é uma obra que recomendo a todos. Fantástica! Só mais um apontamento, a capa é maravilhosa!
Citações:
Como é súbita a chegada da bênção do Amor! E como nos ilude no momento
do seu nascimento! (...) Em suma, caí inanimado. E teria, sem um único
enjoo, perdido a palestra da manhã. (...) Foi o rosto dela que
contemplei ao recuperar os sentidos - as suas paradisíacas órbitas,
emanando raios de luz sagrada.
"Mr. Poe," disse ela. "Sugiro que, no nosso próximo encontro, permaneçamos ambos conscientes o tempo todo." p.202
"Mr. Poe," disse ela. "Sugiro que, no nosso próximo encontro, permaneçamos ambos conscientes o tempo todo." p.202
Demorou cinco segundos(...) mas a picada da lanceta espicaçara algo no
corpo de Poe. Um zumbido nas pernas e nos ombros. Ele murmurou: "Lea".
Os olhos cor-de-avelã abriram-se sobressaltados e contemplaram o
espectáculo de ele próprio, a esvair-se para um vaso.
-Estranho - murmurou. (...)
Ele vai morrer, pensei.
Poe ergueu-se sobre um cotovelo. Disse:
-Lea.
E disse-o de novo. Disse-o com mais resolução... p.344
-Estranho - murmurou. (...)
Ele vai morrer, pensei.
Poe ergueu-se sobre um cotovelo. Disse:
-Lea.
E disse-o de novo. Disse-o com mais resolução... p.344
NOTA (0 a 10): 10
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Steampunk Soldiers: Uniforms & Weapons from the Age of Steam, de Philip Smith e Joseph A. McCullough
Esta obra tem como objetivo dar a conhecer como seriam os soldados de diferentes nações tendo em conta as tendências Steampunk. Ou seja, é um livro para amantes deste género e para quem gosta de imaginar, e, também, saber mais um bocadinho sobre este contexto.
Gostei
bastante deste livro. O texto está excelente, com belas descrições e
apontamentos bem interessantes. As ilustrações estão maravilhosas,
claramente dentro do género Steampunk, como o próprio título do livro
indica.
Existem vários países, cujos exércitos estão representados, tendo em conta o séc. XIX e por aí. Senti a falta de Portugal...mas enfim. É um livro precioso para quem gosta deste tema e para quem quer ter ideias para desenhar ou escrever com este contexto.
Existem vários países, cujos exércitos estão representados, tendo em conta o séc. XIX e por aí. Senti a falta de Portugal...mas enfim. É um livro precioso para quem gosta deste tema e para quem quer ter ideias para desenhar ou escrever com este contexto.
A relação entre a ficção e a realidade histórica também está sempre presente, tanto na narrativa como na imagem. É também deveras interessante observar a mestria com que o ilustrador, Mark Stacey, conseguiu apropriar-se das diversas características físicas dos diferentes povos representados na obra de modo a que seja possível, ao olhar para cada povo, distingui-lo de outro, através, não só das roupas, mas também dos modos e da fisionomia.
Um bom livro, cheio de arte!
NOTA (0 a 10): 8
Divulgação - O Cavalheiro Inglês, de Carla M. Soares
NO SEIO DE UMA FAMÍLIA, HÁ CORAÇÕES QUE SE
AGITAM ENTRE O CURSO DA HISTÓRIA E O IRRESISTÍVEL PERFUME DOS LIVROS.
PORTUGAL. 1892. Na sequência do Ultimato
inglês e da crise económica na Europa e em Portugal, os governos sucedem-se, os
grupos republicanos e anarquistas crescem em número e importância e em Portugal
já se vislumbra a decadência da nobreza e o fim da monarquia.
Os ingleses que ainda permanecem em
Portugal não são amados. O visconde Silva Andrade está falido, em resultado de
maus investimentos em África e no Brasil, e necessita com urgência de casar a
sua filha, para garantir o investimento na sua fábrica.
Uma história empolgante que nos transporta para Portugal na transição do século XIX para o século XX numa narrativa recheada de momentos históricos e encadeada com as emoções e a vida de uma família portuguesa. (conforme Editora Marcador)
À venda desde dia 2 de dezembro!
domingo, 7 de dezembro de 2014
Besta, de Scott Westerfeld
Este é o segundo livro da trilogia Leviatã, de Scott Westerfeld.
Depois de ter lido o primeiro há alguns meses e de ter ficado muito agradada, decidi agora retomar as aventuras de Alek e Deryn.
Depois de ter lido o primeiro há alguns meses e de ter ficado muito agradada, decidi agora retomar as aventuras de Alek e Deryn.
Neste volume, o Leviatã segue viagem para a Turquia, para que seja resolvido o imbróglio diplomático causado pela usurpação, por parte do Almirante Churchill, do navio de guerra prometido aos turcos, incluindo também o animal seu companheiro de nome Beemoth (Besta; um género de Kraken mais poderoso). Depois de vários contratempos, Alek e Deryn são separados e os seus caminhos bifurcam-se, estando sempre presente o dever de ajudar a nação ou tentar travar a guerra.
Pois bem, este é mais uma fantástica aventura passada neste mundo Steampunk, onde a História se enterlaça com a ficção alternativa. O primeiro livro foi muito bom e esperava que este fosse tão ou melhor do que esse. Acabei por gostar ainda mais deste.
As personagens continuam fantásticas, tanto as que já conhecemos como as que vão aparecendo ao longo da história. Existe uma maior fluidez a nível do enredo; não existem tantos termos mais técnicos ou tantas explicações mecânicas ou darwinistas, existindo mais espaço para a ação, para a intriga e para o desenvolvimento das personagens, tanto a nível individual como a nível das suas relações. Gostei imenso das novas personagens. Não sei se vão aparecer no próximo, mas foram fulcrais neste volume! Em especial, gostei imenso do jornalista Malone...um jovem cheio de estilo!
Também gostei de ver a evolução do relacionamento entre Deryn e Alek. O autor soube levar bem a história deles e espera-se bastante confusão na descoberta do segredo de Deryn, que, espero, seja um dos momentos com mais clímax de toda a trilogia. Vê-los como trio, com a Lilit, foi muito engraçado, uma vez que as situações levaram a dupla a momentos bem interessantes e até hilariantes. A Deryn é muito engraçada!
Também houve mais aspetos emocionais e de maior tensão, o que faz com que a narrativa se torne mais "adulta". Os perigos pelos quais as personagens passam são maiores, bem como as intrigas que fazem com que a trama se torne mais densa.
As descrições de locais, seres e máquinas também estão fantásticas. O autor esmerou-se a nível da imaginação e da contextualização histórica/ficção/steampunk. É um "mundo steampunk" deveras interessante, a meu ver! Que tem como atrativo o facto de ter um fundo bastante grande de verdade e de realidade. É, de facto, possível olhar para o nosso passado e imaginá-lo cheio das máquinas e seres que existem nesta história.
Também quero aqui referir as magníficas ilustrações de Keith Thompson, que nos fazem sonhar e imaginar ainda com maior detalhe o que é descrito e narrado por Scott Westerfeld. Fazem uma dupla fantástica.
Em suma, mais uma boa história de Scott Westerfeld. Espero que o terceiro seja, se não for tão bom como estes, ainda melhor!
Ilustrações presentes no livro - Keith Thompson
NOTA (0 a 10): 10
domingo, 30 de novembro de 2014
The Hunger Games - A Revolta parte 1
Fui ver o filme no passado domingo. Cinema cheio, tudo a postos para ver uma das estreias mais aguardadas do ano.
Muito bem; o filme trata de uma parte do livro (foi dividido em dois, como agora parece ser moda) cujo título é o mesmo, e conta o que aconteceu depois da Katniss (Jennifer Lawrence) ter sido retirada da Arena dos 75º Jogos da Fome, bem como os outros jogadores. Agora no Distrito 13, outrora vítima de propaganda do Capitólio como grande derrotado da revolta anterior, Katniss vê-se na incumbência de ser o símbolo da revolta que está a cargo do Distrito, cuja presidente é Alma Coin (Julian Moore). Com a ajuda de Plutarch Heavensbee (Phillip Seymour Hoffman) e de Beetee (Jeffrey Wright), Katniss passa a ser o símbolo da revolução, o mimo-gaio, e começa a gravar uma série de propos (propaganda) (no terreno, em com o apoio de uma equipa de reportagem) para combater pelo Distrito 13 contra o Capitólio e para incendiar os ânimos das pessoas de todos os distritos contra o Capitólio e, em especial, o presidente Snow.
Considero que fizeram bem em dividir a história em duas partes, uma vez que puderam deter-se em mais detalhes deste modo. É mais um filme desta trilogia, com bons desempenhos de todos os atores nele presentes. Gostei bastante do filme, bem como da banda sonora. O Peeta não aparece tantas vezes, mas isso era de esperar e o final não podia ter sido melhor. Fizeram bem em cortar ali. Não pude deixar de comparar com o final da primeira parte do Harry Potter e os Talismãs da Morte, quando o trio vai até à mansão dos Malfoy para resgatar a Luna e os outros reféns. Resgates e finais de primeiras partes.
A Katniss tem o destaque que merece e não podia haver atriz melhor para a interpretar. Gostei de ver Julian Moore como Alma Coin, uma líder bastante fria e calculista. Os ambientes em que a história se desenrola também estão bem interessantes e de acordo com o que é apresentado no livro.
O grande trunfo deste filme é a diferença que nele reside em relação aos dois primeiros. Não há Jogos; há a revolta que tudo o que se passou nos Jogos fez despoletar. Há um ambiente mais sinistro, se se pode assim dizer, no ar e a história passa a ser mais parada. Há momentos de ação, mas não tantos como nos outros dois filmes.
Uma vez que o terceiro livro foi aquele de que menos gostei, seria de esperar o mesmo do filme. Mas, como esta é a parte 1 e não o total, vou esperar pela parte 2 para poder comparar melhor com o livro e tirar conclusões mais assertivas. Porém, posso dizer que gostei do filme, talvez um bocadinho mais do que do livro, porque a Katniss não está tão para baixo no grande ecrã como no livro, algo que me aborreceu e fez com que não tivesse gostado tanto do livro.
Em suma, é uma primeira parte bastante interessante.
NOTA (0 a 10): 8
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